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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

PT anuncia acordo de não agressão com PSB para sufocar candidatura Ciro Gomes

Marília Arraes, Lula e Humberto Costa. Foto: RICARDO STUCKERT


Em uma negociação de última hora, a cúpula do PT comemora ter conseguido sufocar a candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT) ao convencer o PSB a declarar neutralidade na disputa nacional ao invés de apoiar o nome do pedetista ao Palácio do Planalto. A movimentação reforça o lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo preso e virtualmente impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa, como principal nome da esquerda na disputa. Ciro e sua equipe contavam com a aliança com o PSB para ampliar o seu tempo de propaganda de rádio e TV, o número de parlamentares que fariam campanha para ele, assim como o recurso partidário que poderia ser investido em sua campanha - os 47 segundos de tempo que o PSB tem no horário eleitoral e os 118 milhões de reais do fundo eleitoral do partido não serão recebidos por nenhum presidenciável. Sem essa estrutura, a tendência é que o PDT lance chapa pura, na qual teria aproximadamente 30 segundos de tempo de exposição e 61,4 milhões de reais de fundo eleitoral – valor esse a ser dividido com concorrentes a todos os cargos, não apenas para presidente e vice.


"O PT está ensaiando uma valsa à beira do abismo", reagiu Ciro Gomes em entrevista na noite de quarta-feira ao canal GloboNews, se referindo ao provável veto legal à candidatura do petista. "Essa burocracia do PT não está pensando no Brasil", afirmou o candidato do PDT, que disse que não jogou a toalha na luta pelo apoio do PSB.

O isolamento do pedetista foi negociado pelos presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, e do PSB, Carlos Siqueira, juntamente com governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Fernando Pimentel. Em troca da declaração de neutralidade, o PSB recebeu o apoio dos petistas nas candidaturas para governadores de quatro Estados: Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Amapá. Por outro lado, os socialistas se comprometeram a retirar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, para o Governo mineiro, e declarar apoio a Pimentel. Também estão nas mesmas coligações na Bahia, Acre, Ceará e Maranhão (esta encabeçada pelo PCdoB).

A executiva do PT emitiu um documento reforçando que a legenda insistirá na candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Formalmente também convidou o PROS a compor parte de seu arco de alianças nacionais. Esse partido era um com os quais Ciro também negociava a formação de uma coligação. Antes de perder o apoio do PSB, o pedetista já havia sofrida outra derrota quando o centrão decidiu apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) ao invés de apoiá-lo. Embora o PSB ainda não tenha formalizado o acordo, porque ainda precisa fazer sua convenção no próximo domingo, ele é já dado como certo.


O caso de Pernambuco


No caso de Pernambuco, o PT abre mão de uma das suas candidaturas estaduais mais fortes. Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, era o nome do partido e aparecia em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto locais, atrás do atual governador Paulo Câmara (PSB). A vereadora além de carregar o sobrenome de uma grande liderança, ainda defendia fortemente Lula no Estado mais lulista do país (21% votariam no ex-presidente em resposta espontânea, segundo o último Datafolha. O maior percentual do Brasil). Ciente do perigo que Marília poderia representar para sua candidatura à reeleição, Câmara defendia ferrenhamente a aliança nacional com o PT, o que tiraria a neta de Arraes do campo.

Marília fez um vídeo que circulou pelas redes sociais negando a suspensão de sua candidatura e afirmando que o que estava sendo dito era "mais um grande ataque especulativo". "Nós estamos firmes. Não vamos deixar que a esperança do povo de Pernambuco seja usada como moeda de troca". Horas depois, convocou uma coletiva de imprensa para dizer que vai recorrer em todas as instâncias partidárias contra a decisão tomada pela direção nacional do partido e disse se recusar abrir mão de sua candidatura por um "não apoio" do PSB no cenário nacional. Fora da disputa do Governo, existe a possibilidade de ela ser candidata a deputada federal, como desejava em 2013. Se isso ocorrer, novamente no meio do caminho estará a família: a candidatura na qual o PSB mais deve investir para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados é a de João Campos, filho de Eduardo Campos. João já tem percorrido o Estado e realizado diversas atividades políticas. Nos bastidores, fala-se que seu objetivo não é ganhar, mas ser o deputado mais votado do Estado.


