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sexta-feira, 19 de maio de 2017

SERRA RECEBEU R$ 20 MILHÕES VIA CAIXA DOIS, DIZ JOESLEY

Segundo Joesley Batista, foi o próprio senador José Serra quem pediu o dinheiro (reprodução/Reprodução)

O empresário Joesley Batista detalhou em sua delação premiada o pagamento de 20 milhões de reais ao José Serra em 2010. Os repasses foram feitos via caixa dois. Joesley diz que Serra fez uma visita à sede da JBS, em São Paulo, e fez o pedido de ajuda para a campanha. Naquele ano, Serra disputou a Presidência com Dilma Rousseff, mas perdeu no segundo turno.

Joesley contou que, do valor total da doação, 6 milhões de reais foram repassados por meio de notas fiscais frias para a empresa LRC Eventos e promoções. A transação, disse, envolveu a “falsa venda” de camarote no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Outra parcela, de 420 mil reais, segundo detalhou Joesley, foi feita para a empresa APPM Analista e Pesquisa, também com notas fiscais frias.

Parte dos pagamentos foi feita “por dentro”, ou seja, com registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O dono do JBS deu ainda detalhes sobre pagamentos oficiais feitos por indicação de José Serra. A operacionalização dos pagamentos foi feita, segundo Joesley, por uma pessoa conhecida como ” senhor Furquim”, amigo de José Serra que já teria morrido. (Da Veja.com)

terça-feira, 6 de março de 2012

Eduardo diz não ter compromisso com PT em SP

Eduardo Campos
Blog do Josias de Souza

Presidente do PSB, o governador pernambucano Eduardo Campos disse que não assumiu nenhum compromisso pessoal com Lula de apoiar a candidatura petista de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo. Tampouco comprometeu-se com Dilma Rousseff, recebida por ele, em Recife, na semana passada.

“Meu compromisso é só com o PSB, de conduzir bem o PSB. Tenho uma relação com a presidenta Dilma de grande estima, respeito. Ajudei a sua eleição, sou da base de sustentação dela. Tenho ajudado ela, mas nunca trocamos posições eleitorais por circunstâncias políticas na base de apoio, nunca fizemos isso.”

Quer dizer que o PSB apoiará o tucano José Serra? Eduardo Campos preferiu manter o suspense. Afirmou que a decisão sobre São Paulo e outras cidades com mais de 200 mil habitantes, terá de passar pelo diretório nacional da legenda. “Ninguém vai impôr a ninguém uma decisão.”

“Essa decisão tem que ser pactuada dentro do partido. O partido não é o desejo de Márcio [França, presidente do PSB-SP e secretário de Turismo de Geraldo Alckmin] nem o meu desejo. Temos que ouvir o partido no município, a nossa bancada na Assembleia, no Congresso, nos outros municípios importantes onde vamos disputar eleições. É um processo de diálogo, não é uma solução simples.”

Num mato sem aliados, o petê Fernando Haddad apelou para a simbologia que permeia a disputa paulistana. É como se quisesse reeditar a cruzada do “nós contra eles”, lançada por Lula na sucessão presidencial de 2010. “Para nós, é muito importante essa aliança [com o PSB]. Em termos simbólicos e, sobretudo, pelo que ela sinaliza para o futuro do país.”

Esse tipo de argumento não parece sensibilizar Eduardo Campos. O mandachuva do PSB disse coisas assim: “Você vai a Pernambuco e tem aliança do PT com o PSDB  em vários municípios.”

Ou assim: “Nós somos um partido diferente do PT. Somos aliados do PT, mas temos aliança com o PSDB em outros Estados, o que é natural. Construímos o processo político de redemocratização ao lado do PSDB, não satanizamos o PSDB, de forma nenhuma, nem devemos fazer isso.”

De resto, Eduardo realçou a relação que mantém com Gilberto Kassab (PSD), um aliado estratégico de Serra: “Temos uma relação construída com o prefeito Kassab, que vocês conhecem qual é, de parceria, a nível nacional.”

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Kassab comunica a Eduardo Campos que vai apoiar Serra para prefeito de São Paulo

Gilberto Kassab e Eduardo Campos  / Foto: AE
Do Blog de Inaldo Sampaio

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, atendendo a convite do governador Eduardo Campos, esteve no Recife sábado passado para assistir do desfile do “Galo da Madrugada”.

