Acontece hoje, 16, no salão de eventos do
restaurante Chez Pascal na avenida Rui Barbosa em Garanhuns, mais uma reunião
dos pré-candidatos a vereador do grupo politico do deputado estadual Sivaldo Albino
(PSB). Estarão presentes representantes dos partidos PSB e PSD.
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segunda-feira, 16 de março de 2020
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
Briga da família Arraes é destaque nacional
O
site do jornal paulista Estadão traz nesta segunda-feira (20) uma extensa
matéria a respeito da briga familiar que divide clã Campos-Arraes.
Com
o título ”Uma guerra fratura a família Arraes”, a matéria discorre pela briga
protagoniza por João Campos e Renata Campos de um lado, filho e viúva do ex-governador
e já falecido, em acidente aéreo no ano de 2014, Eduardo Campos, e Antônio Arraes e
Ana Arraes do outro, irmão e mãe de Eduardo.
A
matéria fala ainda da possível briga pela disputa pela prefeitura do Recife
entre João Campos e sua prima em segundo grau Marilia Arraes, ambos deputados
federais. Isso se Marilia não for mais uma vez rifada pelo PT, como aconteceu
em 2018, para o partido manter aliança com o PSB no Estado apoiando a candidatura
de João, como observa o jornal paulista.
Veja
matéria completa do Estadão:
Uma
guerra fratura a família Arraes
O
núcleo de uma das mais tradicionais famílias da política brasileira vive uma
briga fratricida. Os atritos superaram o terreno privado do clã Campos-Arraes e
a lavação de roupa suja se tornou pública. Antigas diferenças políticas se
converteram em um fogo cruzado que é influenciado pela polarização nacional e
se volta até mesmo contra o legado do seu quadro mais proeminente, o
ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na campanha presidencial
de 2014.
As
divergências alcançaram outro patamar depois que o deputado federal João Campos
(PSB-PE), filho de Eduardo, atacou o tio, o advogado Antônio Campos, o Tonca,
em dezembro passado, na Câmara dos Deputados. Em reunião da Comissão de
Educação, o ministro da área, Abraham Weintraub, lembrou ao parlamentar que
Antônio contribui com o governo que ele critica porque é presidente da Fundação
Joaquim Nabuco (Fundaj). “Eu nem relação tenho com ele, ministro. Ele é um
sujeito pior que você”, retrucou o deputado, em referência ao tio.
Tão
duro quanto o tom foi a forma. Em Pernambuco, “sujeito” pode não significar
meramente uma pessoa indeterminada, mas alguém desqualificado socialmente. Nos
bastidores, políticos da região disseram que essa expressão pesou mais do que
qualquer coisa porque chamar alguém de sujeito, naquele Estado, equivale quase
a um palavrão.
Mãe
de Eduardo Campos, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes
comprou a briga do filho e repreendeu o neto publicamente, numa rara entrevista
concedida ao jornalista Magno Martins, na Rede Nordeste de Rádios, no início do
mês. Disse ter ficado “entristecida” e “indignada” com a “má educação” e com a
“prepotência” do neto, com quem parou de falar.
O
presidente do TCU, José Múcio Monteiro, interferiu na tentativa de atuar como
uma espécie de bombeiro. Amigo de Ana Arraes e também pernambucano, Múcio disse
a Antonio e a João Campos, em conversas separadas, que era melhor serenar os
ânimos porque em briga de família não há vencedores. Todos perdem, concluiu. Os
conselhos, porém, não adiantaram. No rodízio do tribunal, Ana substituirá Múcio
na presidência da Corte, no próximo ano.
Antes
mesmo de a mãe tomar partido no conflito, Antônio Campos havia soltado uma nota
por meio da qual acusava o sobrinho de ter sido “nutrido na mamadeira da
empresa Odebrecht”. Antônio disse, ainda, que Pernambuco precisava conhecer o
“lado obscuro” do sobrinho e da viúva de Eduardo, Renata Campos. João é
considerado um representante da “nova política”, ao lado dos deputados Tabata
Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).
‘Quis
se mostrar para nova namorada’
Ao
Estado, Antônio admitiu que a confusão não é boa para a família, mas continuou
com as críticas e provocou o sobrinho. “Ele quis se mostrar para a sua nova
namorada, a deputada Tabata Amaral”, disse o tio. “Foi um ataque gratuito
porque estava fora do contexto. Fui o homem que mais defendeu o pai dele,
inclusive no complexo caso dos precatórios, em que Eduardo teve denúncia
rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal. E, hoje, eu o vejo abraçado e
defendendo vários que chamavam o pai dele de ladrão. Não consigo entender.”
O
PSB de João Campos atua no espectro da esquerda. Antônio, por sua vez, é
crítico dos petistas e de alianças com o partido do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. “Vejo o governo Bolsonaro saneando muita coisa errada feita na
era PT. O Brasil precisava virar essa página, que a coragem de Bolsonaro tem
realizado. Tenho mais convergências do que divergências com o presidente”,
disse o advogado.
Políticos
próximos de João Campos admitem que os dois lados da família saem perdendo com
a briga, mas contam que as divergências são antigas. Tonca não tem boa relação
com o núcleo de Eduardo desde antes de 2014. Mas, como o ex-governador
emprestava sua habilidade política para apaziguar os ânimos, o clã permanecia
unido.
O
que não era tão ruim piorou em 2016, quando Antônio quis disputar a prefeitura
de Olinda. Perdeu no segundo turno e se queixou da falta de apoio do PSB, além
da suposta influência da viúva Renata contra ele. Na avaliação do irmão de
Eduardo Campos, o seu crescimento político não interessava a uma parte da
família e, por essa razão, ele teria sido alvo de isolamento e de perseguições.
Após
a morte de Eduardo, o clã entrou em disputa pelo espólio eleitoral dele e do
avô paterno, o ex-governador Miguel Arraes, o “Pai Arraia”, como o patriarca da
família era conhecido na Zona da Mata. O PSB tratou de capitalizar, fazendo um
esforço robusto para lançar João Campos e, mais do que isso, dar ao filho de
Eduardo uma votação expressiva. Na eleição de outubro, por exemplo, ele é o
favorito do grupo para suceder Geraldo Júlio (PSB) na prefeitura do Recife.