Manuela D'Ávil


Em outra frente, há a expectativa de que até o sábado, quando o PT realiza sua convenção, seja anunciada uma aliança oficial com o PCdoB, que lançou o nome de Manuela D’ávila à presidência. No ato que a formalizou como candidata, Manuela insistiu que a prioridade dela e de seu partido sempre foi o de unir as legendas de esquerda, nem que para isso ela tivesse de retirar seu nome da disputa. “Nunca fomos e nunca seremos óbice às articulações em nosso campo político”, afirmou. O nome dela é apontado como um possível vice de Lula. Um dos entusiastas dessa aliança é Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, que é o principal expoente de seu partido. "Até o último minuto quero lutar por essa unidade da esquerda", disse ao EL PAÍS.

Pelas regras, as candidaturas e o arco de alianças têm de ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral até o próximo dia 15. Mas essas decisões só são válidas se elas tiverem sido formalizadas pelos partidos até o dia 5 de agosto. Futuras trocas de nomes de candidatos podem ocorrer até meados de setembro, desde que haja esse entendimento prévio sobre as alianças. Por exemplo, se Lula for impedido de concorrer ao pleito por causa de sua condenação na Lava Jato, ele pode ser substituído por outra pessoa, desde que seja de seu partido ou de alguns dos que estiverem em sua coligação.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Sem dinheiro e cheio de dívidas, como o PT irá bancar suas campanhas em 2018?

Lula e a vereador do Recife, Marília Arraes

A situação para o Partido dos Trabalhadores – PT não está nada fácil.

Já não bastasse os problemas que o partido enfrenta com a operação Lava Jato, ainda vem passando por graves problemas financeiros.

Segundo reportagem de Rogério Gentile na edição impressa desta segunda-feira (26) do jornal Folha de São Paulo, só na justiça paulista circulam ações que cobram do partido a bagatela de 46 milhões de reais em dívidas com empresas de marketing político, gráficas, produtoras, fornecedores de material promocional, um escritório de advocacia e até uma prestadora de serviços contábeis.

A maior parte das dívidas são referentes as eleições que o partido disputou nos anos de 2014 e 2016.

Derrotado na campanha de reeleição em 2016 e cotado como alternativa do PT ao Planalto neste ano, Fernando Haddad publicou um vídeo na internet pedindo doações para quitar dívidas que totalizavam R$ 8,58 milhões.

“A eleição acabou, mas a campanha não”, afirmou. “Temos ainda alguns profissionais que precisam receber, conto com sua colaboração para virar essa página.”

O diretório municipal em São Paulo diz em nota que a projeção de pagamento dos credores é de 45 meses. “Claro que o partido depende de fatores externos para cumprir essa previsão.”

O diretório estadual justificou as dívidas à justiça paulista dizendo que tais problemas se acumularam devido a mudança do entendimento legal que em 2015 passou a proibir o financiamento empresarial das campanhas. “Esses recursos representavam, objetivamente, grande parte do financiamento das campanhas eleitorais”, disse o partido, em um dos processos.

O PT paulistano vem tentando pagar suas dívidas promovendo jantares de arrecadação de recursos e venda de camisetas e bótons.

Com isso, não podemos deixar de perguntar: Se o a situação do PT de São Paulo é essa, como está a situação do partido aqui em Pernambuco?

Será feita alguma mágica para concretização do sonho dos simpatizantes da vereadora do Recife, Marília Arraes, de vê-la candidata ao governo de Pernambuco nestas eleições de 2018.

Como se faz campanha em Pernambuco, no Brasil e no mundo sem dinheiro? Alguém sabe dizer?

Muitos dizem: mas é Lula que quer. Duvido muito.

Ao nosso ver, é clara a estratégia do ex-presidente de deixar Marília correr atrás da sua candidatura na intenção do partido ficar mais caro para Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco.

