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segunda-feira, 16 de março de 2020

Sivaldo participa hoje (16) a noite de reunião com pré-candidatos a vereador


Acontece hoje, 16, no salão de eventos do restaurante Chez Pascal na avenida Rui Barbosa em Garanhuns, mais uma reunião dos pré-candidatos a vereador do grupo politico do deputado estadual Sivaldo Albino (PSB). Estarão presentes representantes dos partidos PSB e PSD.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Briga da família Arraes é destaque nacional


O site do jornal paulista Estadão traz nesta segunda-feira (20) uma extensa matéria a respeito da briga familiar que divide clã Campos-Arraes.

Com o título ”Uma guerra fratura a família Arraes”, a matéria discorre pela briga protagoniza por João Campos e Renata Campos de um lado, filho e viúva do ex-governador e já falecido, em acidente aéreo no ano de 2014, Eduardo Campos, e Antônio Arraes e Ana Arraes do outro, irmão e mãe de Eduardo.

A matéria fala ainda da possível briga pela disputa pela prefeitura do Recife entre João Campos e sua prima em segundo grau Marilia Arraes, ambos deputados federais. Isso se Marilia não for mais uma vez rifada pelo PT, como aconteceu em 2018, para o partido manter aliança com o PSB no Estado apoiando a candidatura de João, como observa o jornal paulista.


Veja matéria completa do Estadão:


Uma guerra fratura a família Arraes


O núcleo de uma das mais tradicionais famílias da política brasileira vive uma briga fratricida. Os atritos superaram o terreno privado do clã Campos-Arraes e a lavação de roupa suja se tornou pública. Antigas diferenças políticas se converteram em um fogo cruzado que é influenciado pela polarização nacional e se volta até mesmo contra o legado do seu quadro mais proeminente, o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na campanha presidencial de 2014.

As divergências alcançaram outro patamar depois que o deputado federal João Campos (PSB-PE), filho de Eduardo, atacou o tio, o advogado Antônio Campos, o Tonca, em dezembro passado, na Câmara dos Deputados. Em reunião da Comissão de Educação, o ministro da área, Abraham Weintraub, lembrou ao parlamentar que Antônio contribui com o governo que ele critica porque é presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). “Eu nem relação tenho com ele, ministro. Ele é um sujeito pior que você”, retrucou o deputado, em referência ao tio.


Tão duro quanto o tom foi a forma. Em Pernambuco, “sujeito” pode não significar meramente uma pessoa indeterminada, mas alguém desqualificado socialmente. Nos bastidores, políticos da região disseram que essa expressão pesou mais do que qualquer coisa porque chamar alguém de sujeito, naquele Estado, equivale quase a um palavrão.

Mãe de Eduardo Campos, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes comprou a briga do filho e repreendeu o neto publicamente, numa rara entrevista concedida ao jornalista Magno Martins, na Rede Nordeste de Rádios, no início do mês. Disse ter ficado “entristecida” e “indignada” com a “má educação” e com a “prepotência” do neto, com quem parou de falar.


O presidente do TCU, José Múcio Monteiro, interferiu na tentativa de atuar como uma espécie de bombeiro. Amigo de Ana Arraes e também pernambucano, Múcio disse a Antonio e a João Campos, em conversas separadas, que era melhor serenar os ânimos porque em briga de família não há vencedores. Todos perdem, concluiu. Os conselhos, porém, não adiantaram. No rodízio do tribunal, Ana substituirá Múcio na presidência da Corte, no próximo ano.

Antes mesmo de a mãe tomar partido no conflito, Antônio Campos havia soltado uma nota por meio da qual acusava o sobrinho de ter sido “nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht”. Antônio disse, ainda, que Pernambuco precisava conhecer o “lado obscuro” do sobrinho e da viúva de Eduardo, Renata Campos. João é considerado um representante da “nova política”, ao lado dos deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).


‘Quis se mostrar para nova namorada’


Ao Estado, Antônio admitiu que a confusão não é boa para a família, mas continuou com as críticas e provocou o sobrinho. “Ele quis se mostrar para a sua nova namorada, a deputada Tabata Amaral”, disse o tio. “Foi um ataque gratuito porque estava fora do contexto. Fui o homem que mais defendeu o pai dele, inclusive no complexo caso dos precatórios, em que Eduardo teve denúncia rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal. E, hoje, eu o vejo abraçado e defendendo vários que chamavam o pai dele de ladrão. Não consigo entender.”


O PSB de João Campos atua no espectro da esquerda. Antônio, por sua vez, é crítico dos petistas e de alianças com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Vejo o governo Bolsonaro saneando muita coisa errada feita na era PT. O Brasil precisava virar essa página, que a coragem de Bolsonaro tem realizado. Tenho mais convergências do que divergências com o presidente”, disse o advogado.

Políticos próximos de João Campos admitem que os dois lados da família saem perdendo com a briga, mas contam que as divergências são antigas. Tonca não tem boa relação com o núcleo de Eduardo desde antes de 2014. Mas, como o ex-governador emprestava sua habilidade política para apaziguar os ânimos, o clã permanecia unido.

O que não era tão ruim piorou em 2016, quando Antônio quis disputar a prefeitura de Olinda. Perdeu no segundo turno e se queixou da falta de apoio do PSB, além da suposta influência da viúva Renata contra ele. Na avaliação do irmão de Eduardo Campos, o seu crescimento político não interessava a uma parte da família e, por essa razão, ele teria sido alvo de isolamento e de perseguições.