“A
seção pernambucana é, sem dúvida, a mais forte do nosso partido. Por isso,
penso que a situação do PSB em Pernambuco é muito boa e tem o candidato mais
competitivo à prefeitura da capital, o deputado João Campos”, disse o
presidente nacional do partido, Carlos Siqueira. “No tocante a eventuais
problemas familiares, não me compete falar. Eles devem ser separados da
política e tratados no âmbito apropriado.”
Outros
integrantes da família, no entanto, também se veem no direito de recorrer à
memória de Eduardo e de Miguel Arraes. No Recife, a também deputada federal
Marília Arraes, do PT, prima de João em segundo grau, quer entrar na corrida
eleitoral deste ano. Além disso, a própria Ana Arraes não descarta abrir mão da
cadeira no TCU para disputar o governo de Pernambuco, em 2022. Procurados, Ana,
João e Renata Campos não se manifestaram. Marília Arraes, por sua vez, enviou
nota na qual disse que a briga pública dos parentes é algo que não lhe diz
respeito.
Para
lembrar: a disputa por Recife
A
disputa pela prefeitura do Recife na eleição municipal deste ano também deve
colocar em lados opostos os dois principais herdeiros políticos do
ex-governador Miguel Arraes, que morreu em 2005, como mostrou reportagem do
Estado publicada em dezembro. O deputado federal João Campos (PSB), de 26 anos,
foi escolhido pelo partido disputar a capital pernambucana. Sua principal
adversária, no entanto, é a também deputada Marília Arraes (PT), 35 anos, que é
neta de Arraes e prima de segundo grau de João. Essa disputa familiar só não
deve ocorrer se o PT mantiver aliança com o próprio PSB no Estado e ‘rifar’ a
candidatura de Marília para apoiar João.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Acordo entre PT e PSB nos estados isola Ciro e causa protestos nos diretórios
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| Ciro Gomes |
Sob
protestos em suas bases regionais, as cúpulas do PT e PSB decidiram, nesta
quarta-feira (1ª), sacrificar candidaturas estaduais em nome de um pacto
nacional que levará ao isolamento do candidato do PDT à Presidência, Ciro
Gomes.
Consumado
o acordo, o PSB vai anunciar neutralidade na corrida presidencial, abandonando
a costura de aliança com o PDT.
Em
troca, o PT vai retirar a candidatura da vereadora Marília Arraes ao governo de
Pernambuco em apoio à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Por 17 votos
contra 8, a Executiva Nacional do PT decidiu apoiar o PSB no estado.
O
comando petista aprovou a aliança com o PSB de Pernambuco às 16h. No mesmo
momento, em um hotel de Belo Horizonte, o presidente nacional do PSB, Carlos
Siqueira, informava ao ex-prefeito e pré-candidato Márcio Lacerda a decisão de
desistir da disputa ao Palácio da Liberdade em apoio à reeleição do petista
Fernando Pimentel.
"Recebi
esta comunicação com indignação, perplexidade, revolta e desprezo",
escreveu Lacerda, informando em nota que recusará o convite para que concorra
ao Senado na chapa encabeçada por Pimentel. Em declaração posterior à Folha,
ele disse que teve apenas uma conversa e que espera receber uma comunicação
formal.
Pré-candidata
em Pernambuco, Marília afirmou que não vai desistir de sua candidatura. A
vereadora disse acreditar que o recurso remetido ao Diretório Nacional para
reverter a decisão será acolhido.
"Não
tenho o direito de recuar e colocar a esperança do povo de Pernambuco como
moeda de troca a preço de banana. A neutralidade é a única coisa que Paulo
Câmara e seu grupo político pode oferecer porque não tem força de levar o
partido dele para um lado ou para o outro”, disse a jornalistas no Recife.
Dez
dirigentes do PT também entraram com recurso pela permanência de Marília. A
instância máxima do PT, no entanto, deverá reproduzir a decisão de sua
Executiva, que prevê também apoio petista aos candidatos do PSB no Amazonas,
Amapá e Paraíba.
O
acordo tem o aval da maior corrente petista, a CNB (Construindo um Novo
Brasil), cujo líder é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Preso
há 116 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula coordenou
os principais movimentos da pré-campanha até agora. Pelos seus cálculos, a
eleição será novamente polarizada entre direita e esquerda e só há espaço para
um nome de cada campo. Ciro seria o adversário direto do PT na competição por
votos, principalmente entre os eleitores do Nordeste.
![]() |
| Lula |
O
petista mandou recados por meio de pessoas que o visitam na prisão.
Deu
aval para decisões terminativas da presidente de seu partido, Gleisi Hoffmann
(PR), para pelo menos cinco atos que reverberaram contra Ciro: sinalizou com a
vice do PT para Manuela D’Ávila (PCdoB) no momento em que o partido era
assediado pelo PDT; repreendeu governadores petistas que defendiam aliança com
Ciro; assistiu ao PR, de Valdemar Costa Neto, levar o centrão para a órbita de
Geraldo Alckmin (PSDB) em vez de de fechar acordo com o PDT e, em seguida, fez
pesar sua relação familiar de anos na negativa do empresário Josué Alencar (PR)
em ser vice do tucano.
No
PSB, a costura foi endossada pela ala de Pernambuco, a mais poderosa do
partido, e pela da Paraíba. Caso se declare neutra, a legenda orientará os
diretórios estaduais, por meio de uma espécie de cartilha, a apoiarem
candidaturas de esquerda que sejam contrárias à reforma trabalhista.
Assim
como no PT, a decisão do comando nacional do PSB causou insatisfação em
diretórios estaduais da sigla. Um grupo ameaça propor, durante a convenção no
domingo (5), que a posição da legenda seja definida em votação votação.