Ele saiu de SP volta das 2h da manhã e pousou no Aeroporto dos Guararapes às 5h, seguindo direto para o Hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem, para descansar. No sábado à tarde voltou a SP.

No Palácio do Campo das Princesas, onde se encontrou com Eduardo Campos e o prefeito do Recife, João da Costa, antes de seguir a pé para o camarote do Governo do Estado, Kassab informou ao governador de Pernambuco que vai mesmo apoiar José Serra (PSDB) como candidato à sua sucessão.

Serra havia lhe dito que não seria candidato, mas depois mudou de opinião. Se ele ficasse fora da disputa, Kassab iria fazer uma aliança com o PT (Fernando Haddad) em troca do direito de indicar o vice (que poderia ser Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central.

Mas com Serra na parada, disse Kassab a Eduardo Campos, não tem “condições políticas” de não apoiá-lo porque “herdou” a prefeitura de São Paulo em 2006 (quando Serra renunciou ao mandato para ser candidato a governador), o que lhe permitiu ser reeleito em 2008.

Eduardo Campos compreendeu suas razões disse que isso não abalará em nada a relação que há entre os seus partidos (PSB e PSD, respectivamente).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Privataria: por que Cerra e FHC venderam tão barato ?


Do Blog Conversa Afiada

O programa Entrevista Record Atualidade que vai ao ar nesta segunda-feira, na Record News, às 22h15, logo após o programa do Heródoto Barbeiro, exibe entrevista com o senador Lindbergh Farias, PT-Rio, sobre o leilão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos.

O ansioso blogueiro perguntou, de saída, se tinha acabado o Fla-Flu.

Como disse a assim chamada “musa” da privatização tucana, o embate ideológico, o Fla-Flu, tinha acabado.

Deu empate.

Todo mundo privatiza.

Porque privatização é feito Vitamina C: faz sempre bem.

Lindbergh explicou que o que a Presidenta Dilma fez foi o que o PT sempre faz: concessão.

Concessão, no caso, de 20, 25 e 30 anos.

Depois, se precisar, traz de volta.

O Presidente Lula fez várias concessões de rodovias.

E o pedágio médio dessas rodovias é de R$ 4.

O pedágio das rodovias concedidas pelo PSDB tem o pedágio médio de R$ 20.

A Presidente Dilma, disse ele, não vendeu patrimônio nacional.

(Não “entregou”, verbo que os tucanos conjugam em todos os tempos e modos – PHA) 

Ela concedeu a grupos privados o direito de explorar serviços de solo dos aeroportos.

Em sociedade com a estatal Infraero, que terá 49% das ações do negócio.

A Infraero são os “olhos do Governo”. 

O pé na porta, diria o ansioso blogueiro. 

Ela não vendeu a Infraero, o Ministério da Defesa ou o espaço aéreo.

O Fernando Henrique vendeu 94 empresas.

94 !

E apurou R$ 85 bi.

E, ainda assim, aumentou a participação da dívida no PIB.

Embora o dinheiro da privatização tenha sido empregado em abater a dívida – e, não, em investimentos produtivos.

(Como diz o Delfim: o Fernando Henrique vendeu as jóias da família e aumentou a divida.)

Fernando Henrique apurou R$ 85 bilhões ao passar as 94 empresas nos cobres.

Nesses três leilões, e apenas neles, lembrou Lindbergh, a Presidenta Dilma apurou R$ 40 bi – R$ 24 bi pela outorga, com e R$ 16 em investimentos.

Quase a metade das 94 empresas do Cerra/FHC.

O Cerra e o Fernando Henrique venderam a Vale por R$ 3 bi, sendo que a Vale tinha R$ 700 milhões em caixa, lembrou o Senador.

R$ 700 milhões no cofre.

As teles, o FHC vendeu por R$ 22 bilhões.

E deu para o Daniel Dantas , o “brilhante “, administrar.

O ansioso blogueiro lembrou que há uma diferença não desprezível entre o sistema Cerra/FHC e o da Presidenta Dilma: a Privataria Tucana.