Após a morte de Eduardo, o clã entrou em disputa pelo espólio eleitoral dele e do avô paterno, o ex-governador Miguel Arraes, o “Pai Arraia”, como o patriarca da família era conhecido na Zona da Mata. O PSB tratou de capitalizar, fazendo um esforço robusto para lançar João Campos e, mais do que isso, dar ao filho de Eduardo uma votação expressiva. Na eleição de outubro, por exemplo, ele é o favorito do grupo para suceder Geraldo Júlio (PSB) na prefeitura do Recife.

“A seção pernambucana é, sem dúvida, a mais forte do nosso partido. Por isso, penso que a situação do PSB em Pernambuco é muito boa e tem o candidato mais competitivo à prefeitura da capital, o deputado João Campos”, disse o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira. “No tocante a eventuais problemas familiares, não me compete falar. Eles devem ser separados da política e tratados no âmbito apropriado.”

Outros integrantes da família, no entanto, também se veem no direito de recorrer à memória de Eduardo e de Miguel Arraes. No Recife, a também deputada federal Marília Arraes, do PT, prima de João em segundo grau, quer entrar na corrida eleitoral deste ano. Além disso, a própria Ana Arraes não descarta abrir mão da cadeira no TCU para disputar o governo de Pernambuco, em 2022. Procurados, Ana, João e Renata Campos não se manifestaram. Marília Arraes, por sua vez, enviou nota na qual disse que a briga pública dos parentes é algo que não lhe diz respeito.


Para lembrar: a disputa por Recife


A disputa pela prefeitura do Recife na eleição municipal deste ano também deve colocar em lados opostos os dois principais herdeiros políticos do ex-governador Miguel Arraes, que morreu em 2005, como mostrou reportagem do Estado publicada em dezembro. O deputado federal João Campos (PSB), de 26 anos, foi escolhido pelo partido disputar a capital pernambucana. Sua principal adversária, no entanto, é a também deputada Marília Arraes (PT), 35 anos, que é neta de Arraes e prima de segundo grau de João. Essa disputa familiar só não deve ocorrer se o PT mantiver aliança com o próprio PSB no Estado e ‘rifar’ a candidatura de Marília para apoiar João.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Acordo entre PT e PSB nos estados isola Ciro e causa protestos nos diretórios

Ciro Gomes


Sob protestos em suas bases regionais, as cúpulas do PT e PSB decidiram, nesta quarta-feira (1ª), sacrificar candidaturas estaduais em nome de um pacto nacional que levará ao isolamento do candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes.

Consumado o acordo, o PSB vai anunciar neutralidade na corrida presidencial, abandonando a costura de aliança com o PDT.

Em troca, o PT vai retirar a candidatura da vereadora Marília Arraes ao governo de Pernambuco em apoio à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Por 17 votos contra 8, a Executiva Nacional do PT decidiu apoiar o PSB no estado.

O comando petista aprovou a aliança com o PSB de Pernambuco às 16h. No mesmo momento, em um hotel de Belo Horizonte, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, informava ao ex-prefeito e pré-candidato Márcio Lacerda a decisão de desistir da disputa ao Palácio da Liberdade em apoio à reeleição do petista Fernando Pimentel.

"Recebi esta comunicação com indignação, perplexidade, revolta e desprezo", escreveu Lacerda, informando em nota que recusará o convite para que concorra ao Senado na chapa encabeçada por Pimentel. Em declaração posterior à Folha, ele disse que teve apenas uma conversa e que espera receber uma comunicação formal.

Pré-candidata em Pernambuco, Marília afirmou que não vai desistir de sua candidatura. A vereadora disse acreditar que o recurso remetido ao Diretório Nacional para reverter a decisão será acolhido.

"Não tenho o direito de recuar e colocar a esperança do povo de Pernambuco como moeda de troca a preço de banana. A neutralidade é a única coisa que Paulo Câmara e seu grupo político pode oferecer porque não tem força de levar o partido dele para um lado ou para o outro”, disse a jornalistas no Recife.

Dez dirigentes do PT também entraram com recurso pela permanência de Marília. A instância máxima do PT, no entanto, deverá reproduzir a decisão de sua Executiva, que prevê também apoio petista aos candidatos do PSB no Amazonas, Amapá e Paraíba.

O acordo tem o aval da maior corrente petista, a CNB (Construindo um Novo Brasil), cujo líder é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Preso há 116 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula coordenou os principais movimentos da pré-campanha até agora. Pelos seus cálculos, a eleição será novamente polarizada entre direita e esquerda e só há espaço para um nome de cada campo. Ciro seria o adversário direto do PT na competição por votos, principalmente entre os eleitores do Nordeste.

Lula

O petista mandou recados por meio de pessoas que o visitam na prisão.

Deu aval para decisões terminativas da presidente de seu partido, Gleisi Hoffmann (PR), para pelo menos cinco atos que reverberaram contra Ciro: sinalizou com a vice do PT para Manuela D’Ávila (PCdoB) no momento em que o partido era assediado pelo PDT; repreendeu governadores petistas que defendiam aliança com Ciro; assistiu ao PR, de Valdemar Costa Neto, levar o centrão para a órbita de Geraldo Alckmin (PSDB) em vez de de fechar acordo com o PDT e, em seguida, fez pesar sua relação familiar de anos na negativa do empresário Josué Alencar (PR) em ser vice do tucano.

No PSB, a costura foi endossada pela ala de Pernambuco, a mais poderosa do partido, e pela da Paraíba. Caso se declare neutra, a legenda orientará os diretórios estaduais, por meio de uma espécie de cartilha, a apoiarem candidaturas de esquerda que sejam contrárias à reforma trabalhista.