Afinal, Paulo precisa do tempo de TV do PT e o PT, diga-se, Lula, Humberto, João Paulo e os demais possíveis candidatos pelo partido, precisam da estrutura que Paulo oferece com governo estadual na mão. Simples assim.

Aqueles que ainda nutrem sonhos utópicos na política, perdem cada vez mais e mais espaço para o pragmatismo politico.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

João Paulo vê 'gesto importante' e enumera parcerias com Jarbas

João Paulo
Renata Bezerra de Melo, FolhaPE Política

Ex-prefeito do Recife, João Paulo viu com "surpresa" a projeção que o deputado federal Jarbas Vasconcelos fez, à coluna, do seu nome para integrar a chapa da Frente Popular em uma das vagas para o Senado. "Não pelo relacionamento, que a gente sempre teve bom. Era até normal esperar. Agora, é a questão do ambiente político também", pondera o petista. À coluna, um dia depois de Jarbas credenciá-lo como alguém que reúne "todas as condições eleitorais e políticas" para integrar a majoritária com Paulo Câmara, João Paulo considera que "foi um gesto importante". E realça o seguinte: "O que é importante dessa relação com Jarbas é que, apesar de momentos de tensionamento político e ideológico, a gente conseguiu manter uma relação política administrativa, que virou referência de respeito e gestões reconhecidas por entendermos que divergências políticas e ideológicas não comprometeram em nada a relação político-administrativa".

O petista realça as trincheiras que enfrentou com o apoio do ex-governador. "Eu poderia destacar aqui a retirada do transporte clandestino, que eu não tiraria se não fosse com ele. As obras de Mangueira e Mustardinha e outras questões", enumera João Paulo. Emenda, então, citando episódio do Marco Zero. "Havia um pleito de membros da gestão dele que o Estado deveria administrar as praças. Tânia Bacelar disse que as praças quem administra são prefeitos. Ele fez a concessão. Não fez questão nenhuma que nós administrássemos". No PT, a definição que foi tirada, até agora, foi de candidatura própria. Caso isso se altere, decidir com quem o partido fará aliança torna-se questão preliminar. O debate de nomes virá depois porque o do senador Humberto Costa também está colocado na corrida pelo Senado, inclusive com a chancela do ex-presidente Lula. Mas, desde já, os acenos vão se acumulando.


Uma pauta comum


João Paulo ainda relata outra pauta comum dele com Jarbas Vasconcelos. Refere-se a um projeto para o Cais José Estelita e lembra de ter apresentado ao, então, governador a necessidade de integrar o Recife e Olinda nessa proposta, pleito que Jarbas abraçou. "Depois que ele saiu (do governo), isso desandou e foi quando surgiu o projeto José Estelita da forma que é hoje. A nossa concepção era diferente", compara.

Equação > Na esteira do debate sobre eventual composição entre PT e PSB no Estado, o nome de Luciana Santos vinha sendo ventilado para o Senado. No Palácio das Princesas, considera-se essa hipótese no caso, apenas, de haver entendimento entre PT e PCdoB. Leia-se: se a participação da comunista for chancelada por petistas.

Balança > Entre integrantes da Frente Popular, pondera-se que há outros partidos na aliança, o que inviabilizaria alocar PT e PCdoB na mesma chapa.

Lenha na... > Ontem, segundo petistas que integram o grupo de WhatsApp da sigla, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, cuidou de postar lá a declarações de Jarbas sobre João Paulo reunir "condições eleitorais e políticas" para estar na chapa de Paulo Câmara.

...fogueira > Diante do ambiente dividido no PT, entre os que querem candidatura própria e os que defendem uma aliança com o PSB, um petista ponderou que muitos esperaram para ver "o circo pegar fogo". Luciano é entusiasta da candidatura de Marília Arraes ao Governo do Estado.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Humberto: Aliança de Armando com a oposição é 'equívoco'

Humberto Costa durante entrevista – Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco
Blog da FolhaPE

Após o ex-presidente Lula defender o diálogo com o PSB e o senador Armando Monteiro (PTB), antes de o PT decidir bancar uma candidatura própria ao governo do estado, neste ano, o senador Humberto Costa (PT) afirmou que o partido não deve estabelecer “veto de conversar com quem quer que seja”. Porém, colocou que o petebista “está cometendo um grande equívoco ao se aliar a esses segmentos da direita” em Pernambuco.

