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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Lava Jato


Givaldo Calado de Freitas *


Mais uma vez, sou provocado por alguns amigos. “Por que se rouba tanto em nosso país, Givaldo?”, perguntam-me.

“De fato” - digo. “Parece que se perdera o controle. Quando a  ‘Lava Jato’ começou, a gente pensava que os assaltos ao erário foram malfeitos obra de certo partido. Todavia, na medida em que as investigações avançavam, começaram a verificar que o buraco era muito mais fundo.  Então, agora, parece que não se salva mais ninguém. Que não se pode excluir nenhum partido dessa roubalheira. Todos roubaram! Todos! Como nunca se roubou nesse país. E de forma escandalosa e traiçoeira. Sobretudo, também, impiedosa. Por tirarem de tantos que precisam do serviço do Estado. Positivamente, tirando dos que mais precisam para eles que de nada precisam. Lastimavelmente, contra a população. Porque dela se subtraiu para enriquecimento de uma (uma?) quadrilha. Quadrilhas que se multiplicam. Multiplicam-se às dezenas”.


Será que tudo que acontece tem a ver com a nossa descendência? Já refleti sobre o assunto em conversas de grupos. Sem, contudo, se chegar a nenhuma conclusão. O assunto espanta alguns. Mas, sobretudo, coloca muitos no foco da discussão.

Agora quem faz coro é a própria superprodução cinematográfica: Lava Jato. Que já estreou nos cinemas por esses dias. Casas cheias!

A solução, triste dizê-lo, parece que só com outra Revolução Francesa. Aquela de 1789, aqui, em pleno século XXI. Com penas como as daquela época. Roubar o erário público deve ser tratado como crime hediondo.

Vamos pra ruas?

Falar. Falar. E falar. Isso não resolve. Agir. Agir. E agir. Pode resolver. Mas isso urge.


* Figura pública. Empresário.

segunda-feira, 19 de março de 2018

2018 pode ser ‘ano do terror’ para a Lava Jato, avaliam procuradores da força-tarefa

Deltan na força tarefa da Lava Jato em Curitiba. Foto: Théo Marques/Estadão

Estadão.com

Aquartelados no oitavo andar de um prédio comercial, no centro de Curitiba, os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato têm reservado parte do tempo das reuniões de discussão das investigações para tratar de tema alheio ao ambiente jurídico e criminal, mas que pode afetar diretamente o trabalho do grupo: as eleições 2018 e a contra-ofensiva esperada de políticos encurralados pelo escândalo.

“Depois das eleições, esperamos a fase mais crítica de toda Lava Jato, a fase em que a operação estará sujeita ao maior risco de retrocesso”, afirmou o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa em Curitiba.

“Isso porque haverá uma série de pessoas que perderam o foro e terão a última oportunidade de se salvar ou que foram eleitas e só vão precisar do eleitor novamente depois de quatro anos. Todo mundo, eleito ou não, que tiver o rabo preso, vai querer aproveitar esse momento para se salvar. Vai existir muita pressão depois das eleições e antes do início da próxima legislatura.”

Não é uma preocupação apenas de Dallagnol, para o grupo de procuradores da Lava Jato de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo haverá empenho redobrado em 2018 de congressistas, com apoio de parte do Executivo, para tentar bombardear a Lava Jato.

“Podem esvaziar a Lava Jato, como ocorreu nas Mãos Limpas, aprovando leis que impedem a prisão de corruptos, dificultam punição, diminuem a prescrição, impedem a cooperação internacional ou anulam as provas que vieram do exterior. Tudo isso aconteceu na Itália. Serão quase três meses que serão o terror da Lava Jato”, afirma Dallagnol.

Os procuradores têm algumas medidas consideradas anti combate à corrupção que estão engatilhadas no Congresso e que preocupam. Entre elas, leis prejudiciais à punição dos grandes corruptos, como os de anistia, que perdoam a corrupção, liberam o caixa dois, leis que alteram as regras de abuso de autoridade, para intimidar juízes, promotores e policiais, mudanças na reforma do Código de Processo Penal, como a alteração nos artigos que impedem as prisões preventivas em casos de corrupção, mudanças nas regras da delação premiada, entre outras.