"É
lamentável e é um erro do partido. Nós tínhamos iniciado um processo para
romper com a polarização, como fizemos com Eduardo Campos em 2014”, reclamou à
Folha o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.
Ele
disse que, mesmo com a neutralidade, fará campanha por Ciro Gomes, do PDT, o
qual considera um nome preparado para o Planalto.
O
diretório do PSB de Belo Horizonte defendeu resistência à decisão nacional do
partido. "O PSB e o povo mineiro, como também a candidatura de Márcio
Lacerda, não podem ser objeto de espúria moeda de troca, em favor da manutenção
de gestões incompetentes e rejeitadas. Impõe-se, portanto, a não-aceitação bem
como a resistência que possa restaurar o debate democrático a ética das
relações políticas", afirma em nota.
O
diretório afirmou que a composição com o PT foge aos interesses do estado e que
a candidatura de Lacerda "crescia surpreendentemente e se consolidava como
uma terceira via".
O
PSB de BH diz ainda esperar que a direção nacional respeite a decisão que virá
da convenção estadual, no próximo sábado (4). "Como nos rege a democracia
interna, sem ingerências e intervenções estranhos e injustificáveis, em claro
desrespeito as tradições históricas e políticas de Minas Gerai", conclui.
OS TERMOS DO ACORDO
* PSB
adota neutralidade na eleição presidencial, rompendo tratativas com Ciro Gomes
(PDT), adversário do PT no eleitorado de esquerda.
*
PT retira candidatura de Marília Arraes em PE, o que facilita campanha de Paulo
Câmara; ela resiste em aceitar a proposta
*
PSB retira candidatura de Márcio Lacerda em MG. Isso ajuda, por sua vez, a
campanha do petista Fernando Pimentel (PT); Lacerda também diz que não vai
desistir
Cátia
Seabra, Gustavo Uribe, Marina Dias, João Valadares e Carolina Linhares
PT anuncia acordo de não agressão com PSB para sufocar candidatura Ciro Gomes
![]() |
| Marília Arraes, Lula e Humberto Costa. Foto: RICARDO STUCKERT |
Em
uma negociação de última hora, a cúpula do PT comemora ter conseguido sufocar a
candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT) ao convencer o PSB a declarar
neutralidade na disputa nacional ao invés de apoiar o nome do pedetista ao
Palácio do Planalto. A movimentação reforça o lugar do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, mesmo preso e virtualmente impedido de concorrer pela Lei
da Ficha Limpa, como principal nome da esquerda na disputa. Ciro e sua equipe
contavam com a aliança com o PSB para ampliar o seu tempo de propaganda de
rádio e TV, o número de parlamentares que fariam campanha para ele, assim como
o recurso partidário que poderia ser investido em sua campanha - os 47 segundos
de tempo que o PSB tem no horário eleitoral e os 118 milhões de reais do fundo
eleitoral do partido não serão recebidos por nenhum presidenciável. Sem essa
estrutura, a tendência é que o PDT lance chapa pura, na qual teria
aproximadamente 30 segundos de tempo de exposição e 61,4 milhões de reais de
fundo eleitoral – valor esse a ser dividido com concorrentes a todos os cargos,
não apenas para presidente e vice.
"O
PT está ensaiando uma valsa à beira do abismo", reagiu Ciro Gomes em
entrevista na noite de quarta-feira ao canal GloboNews, se referindo ao
provável veto legal à candidatura do petista. "Essa burocracia do PT não
está pensando no Brasil", afirmou o candidato do PDT, que disse que não
jogou a toalha na luta pelo apoio do PSB.
O
isolamento do pedetista foi negociado pelos presidentes do PT, Gleisi Hoffmann,
e do PSB, Carlos Siqueira, juntamente com governador de Minas Gerais e
candidato à reeleição, Fernando Pimentel. Em troca da declaração de
neutralidade, o PSB recebeu o apoio dos petistas nas candidaturas para
governadores de quatro Estados: Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Amapá. Por
outro lado, os socialistas se comprometeram a retirar a candidatura do
ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, para o Governo mineiro, e
declarar apoio a Pimentel. Também estão nas mesmas coligações na Bahia, Acre,
Ceará e Maranhão (esta encabeçada pelo PCdoB).
A
executiva do PT emitiu um documento reforçando que a legenda insistirá na
candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Formalmente também
convidou o PROS a compor parte de seu arco de alianças nacionais. Esse partido
era um com os quais Ciro também negociava a formação de uma coligação. Antes de
perder o apoio do PSB, o pedetista já havia sofrida outra derrota quando o
centrão decidiu apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) ao invés de apoiá-lo. Embora o
PSB ainda não tenha formalizado o acordo, porque ainda precisa fazer sua
convenção no próximo domingo, ele é já dado como certo.
O caso de Pernambuco
No
caso de Pernambuco, o PT abre mão de uma das suas candidaturas estaduais mais
fortes. Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, era o nome do partido e aparecia
em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto locais, atrás do atual
governador Paulo Câmara (PSB). A vereadora além de carregar o sobrenome de uma
grande liderança, ainda defendia fortemente Lula no Estado mais lulista do país
(21% votariam no ex-presidente em resposta espontânea, segundo o último
Datafolha. O maior percentual do Brasil). Ciente do perigo que Marília poderia
representar para sua candidatura à reeleição, Câmara defendia ferrenhamente a
aliança nacional com o PT, o que tiraria a neta de Arraes do campo.
Marília
fez um vídeo que circulou pelas redes sociais negando a suspensão de sua
candidatura e afirmando que o que estava sendo dito era "mais um grande
ataque especulativo". "Nós estamos firmes. Não vamos deixar que a
esperança do povo de Pernambuco seja usada como moeda de troca". Horas
depois, convocou uma coletiva de imprensa para dizer que vai recorrer em todas
as instâncias partidárias contra a decisão tomada pela direção nacional do
partido e disse se recusar abrir mão de sua candidatura por um "não
apoio" do PSB no cenário nacional. Fora da disputa do Governo, existe a
possibilidade de ela ser candidata a deputada federal, como desejava em 2013.