De acordo com o ex-presidente, a legenda deve dialogar com outras forças políticas, mas sem descartar a possibilidade de marchar sozinha. Na visão de Humberto, a colocação foi feita de forma “genérica”. “Nunca estabelecemos qualquer veto de conversar com quem quer que seja. Eu já conversei várias vezes com Armando. Lula já o recebeu mais de uma vez para conversar sobre Pernambuco. O presidente colocou de uma maneira muito genérica”, disse.

Mas, para o senador, o caminho trilhado por Armando, que se aproximou do bloco oposicionista integrado por figuras como o ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), o ministro das Minas e Energia, Fernando Filho (MDB) e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), é um “equívoco”. “Pessoalmente acho que Armando esta cometendo um grande equívoco ao se aliar a sesses segmentos da direita de 500 anos aqui em Pernambuco e que é tão retrograda que não aceitavam sequer Miguel Arraes. Além de o partido estar dando suporte ao governo de Temer”, frisou.

Por isso, Humberto acredita que a conversa com o petebista não deve avançar. “Mas de minha parte estou sempre aberto. Tenho por Armando muito respeito e admiração”, relativizou.


Aproximação com o PSB


Ao falar sobre as chances de o PT caminhar junto com o PSB, o senador pontuou que, hoje, “eles hoje são como nós, de oposição a Temer e estão contra as reformas. Mas por outro lado, temos um contencioso de algum tempo, que foram as eleições de 2012, de 2014 e 2016. Além da posição do PSB no processo de impeachment de Dilma. Temos que superar essas coisas para poder imaginar a possibilidade de uma aliança. Hoje o que prevalece é uma posição de termos um candidato. No cronograma do partido agora em março abril vamos decidir se teremos ou não aliança com alguma força politica de Pernambuco. E depois, se passar essa proposta, vamos discutir as condições”, disse.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Palanque do PSB é menos ruim que o do PTB, diz HC

Senador Humberto Costa (PT) / Foto: Divulgação
Da Coluna Fogo Cruzado

O senador Humberto Costa não participou sábado, em Serra Talhada, do pré-lançamento da candidatura da vereadora Marília Arraes ao Governo do Estado. Continua apostando numa aliança entre o PT e o Partido Socialista Brasileiro, apesar de os principais líderes deste último não terem dado nenhuma sinalização até agora de que têm interesse nesse casamento. Houve sinalizações neste sentido antes da condenação do ex-presidente Lula pelo TRF da 4ª Região. Mas de lá para cá os socialistas se desinteressaram. O senador não descarta por completo a tese da candidatura própria, que está se tornando quase inevitável depois do grande ato de Serra Talhada com participação do ex-deputado Fernando Ferro, da deputada Teresa Leitão, do presidente da CUT-PE Carlos Veras e do prefeito Luciano Duque. Só descarta mesmo uma aliança com os partidos que promoveram em Petrolina, também no último sábado, a segunda edição do movimento “Pernambuco quer mudar”. Ele define este palanque como “de direita” e representante em Pernambuco do governo Michel Temer. E lamenta que o senador Armando Monteiro tenha decidido se aliar a políticos como Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB) e Fernando Bezerra Coelho (MDB), que em sua opinião são representantes da “direita mais retrógada” do Estado. Se o PSB apoiou o impeachment de Dilma, diz o líder petista, pelo menos faz oposição a Temer e opõe-se às reformas que o governo dele pretende fazer via o Congresso Nacional.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Caso Aécio: veja como votaram os senadores de Pernambuco

FBC, Armando Monteiro e Humberto Costa (Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco)

Por 44 votos contra 26, o plenário do Senado Federal derrubou, nesta terça-feira (17), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato e mantê-lo em recolhimento noturno. Dos três senadores de Pernambuco, dois participaram da votação: Fernando Bezerra Coelho (PMDB) e Humberto Costa (PT).

O petista Humberto Costa se colocou a favor do afastamento do senador tucano. Já o peemedebista votou a favor de Aécio Neves.