Assim como no PT, a decisão do comando nacional do PSB causou insatisfação em diretórios estaduais da sigla. Um grupo ameaça propor, durante a convenção no domingo (5), que a posição da legenda seja definida em votação votação.

"É lamentável e é um erro do partido. Nós tínhamos iniciado um processo para romper com a polarização, como fizemos com Eduardo Campos em 2014”, reclamou à Folha o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Ele disse que, mesmo com a neutralidade, fará campanha por Ciro Gomes, do PDT, o qual considera um nome preparado para o Planalto.

O diretório do PSB de Belo Horizonte defendeu resistência à decisão nacional do partido. "O PSB e o povo mineiro, como também a candidatura de Márcio Lacerda, não podem ser objeto de espúria moeda de troca, em favor da manutenção de gestões incompetentes e rejeitadas. Impõe-se, portanto, a não-aceitação bem como a resistência que possa restaurar o debate democrático a ética das relações políticas", afirma em nota.

O diretório afirmou que a composição com o PT foge aos interesses do estado e que a candidatura de Lacerda "crescia surpreendentemente e se consolidava como uma terceira via".

O PSB de BH diz ainda esperar que a direção nacional respeite a decisão que virá da convenção estadual, no próximo sábado (4). "Como nos rege a democracia interna, sem ingerências e intervenções estranhos e injustificáveis, em claro desrespeito as tradições históricas e políticas de Minas Gerai", conclui.


OS TERMOS DO ACORDO


* PSB adota neutralidade na eleição presidencial, rompendo tratativas com Ciro Gomes (PDT), adversário do PT no eleitorado de esquerda.

* PT retira candidatura de Marília Arraes em PE, o que facilita campanha de Paulo Câmara; ela resiste em aceitar a proposta

* PSB retira candidatura de Márcio Lacerda em MG. Isso ajuda, por sua vez, a campanha do petista Fernando Pimentel (PT); Lacerda também diz que não vai desistir

Cátia Seabra, Gustavo Uribe, Marina Dias, João Valadares e Carolina Linhares

PT anuncia acordo de não agressão com PSB para sufocar candidatura Ciro Gomes

Marília Arraes, Lula e Humberto Costa. Foto: RICARDO STUCKERT


Em uma negociação de última hora, a cúpula do PT comemora ter conseguido sufocar a candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT) ao convencer o PSB a declarar neutralidade na disputa nacional ao invés de apoiar o nome do pedetista ao Palácio do Planalto. A movimentação reforça o lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo preso e virtualmente impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa, como principal nome da esquerda na disputa. Ciro e sua equipe contavam com a aliança com o PSB para ampliar o seu tempo de propaganda de rádio e TV, o número de parlamentares que fariam campanha para ele, assim como o recurso partidário que poderia ser investido em sua campanha - os 47 segundos de tempo que o PSB tem no horário eleitoral e os 118 milhões de reais do fundo eleitoral do partido não serão recebidos por nenhum presidenciável. Sem essa estrutura, a tendência é que o PDT lance chapa pura, na qual teria aproximadamente 30 segundos de tempo de exposição e 61,4 milhões de reais de fundo eleitoral – valor esse a ser dividido com concorrentes a todos os cargos, não apenas para presidente e vice.


"O PT está ensaiando uma valsa à beira do abismo", reagiu Ciro Gomes em entrevista na noite de quarta-feira ao canal GloboNews, se referindo ao provável veto legal à candidatura do petista. "Essa burocracia do PT não está pensando no Brasil", afirmou o candidato do PDT, que disse que não jogou a toalha na luta pelo apoio do PSB.

O isolamento do pedetista foi negociado pelos presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, e do PSB, Carlos Siqueira, juntamente com governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Fernando Pimentel. Em troca da declaração de neutralidade, o PSB recebeu o apoio dos petistas nas candidaturas para governadores de quatro Estados: Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Amapá. Por outro lado, os socialistas se comprometeram a retirar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, para o Governo mineiro, e declarar apoio a Pimentel. Também estão nas mesmas coligações na Bahia, Acre, Ceará e Maranhão (esta encabeçada pelo PCdoB).

A executiva do PT emitiu um documento reforçando que a legenda insistirá na candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Formalmente também convidou o PROS a compor parte de seu arco de alianças nacionais. Esse partido era um com os quais Ciro também negociava a formação de uma coligação. Antes de perder o apoio do PSB, o pedetista já havia sofrida outra derrota quando o centrão decidiu apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) ao invés de apoiá-lo. Embora o PSB ainda não tenha formalizado o acordo, porque ainda precisa fazer sua convenção no próximo domingo, ele é já dado como certo.


O caso de Pernambuco


No caso de Pernambuco, o PT abre mão de uma das suas candidaturas estaduais mais fortes. Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, era o nome do partido e aparecia em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto locais, atrás do atual governador Paulo Câmara (PSB). A vereadora além de carregar o sobrenome de uma grande liderança, ainda defendia fortemente Lula no Estado mais lulista do país (21% votariam no ex-presidente em resposta espontânea, segundo o último Datafolha. O maior percentual do Brasil). Ciente do perigo que Marília poderia representar para sua candidatura à reeleição, Câmara defendia ferrenhamente a aliança nacional com o PT, o que tiraria a neta de Arraes do campo.

