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Marina
Silva lançou sua pré-candidatura nesse sábado (7) - Jorge William / Agência O
Globo
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A
ex-senadora Marina Silva lançou no início da tarde deste sábado sua
pré-candidatura à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade durante o
Congresso Nacional da legenda em Brasília.
Em
seu discurso, Marina lamentou o que está acontecendo com o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, mas ressaltou que agora ele terá que cumprir pena pelo
crime que cometeu.
—
Hoje é um dia difícil, porque temos uma situação de um ex-presidente da
República que está próximo a ter que cumprir a pena pela condenação dos crimes
que praticou. Mas isso indica que estamos iniciando processo de mudança da lei
que deve ser para todos.
Mas
não poupou adversários de outras legendas. Disse que “a lei será igualmente
para todos” para que "os Renans, os Aécios, os Padilhas e o Temers não
fiquem impunes”.
Em
seu discurso e, depois, em entrevista coletiva à imprensa, ela defendeu o tom
que adotará em sua caminhada até a eleição. Defendeu o fim do foro
privilegiado, reforçou seu apoio ao cumprimento de pena após a condenação em
segunda instância e destacou que se colocará como uma alternativa de ética.
Marina
vai bater na tecla de que a sociedade está cansada de não ter a quem endereçar
suas indignações e reivindicações, pois ao procurar o Palácio do Planalto,
encontra um presidente (Michel Temer) investigado por suspeitas de corrupção.
Ao se dirigir aos Congresso Nacional se depara com cerca de 200 parlamentares
que foram ou estão sendo investigados.
A
estratégia, portanto, é se colocar como via alternativa de conexão com as
insatisfações do eleitor. No material de pré-campanha da Rede estampa o slogan
“Não dá para querer mudar e não mudar. 2018 chegou”.
Pré-candidata
ao Palácio do Planalto pela terceira vez consecutiva, ela disse que no plano
econômico defenderá o investimento em energia limpa e renovável, como a solar e
a eólica, revelou a matemática de investimentos, dizendo que o país poderá
gastar a mais metade do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Ou seja, se
o PIB Brasileiro crescer 4% em um ano, o governo poderá aumentar os
investimentos em 2%. Por fim, ela se comprometeu a novamente apresentar antes
do pleito uma proposta de programa, assim como fez em 2014 e foi desconstruída
por seus adversários.