Lindbergh suspeita que esse processo que Amaury Ribeiro Junior chama de Privataria Tucana é o que explica os preços tão baixos obtidos por Cerra e Fernando Henrique.

Com Privataria deve sair mais barato, não é isso, amigo navegante ?

Existe uma diferença essencial entre os dois sistemas – o do Fla e o do Flu.

O sistema do Cerra/FHC era o de esmagar o Estado.

Lindbergh lembra que, em oito anos, o FHC e o Cerra (Planejador-Mor) não aumentaram o servidor público.

Ele mostrou, no ar, o documento assinado pelo Ministro da Fazenda Pedro Malan – já divulgado aqui no Conversa Afiada – em que o Brasil promete ao FMI vender o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES.

(Sem falar na Petrobrax, que seria fatiada, esvaziada, e vendida a granel – como explicou Sérgio Gabrielli, que fez uma revolução na Petrobrás e não deixou o Cerra entregar o pré- sal à Chevron, como se soube pelo WikiLeaks )

O método do Governo Dilma – lembrou Lindbergh – é o do  Estado regulador, indutor.

Com uma política vigorosa de inclusão social – que os tucanos nunca tiveram.

Lula tirou 28 milhões de brasileiros da miséria.

Levou 30 milhões para a Classe C.

E deu 17 milhões de empregos com carteira assinada.

Esse Nunca Dantes … – só faltou dizer o Lindbergh.

Em tempo: não deixe de ler a critica do movimento “Minas sem Censura “ – http://www.minassemcensura.com.br/conteudo.php?MENU=&LISTA=detalhe&ID=400 – a artigo de Aecio Never sobre o suposto fim do Fla-Flu.

Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

José Serra diz em seu microblog que aceita desculpas de autor de brincadeira no Twitter da Imprensa da Presidência e manda recado bem-humorado ao Planalto


Após brincadeira de funcionário do Palácio do Planalto no Twitter oficial da Imprensa da Presidência, acarretando posteriormente sua exoneração, José Serra vem a público através de seu microblog dizer que aceita as desculpas, não vendo motivo para a demissão do autor da brincadeira, considerando assim o assunto encerrado. Com bom-humor, manda um recado ao Planalto: “Ah, sim, queria avisar o Planalto que não fui ao Canadá, até porque a Luiza voltou”.



domingo, 25 de dezembro de 2011

Aécio quer parceria com PSB em 2014

Eduardo Campos, José Serra e Aécio Neves

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) assumiu nesta sexta-feira, 23, a possibilidade de seu partido tentar uma aproximação com o PSB para a corrida pela Presidência da República em 2014. Cotado como um dos principais nomes do tucanato para disputar a sucessão presidencial, o senador lembrou que os socialistas atualmente integram a base do governo, mas ressaltou que "em 2013 ou em 2014 as coisas podem estar diferentes".

O PSB tem ganhado espaço no cenário nacional e conseguiu eleger seis governadores no ano passado, sendo quatro deles no Nordeste, região em que o PSDB tem dificuldade de penetração e que deu expressiva votação para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para a atual presidente Dilma Rousseff. E o presidente nacional socialista, o governador Eduardo Campos (PSB-PE), também é tido como um nome que pode ter peso decisivo na balança da sucessão presidencial.

Aécio ressaltou que é preciso "respeitar a posição" do PSB, atual aliado do Palácio do Planalto, mas lembrou que o PSDB já tem proximidade com os socialistas em várias cidades, como em Belo Horizonte, onde os tucanos vão reeditar a coligação que deu a vitória ao prefeito Marcio Lacerda (PSB) em 2008, na época com o apoio do hoje ministro Fernando Pimentel (PT). 

