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sábado, 8 de setembro de 2018

Doria e Márcio França escondem Alckmin em programa de TV

Marcio França (PSB) e João Doria (PSDB)

As coisas andam cada vez mais de mal a pior para o presidencial tucano Geraldo Alckmin (PSDB). É que nem os seus dois principais aliados na disputado pelo governo de São Paulo, João Doria (PSDB) e Marcio França (PSB), querem, até agora, aparecer ao seu lado nos guias eleitorais do rádio e TV.

Doria foi eleito prefeito de São Paulo com o total apoio de Alckmin, o que o levou a se elegeu para governar a cidade. Agora, dois anos depois, renuncia a prefeitura e entra na disputado pelo palácio dos Bandeirantes, mas desta vez, com a baixa aceitação de Alckmin pelos eleitores, faz questão de esconder o presidenciável do seu guia. A mesma coisa Marcio França (PSB).

Marcio França foi eleito vice-governador de São Paulo ao lado de Alckmin, com a renuncia de Alckmin para disputar a presidência, França prontamente ao assumir o governo do estado já se lançou candidato a reeleição, contando com o apoio de Alckmin naquela ocasião, mais agora, como Doria, também faz questão de esconder o presidenciável tucano da sua propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Detalhe, Alckmin está sendo escondido pelos seus aliados mais próximos em seu próprio estado, imagina no resto do País?

Aqui mesmo em Pernambuco mesmo o candidato Armando Monteiro corre de Alckmin como o diabo corre da cruz. Isto só na frente das câmaras, claro.

Caminhando desta forma, parece que Alckmin nem chegaram ao segundo turno. Outro duro baque para PSDB, após a desmoralização do seus ex-presidente, Aécio Neves.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Um guerrilheiro no PSDB


Não é fácil a vida do presidenciável Geraldo Alckmin. Ele começou o ano eleitoral em quarto lugar nas pesquisas, com apenas 7% das intenções de voto. Não conseguiu fechar alianças e ainda enfrenta um adversário no PSDB: o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

Fundador do partido, ele se recusa a abrir mão da pré-candidatura ao Planalto. Acusa o governador paulista de boicotá-lo e cobra a realização de prévias. Aos 72 anos, o ex-senador diz ser o único capaz de evitar uma nova derrota dos tucanos.

"Geraldo é um candidato sem pegada, sem posições definidas. No ritmo em que ele vai, o PSDB ficará fora do segundo turno", prevê Virgílio. "Olho para a direção do partido e vejo todo mundo feliz, a caminho da quinta derrota consecutiva. Parece que eles jogam para perder", critica.

O prefeito diz que Alckmin já teve sua chance em 2006, quando foi derrotado pelo ex-presidente Lula. "Ele teve menos votos no segundo turno do que no primeiro", lembra. "Para provar que não ia privatizar os Correios, ainda se fantasiou de carteiro. Aquela cena me deixou agoniado."

Para se diferenciar do governador, Virgílio diz ter opiniões mais firmes em temas que dividem o eleitorado. Promete privatizar quase todas as estatais e se diz liberal "na economia e nos costumes". Defende a liberação do aborto, a legalização da maconha e o casamento homoafetivo.

"Não dá para um candidato ficar repetindo evasivas e generalidades", provoca, em outra indireta contra o estilo "picolé de chuchu" do rival.

Em tom de cobrança, o prefeito diz que o PSDB já perdeu muito tempo. Ele afirma que os adversários estão fora do partido. "Já podíamos ter desmontado o Bolsonaro, que é uma figura grotesca, e botado o Lula no gueto em que ele precisa ficar."

Fiel ao estilo guerrilheiro, Virgílio também desdenha do aceno do presidente Michel Temer a Alckmin: "Eu não me sentiria à vontade com o apoio dele. Acho que não devemos nos aliar ao PMDB, com ou sem P". (Bernardo Mello Franco, colunista do jornal Folha de São Paulo)

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Os grandes nomes para eleição indireta são FHC e Tasso, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)  Foto: Gabriela Bilo/Estadão

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu publicamente nesta sexta-feira, 26, os nomes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para disputar uma eleição indireta na eventual saída do presidente Michel Temer (PMDB) do poder. O tucano reforçou que, nesse cenário, não é candidato. Ele pretende disputar as eleições gerais no pleito de outubro do ano que vem.

A declaração foi dada um dia depois de Alckmin se reunir com Jereissati e com o prefeito João Doria na casa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A reunião foi organizada entre as lideranças como parte das viagens de Jereissati para ouvir os caciques do partido e decidir uma posição de permanecer ou desembarcar do governo Temer na semana que vem, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento da ação que pode cassar o presidente.

"Quero antecipar que nesta hipótese eu não sou candidato a nenhuma eleição indireta. Os dois grandes nomes do PSDB são o presidente Fernando Henrique e o Tasso Jereissati", disse o governador, após cerimônia de abertura de um feirão da Caixa, na capital paulista.

Ao Broadcast Político, Alckmin disse que a decisão de não ser candidato em uma eleição indireta é definita e reforçou que este não é o momento para discutir o cenário porque a prioridade é ajudar o País e o governo a manter a agenda de reformas.

O ex-presidente FHC já afastou a possibilidade de ser candidato, mas é apoiado por lideranças do partido. Já Jereissati, depois da reunião no apartamento de FHC, desconversou quando perguntado da disposição em concorrer. "Nem pensei nisso, ninguém pensou nisso", disse o senador.

Perguntado sobre o cenário diante das declarações de FHC e Jereissati, que deixariam apenas o senador como candidato tucano, Alckmin reforçou que nao gostaria de discutir isso neste momento. Além disso, ele defende que o PSDB não decida pelo desembarque do governo sem a garantia que as reformas vão andar no Congresso. "Nós não temos nenhuma decisão de fazer nenhuma medida. Neste momento é apoiar o governo, apoiar o Brasil”.

