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domingo, 11 de março de 2012

Os PSDBs

Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Do Blog do Noblat
Por Marcos Coimbra

Com apenas 20% da bancada federal e um governador entre oito, o PSDB de São Paulo tem um destaque desproporcional na imagem nacional do partido.

Isso já foi bom para os tucanos Brasil afora. Hoje, no entanto, deixou de sê-lo.

A seção paulista sobressai por dois motivos. De um lado, por razões históricas, pois foi lá que o partido surgiu. Os primeiros peessedebistas de expressão nasceram ou fizeram carreira política no estado.

Foram paulistas todos os candidatos a presidente que o PSDB apresentou, Mário Covas, Fernando Henrique, Geraldo Alckmin e José Serra.

Uns mais, outros menos, fizeram campanhas usando amplamente - e até abusando - das referências a São Paulo. Especialmente nas duas últimas eleições presidenciais, Serra e Alckmin disseram-se qualificados a governar o Brasil mostrando o que tinham feito quando ocupavam o Palácio dos Bandeirantes.

Rechearam seus programas de televisão com cenas de obras, rodovias, hospitais e escolas paulistas, ao ponto que espectadores menos atentos ficavam confusos e imaginavam que eles concorriam ao governo estadual - como se percebia nas pesquisas qualitativas feitas à época. Para o cidadão comum, São Paulo e PSDB tornaram-se quase sinônimos.

A predominância do PSDB paulista é também decorrência de ser do estado boa parte dos principais veículos nacionais de comunicação. Por razões defensáveis ou puro bairrismo, dão ao dia a dia local e a seus personagens uma importância exagerada - do ponto de vista dos leitores e espectadores de outras regiões.

Alguns de seus comentaristas acham que tudo de relevante que há no Brasil acontece na esquina da Ipiranga com a Avenida São João.

Por isso - e mais o significado de São Paulo na vida nacional, o tamanho de sua população e eleitorado -, temos o descompasso. O PSDB paulista parece maior do que é.

Na época de Mário Covas, todo o partido ganhava com essa situação. Na eleição de Fernando Henrique e ao longo de seu primeiro governo, também.

De uns tempos para cá, no entanto, isso mudou. Agora, os tucanos do resto Brasil pagam um ônus pelo que seus correligionários paulistas dizem e fazem.

O pior, para o partido, é que muitos de seus líderes e filiados - na verdade, a maioria - não pensam da mesma maneira. São peessedebistas, mas de outro estilo.

Se o PSDB não-paulista prevalecesse - de Aécio, Anastasia, Beto Richa, Marconi Perillo, Téo Vilela, dos governadores do Norte, de bons senadores e deputados -, é possível, por exemplo, que, desde 2010, o partido já fosse diferente. O mineiro poderia ter sido o candidato, o que teria alterado a dinâmica da eleição.

É provável que Dilma tivesse igualmente vencido. Mas a pós-eleição não seria igual. Aécio, pelo que se conhece, não faria uma campanha como a de Serra e não se alinharia com o que existe de mais retrógrado em nossa sociedade. E o PSDB possuiria um nome nacional para 2014, com perspectiva de futuro.

Neste começo de 2012, o PSDB paulista volta a sinalizar negativamente e a envolver o partido como um todo nas suas indecisões e recuos. A novela da escolha do candidato a prefeito da capital em nada contribui para melhorar sua reputação.

Iam fazer prévias e a militância se animou. Quiseram trocá-las pelo lançamento da candidatura de Serra, o “grande nome” que as dispensaria. Mas dois pré-candidatos não cederam - pelo menos, por enquanto. Agora, é Serra quem tenta bombardeá-las, para que não exponham o tamanho de sua liderança.

Seus confidentes revelam que, se for eleito, preferirá fazer a campanha de Dilma à de Aécio. Ou que sairá do partido e fundará o dele. Ou que ficará na prefeitura enquanto espera que Aécio seja derrotado por Dilma em 2014, para voltar a concorrer em 2018. Ou que continuará tentando ser candidato a presidente já em 2014 - pouco se importando em deixar a prefeitura, outra vez, com apenas 15 meses.

Alckmin não quer - ou não consegue - exercer a autoridade maior do partido no estado. Fernando Henrique anda tão ocupado com coisas transcendentais que parece nem se dar conta do que acontece em seu torno.

E assim, enquanto os tucanos paulistas dão cabeçadas, quem sofre é a já combalida imagem nacional do PSDB.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Kassab comunica a Eduardo Campos que vai apoiar Serra para prefeito de São Paulo

Gilberto Kassab e Eduardo Campos  / Foto: AE
Do Blog de Inaldo Sampaio

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, atendendo a convite do governador Eduardo Campos, esteve no Recife sábado passado para assistir do desfile do “Galo da Madrugada”.

Ele saiu de SP volta das 2h da manhã e pousou no Aeroporto dos Guararapes às 5h, seguindo direto para o Hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem, para descansar. No sábado à tarde voltou a SP.

No Palácio do Campo das Princesas, onde se encontrou com Eduardo Campos e o prefeito do Recife, João da Costa, antes de seguir a pé para o camarote do Governo do Estado, Kassab informou ao governador de Pernambuco que vai mesmo apoiar José Serra (PSDB) como candidato à sua sucessão.