O senador Armando Monteiro Neto (PTB) não esteve presente na sessão. O petebista integra missão parlamentar aos Emirados Árabes, onde participa do WorldSkill - competição de educação profissional, além de participar de encontros com autoridades locais. Armando volta ao País no final de semana. Confira aqui como votaram os demais senadores. (Blog da Folha)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Não há saída fácil para o PT pernambucano

A vereadora do Recife, Marília Arraes, o ex-presidente Lula e o senador Humberto Costa

O PT de Pernambuco está numa situação difícil para as eleições do próximo ano. Tem três alternativas pela frente, mas nenhuma delas atende às expectativas do partido no sentido de, a um só tempo, manter-se no campo da esquerda, diferenciar-se das forças políticas que apoiaram o impeachment de Dilma e garantir a eleição de pelo menos dois deputados federais. A primeira alternativa é o retorno à Frente Popular, que seria o desejo do ex-presidente Lula, com o senador Humberto Costa disputando a reeleição na chapa de Paulo Câmara. Ocorre que o PSB do governador votou pelo impedimento da ex-presidente. A segunda seria repetir a aliança com o PTB e apoiar o senador Armando Monteiro à sucessão estadual. Só que o PSDB e o DEM poderão estar nesse palanque e isto não convém aos petistas. Resta a alternativa da candidatura própria através da vereadora Marília Arraes, que se dispõe a encabeçar a chapa. No entanto, como esta última hipótese é a mais arriscada para o partido, que correria o risco de ficar no isolamento e não eleger ninguém à Câmara Federal, é a que menos agrada ao ex-presidente Lula. (Inaldo Sampaio)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

E se Lula se encontrar com Renata Campos, em visita ao Recife?

Foto: Roberto Pereira/PSB

Para observadores da cena política local, não seria uma surpresa se, em sua visita ao Estado de Pernambuco, no final do mês, o ex-presidente Lula fosse encontrar-se com a ex-primeira dama do Eestado Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos e uma das pessoas mais influentes no PSB, embora mantendo sempre muita discrição e agindo apenas nos bastidores.

Na semana passada, com muito alarde, o governador Paulo Câmara do PSB se encontrou com o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tido como o plano B de Lula e do PT, onde foi recebido em almoço no Palácio do Campo das Princesas. Na Rádio Jornal, questionado pelo Blog de Jamildo, Haddad disse que iria discutir com Paulo projetos para o futuro do Brasil. Não negou uma aliança, nem admitiu, fazendo questão de lembrar os bons momentos em que Lula chamava Eduardo Campos de ‘achado de Deus’.

Por sua vez, Paulo Câmara, no meio das polêmicas reformas, já liberou dois de seus escudeiros na bancada federal, os deputados Tadeu Alencar e Danilo Cabral, para votar contra as reformas do governo Temer, se alinhando ao PT na câmara do deputados.

O gesto do ex-presidente no Recife, com Renata Campos, teria o objetivo simbólico de marcar uma reaproximação entre os aliados históricos, cuja parceria foi rompida no governo Dilma, quando Eduardo Campos tentou voo solo e eleger-se presidente da República no pós-Lula. O curioso é que, nesta época, Eduardo Campos e socialistas diziam que PT e PSB já tinham dado o que tinham de dar. Além de todos nós termos vistos socialistas da mais baixa a mais alta cúpula do PSB chegando a acusar o PT pela morte de Eduardo. Séria engraçada se não fosse trágica está forma de se fazer politica.

De acordo com as análises que são feitas nos bastidores, PT e PSB estudam neste momento o melhor cenário para as alianças de 2018.

No caso dos socialistas, a reaproximação com o PT seria importante porque Lula é muito forte eleitoralmente em Pernambuco, em função das obras que fez ao lado de Eduardo Campos, nos dois governos do PSB com o socialista vivo. Diante da suposta ‘fragilidade’ de Paulo Câmara, eleitoralmente, seria importante para o socialista estar no palanque do petista. Dai dizer-se que uma das correntes estaria fortemente defendendo a volta ao passado.