Marília fez um vídeo que circulou pelas redes sociais negando a suspensão de sua candidatura e afirmando que o que estava sendo dito era "mais um grande ataque especulativo". "Nós estamos firmes. Não vamos deixar que a esperança do povo de Pernambuco seja usada como moeda de troca". Horas depois, convocou uma coletiva de imprensa para dizer que vai recorrer em todas as instâncias partidárias contra a decisão tomada pela direção nacional do partido e disse se recusar abrir mão de sua candidatura por um "não apoio" do PSB no cenário nacional. Fora da disputa do Governo, existe a possibilidade de ela ser candidata a deputada federal, como desejava em 2013. Se isso ocorrer, novamente no meio do caminho estará a família: a candidatura na qual o PSB mais deve investir para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados é a de João Campos, filho de Eduardo Campos. João já tem percorrido o Estado e realizado diversas atividades políticas. Nos bastidores, fala-se que seu objetivo não é ganhar, mas ser o deputado mais votado do Estado.


Manuela D'Ávil


Em outra frente, há a expectativa de que até o sábado, quando o PT realiza sua convenção, seja anunciada uma aliança oficial com o PCdoB, que lançou o nome de Manuela D’ávila à presidência. No ato que a formalizou como candidata, Manuela insistiu que a prioridade dela e de seu partido sempre foi o de unir as legendas de esquerda, nem que para isso ela tivesse de retirar seu nome da disputa. “Nunca fomos e nunca seremos óbice às articulações em nosso campo político”, afirmou. O nome dela é apontado como um possível vice de Lula. Um dos entusiastas dessa aliança é Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, que é o principal expoente de seu partido. "Até o último minuto quero lutar por essa unidade da esquerda", disse ao EL PAÍS.

Pelas regras, as candidaturas e o arco de alianças têm de ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral até o próximo dia 15. Mas essas decisões só são válidas se elas tiverem sido formalizadas pelos partidos até o dia 5 de agosto. Futuras trocas de nomes de candidatos podem ocorrer até meados de setembro, desde que haja esse entendimento prévio sobre as alianças. Por exemplo, se Lula for impedido de concorrer ao pleito por causa de sua condenação na Lava Jato, ele pode ser substituído por outra pessoa, desde que seja de seu partido ou de alguns dos que estiverem em sua coligação.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A prioridade do PT é a Aliança com Paulo Câmara, diz Gleisi Hoffmann


O Blog do Cisneiros participou de entrevista coletiva do Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ao lado da presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, a senadora paranaense, Gleisi Hoffmann.

Veja, no vídeo acima, a entrevista em sua integra, onde Gleisi Hoffmann afirma que a prioridade do PT e do Presidente Lula é aliança com PSB do Governador Paulo Câmara. Já dizendo inclusive ter passado a posição do partido à vereadora do Recife, Marília Arraes.

O único ponto falta a ser resolvido internamente pelo PSB, é a definição do partido por uma aliança nacional. Condição que o PT exige para bater o martelo em torno desta caminhada ao lado do PSB, rifando assim de vez o nome de Marília Arraes, que hoje luta para ser a candidata do partido dos trabalhadores ao governo do estado de Pernambuco.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

PSB promove seminário para os vereadores filiados ao partido em Pernambuco


“Com a finalidade de promover a formação política, fortalecer as lideranças parlamentares e a integração entre os vereadores socialistas pernambucano, o PSB de Pernambuco e a Fundação João Mangabeira irão realizar, nos dias 07 e 08 de junho, em Gravatá, o Seminário de Formação Política – Vereador (a) Presente. No evento, serão apresentados painéis acerca da conjuntura política nacional, estadual e ações desenvolvidas e os resultados da gestão do PSB no estado de Pernambuco, além da história de 70 anos do partido. O evento também vai tratar as novas ferramentas de comunicação e trazer exemplos exitosos de projetos elaborados por legisladores do PSB.”

Com o texto acima o Partido Socialista Brasileiro (PSB), convida todos os vereadores filiados ao partido em Pernambuco, a participarem do Seminário de Formação Política – Vereador (a) Presente. Ótima iniciática dos socialistas de incentivarem a boa formação política dos seus filiados, começando pelos parlamentares municipais.


Link para inscrição: http://www.psbpe.org.br/seminario-de-formacao-para-vereadores-do-psb-de-pernambuco/

sábado, 24 de março de 2018

Joaquim Barbosa procura apoio para ser candidato pelo PSB

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Foto: Felipe Rau/Estadão

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa procurou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em busca de apoio para ser candidato pelo PSB à Presidência da República. Os dois se reuniram no último dia 13, no Rio.

O encontro foi pedido pelo próprio ex-ministro e aconteceu no apartamento do deputado federal Alessandro Molon (RJ), que se filiou recentemente ao PSB. Segundo apurou o Broadcast Político do Jornal Estadão, a conversa foi inconclusiva.

O governador e uma ala do PSB de Pernambuco têm conversado com presidenciáveis de outros partidos, entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Mesmo sem definição, entusiastas da candidatura de Barbosa pelo PSB viram no encontro uma sinalização de que o ex-ministro está disposto a concorrer ao Palácio do Planalto.

terça-feira, 13 de março de 2018

PSB veta apoio a Alckmin e as privatizações, deixando eleitor confuso

Carlos Siqueira, novo presidente do PSB ao lado de Renata Campos, a viúva do es-governador, Eduardo Campos, e seus filhos

O PSB fechou as portas para o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, no último fim de semana, onde o congresso nacional do PSB aprovou uma resolução antitucanos, dizendo que a sigla não apoiará candidato a presidente que defenda as reformas da previdência e trabalhista ou que pregue as privatizações da Eletrobrás e da Petrobras.

A resolução aprovada durante o congresso que ocorreu em Brasília previu três rumos possíveis para a sigla tomar na eleição presidencial: 1) ter candidatura própria, 2) não apoiar ninguém ou 3) aliar-se apenas a candidatos ditos “progressistas”, definidos por não defenderem as reformas do governo Temer e se oporem à privatização de quaisquer empresas estatais federais.