Outra ameaça, para a força-tarefa, é a mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à execução provisória da pena em segunda instância. Desde março de 2016, a Côrte autoriza a prisão dos réus condenados, assim que esgotados os recursos em segundo grau, mas há a possibilidade de revisão. Nesta sexta-feira, 16, em encontro das forças-tarefas da Lava Jato, em Porto Alegre, Dallagnol criticou a possibilidade.

O procurador se refere ao período pós eleição, em outubro, e antes da troca de legislatura, quando os que deixarão o mandato terão tempo para aprovar medidas e buscar uma salvação final, já que à partir de 2019 perderão  direito ao foro privilegiado – e muitos passarão a ser investigados em primeira instância, pela própria Lava Jato

Para o procurador, a Lava Jato “tem tirado água de pedra ao punir muitos poderosos e recuperar bilhões”.

“Mas a sociedade precisa avançar. A diminuição da corrupção sistêmica depende de uma resposta sistêmica do Congresso. Nossa grande chance são as eleições de 2018: escolhermos candidatos comprometidos com a pauta anticorrupção.”

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Acidente que matou Teori não foi provocado e investigações da Lava-Jato serão concluídas até o final do ano, informa PF a Cármen

A presidente do STF, Cármen Lúcia, recebe o diretor-geral da PF, Fernando Segóvia. acompanhado da equipe que investigou o acidente com o ex-ministro do STF Teori Zavascki - Ailton de Freitas/Agência O Globo / Agência O Globo

A Polícia Federal (PF) levou nesta quarta-feira à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, os principais resultados da investigação sobre a queda do avião em Paraty (RJ) que resultou na morte do ministro do STF Teori Zavascki, que era relator dos inquéritos da Lava-Jato relacionados a autoridades com foro privilegiado. Neste atual estágio das investigações, que caminham para um fim, a PF descarta que o acidente tenha sido provocado; não encontrou indícios de sabotagem; e tem a falha humana como linha principal para explicar a tragédia.

Os resultados da apuração foram levados a Cármen Lúcia pelo diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, e pelo delegado que conduz as investigações, Rubens Maleiner. A morte de Teori completa um ano na próxima semana, no dia 19 de janeiro.

“A investigação ainda está em curso, mas num estágio bastante avançado. Sobre a possibilidade de um ato intencional, nenhum elemento foi encontrado neste sentido. Pelo contrário, o desfecho é de que não foi intencional,” afirmou aos jornalistas o delegado Maleiner, após a reunião com a presidente do STF.

O delegado lembrou que a investigação da PF foi aberta para identificar eventuais responsáveis pelo acidente que matou Teori e que corre em paralelo à investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), da Aeronáutica. O Cenipa investiga com a finalidade de prevenção de novos acidentes.

Ainda na reunião o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, prometeu à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, concluir até o fim deste ano as investigações em mais de 200 inquéritos que apuram supostos crimes cometidos por autoridades com foro privilegiado “metade desses inquéritos se refere à Lava-Jato. A maioria seria encerrada nos próximos oitos meses,” diz Segóvia. A gestão de Cármen Lúcia na presidência do STF termina em setembro.

À presidente do STF, o diretor-geral da PF apresentou a informação de que quase dobrou a quantidade de delegados da PF que vão cuidar dessas investigações. Eram nove, agora são 17, segundo Segóvia.

Na saída da reunião, realizada na manhã desta quarta-feira, Segóvia afirmou à imprensa que é possível concluir todos os inquéritos na Suprema Corte até o fim deste ano. Questionado pelos jornalistas se a meta inclui o inquérito que investiga o presidente Michel Temer, o diretor-geral da PF disse que sim. (Com informações do jornal O Globo)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aniversário da filha de Geddel reuniu grandes amigos de Joesley; Aécio Neves e Eduardo Cunha estavam lá, lógico

Que trio (Divulgação/Divulgação)

Lúcio Bolonha Funaro deu a medida do quanto Geddel Vieira Lima gosta de dinheiro ao contar que levou um calhamaço de propina para Salvador no dia da festa de 15 anos da filha do ex-ministro, em 2014.

O evento, inclusive, atraiu a nata dos parceiros de Joesley Batista. Apareceram por lá Aécio Neves e Eduardo Cunha, lógico.

Na ocasião, em entrevista à Folha, Cunha admitiu apenas que era amigo do pai da aniversariante. Na ocasião, isso não soava tão feio PSquanto nos dias atuais.