Da mesma forma, esse reencontro com o PT estaria sendo alimentado pela dúvida que assola o PSB. Em crise interna, o PSB não sabe se ruma com os tucanos paulistas (Geraldo Alckmin) ou não. O partido está dividido em relação ao tema e esta situação deve ensejar a saída de alguns dissidentes, como o grupo de FBC, para partidos como Democratas ou PMDB.

No caso da disputa, os petistas avaliam justamente que a ala do PSB local vai ganhar a quebra de braço contra o cacique Márcio França, do PSB de São Paulo, vice de Geraldo Alckmin, em São Paulo, mantendo na presidência do PSB o tarefeiro Carlos Siqueira, mais próximo ao grupo de Geraldo Júlio e Paulo Câmara. Assim, definida a disputa do PSB e o grupo dos dissidentes saindo, caberia ao PT e satélites apresentá-los como dissidentes à direita, em uma situação em que o PT poderia relançar pontes para os socialistas históricos, de olho em uma aliança estratégica para 2018.

Aos poucos, de fato, os palanques vão se formando. Pelo lado dos dissidentes do PSB, o grupo de FBC já fala abertamente nas eleições de 2018, com um projeto próprio. Nesta quarta-feira, foi mais um dia de campanha pelo sertão. Fernando Filho já anuncia apoio para eleições em 2018 pelo interior.

Marília Arraes, Lula e Humberto Costa / Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Onde fica a candidatura de Marília Arraes, ao governo do Estado?

Oficialmente, o PT disse que não tem candidato e vai escolher até o final do ano. Neste caso, Marília Arraes seria uma espécie de ‘bode na sala’, usada por Humberto Costa contra a ala do PSB de Renata Campos, a mesma do governador do Estado e o prefeito do Recife.

“Humberto Costa e João Paulo trabalham para levar o PSB de Paulo Câmara a votar em Lula”, conta uma fonte do blog.

A conferir.

(Com informações do Blog do Jamildo)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Humberto trará amanhã novidades sobre a FAMEG

Humberto Costa e Fernando Couto
O presidente da CDL Garanhuns, Fernando Couto, que vinha conversando com o senador Humberto Costa (PT) sobre a Faculdade de Medicina de Garanhuns (FAMEG), nos informou agora a pouco, telefone, que havia acabo de receber ligação do senador petista, com a informação de que amanhã pela manhã no jornal da Marano, na rádio de mesmo nome, as 7h30, estará trazendo boas notícias aos garanhunenses e a todo agreste meridional sobre a FAMEG. Garanhuns agradece.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Pedro Eugênio e Humberto participam de encontros do PT no Agreste

Humberto Costa, Rosa Quidute e Pedro Eugênio
Por Maria Júlia Sette
Assessora de imprensa do PT

O presidente do PT de Pernambuco, deputado federal Pedro Eugênio, intensificou a agenda no Agreste do Estado neste sábado (17). Junto com o senador Humberto Costa, participou de encontros municipais do partido em Garanhuns, São João e Angelim. Em Bom Conselho, Pedro Eugênio almoçou com grupo político do PT local.

Pela manhã, o encontro municipal com foco nas eleições 2012, promovido pelo Diretório do PT de Garanhuns, reuniu diversas lideranças e abriu mais um espaço para a pré-candidata Rosa Quidute afirmar seu nome como opção para solidificar o projeto do partido em Garanhuns. O evento aconteceu no auditório da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam), acabando por volta das 12h. 

Rosa, esposa do ex-prefeito de Garanhuns, Bartolomeu Quidute, foi escolhida por unanimidade, pelo Diretório Municipal (DM) para disputar o pleito deste ano. 

Em Bom Conselho, Pedro Eugênio reuniu-se com o pré-candidato petista à prefeitura, Washington Azevedo, com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Givaldo Cavalcanti, com a pré-candidata a vereadora Márcia do Angico, o superintendente do Incra, Luis Aroldo, o presidente do PT de Bom Conselho, Lindomar Zacarias, o tesoureiro do DM, Francisco Elmes, além de outras lideranças.

O encontro aconteceu no restaurante Vale das Graviolas, muito visitado por Arraes na época em que o ex-governador era vivo.