Comentado o encontro dos tucanos na casa do ex-presidente, o governador disse que a reunião serviu para uma "avaliação" e que o senador cearense está conduzindo o partido com "muita sabedoria e serenidade" ao ouvir todas as lideranças. "Temos a responsabilidade de ajudar o País a recuperar o emprego, não deixar a economia ser prejudicada e nem as reformas", disse.  O governador tucano evitou criar polêmica com o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que disputava internamente a candidatura tucana para as eleições de 2018 e foi atingido pelas delações dos empresários da JBS. Quando questionado se considerava o mineiro como uma "carta fora do baralho", Alckmin limitou-se a dizer que "o Aécio pediu afastamento do partido para fazer sua defesa". Na noite de quinta-feira, Tasso Jereissati falou com jornalistas e disse que acreditava que Aécio havia se afastado da presidência da legenda para "provar sua inocência". (Do Estadão.com)

terça-feira, 19 de março de 2013

Alckmin veta Aécio na chefia do PSDB


Não são apenas os bafômetros do Rio de Janeiro que atrapalham os sonhos presidenciais de Aécio Neves. Os tucanos dão muito mais trabalho. Na semana passada, o governador paulista Geraldo Alckmin explicitou que discorda do projeto do senador mineiro de presidir o PSDB como forma de alavancar sua candidatura para 2014. O recado curto e grosso foi dado durante um jantar no apartamento do próprio Aécio Neves, em Brasília, segundo relato da repórter Daniela Lima, da Folha. Quando não é a ressaca, é a indigestão!


A discordância foi expressa diante dos outros cinco governadores tucanos e dos principais líderes da sigla. “Alckmin afirmou que Aécio ‘não precisaria’ presidir o PSDB para se viabilizar e sugeriu que a projeção que ganharia no cargo seria prejudicial para suas aspirações, ao colocá-lo em atrito permanente com o governo. Nenhum outro governador concordou com Alckmin no jantar, mas o episódio serviu para expor as dificuldades que Aécio encontra para unir o partido em torno de seu projeto político”, descreve a matéria.

A manobra para eleger o senador mineiro como presidente nacional do PSDB foi articulada por seus aliados e recebeu o respaldo do ex-presidente FHC, o “guru” dos tucanos. Ela era considerada essencial para viabilizar o projeto do cambaleante candidato. Mas esbarrou em obstáculos. O primeiro a chiar foi José Serra, o eterno candidato tucano, que até andou insinuando que poderia deixar a legenda. Agora, é Geraldo Alckmin que reclama do apetite dos aecistas. As bicadas no ninho tucano são cada vez mais sangrentas! (Via Blog do Miro)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Alckmin cria gabinete antiprotesto para fugir de manifestantes

Ilustração: Toni para o Brazil Cartoon

Do Blog de Jamildo

No Vermelho.org

Depois de sofrer duras críticas e ser acusado publicamente – por diversas forças progressistas e representantes dos movimentos sociais – de promover no estado de São Paulo uma política repressiva e violenta, o Palácio dos Bandeirantes irá adotar um novo método para tentar driblar protestos em agendas do governador Geraldo Alckmin.

A política higienista de Alckmin na região da Cracolândia, centro de São Paulo, e a violenta ação da policial durante a desocupação da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, reforçaram nas redes sociais e no seio dos movimentos sociais o enfrentamento contra a política antidemocrática imposta pelo PSDB no estado.

Para evitar que o governador passe por saias justas e tenha que encarar frente a frente uma população cada vez mais insatisfeita com seu governo, foi ‘instituído’ o gabinete antiprotesto. O objetivo é vigiar as manifestações organizadas nas redes sociais – promovendo assim mudanças em sua agenda pública.

Nos últimos seis dias, Alckmin não foi a dois eventos em que sua participação estava prevista. Ambos foram marcados por atos contra o governo, detectados previamente pela subsecretaria de Comunicação e por um assessor de Alckmin.

O primeiro furo na agenda oficial foi na última quarta-feira (25) – aniversário de São Paulo –, quando o governador deixou de participar de missa na catedral da Sé pelo aniversário da cidade. A decisão foi tomada na noite que antecedeu o evento, após reunião com os secretários da Casa Civil e da Comunicação.

A missa ficou marcada pelas imagens do prefeito Gilberto Kassab sendo atingido por ovos atirados por cidadãos que protestavam contra a desocupação de Pinheirinho. Ciente da manifestação, e em mais uma demonstração de bravura, o governador preferiu se poupar e perguntou se o vice, Guilherme Afif Domingos, poderia representá-lo.

O mesmo aconteceu no último sábado (28), quando Alckmin faltou à inauguração da nova sede do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Também houve protesto na saída do evento, mas dessa vez, além de ovos, os manifestantes levaram sacos com chuchus para arremessar contra as autoridades.

Dessa vez, o eleito pelo governador para representá-lo junto aos manifestantes foi o secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo. No entanto, a escolha parece não ter sido a mais acertada. Matarazzo se descontrolou e discutiu com os manifestantes. Mais um lamentável episódio de um governo que parece não ter sido forjado na democracia.

Em nota, a assessoria de imprensa do governo negou que Alckmin tenha faltado à inauguração do MAC. Disse que o governador não havia confirmado presença tanto que cumpriu outra agenda, na região da Nova Luz. O texto diz ainda que Alckmin não foi à missa do aniversário de São Paulo "por uma questão familiar".

Em mais um exemplo de que o governo está desalinhado aos direitos democráticos dos cidadãos, a assessoria do governo chama os manifestantes de “grupelhos truculentos”.