“Não fui a uma festa da oposição, e sim ao aniversário da filha de um amigo. É claro que sabia que os candidatos estariam lá. Não sou covarde e não deixaria de ir por isso”, disse Cunha, à época, abordando a presença dos candidatos ao Palácio do Planalto Eduardo Campos e Aécio. (Veja.com)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Delator promete entregar extratos de propina em obras do PSDB

O delator Adir Assad

O empresário Adir Assad, que assinou na segunda-feira (21) acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, entregará aos investigadores extratos que, segundo ele, comprovam transações feitas para "gerar" dinheiro para empreiteiras pagarem propina em obras do PSDB em São Paulo.

Entre essas obras estão o Rodoanel e a ampliação da marginal Tietê, na capital, projetos administrados pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), ligada ao governo de São Paulo.

Assad admitiu que usou mais de uma dezena de empresas de fachada para fazer contratos fictícios com grandes empreiteiras. Conforme a delação, as construtoras pagavam às empresas dele por serviços inexistentes, como de terraplenagem –Assad chegava a simular a prestação dos serviços, colocando máquinas no canteiro de obras.

Dos pagamentos, o operador diz que descontava os impostos e sua "comissão", que em geral era um percentual do valor, e devolvia o restante às empreiteiras, que usavam esse dinheiro para pagar propina a agentes públicos.

Segundo o delator, quem indicou a ele as empreiteiras para efetuar as transações foi Paulo Vieira da Silva, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Dersa no governo do tucano José Serra, hoje senador da República.

Segundo a Folha apurou, Assad disse nas tratativas do acordo de delação que Paulo Preto relatou a ele que operava para tucanos paulistas, como Serra e o ministro Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores). Eles negam.

O delator não relatou encontros diretos com esses políticos, que têm foro privilegiado no STF (Supremo Tribunal Federal), somente com Paulo Preto, o suposto intermediário. Por isso, seu acordo foi costurado com integrantes do Ministério Público Federal de São Paulo, Rio e Curitiba que atuam na primeira instância.

A delação precisou ser fechada nos três locais porque o empresário é réu em ações penais no Rio e em Curitiba e mencionava fatos relacionados a São Paulo. Agora, o acordo seguirá para homologação da Justiça Federal.

Assad se comprometeu a entregar, entre outras coisas, os extratos de entrada e saída do dinheiro oriundo das empreiteiras nas contas das suas empresas de fachada. Também vai detalhar sua relação com Paulo Preto.

O delator ofereceu aos procuradores mais de 50 anexos, documentos que trazem os temas que ele pretende abordar em seus depoimentos. Ao menos um deles tem o ex-diretor da Dersa como alvo principal, apurou a Folha.


DELATADO


Paulo Preto entrou na Dersa como diretor de Relações Institucionais em agosto de 2005, no primeiro governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Em 24 de maio de 2007, no primeiro ano do mandato de Serra, foi nomeado diretor de Engenharia da companhia, onde permaneceu nessa função até 9 de abril de 2010. Foi nessa época que foram tocadas as obras do trecho sul do Rodoanel e da marginal Tietê, que gerou denúncia do MP-SP.

Delatores da Odebrecht também citaram Paulo Preto, que figura em um inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar Serra e Aloysio Nunes.

Segundo a Odebrecht, o então diretor pediu, em 2007, 0,75% dos contratos que as empreiteiras mantinham com a Dersa em troca de não terem seus negócios prejudicados. Todos negam o crime.

Assad está preso no Paraná desde março de 2015. Em setembro daquele ano, ele foi condenado pelo juiz Sergio Moro a quase dez anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro, em um caso relativo à Petrobras.

O operador vinha negando os crimes. A estratégia da defesa mudou após o advogado Pedro Bueno de Andrade assumir o caso. No bastidor, Assad já tinha tentado delatar.

Pelo acordo, ele pagará multa de R$ 50 milhões e ficará três anos em regime fechado –descontando o tempo que ele já ficou na cadeia.


OUTRO LADO


O advogado Daniel Bialski, que defende Paulo Vieira de Souza, disse que seu cliente conhece Adir Assad há 25 anos e que eles treinavam para provas de corrida.

"Paulo Souza nunca apresentou Adir Assad a empreiteiros. Até porque Adir Assad era prestador de serviços, com contato e contrato firmados diretamente com empresários. Assad nunca trabalhou ou esteve na Dersa com meu cliente", afirmou o defensor, por meio de nota.