Após o almoço, o deputado seguiu para São João onde encontrou, novamente, com o senador Humberto Costa. Ambos participaram de uma plenária organizada pelo DM do PT, na Câmara de Vereadores. O deputado estadual Manoel Santos também esteve presente.

Após a explanação das autoridades, o microfone foi aberto ao público que expôs as dificuldades vividas em São João, suas dúvidas e anseios. As queixas concentraram-se no atendimento público à saúde e nos baixos salários dos servidores municipais.   

De acordo com Pedro Eugênio, o papel da prefeitura é fundamental para que os recursos do governo federal cheguem ao município.

“Nós parlamentares podemos contribuir de muitas formas, mas não há como tapar o buraco deixado por uma má administração. Se há uma insatisfação com a gestão da cidade é preciso se conscientizar e mudar. Colocar no poder quem está em sintonia com a transformação que está acontecendo no país”, explicou o presidente do PT de Pernambuco.

A jornada pelo agreste do estado culminou em Angelim. A Câmara dos Vereadores ficou lotada no evento que lançou a pré-candidatura do Vereador Oliveira à prefeitura do município.

Durante os encontros Pedro Eugênio citou avanços ocorridos no Brasil como melhoria do salário mínimo, aumento do número de trabalhadores com carteira assinada, crédito para agricultores familiares e diversas outras políticas que tiraram milhões de brasileiros da linha da pobreza, dando aos mesmos, condições de uma vida mais digna.

“Rui Falcão (presidente nacional do PT) costuma dizer que 2010 foi o ano de Dilma e 2012 será a vez do PT. Neste ano, temos a oportunidade de, com respeito e diálogo, ampliar o número de prefeituras e levar para as cidades a mudança que revolucionou o Brasil”, disse Pedro Eugênio que também é pré-candidato à prefeitura de Ipojuca, no litoral do Estado.

Humberto Costa frisou que, com apenas 32 anos, o PT, conseguiu, junto com os partidos aliados, mudar a história de um país marcado pela desigualdade, exploração e opressão do seu povo.

“O aniversário do PT nos leva a fazer uma reflexão. Um partido jovem, em um tempo relativamente curto, conseguiu promover a maior transformação já vista no Brasil. O modo petista de fazer política cresce e ganha força para que o desenvolvimento com justiça social chegue em todos os municípios”, afirmou o senador.

Por Maria Júlia Sette, Assessora de imprensa do PT

sexta-feira, 16 de março de 2012

Humberto também acredita que Antônio João inviabilizou-se

Amando Monteiro, Eduardo Campos e Humberto Costa
Segundo o jornalista Inaldo Sampaio, além do seu próprio PSB, o senador Humberto Costa (PT), também acredita que o pré-candidato socialista Antônio João Dourado, atual prefeito de Lajedo, se inviabilizou para disputa a prefeitura de Garanhuns. Vendo assim, espaço para a candidatura de Rosa Quidute, pré-candidata petista, esposa do ex-prefeito Bartolomeu Quidute.

Veja abaixo a integra da nota publicada hoje pelo jornalista Inaldo Sampaio, na coluna Fogo Cruzado, no Jornal Folha de Pernambuco e em seu Blog:

O vácuo – Humberto Costa e Pedro Eugênio vão estar amanhã em Garanhuns para participarem de um encontro do PT cuja finalidade é anunciar Rosa Quidute como candidata do partido à sucessão municipal. O senador avalia que há espaço político na cidade para uma candidatura do PT depois que Antônio João Dourado (PSB), o preferencial da Frente Popular, inviabilizou-se.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Armando elogia Humberto pela atuação na liderança do PT e parabeniza novo líder do partido

Armando Monteiro e Humberto Costa / Foto: André Oliveira - Divulgação

Em sessão plenária no Senado, o senador Armando Monteiro (PTB) parabenizou o senador Walter Pinheiro, do PT da Bahia, por ter assumido a liderança do Partido na Casa Legislativa. Armando aproveitou a oportunidade para elogiar a atuação do pernambucano Humberto Costa à frente do PT no Senado Federal.