Serra havia lhe dito que não seria candidato, mas depois mudou de opinião. Se ele ficasse fora da disputa, Kassab iria fazer uma aliança com o PT (Fernando Haddad) em troca do direito de indicar o vice (que poderia ser Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central.

Mas com Serra na parada, disse Kassab a Eduardo Campos, não tem “condições políticas” de não apoiá-lo porque “herdou” a prefeitura de São Paulo em 2006 (quando Serra renunciou ao mandato para ser candidato a governador), o que lhe permitiu ser reeleito em 2008.

Eduardo Campos compreendeu suas razões disse que isso não abalará em nada a relação que há entre os seus partidos (PSB e PSD, respectivamente).

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Alckmin cria gabinete antiprotesto para fugir de manifestantes

Ilustração: Toni para o Brazil Cartoon

Do Blog de Jamildo

No Vermelho.org

Depois de sofrer duras críticas e ser acusado publicamente – por diversas forças progressistas e representantes dos movimentos sociais – de promover no estado de São Paulo uma política repressiva e violenta, o Palácio dos Bandeirantes irá adotar um novo método para tentar driblar protestos em agendas do governador Geraldo Alckmin.

A política higienista de Alckmin na região da Cracolândia, centro de São Paulo, e a violenta ação da policial durante a desocupação da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, reforçaram nas redes sociais e no seio dos movimentos sociais o enfrentamento contra a política antidemocrática imposta pelo PSDB no estado.

Para evitar que o governador passe por saias justas e tenha que encarar frente a frente uma população cada vez mais insatisfeita com seu governo, foi ‘instituído’ o gabinete antiprotesto. O objetivo é vigiar as manifestações organizadas nas redes sociais – promovendo assim mudanças em sua agenda pública.

Nos últimos seis dias, Alckmin não foi a dois eventos em que sua participação estava prevista. Ambos foram marcados por atos contra o governo, detectados previamente pela subsecretaria de Comunicação e por um assessor de Alckmin.

O primeiro furo na agenda oficial foi na última quarta-feira (25) – aniversário de São Paulo –, quando o governador deixou de participar de missa na catedral da Sé pelo aniversário da cidade. A decisão foi tomada na noite que antecedeu o evento, após reunião com os secretários da Casa Civil e da Comunicação.

A missa ficou marcada pelas imagens do prefeito Gilberto Kassab sendo atingido por ovos atirados por cidadãos que protestavam contra a desocupação de Pinheirinho. Ciente da manifestação, e em mais uma demonstração de bravura, o governador preferiu se poupar e perguntou se o vice, Guilherme Afif Domingos, poderia representá-lo.

O mesmo aconteceu no último sábado (28), quando Alckmin faltou à inauguração da nova sede do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Também houve protesto na saída do evento, mas dessa vez, além de ovos, os manifestantes levaram sacos com chuchus para arremessar contra as autoridades.

Dessa vez, o eleito pelo governador para representá-lo junto aos manifestantes foi o secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo. No entanto, a escolha parece não ter sido a mais acertada. Matarazzo se descontrolou e discutiu com os manifestantes. Mais um lamentável episódio de um governo que parece não ter sido forjado na democracia.

Em nota, a assessoria de imprensa do governo negou que Alckmin tenha faltado à inauguração do MAC. Disse que o governador não havia confirmado presença tanto que cumpriu outra agenda, na região da Nova Luz. O texto diz ainda que Alckmin não foi à missa do aniversário de São Paulo "por uma questão familiar".

Em mais um exemplo de que o governo está desalinhado aos direitos democráticos dos cidadãos, a assessoria do governo chama os manifestantes de “grupelhos truculentos”.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Classificados no Pernambucano de Judô participam de Campeonato Brasileiro



Oito Judocas garanhuenses, dos dezesseis classificados no último Campeonato Pernambucano de Judô, ocorrido em outubro em Jupí, disputarão o Campeonato Brasileiro da referida modalidade. A competição acontece no período de 11 a 13 de novembro, em Assis, interior de São Paulo.

Maíza Espinhara, Milena Brasil, Raquel Ingrid, Marlone Antunes, bem como Josias Monteiro, Márcio Noronha, Luiz Carlos e Carlos Tevano, disputarão o Campeonato de nível nacional, nas categorias dos 11 anos ao Máster – mais de 35 anos. “Objetivamos resultados satisfatórios quanto a esse campeonato, uma vez que a maturidade dos atletas, aliada ao constante incentivoG dos Esportes ofertado pela Prefeitura nos deixa tranqüilos. Pois esse tem sido um ano de bons resultados para o Judô Local”, assegurou o presidente da Associação Carlos Tevano (ACT), o judoca Carlos Tevano, acrescentando que o Campeonato Nacional serve de base para a ascensão esportiva em Garanhuns.

Paralelo ao Campeonato Brasileiro, acontece o Festival Nacional de Judô, no mesmo período, voltado à crianças de 3 a 8 anos de idade. De Garanhuns, participarão Rafael D´Luca, Miguel Arcanjo e Carlos Tevano Filho.