O ministro Aloysio Nunes Ferreira afirmou que a delação "não é verdade".

Pedro Andrade, advogado do delator, disse que não comentaria o assunto.

A Dersa afirmou, em nota, que na marginal Tietê e no Rodoanel firmou contratos apenas com os consórcios executores que venceram as licitações, e não com empresas de Assad. "Todos os pagamentos foram realizados diretamente a estes consórcios."

"Em 2011, a Dersa estruturou um departamento de Auditoria Interna e implantou seu Código de Conduta Ética, aprimorando a análise e a fiscalização dos contratos dos empreendimentos", informou a companhia.

"Essa mesma Auditoria Interna, depois de tomar conhecimento de denúncias envolvendo os empreendimentos Rodoanel Sul e Nova Marginal do Tietê, em 2016, instalou e conduz procedimento apuratório para averiguar possíveis irregularidades."

A assessoria do senador José Serra disse que ele não vai comentar "suposta delação à qual não teve acesso".

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Fachin homologa delação do ex-deputado Pedro Corrêa

Informa o advogado Clóvis Corrêa que o ministro Edson Fachin homologou na última sexta-feira o acordo de delação premiada celebrado entre o ex-deputado Pedro Corrêa e o Ministério Público Federal. Corrêa estava preso em Curitiba por sentença do juiz Sérgio Moro quando decidiu contar o que sabia sobre os bastidores da Petrobrás. Ele contou, por exemplo, que o desvio de recursos de estatais para bancar despesas de partidos políticos não era novidade no Brasil e que o ex-presidente Lula tinha total conhecimento de como procediam os diretores da petroleira, entre eles Paulo Roberto Costa que fazia a ligação entre ela e o PP, do qual era o presidente nacional. Esse acordo em princípio foi rejeitado pelo então ministro Teori Zavascki, relator no STF dos processos da Lava Jato, que o devolveu a Rodrigo Janot para aprofundar as investigações. Zavascki considerou o depoimento do ex-deputado “genérico demais” e sem “foco definido” e por isso não o homologou. Seu substituto, Edson Fachin, interpretou-o de outra maneira e optou pela homologação, o que pode complicar ainda mais a vida de Lula.


Bom comportamento


Autorizado pelo juiz Sérgio Moro, o ex-deputado Pedro Corrêa está em prisão domiciliar, no Recife, convalescendo de uma cirurgia urológica. Ele é um caso raro na Lava Jato: tornou-se amigo do juiz e de todos os outros réus, entre eles Marcelo Odebrecht. Seu bom comportamento na prisão fez com que o ex-doleiro Alberto Yousseff desse este depoimento à revista Veja: “Pra que prender o Pedro? Ele tem diabetes, insuficiência renal e toma 45 comprimidos por dia”. (Coluna Fogo Cruzado)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Temer se livra de afastamento graças a estabilidade que só os deputados veem


O DEPRIMENTE ESPETÁCULO da votação do prosseguimento da denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer terminou com um final já esperado. Depois de abrir a torneira das emendas parlamentares, o governo conseguiu com folga os votos de que precisava para manter se manter no comando. Em suas justificativas, boa parte dos deputados resolveu apelar para a “estabilidade” econômica do país, deixando para outra hora a continuidade do processo.

Confira aqui como cada deputado votou e quanto recebeu de emendas.

The Intercept Brasil lista alguns dados econômicos para lembrar aos deputados da real situação do país comandado por Temer, um presidente com 5% de aprovação da população:

– Há 13,5 milhões de desempregados, segundo os dados mais recentes do IBGE.

– A dívida pública federal é de R$ 3,357 trilhões. Os dados mais recentes mostram um aumento de 3,22% entre os meses de maio e junho.

– A perspectiva de crescimento do PIB este ano é de apenas 0,34%.

– Aumento do PIS/Cofins eleva o preço da gasolina em cerca de 8%.

– Governo tem dificuldade para cumprir a meta fiscal.


Agora, o governo ganha sobrevivência e aguarda uma ou mesmo duas possíveis novas denúncias contra Michel Temer. As acusações que ainda podem pesar sobre o presidente são de obstrução de Justiça e organização criminosa. Nesta quarta, ele escapou do processo por corrupção passiva.