Se isso ocorrer, novamente no meio do caminho estará a família: a candidatura
na qual o PSB mais deve investir para conquistar uma cadeira na Câmara dos
Deputados é a de João Campos, filho de Eduardo Campos. João já tem percorrido o
Estado e realizado diversas atividades políticas. Nos bastidores, fala-se que
seu objetivo não é ganhar, mas ser o deputado mais votado do Estado.
Manuela D'Ávil
Em
outra frente, há a expectativa de que até o sábado, quando o PT realiza sua
convenção, seja anunciada uma aliança oficial com o PCdoB, que lançou o nome de
Manuela D’ávila à presidência. No ato que a formalizou como candidata, Manuela
insistiu que a prioridade dela e de seu partido sempre foi o de unir as
legendas de esquerda, nem que para isso ela tivesse de retirar seu nome da
disputa. “Nunca fomos e nunca seremos óbice às articulações em nosso campo
político”, afirmou. O nome dela é apontado como um possível vice de Lula. Um
dos entusiastas dessa aliança é Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão,
que é o principal expoente de seu partido. "Até o último minuto quero
lutar por essa unidade da esquerda", disse ao EL PAÍS.
Pelas
regras, as candidaturas e o arco de alianças têm de ser registrados no Tribunal
Superior Eleitoral até o próximo dia 15. Mas essas decisões só são válidas se
elas tiverem sido formalizadas pelos partidos até o dia 5 de agosto. Futuras
trocas de nomes de candidatos podem ocorrer até meados de setembro, desde que
haja esse entendimento prévio sobre as alianças. Por exemplo, se Lula for
impedido de concorrer ao pleito por causa de sua condenação na Lava Jato, ele
pode ser substituído por outra pessoa, desde que seja de seu partido ou de
alguns dos que estiverem em sua coligação.
quinta-feira, 12 de julho de 2018
A prioridade do PT é a Aliança com Paulo Câmara, diz Gleisi Hoffmann
O Blog do Cisneiros participou de
entrevista coletiva do Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ao lado da
presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, a senadora paranaense, Gleisi
Hoffmann.
Veja,
no vídeo acima, a entrevista em sua integra, onde Gleisi Hoffmann afirma que a
prioridade do PT e do Presidente Lula é aliança com PSB do Governador Paulo
Câmara. Já dizendo inclusive ter passado a posição do partido à vereadora do
Recife, Marília Arraes.
O único
ponto falta a ser resolvido internamente pelo PSB, é a definição do partido por
uma aliança nacional. Condição que o PT exige para bater o martelo em torno
desta caminhada ao lado do PSB, rifando assim de vez o nome de Marília Arraes,
que hoje luta para ser a candidata do partido dos trabalhadores ao governo do
estado de Pernambuco.
quarta-feira, 23 de maio de 2018
PSB promove seminário para os vereadores filiados ao partido em Pernambuco
“Com a finalidade de promover a formação
política, fortalecer as lideranças parlamentares e a integração entre os
vereadores socialistas pernambucano, o PSB de Pernambuco e a Fundação João
Mangabeira irão realizar, nos dias 07 e 08 de junho, em Gravatá, o Seminário de
Formação Política – Vereador (a) Presente. No evento, serão apresentados
painéis acerca da conjuntura política nacional, estadual e ações desenvolvidas
e os resultados da gestão do PSB no estado de Pernambuco, além da história de
70 anos do partido. O evento também vai tratar as novas ferramentas de
comunicação e trazer exemplos exitosos de projetos elaborados por legisladores
do PSB.”
Com
o texto acima o Partido Socialista Brasileiro (PSB), convida todos os
vereadores filiados ao partido em Pernambuco, a participarem do Seminário de Formação
Política – Vereador (a) Presente. Ótima iniciática dos socialistas de incentivarem
a boa formação política dos seus filiados, começando
pelos parlamentares municipais.
Link para inscrição: http://www.psbpe.org.br/seminario-de-formacao-para-vereadores-do-psb-de-pernambuco/
Link para inscrição: http://www.psbpe.org.br/seminario-de-formacao-para-vereadores-do-psb-de-pernambuco/
sábado, 24 de março de 2018
Joaquim Barbosa procura apoio para ser candidato pelo PSB
![]() |
| O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Foto: Felipe Rau/Estadão |
O
ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa procurou o
governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em busca de apoio para ser candidato
pelo PSB à Presidência da República. Os dois se reuniram no último dia 13, no
Rio.
O
encontro foi pedido pelo próprio ex-ministro e aconteceu no apartamento do
deputado federal Alessandro Molon (RJ), que se filiou recentemente ao PSB.
Segundo apurou o Broadcast Político do Jornal Estadão, a conversa foi
inconclusiva.
O
governador e uma ala do PSB de Pernambuco têm conversado com presidenciáveis de
outros partidos, entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o
ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Mesmo sem definição, entusiastas da candidatura
de Barbosa pelo PSB viram no encontro uma sinalização de que o ex-ministro está
disposto a concorrer ao Palácio do Planalto.
terça-feira, 13 de março de 2018
PSB veta apoio a Alckmin e as privatizações, deixando eleitor confuso
![]() |
| Carlos Siqueira, novo presidente do PSB ao lado de Renata Campos, a viúva do es-governador, Eduardo Campos, e seus filhos |
O PSB
fechou as portas para o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, no último fim de
semana, onde o congresso nacional do PSB aprovou uma resolução antitucanos, dizendo
que a sigla não apoiará candidato a presidente que defenda as reformas da previdência
e trabalhista ou que pregue as privatizações da Eletrobrás e da Petrobras.
A
resolução aprovada durante o congresso que ocorreu em Brasília previu três
rumos possíveis para a sigla tomar na eleição presidencial: 1) ter candidatura
própria, 2) não apoiar ninguém ou 3) aliar-se apenas a candidatos ditos
“progressistas”, definidos por não defenderem as reformas do governo Temer e se
oporem à privatização de quaisquer empresas estatais federais.