A primeira opção foi redigida para permitir – primordialmente – a candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. A segunda é para a eventualidade de o magistrado não se filiar ao PSB. A terceira, para garantir que o partido não acabe na coligação do tucano – sem descartar a possibilidade de vir a apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT) ou do ex-presidente Lula, caso consiga ser candidato.

É por atitudes assim que o eleitor comum vai perdendo cada vez mais a paixão pela política.

Na eleição presidencial passada, no ano de 2014, ainda com o ex-governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente do Brasil pelo partido, Eduardo Campos, ainda vivo, o PSB começou uma verdadeira guinada à direita, abandonando aliados históricos, como o PT por exemplo. Defendendo inclusive teses de direita na pré-campanha presidencial. Onde era comum ver no noticiário nacional a aproximação cada vez maior entra Eduardo Campos e o então candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves.

Recentemente durante o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PSB em peso votou pelo seu afastamento, mesmo com a divulgação, poucos meses antes, do programa Ponte para o Futuro, do PMDB, apontando para a redução do estado, com privatizações e políticas de aperto fiscal.

Agora, sabe-se lá porque, resolvem dar uma outra guinada, desta vez de volta a esquerda.

Nunca se viu o PSB querer se mostrar tanto de esquerda como neste momento.

Danilo Cabral, deputado federal pernambucano pelo partido, todo dia entra com uma ação contra a privatização da Eletrobrás.

Será que não imaginou que isto iria acontecer com Michel Temer na presidência?

Não acredito que possa ter sido tão inocente em acreditar que Temer não iria tentar privatizar o máximo possível. Que não iria tentar implantar o programa Ponte Para o Futuro do seu partido. Programa que inclusive o próprio Temer ajudou a montar.

Ou será que todos os deputados do partido que ajudaram a colocar Temer onde está agora, não imaginaram o óbvio, que Temer faria o que já vinha dizendo que faria, as reformas da previdência e trabalhista?

Tive até deputado estadual pernambucano do partido usando suas redes sócias para acusar o PT pela morte de Eduardo Campos.

Quadros antigos do partido desenvolveram um verdadeiro ódio ao PT até recentemente. Agora, a reconciliação.

Como dissemos antes: é por essas e outras que o eleitor vai ficando cada vez mais desiludido com a classe política.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Partidos levam denúncia de funcionários fantasmas na Prefeitura de Garanhuns ao MPPE

Genaldo Barros (REDE), Johny Albino (PPS) e Paulo Tenório (PSOL)

Com base em matéria publicada aqui no Blog do Cisneiros, sobre a suposta existência de funcionários fantasmas na Prefeitura de Garanhuns, no final de janeiro, cinco partidos políticos com representação no município, liderados pela Rede de Sustentabilidade, encaminharam ao promotor de Justiça e Cidadania na cidade do Ministério Publico de Pernambuco - MPPE, Domingos Sávio, documento com uma representação contra a Administração Pública Municipal.

Além da Rede, que tem como dirigente em Garanhuns o bancário aposentado Genaldo de Souza Barros, assinaram a petição representantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Popular Socialista (PPS) e Partido Progressista (PP).

Os partidos oposicionistas fizeram um histórico da denúncia do Blog do Cisneiros que tornou público o suposto esquema de contratação de funcionários “fantasmas”, feito pela Prefeitura de Garanhuns.

“Matéria essa que repercutiu nas redes sociais da cidade e em outros veículos de comunicação, que reproduziram na integra e em parte o conteúdo da matéria citada”, frisa o documento entregue ontem ao Ministério Público.

Os partidos citam ainda uma segunda postagem do Blog do Cisneiros, revelando áudio de um diálogo com o Secretário de Governo, Mewitton Araújo, “o qual se mostra surpreso quando questionado sobre uma suposta funcionaria que estaria lotada em sua secretaria”.

O secretário afirma não conhecer tal funcionaria, que em tese deveria estar dando expediente em seu gabinete. "Ainda no conteúdo de sua matéria, o blogueiro traz elementos fortíssimos e comprobatórios que evidenciam a prática de crimes contra a administração pública", frisa o documento.

Segundo os partidos, após a repercussão da denúncia nos veículos de comunicação e nas redes sociais a prefeitura de Garanhuns, através da Procuradoria Jurídica, emitiu uma nota rebatendo a denúncia feita pelo Blog do Cisneiros, com a seguinte argumentação: “Em relação ao fato de que foram nomeados fantasmas na Prefeitura Municipal de Garanhuns, a própria postagem, tenta ao menos e, na verdade comprova que estas pessoas não são fantasmas e possuem residência no município de Garanhuns”.

“Nesse trecho a nota parece ignorar que o termo usado para Funcionários Fantasmas se refere à pessoa nomeada para exercer uma função pública, porém não exerce, apesar de seu nome estar publicado em portaria oficial e recebe regulamente os dividendos naturais da função. Funcionário fantasma é aquela pessoa nomeada para um cargo público que jamais desempenha as atribuições que lhe cabem. Ou seja, recebe sem trabalhar, se enriquece ilicitamente à custa do erário público e do suor do contribuinte, na maioria das vezes com remunerações muito superiores à da maioria da população brasileira.”, define o texto com a representação, agora em mãos do promotor Domingos Sávio.

O entendimento dos representantes dos cinco partidos é que “por nunca ter, efetivamente, desempenhado as atribuições inerentes ao cargo para o qual foi nomeado, mas sim, aceitado participar de uma fraude contra a Administração Pública para atingir finalidades particulares, o dito funcionário fantasma não chega a entrar em exercício no cargo, segundo o que preceitua o art.15, da Lei 8.112/90, o qual reza que Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.”