“Caro Senador Walter Pinheiro, queria expressar publicamente a minha alegria por vê-lo investido na condição de líder da sua bancada. Parabenizo a bancada do PT pela sua escolha. Tive o privilégio de conviver com Vossa Excelência desde a época em que éramos Deputados. Conheço o seu espírito público, a sua firmeza, a sua capacidade de negociação e, sobretudo, a forma como convive com seus pares.

Por um dever de justiça, quero tributar também ao nosso companheiro e conterrâneo, senador Humberto Costa, o meu reconhecimento pela sua atuação parlamentar. Um Parlamentar combativo, firme e que deu uma contribuição importante na condução de sua bancada e também a essa agenda de interesses do País”

sábado, 24 de dezembro de 2011

EXCLUSIVO: Em reunião da corrente CNB do PT, o clima já é de Guerra a Eduardo Campos



Esquentou o clima na reunião da CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente majoritária do PT em Pernambuco, realizada nessa última quinta-feira (22), com as principais lideranças do grupo e dirigentes de todas as regiões do Estado.

Segundo longa conversa que tivemos com um dos dirigentes do PT da região metropolitana do Recife, o qual pediu reserva quanto ao seu nome, nos bastires, a aliança entre o PT e o PSB do Governador Eduardo Campos, já esta praticamente desfeita. “Hoje 100% do PT no estado quer o afastamento do governo Eduardo Campos”, nos diz.

FIM DO CASAMENTO ENTRE PT E PSB

“O rompimento nos bastires já aconteceu, já é um fato, da porta de casa pra fora é questão de tempo para ser dito oficialmente”, diz o dirigente presente na reunião, e continua, “estivemos ao lado do governador desde o seu primeiro dia de governo, alias, desde o primeiro momento da sua campanha no segundo turno na sua primeira eleição para governador, e agora., em um surto megalomaníaco, se acha dono do estado e da vontade de todos os pernambucanos, passando por cima de todos sem a menor cerimônia, isto não podemos aceitar, pois defendemos valores democráticos, e não tais atitudes coronelistas que não cabem mais nos dias atuais”.

SENADOR HUMBERTO COSTA ACUSA EDUARDO DE NEPOTISMO

Nos revelando detalhes dos discursos inflamados que ocorreram durante a reunião, nos disse que em seu discurso, o Senador Humberto Costa, chegou a falar: “Quem este Eduardo pensa que é, para vim nos acusar de aparelhamento do estado, qual a sua moral, para nos acusar de algo desse tipo? Ele que prática nepotismos descaradamente, colocando a mãe no tribunal de contas para fiscalizar as suas próprias contas, a sua prima na câmara dos vereadores do Recife, parentes na hemobrás, e por aí vai”, falou Humberto.

CASAMENTO DO PSB COM O PSDB

Convidando todos os presentes a fazer uma rápida analise, o senador Humberto Costa perguntou a plateia: “Em quantas capitais o PSB pretende se coligar com o PT, em quantas capitais o PSB pretende coligar com o PSDB”? 

“Com o PT só em duas, já com o PSDB em varias outras, a exemplo de São Paulo, onde o PSB já esta no colo do Governador Geraldo Alckmin (PSDB), ocupando cargos no governo do estado. Em Belo Horizonte, o PSB briga com o PT, e se alia ao PSDB de Aécio Neves. Em João Pessoa, aqui ao lado, na Paraíba, além de coligar com o PSDB de Cássio Cunha Lima, ainda pode vim a se aliar ao DEM”, disse Humberto.

FERNANDO BEZERRA COELHO NO RECIFE

Claramente irritado, Humberto Costa disse que o PT não merecia esta agressão gratuita que foi o PSB colocar o nome do ministro Fernando Bezerra Coelho na disputa pela prefeitura do Recife. “Que fique registrado, não fomos nós que desfizemos a Frente Popular de Pernambuco. Mas sim o Governador na sua sede de poder, na sua vontade de dominar todo o estado com mão de ferro, sem consultar ninguém ou nenhum partido aliado”, disse. Em breve mais informações a respeito dessa reunião.