A
primeira opção foi redigida para permitir – primordialmente – a candidatura do
ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. A segunda é para a
eventualidade de o magistrado não se filiar ao PSB. A terceira, para garantir
que o partido não acabe na coligação do tucano – sem descartar a possibilidade
de vir a apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT) ou do ex-presidente Lula, caso consiga ser candidato.
É
por atitudes assim que o eleitor comum vai perdendo cada vez mais a paixão pela
política.
Na
eleição presidencial passada, no ano de 2014, ainda com o ex-governador de Pernambuco
e pré-candidato a presidente do Brasil pelo partido, Eduardo Campos, ainda vivo,
o PSB começou uma verdadeira guinada à direita, abandonando aliados históricos,
como o PT por exemplo. Defendendo inclusive teses de direita na pré-campanha
presidencial. Onde era comum ver no noticiário nacional a aproximação cada vez
maior entra Eduardo Campos e o então candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves.
Recentemente
durante o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PSB em peso votou pelo
seu afastamento, mesmo com a divulgação, poucos meses antes, do programa Ponte
para o Futuro, do PMDB, apontando para a redução do estado, com privatizações e
políticas de aperto fiscal.
Agora,
sabe-se lá porque, resolvem dar uma outra guinada, desta vez de volta a
esquerda.
Nunca
se viu o PSB querer se mostrar tanto de esquerda como neste momento.
Danilo Cabral, deputado federal pernambucano pelo partido, todo dia entra com uma ação contra a privatização da Eletrobrás.
Danilo Cabral, deputado federal pernambucano pelo partido, todo dia entra com uma ação contra a privatização da Eletrobrás.
Será
que não imaginou que isto iria acontecer com Michel Temer na presidência?
Não
acredito que possa ter sido tão inocente em acreditar que Temer não iria tentar
privatizar o máximo possível. Que não iria tentar implantar o programa Ponte
Para o Futuro do seu partido. Programa que inclusive o próprio Temer ajudou a montar.
Ou
será que todos os deputados do partido que ajudaram a colocar Temer onde está
agora, não imaginaram o óbvio, que Temer faria o que já vinha dizendo que faria,
as reformas da previdência e trabalhista?
Tive até deputado estadual pernambucano do partido usando suas redes sócias para acusar o
PT pela morte de Eduardo Campos.
Quadros
antigos do partido desenvolveram um verdadeiro ódio ao PT até recentemente. Agora, a
reconciliação.
Como
dissemos antes: é por essas e outras que o eleitor vai ficando cada vez mais
desiludido com a classe política.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Partidos levam denúncia de funcionários fantasmas na Prefeitura de Garanhuns ao MPPE
![]() |
| Genaldo Barros (REDE), Johny Albino (PPS) e Paulo Tenório (PSOL) |
Com
base em matéria publicada aqui no Blog
do Cisneiros, sobre a suposta existência de funcionários fantasmas na
Prefeitura de Garanhuns, no final de janeiro, cinco partidos políticos com
representação no município, liderados pela Rede de Sustentabilidade, encaminharam
ao promotor de Justiça e Cidadania na cidade do Ministério Publico de Pernambuco - MPPE, Domingos Sávio, documento com uma
representação contra a Administração Pública Municipal.
Além
da Rede, que tem como dirigente em Garanhuns o bancário aposentado Genaldo de
Souza Barros, assinaram a petição representantes do Partido Socialista
Brasileiro (PSB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Popular
Socialista (PPS) e Partido Progressista (PP).
Os
partidos oposicionistas fizeram um histórico da denúncia do Blog do Cisneiros que tornou público o
suposto esquema de contratação de funcionários “fantasmas”, feito pela
Prefeitura de Garanhuns.
“Matéria
essa que repercutiu nas redes sociais da cidade e em outros veículos de
comunicação, que reproduziram na integra e em parte o conteúdo da matéria
citada”, frisa o documento entregue ontem ao Ministério Público.
Os
partidos citam ainda uma segunda postagem do Blog do Cisneiros, revelando áudio de um diálogo com o Secretário
de Governo, Mewitton Araújo, “o qual se mostra surpreso quando questionado
sobre uma suposta funcionaria que estaria lotada em sua secretaria”.
O
secretário afirma não conhecer tal funcionaria, que em tese deveria estar dando
expediente em seu gabinete. "Ainda no conteúdo de sua matéria, o blogueiro
traz elementos fortíssimos e comprobatórios que evidenciam a prática de crimes
contra a administração pública", frisa o documento.
Segundo
os partidos, após a repercussão da denúncia nos veículos de comunicação e nas
redes sociais a prefeitura de Garanhuns, através da Procuradoria Jurídica,
emitiu uma nota rebatendo a denúncia feita pelo Blog do Cisneiros, com a seguinte argumentação: “Em relação ao fato
de que foram nomeados fantasmas na Prefeitura Municipal de Garanhuns, a própria
postagem, tenta ao menos e, na verdade comprova que estas pessoas não são
fantasmas e possuem residência no município de Garanhuns”.
“Nesse
trecho a nota parece ignorar que o termo usado para Funcionários Fantasmas se
refere à pessoa nomeada para exercer uma função pública, porém não exerce,
apesar de seu nome estar publicado em portaria oficial e recebe regulamente os
dividendos naturais da função. Funcionário fantasma é aquela pessoa nomeada
para um cargo público que jamais desempenha as atribuições que lhe cabem. Ou
seja, recebe sem trabalhar, se enriquece ilicitamente à custa do erário público
e do suor do contribuinte, na maioria das vezes com remunerações muito
superiores à da maioria da população brasileira.”, define o texto com a
representação, agora em mãos do promotor Domingos Sávio.