Os dirigentes partidários consideram os fatos denunciados gravíssimos, por isso acreditam ser necessária a urgente abertura de inquérito pelo Ministério Público, a fim de apurar e investigar as denúncias ora apresentadas.

No documento os oposicionistas estranham o posicionamento da Câmara Municipal de Garanhuns, que tem 13 vereadores eleitos para fiscalizar as ações do Poder Executivo, mas manteve até o momento um solene silêncio a respeito das denúncias sobre a existência de funcionários fantasmas na Prefeitura do Município.

No final, citando as leis que tratam da questão de improbidade administrativa, os responsáveis pela representação apelam para o promotor de Justiça e Cidadania que apure criteriosamente o fato denunciado na imprensa local.

Até o momento a Prefeitura de Garanhuns não se pronunciou sobre a representação dos partidos no Ministério Público.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Raul Henry vê aproximação entre PT e PSB como 'natural'

Raul Henry – Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
Blog da FolhaPE

Presidente estadual do MDB e vice-governador de Pernambuco, Raul Henry comentou, nesta quinta-feira (15), a possível aliança entre PT e PSB nas eleições de 2018. Segundo o emedebista, que participou da liberação de convênio entre o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade de Pernambuco (UPE) para uma série de melhorias da instituição, as duas legendas têm uma afinidade histórica e a aproximação entre elas na disputa é algo "natural".

O vice-governador também disse acreditar que a eleição de 2018 será "muito fragmentada", com diversos palanques. Para ele, no entanto, Pernambuco geralmente tem dois grandes palanques montados.

A fala de Raul Henry acontece dias depois de o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) fazer um aceno ao ex-prefeito do Recife João Paulo (PT). Questionado pela colunista Renata Bezerra de Melo se João Paulo seria um nome para estar na chapa majoritária encabeçada por Paulo Câmara, o ex-governador afirmou que "ele reúne todas as condições eleitorais e políticas". No dia seguinte, João Paulo considerou que "foi um gesto importante" do parlamentar e enumerou as parcerias com Jarbas.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Marinaldo Rosendo deixa PSB rumo ao PP de Eduardo da Fonte

Ciro Nogueira, Marinaldo Rosendo e Arthur Lira - Crédito: divulgação
Renata Bezerra de Melo, FolhaPE Política

Agora é oficial. O deputado federal Marinaldo Rosendo bateu o martelo, ontem, na filiação ao PP, em Brasília, na presença do presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira, e do líder da bancada, Arthur Lira, além do presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte.

A presença das lideranças nacionais na conversa sinaliza para a prioridade que a sigla dará à candidatura do novo integrante junto com a do dirigente estadual. Na questão majoritária, Marinaldo acompanha o partido, garante Eduardo. Leia-se: vota em Paulo Câmara, mesmo deixando o PSB.

Eduardo da Fonte adianta que vota em Lula, caso ele consolide-se como candidato ao Planalto. "Independente da decisão do partido nacional, a legenda em Pernambuco vota em Lula. Marinaldo também. Todo mundo", assegura Eduardo da Fonte.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Humberto: Aliança de Armando com a oposição é 'equívoco'

Humberto Costa durante entrevista – Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco
Blog da FolhaPE

Após o ex-presidente Lula defender o diálogo com o PSB e o senador Armando Monteiro (PTB), antes de o PT decidir bancar uma candidatura própria ao governo do estado, neste ano, o senador Humberto Costa (PT) afirmou que o partido não deve estabelecer “veto de conversar com quem quer que seja”. Porém, colocou que o petebista “está cometendo um grande equívoco ao se aliar a esses segmentos da direita” em Pernambuco.

De acordo com o ex-presidente, a legenda deve dialogar com outras forças políticas, mas sem descartar a possibilidade de marchar sozinha. Na visão de Humberto, a colocação foi feita de forma “genérica”. “Nunca estabelecemos qualquer veto de conversar com quem quer que seja. Eu já conversei várias vezes com Armando. Lula já o recebeu mais de uma vez para conversar sobre Pernambuco. O presidente colocou de uma maneira muito genérica”, disse.

Mas, para o senador, o caminho trilhado por Armando, que se aproximou do bloco oposicionista integrado por figuras como o ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), o ministro das Minas e Energia, Fernando Filho (MDB) e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), é um “equívoco”. “Pessoalmente acho que Armando esta cometendo um grande equívoco ao se aliar a sesses segmentos da direita de 500 anos aqui em Pernambuco e que é tão retrograda que não aceitavam sequer Miguel Arraes. Além de o partido estar dando suporte ao governo de Temer”, frisou.

Por isso, Humberto acredita que a conversa com o petebista não deve avançar. “Mas de minha parte estou sempre aberto. Tenho por Armando muito respeito e admiração”, relativizou.