"Vamos definir cinco ou seis grandes bandeiras que vão emoldurar as nossas candidaturas, inclusive nas eleições municipais. O PSDB tem que ir definindo, clareando essas suas ideias e, em 2013, vamos ver aqueles que queiram se unir em torno desse projeto. E o PSB tem conosco relações importantes em vários Estados. Temos de dar tempo ao tempo. O PSB hoje participa da base de governo, mas em 2013 ou em 2014 as coisas podem estar diferentes", avaliou o tucano, que voltou a defender prévias para a escolha do nome que disputará a Presidência pela legenda. "Ninguém é candidato de si próprio. Acho que o PSDB tem nomes colocados e, lá na frente, vamos definir quem é o melhor", disse. (O Estado de S. Paulo)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O livro "A Privataria Tucana" expõe corrupção e espionagem no ninho tucano, prometendo gerar muita polêmica

"A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr.
Cláudio Humberto

O livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., fartamente documentado, está à venda a partir desta sexta-feira em todo o País revelando fortunas tucanas em paraísos fiscais, após as privatizações do governo FHC, e a rede de espionagem montada pelo ex-governador de São Paulo José Serra contra seu adversário interno no PSDB, o também tucano Aécio Neves, que era governador de Minas Gerais. 

Monitoramento

O objetivo da espionagem, que não foi alcançado, seria o de flagrar em vídeo Aécio Neves consumindo bebidas alcoólicas ou até cocaína.

Acusações graves

Amaury acusa Verônica e Alexandre Bourgeois, filha e genro de Serra, de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e recebimento de propina.

Fios 

Ricardo Sergio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil, e Gregório Marin Preciado, primo de Serra, também são denunciados no livro.

Polêmica

Repórter investigativo muito talentoso, Amaury Ribeiro foi envolvido no suposto esquema de arapongagem a serviço da campanha de Dilma.

Intimidação 

O editor Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, sentiu-se intimidado ao ser chamado para "uma conversa" com o ex-governador José Serra, que tomou conhecimento do iminente lançamento do livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro. Emediato contou à coluna que ofereceu seu cartão de visitas ao emissário tucano, sugerindo que, se Serra quisesse falar com ele, que o procurasse na sede da editora.

Cautela

Temendo ordem judicial de apreensão do livro, a Geração fez uma operação silenciosa para distribuir 15 mil exemplares em todo o País.

Compromisso

Ao receberem o livro A Privataria Tucana, as livrarias assumiram o compromisso de que não seria exposto nas vitrines antes desta sexta. 

Nada a declarar 

O ex-governador José Serra informou que, por enquanto, sua decisão é não comentar as acusações contidas no livro de Amaury Ribeiro Jr.

Perderam a modéstia

Pivô do escândalo que atinge o ministro Fernando Pimentel, o dono da HAP Engenheria, Roberto Senna, é irmão da mulher do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. A advogada Vivienne Senna era da comissão de ética pública da prefeitura de BH quando abriram investigação. 

Oitavo passageiro

Ministro amigo de Dilma, Fernando Pimentel já está sendo chamado, no serpentário do cafezinho do Senado, de "o Oitavo Passageiro". Referência aos sete ministros já caíram por denúncias de corrupção.

Contra privilégios

O deputado Chico Leite (PT), campeão nas avaliações de desempenho no DF, tem lutado para que empresas de políticos com mandato sejam proibidas de assinar contratos com o governo, para evitar privilégios. 

Casos de família

Parte do nervosismo do presidente do Senado José Sarney, que quase se atracou com o senador Demóstenes Torres (DEM-G0) na votação do Código Florestal, se deve ao estado de saúde de Roseana. 

Marconi 

O presidente do PSDB, deputado Sergio Guerra (PE), prefere Aécio Neves a José Serra, na sucessão de Dilma, mas avisa que o bem avaliado governador de Goiás, Marconi Perilo, também está no páreo.

Liberdade  

O deputado André Vargas (PT-PR) afirmou "que os grandes jornais não compreendem o tipo de país que se está construindo". Resumindo: não mostram o país que o PT acha que tem. 

Feira moderna

A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou alta contaminação de agrotóxicos, até proibidos, em frutas e hortaliças. Mas somos nós que comemos o pepino envenenado.

Choro na fronteira 

O Paraguai se apavora com a estagnação do Brasil. O presidente do Banco Central de lá, diz o jornal ABC Color, teme queda nos 60% nas transações locais ou e comerciais. Drogas e armas não contam. 

Pensando bem... 

..os "cumpanhêro" estariam sem problemas na Justiça, se, em vez de consultorias, dessem palestras à la Lula, fáceis e sem contestação.