O
entendimento dos representantes dos cinco partidos é que “por nunca ter,
efetivamente, desempenhado as atribuições inerentes ao cargo para o qual foi
nomeado, mas sim, aceitado participar de uma fraude contra a Administração
Pública para atingir finalidades particulares, o dito funcionário fantasma não
chega a entrar em exercício no cargo, segundo o que preceitua o art.15, da Lei
8.112/90, o qual reza que Exercício é o efetivo desempenho das
atribuições do cargo público ou da função de confiança.”
Os
dirigentes partidários consideram os fatos denunciados gravíssimos, por isso
acreditam ser necessária a urgente abertura de inquérito pelo Ministério
Público, a fim de apurar e investigar as denúncias ora apresentadas.
No
documento os oposicionistas estranham o posicionamento da Câmara Municipal de
Garanhuns, que tem 13 vereadores eleitos para fiscalizar as ações do Poder
Executivo, mas manteve até o momento um solene silêncio a respeito das
denúncias sobre a existência de funcionários fantasmas na Prefeitura do
Município.
No
final, citando as leis que tratam da questão de improbidade administrativa, os
responsáveis pela representação apelam para o promotor de Justiça e Cidadania
que apure criteriosamente o fato denunciado na imprensa local.
Até
o momento a Prefeitura de Garanhuns não se pronunciou sobre a representação dos
partidos no Ministério Público.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Raul Henry vê aproximação entre PT e PSB como 'natural'
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| Raul Henry – Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco |
Blog da FolhaPE
Presidente
estadual do MDB e vice-governador de Pernambuco, Raul Henry comentou, nesta
quinta-feira (15), a possível aliança entre PT e PSB nas eleições de 2018.
Segundo o emedebista, que participou da liberação de convênio entre o
Ministério da Educação (MEC) e a Universidade de Pernambuco (UPE) para uma
série de melhorias da instituição, as duas legendas têm uma afinidade histórica
e a aproximação entre elas na disputa é algo "natural".
O
vice-governador também disse acreditar que a eleição de 2018 será "muito
fragmentada", com diversos palanques. Para ele, no entanto, Pernambuco
geralmente tem dois grandes palanques montados.
A
fala de Raul Henry acontece dias depois de o deputado federal Jarbas
Vasconcelos (MDB) fazer um aceno ao ex-prefeito do Recife João Paulo (PT).
Questionado pela colunista Renata Bezerra de Melo se João Paulo seria um nome
para estar na chapa majoritária encabeçada por Paulo Câmara, o ex-governador
afirmou que "ele reúne todas as condições eleitorais e políticas". No
dia seguinte, João Paulo considerou que "foi um gesto importante" do
parlamentar e enumerou as parcerias com Jarbas.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Marinaldo Rosendo deixa PSB rumo ao PP de Eduardo da Fonte
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| Ciro Nogueira, Marinaldo Rosendo e Arthur Lira - Crédito: divulgação |
Renata Bezerra de Melo, FolhaPE Política
Agora
é oficial. O deputado federal Marinaldo Rosendo bateu o martelo, ontem, na
filiação ao PP, em Brasília, na presença do presidente nacional da sigla, Ciro
Nogueira, e do líder da bancada, Arthur Lira, além do presidente estadual do
PP, Eduardo da Fonte.
A
presença das lideranças nacionais na conversa sinaliza para a prioridade que a
sigla dará à candidatura do novo integrante junto com a do dirigente estadual.
Na questão majoritária, Marinaldo acompanha o partido, garante Eduardo.
Leia-se: vota em Paulo Câmara, mesmo deixando o PSB.
Eduardo
da Fonte adianta que vota em Lula, caso ele consolide-se como candidato ao
Planalto. "Independente da decisão do partido nacional, a legenda em
Pernambuco vota em Lula. Marinaldo também. Todo mundo", assegura Eduardo
da Fonte.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Humberto: Aliança de Armando com a oposição é 'equívoco'
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| Humberto Costa durante entrevista – Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco |
Blog da FolhaPE
Após
o ex-presidente Lula defender o diálogo com o PSB e o senador Armando Monteiro
(PTB), antes de o PT decidir bancar uma candidatura própria ao governo do
estado, neste ano, o senador Humberto Costa (PT) afirmou que o partido não deve
estabelecer “veto de conversar com quem quer que seja”. Porém, colocou que o
petebista “está cometendo um grande equívoco ao se aliar a esses segmentos da
direita” em Pernambuco.
De
acordo com o ex-presidente, a legenda deve dialogar com outras forças
políticas, mas sem descartar a possibilidade de marchar sozinha. Na visão de
Humberto, a colocação foi feita de forma “genérica”. “Nunca estabelecemos
qualquer veto de conversar com quem quer que seja. Eu já conversei várias vezes
com Armando. Lula já o recebeu mais de uma vez para conversar sobre Pernambuco.
O presidente colocou de uma maneira muito genérica”, disse.
Mas,
para o senador, o caminho trilhado por Armando, que se aproximou do bloco
oposicionista integrado por figuras como o ministro da Educação Mendonça Filho
(DEM), o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), o ministro das Minas e Energia,
Fernando Filho (MDB) e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), é um
“equívoco”. “Pessoalmente acho que Armando esta cometendo um grande equívoco ao
se aliar a sesses segmentos da direita de 500 anos aqui em Pernambuco e que é
tão retrograda que não aceitavam sequer Miguel Arraes. Além de o partido estar
dando suporte ao governo de Temer”, frisou.
Por
isso, Humberto acredita que a conversa com o petebista não deve avançar. “Mas
de minha parte estou sempre aberto. Tenho por Armando muito respeito e
admiração”, relativizou.
Aproximação com o PSB
Ao
falar sobre as chances de o PT caminhar junto com o PSB, o senador pontuou que,
hoje, “eles hoje são como nós, de oposição a Temer e estão contra as reformas.