Aproximação com o PSB


Ao falar sobre as chances de o PT caminhar junto com o PSB, o senador pontuou que, hoje, “eles hoje são como nós, de oposição a Temer e estão contra as reformas. Mas por outro lado, temos um contencioso de algum tempo, que foram as eleições de 2012, de 2014 e 2016. Além da posição do PSB no processo de impeachment de Dilma. Temos que superar essas coisas para poder imaginar a possibilidade de uma aliança. Hoje o que prevalece é uma posição de termos um candidato. No cronograma do partido agora em março abril vamos decidir se teremos ou não aliança com alguma força politica de Pernambuco. E depois, se passar essa proposta, vamos discutir as condições”, disse.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Discursos do PSB e do PT, em PE, vão se encontrando

O prefeito do Recife, Geraldo Júlio
Renata Bezerra de Melo

Se entre petistas as sinalizações já vinham sendo mais visíveis, lideranças do PSB também começam a verbalizar em público um discurso similar ao que integrantes do PT, ao tomar a dianteira, já vinham entoando. Ontem, foi o prefeito do Recife, Geraldo Julio, que realçou a forma como a conjuntura nacional passou a redesenhar o cenário local, o que poderia vir a justificar uma reaproximação entre PT e PSB no Estado. "O PSB não é a turma do (Michel) Temer, assim como o PT", comparou o gestor da Capital, fazendo referência ao palanque de oposição no Estado, que reúne ministros do Governo Federal e aliados do presidente da República.

Na semana passada, à coluna, o senador Humberto Costa chegou a tachar de "meia boca" o discurso de "pessoas que querem ser candidatas do PT" e, de alguma forma, acenou ao PSB. "Se houver candidatura própria, a candidatura não pode ser o que está acontecendo agora, que só se bate no PSB. Os verdadeiros adversários nossos são os que fazem o palanque de Temer, onde está aquele pessoal todo da direita histórica, que nunca aceitou nem (Miguel) Arraes", cravou o senador. Se, na política, os gestos têm muito peso, entre socialistas e petistas eles parecem crescentes. Geraldo, em entrevista à Rádio Jornal ontem, deu ainda outra senha: "Quem é contra esse tipo de governo que Temer vem fazendo pode se juntar aqui, a favor do tipo de governo que Paulo Câmara vem fazendo".

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Aliança entre PT e PSB ainda é cogitada

Paulo Câmara e Ciro almoçaram juntos no Palácio do Campo das Princesas / Foto: Daniel Leite/Blog da Folha
Blog da FolhaPE

Apesar do revés que o ex-presidente Lula (PT) sofreu na Justiça, comprometendo a sua candidatura à Presidência e pondo em risco o peso do Partido dos Trabalhadores na disputa nacional, o PSB ainda considera estratégica a aliança com os petistas para a eleição desse ano, tendo Pernambuco como palco principal dessa união.

No último sábado, durante o Baile Municipal do Recife, essa articulação foi aventada nas conversas da cúpula socialista e dos integrantes da Frente Popular. Nos bastidores, fala-se que a maioria do PSB é favorável a essa união, que deve beneficiar as duas legendas.

O cálculo da aliança envolve questões regionais e nacionais. O PT está interessado em dar palanques competitivos a Lula, em estados como Pernambuco, além do suporte para a ampliação da bancada federal, que se vê ameaçada, uma vez que a sigla não dispõe mais da máquina poderosa do Palácio do Planalto.

Por outro lado, o PSB espera ter Lula como cabo eleitoral para turbinar a reeleição de Paulo Câmara, caso o ex-presidente supere os obstáculos jurídicos, e também conta com o tempo de rádio e televisão que o PT, com 57 deputados federais, dispõe enquanto segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.

Se havia qualquer possibilidade de resistência na Frente Popular, o maior opositor dos governos do PT no Congresso, o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB) já mencionou que não fará óbice à aliança com os petistas.

Gestos dos dois lados não faltam para concretizar essa aliança. O camarote do prefeito Geraldo Julio (PSB), que reuniu, em sua maioria, pessoas do núcleo do PSB, contou com as presenças do ex-coordenador do Mais Médicos no governo Dilma, Mozart Sales (PT), e do ex-vereador do Recife Henrique Leite (PT).

Houve sinalizações, inclusive, de que o próprio governador Paulo Câmara estaria pessoalmente empenhado em concretizar essa afinidade. Por outro lado, o senador Humberto Costa (PT) vem amenizando as críticas ao Governo do Estado, direcionando sua atenção aos “aliados do governo Temer”.

No âmbito da Câmara de Vereadores do Recife, o tom do PT está mais tênue nessa legislatura, restando apenas à Marília Arraes (PT) a tarefa de bater no PSB – algo que ela realiza muito mais por questões individuais do que partidárias.

Para o deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB), que é líder do governo e já foi do PT, qualquer definição depende do resultado do processo de Lula.

“Eu, particularmente, sou favorável a alianças que ajudem os candidatos a governador do PSB. A grande maioria tem uma visão favorável (à aliança com o PT), agora não pode ser uma decisão por pontos, tem que ser algo coletivo. Nós não temos nenhuma posição do partido. Só teremos essa posição no congresso do partido, em março”, assegura, dando uma justificativa parecida com a dos petistas.

“A minha posição é de fazer o que for melhor para a candidatura do presidente Lula. Isso passa pelo crivo do nacional”, diz João Paulo, ex-prefeito do Recife (PT). É como se nenhum dos dois lados quisesse dar o braço a torcer antes da justiça bater o martelo sobre o ex-presidente.

Segundo informações de bastidores, o grande entrave, em Pernambuco, é o projeto de candidatura ao governo do Estado de Marília Arraes – que pode se transformar num projeto para deputada federal ou estadual.

No próprio PT, em reserva, petistas afirmam que Marília não tem sintonia com a cúpula partidária em Pernambuco. Ela poderia ameaçar a posição de Humberto, se saísse candidata a federal, ou a posição de Teresa Leitão (PT), se concorrer a estadual.

Aliados de Paulo Câmara, da mesma maneira, ironizam a tentativa da vereadora de disputar o governo tendo o apoio de apenas uma prefeitura, a de Serra Talhada. “Paulo tem a máquina do Estado, tem o Recife, tem Olinda, tem Paulista. Ela só tem Serra Talhada, não vai dar conta da estrutura que o governador tem para concorrer”, afirma um socialista, em reserva.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

‘O PT deveria compreender que já cumpriu o seu papel’, diz presidente nacional do PSB

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, durante entrevista - Givaldo Barbosa / Agência O Globo

(O Globo)

Sem pré-candidato definido para a Presidência da República, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, avalia que chegou a hora de o partido de Lula apoiar um dos antigos aliados históricos. Em entrevista ao GLOBO, Siqueira disse ainda que é muito difícil unidade entre as legendas de esquerda no primeiro turno e tratou como inevitável a candidatura própria ao governo de São Paulo, com ou sem o apoio do PSDB.

Nessa pré-campanha, o PSB já sabe se vai apoiar alguém ou ter candidato próprio a presidente?

Em um primeiro momento, nós estamos consolidando um quadro interno, com nove candidaturas de governadores, que podem chegar a dez, e todas competitivas. As candidaturas seriam em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Tocantins, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Amazonas. Com esse cacife nós podemos ter uma candidatura própria, mas temos que avaliar isso com os próprios candidatos. Será que ela vai ser útil e contribuir para este quadro? Se for, ótimo! Se não, o que vamos fazer? Nesse sentido nós estamos sendo procurados desde o final do ano passado. Primeiro pelo governador Alckmin, depois foi pelo Ciro, depois a Marina, o Álvaro Dias e também a Manuela D'Ávila. Se nós não tivermos candidato, temos que fazer uma escolha entre esses.

Quais seriam os nomes mais cotados para o caso de uma candidatura própria? O ex-ministro Joaquim Barbosa tem adiado sua resposta...

Tem o Beto Albuquerque, tem o Aldo Rebelo e tem uma conversa paralela com o ministro Joaquim Barbosa. Em relação à Rede, de Marina, nós achamos incompreensível que eles desejem o nosso apoio, mas tenham rompido recentemente com o governo do Distrito Federal e com o governo de Pernambuco. Parece que é um sinal contrário querer o apoio para a candidatura à presidência e ao mesmo tempo romper com dois dos três governos estaduais do partido.

O que muda no campo dos partidos de esquerda com a condenação do ex-presidente Lula?

A esquerda é diversificada e numa eleição de dois turnos, os partidos vão buscar seus projetos próprios ou se agregando a outros. Não creio na unidade da esquerda no primeiro turno. Se tivesse que haver unidade, o PT deveria compreender que já cumpriu seu papel e tem que apoiar outros candidatos de esquerda, não necessariamente ter que ser apoiado por eles. Essa é uma questão democrática dentro da própria esquerda e o PT tem uma visão exclusivista, pensa sempre em torno dele próprio e não em torno de seus parceiros. O reflexo maior disso foi que, quando chegou o seu governo, em vez de colocar como seus aliados estratégicos os partidos que lhe apoiaram desde 1989, escolheu o PMDB.

Como analisa o peso do apoio do presidente Michel Temer a um candidato de centro?

O candidato do governo atual carregará um peso muito grande, que é a impopularidade do presidente e das medidas que ele está adotando. Esse é governo mais impopular da história da República.

Acha que a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro chega no segundo turno?

Não sei o que vai acontecer, mas desejo que ele entre num plano declinante. Não existe coisa pior para o Brasil desse quadro todo do que o Bolsonaro. É algo surpreendente negativamente ter ele entre os que mais estão tendo a preferência do eleitorado hoje. À medida em que o debate avança, a tendência dele é esvaziar. Seria desastrosa ter alguém como ele na Presidência da República.

Se o PSDB retirar candidatura em São Paulo e apoiar o Márcio França, isso seria um peso para o apoio da candidatura de Alckmin à Presidência da República?

Assim como a Rede rompeu com nossos governadores e nós vamos colocar isso na mesa para discussão, se ocorrer isso em São Paulo, nós vamos colocar na mesa em algum momento da discussão. Quer dizer, cada um dá o aceno que deseja, para contribuir ou não com o apoio que pretende.

Márcio França pode retirar sua candidatura ao governo do estado São Paulo?

A hipótese da retirada da candidatura de Márcio França ao governo do estado de São Paulo é absolutamente zero. A direção nacional tem essa candidatura como prioridade. Porque nós sempre entendemos que para o partido ter um projeto nacional ele precisa ter uma presença mais significativa no sudeste do país. E São Paulo, sendo o principal colégio eleitoral, torna-se vital essa candidatura.

O senhor acha possível que o PSDB entregue São Paulo ao PSB, em troca de apoio a candidatura de Alckmin ao Planalto?

Claro, nós temos nossas diferenças com o PSDB, mas achamos que seria muito importante se os tucanos de São Paulo fizessem esse gesto, depois de governar por mais de 20 anos. Ninguém se eterniza no poder. É da natureza da democracia a rotatividade. Penso que é a hora do PSB ter uma experiência em um importante estado da nossa federação.

Se não acontecer, quem perde mais? PSDB ou PSB?

Eu tenho a impressão que o PSDB pode perder mais que o PSB nesse caso. Porque o Márcio será candidato, já está dado. É muito importante que ele tenha o apoio do PSDB, mas ele será candidato com ou sem esse apoio. Ele já está formando sua aliança, já tem mais de três ou quatro partidos comprometidos com a candidatura dele. Desde Mário Covas que o PSB apoia o PSDB em São Paulo. Está na hora de ter uma rotatividade, de ter uma contrapartida, um reconhecimento. Não há nenhuma razão para que não se apoie. É importante que, ao invés de correr o risco de perder uma eleição, que se apoie um aliado.