Mas por outro lado, temos um contencioso de algum tempo, que foram as eleições
de 2012, de 2014 e 2016. Além da posição do PSB no processo de impeachment de
Dilma. Temos que superar essas coisas para poder imaginar a possibilidade de uma
aliança. Hoje o que prevalece é uma posição de termos um candidato. No
cronograma do partido agora em março abril vamos decidir se teremos ou não
aliança com alguma força politica de Pernambuco. E depois, se passar essa
proposta, vamos discutir as condições”, disse.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Discursos do PSB e do PT, em PE, vão se encontrando
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| O prefeito do Recife, Geraldo Júlio |
Renata Bezerra de Melo
Se
entre petistas as sinalizações já vinham sendo mais visíveis, lideranças do PSB
também começam a verbalizar em público um discurso similar ao que integrantes
do PT, ao tomar a dianteira, já vinham entoando. Ontem, foi o prefeito do
Recife, Geraldo Julio, que realçou a forma como a conjuntura nacional passou a
redesenhar o cenário local, o que poderia vir a justificar uma reaproximação
entre PT e PSB no Estado. "O PSB não é a turma do (Michel) Temer, assim
como o PT", comparou o gestor da Capital, fazendo referência ao palanque
de oposição no Estado, que reúne ministros do Governo Federal e aliados do
presidente da República.
Na
semana passada, à coluna, o senador Humberto Costa chegou a tachar de
"meia boca" o discurso de "pessoas que querem ser candidatas do
PT" e, de alguma forma, acenou ao PSB. "Se houver candidatura
própria, a candidatura não pode ser o que está acontecendo agora, que só se
bate no PSB. Os verdadeiros adversários nossos são os que fazem o palanque de
Temer, onde está aquele pessoal todo da direita histórica, que nunca aceitou
nem (Miguel) Arraes", cravou o senador. Se, na política, os gestos têm
muito peso, entre socialistas e petistas eles parecem crescentes. Geraldo, em
entrevista à Rádio Jornal ontem, deu ainda outra senha: "Quem é contra
esse tipo de governo que Temer vem fazendo pode se juntar aqui, a favor do tipo
de governo que Paulo Câmara vem fazendo".
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Aliança entre PT e PSB ainda é cogitada
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| Paulo Câmara e Ciro almoçaram juntos no Palácio do Campo das Princesas / Foto: Daniel Leite/Blog da Folha |
Blog da FolhaPE
Apesar
do revés que o ex-presidente Lula (PT) sofreu na Justiça, comprometendo a sua
candidatura à Presidência e pondo em risco o peso do Partido dos Trabalhadores
na disputa nacional, o PSB ainda considera estratégica a aliança com os
petistas para a eleição desse ano, tendo Pernambuco como palco principal dessa
união.
No
último sábado, durante o Baile Municipal do Recife, essa articulação foi
aventada nas conversas da cúpula socialista e dos integrantes da Frente
Popular. Nos bastidores, fala-se que a maioria do PSB é favorável a essa união,
que deve beneficiar as duas legendas.
O
cálculo da aliança envolve questões regionais e nacionais. O PT está
interessado em dar palanques competitivos a Lula, em estados como Pernambuco,
além do suporte para a ampliação da bancada federal, que se vê ameaçada, uma
vez que a sigla não dispõe mais da máquina poderosa do Palácio do Planalto.
Por
outro lado, o PSB espera ter Lula como cabo eleitoral para turbinar a reeleição
de Paulo Câmara, caso o ex-presidente supere os obstáculos jurídicos, e também
conta com o tempo de rádio e televisão que o PT, com 57 deputados federais,
dispõe enquanto segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.
Se
havia qualquer possibilidade de resistência na Frente Popular, o maior opositor
dos governos do PT no Congresso, o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB) já
mencionou que não fará óbice à aliança com os petistas.
Gestos
dos dois lados não faltam para concretizar essa aliança. O camarote do prefeito
Geraldo Julio (PSB), que reuniu, em sua maioria, pessoas do núcleo do PSB,
contou com as presenças do ex-coordenador do Mais Médicos no governo Dilma,
Mozart Sales (PT), e do ex-vereador do Recife Henrique Leite (PT).
Houve
sinalizações, inclusive, de que o próprio governador Paulo Câmara estaria
pessoalmente empenhado em concretizar essa afinidade. Por outro lado, o senador
Humberto Costa (PT) vem amenizando as críticas ao Governo do Estado,
direcionando sua atenção aos “aliados do governo Temer”.
No
âmbito da Câmara de Vereadores do Recife, o tom do PT está mais tênue nessa
legislatura, restando apenas à Marília Arraes (PT) a tarefa de bater no PSB –
algo que ela realiza muito mais por questões individuais do que partidárias.
Para
o deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB), que é líder do governo e já foi
do PT, qualquer definição depende do resultado do processo de Lula.
“Eu,
particularmente, sou favorável a alianças que ajudem os candidatos a governador
do PSB. A grande maioria tem uma visão favorável (à aliança com o PT), agora
não pode ser uma decisão por pontos, tem que ser algo coletivo. Nós não temos
nenhuma posição do partido. Só teremos essa posição no congresso do partido, em
março”, assegura, dando uma justificativa parecida com a dos petistas.
“A
minha posição é de fazer o que for melhor para a candidatura do presidente
Lula. Isso passa pelo crivo do nacional”, diz João Paulo, ex-prefeito do Recife
(PT). É como se nenhum dos dois lados quisesse dar o braço a torcer antes da
justiça bater o martelo sobre o ex-presidente.
Segundo
informações de bastidores, o grande entrave, em Pernambuco, é o projeto de
candidatura ao governo do Estado de Marília Arraes – que pode se transformar
num projeto para deputada federal ou estadual.
No
próprio PT, em reserva, petistas afirmam que Marília não tem sintonia com a
cúpula partidária em Pernambuco. Ela poderia ameaçar a posição de Humberto, se
saísse candidata a federal, ou a posição de Teresa Leitão (PT), se concorrer a
estadual.
Aliados
de Paulo Câmara, da mesma maneira, ironizam a tentativa da vereadora de
disputar o governo tendo o apoio de apenas uma prefeitura, a de Serra Talhada.
“Paulo tem a máquina do Estado, tem o Recife, tem Olinda, tem Paulista. Ela só
tem Serra Talhada, não vai dar conta da estrutura que o governador tem para concorrer”,
afirma um socialista, em reserva.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
‘O PT deveria compreender que já cumpriu o seu papel’, diz presidente nacional do PSB
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| O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, durante entrevista - Givaldo Barbosa / Agência O Globo |
(O Globo)
Sem
pré-candidato definido para a Presidência da República, o presidente nacional
do PSB, Carlos Siqueira, avalia que chegou a hora de o partido de Lula apoiar
um dos antigos aliados históricos. Em entrevista ao GLOBO, Siqueira disse ainda
que é muito difícil unidade entre as legendas de esquerda no primeiro turno e
tratou como inevitável a candidatura própria ao governo de São Paulo, com ou
sem o apoio do PSDB.
Nessa pré-campanha, o PSB já sabe se
vai apoiar alguém ou ter candidato próprio a presidente?
Em
um primeiro momento, nós estamos consolidando um quadro interno, com nove
candidaturas de governadores, que podem chegar a dez, e todas competitivas. As
candidaturas seriam em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito
Federal, Tocantins, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Amazonas. Com esse cacife
nós podemos ter uma candidatura própria, mas temos que avaliar isso com os
próprios candidatos. Será que ela vai ser útil e contribuir para este quadro?
Se for, ótimo! Se não, o que vamos fazer? Nesse sentido nós estamos sendo
procurados desde o final do ano passado. Primeiro pelo governador Alckmin, depois
foi pelo Ciro, depois a Marina, o Álvaro Dias e também a Manuela D'Ávila. Se
nós não tivermos candidato, temos que fazer uma escolha entre esses.
Quais seriam os nomes mais cotados
para o caso de uma candidatura própria? O ex-ministro Joaquim Barbosa tem
adiado sua resposta...
Tem
o Beto Albuquerque, tem o Aldo Rebelo e tem uma conversa paralela com o
ministro Joaquim Barbosa. Em relação à Rede, de Marina, nós achamos
incompreensível que eles desejem o nosso apoio, mas tenham rompido recentemente
com o governo do Distrito Federal e com o governo de Pernambuco. Parece que é
um sinal contrário querer o apoio para a candidatura à presidência e ao mesmo
tempo romper com dois dos três governos estaduais do partido.
O que muda no campo dos partidos de
esquerda com a condenação do ex-presidente Lula?
A
esquerda é diversificada e numa eleição de dois turnos, os partidos vão buscar
seus projetos próprios ou se agregando a outros. Não creio na unidade da
esquerda no primeiro turno. Se tivesse que haver unidade, o PT deveria
compreender que já cumpriu seu papel e tem que apoiar outros candidatos de
esquerda, não necessariamente ter que ser apoiado por eles. Essa é uma questão
democrática dentro da própria esquerda e o PT tem uma visão exclusivista, pensa
sempre em torno dele próprio e não em torno de seus parceiros. O reflexo maior
disso foi que, quando chegou o seu governo, em vez de colocar como seus aliados
estratégicos os partidos que lhe apoiaram desde 1989, escolheu o PMDB.
Como analisa o peso do apoio do
presidente Michel Temer a um candidato de centro?
O
candidato do governo atual carregará um peso muito grande, que é a
impopularidade do presidente e das medidas que ele está adotando. Esse é
governo mais impopular da história da República.
Acha que a candidatura do deputado
federal Jair Bolsonaro chega no segundo turno?
Não
sei o que vai acontecer, mas desejo que ele entre num plano declinante. Não
existe coisa pior para o Brasil desse quadro todo do que o Bolsonaro. É algo
surpreendente negativamente ter ele entre os que mais estão tendo a preferência
do eleitorado hoje. À medida em que o debate avança, a tendência dele é
esvaziar. Seria desastrosa ter alguém como ele na Presidência da República.
Se o PSDB retirar candidatura em São
Paulo e apoiar o Márcio França, isso seria um peso para o apoio da candidatura
de Alckmin à Presidência da República?
Assim
como a Rede rompeu com nossos governadores e nós vamos colocar isso na mesa
para discussão, se ocorrer isso em São Paulo, nós vamos colocar na mesa em
algum momento da discussão. Quer dizer, cada um dá o aceno que deseja, para
contribuir ou não com o apoio que pretende.
Márcio França pode retirar sua
candidatura ao governo do estado São Paulo?
A
hipótese da retirada da candidatura de Márcio França ao governo do estado de
São Paulo é absolutamente zero. A direção nacional tem essa candidatura como
prioridade. Porque nós sempre entendemos que para o partido ter um projeto
nacional ele precisa ter uma presença mais significativa no sudeste do país. E
São Paulo, sendo o principal colégio eleitoral, torna-se vital essa
candidatura.
O senhor acha possível que o PSDB
entregue São Paulo ao PSB, em troca de apoio a candidatura de Alckmin ao
Planalto?
Claro,
nós temos nossas diferenças com o PSDB, mas achamos que seria muito importante
se os tucanos de São Paulo fizessem esse gesto, depois de governar por mais de
20 anos. Ninguém se eterniza no poder. É da natureza da democracia a
rotatividade. Penso que é a hora do PSB ter uma experiência em um importante
estado da nossa federação.
Se não acontecer, quem perde mais?
PSDB ou PSB?
Eu
tenho a impressão que o PSDB pode perder mais que o PSB nesse caso. Porque o
Márcio será candidato, já está dado. É muito importante que ele tenha o apoio
do PSDB, mas ele será candidato com ou sem esse apoio. Ele já está formando sua
aliança, já tem mais de três ou quatro partidos comprometidos com a candidatura
dele. Desde Mário Covas que o PSB apoia o PSDB em São Paulo. Está na hora de
ter uma rotatividade, de ter uma contrapartida, um reconhecimento. Não há
nenhuma razão para que não se apoie. É importante que, ao invés de correr o
risco de perder uma eleição, que se apoie um aliado.
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