Resta à população, que acompanhou a votação sem grandes protestos, assistir mais um pouco de um presidente que continua firme em seu mundo inabalável, como mostra o texto do artigo que publicou na “Folha de S.Paulo” horas antes de seu processo ser arquivado:

“Não importam os obstáculos; o importante é que os diversos setores tenham maturidade e disposição para discutir o mérito das questões nacionais. Temos longa tarefa pela frente. Entre elas, a de pacificar o país, um dos motes de nosso discurso de posse. Chegaremos lá. Com o apoio do Congresso e do povo brasileiro”.

O primeiro apoio realmente parece garantido. O segundo, se não existe, parece assistir a tudo sem ter forças para gritar.

Em pronunciamento após a votação, Temer exaltou o respeito à Constituição e disse que está “retirando o Brasil da mais grave crise econômica da História” e que espera terminar a “grande transformação” que está realizando no país. Entre elas, destacou a “revolução” promovida pela “modernização trabalhista”. (theintercept.com)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Com 5% de aprovação, Michel Temer já não luta por sobrevivência, mas por sobrevida

Temer em cerimônia de anúncio de concessão de aeroportos em 27 de julho, em Brasília. Foto: Sérgio Lima/AFP/Getty Images

“SE CONTINUAR ASSIM, eu vou dizer a você, para continuar 7%, 8% de popularidade, de fato fica difícil passar três anos e meio”. A frase é menos irônica do que profética. Foi proferida pelo então vice-presidente da República, em setembro de 2015, em um encontro com empresários em São Paulo, sobre a aprovação de Dilma Rousseff, divulgada dias antes pelo Datafolha. A então presidente acabava de atravessar o mês de agosto, época de maus agouros na política brasileira, com sua pior avaliação.

Seu governo era considerado ruim ou péssimo por 71% dos entrevistados, enquanto 8% o avaliavam como ótimo/bom. O impeachment, já em gestação, era defendido por 66% dos eleitores, e mobilizava uma multidão às ruas contra o governo. O PIB recuava 1,9% no 2º trimestre, e o país acabava de entrar em recessão técnica. Era difícil, de fato, concluir o mandato, mas os então aliados resolveram (não) colaborar. Na frente da Fiesp, a poderosa federação da indústria de São Paulo, um pato amarelo gigante simbolizava o divórcio entre a classe empresarial e a presidenta reeleita.

As esperanças de um novo dia, de um novo tempo que começava foram logo depositadas em Michel Temer, sobre quem pairava a aura de político habilidoso, atento e “sensível” às demandas do Congresso e do empresariado (o que, no Brasil, é quase a mesma coisa).

Temer chegou à Presidência com amplo apoio parlamentar. Contava com a boa vontade da imprensa e dos empresários sedentos por mudanças na condução da política econômica, logo interpretadas como reformas na legislação trabalhista e do sistema previdenciário.

Faltou combinar com os eleitores

Quem votou em Dilma passou a acusar o golpe e a conspiração do antigo aliado, e quem não votou nela também mostraria dificuldade em engolir seu vice na mesma chapa. Isso apesar de a antiga oposição, encabeçada pelo Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado à Presidência – e candidato favorito de parte dos manifestantes – tenha se tornado aliada de primeira hora do novo velho governo.

Em setembro de 2016, já presidente, Temer era aprovado por 14% dos brasileiros, segundo outro instituto de pesquisa, o Ibope. Não era muito, mas em menos de um um ano o peemedebista conseguiu reduzir o apoio para menos da metade (5%), segundo o levantamento do mesmo instituto, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado no último dia 27, enquanto sua reprovação disparou de 39% para 70%.

Sua maneira de governar é hoje desaprovada por 83% dos eleitores, e 87% dizem não confiar em Temer. Mais da metade (52%) considera sua administração pior do que a da antecessora. Não é preciso ser nenhuma raposa política nem ocupar a linha de sucessão para concluir que “se continuar assim, eu vou dizer a você…”

Equipe minada por acusações

Conservador, deslocado do próprio mundo e com uma equipe afundada em suspeitas, Temer, ainda assim, parecia capaz de atravessar a pinguela graças à maioria do Congresso, o único local do Planeta onde, em meados de 2017, parecia superar os 5% de apoio. Era o que precisava para fazer rodar o trator das reformas.

Ele, que prometia afastar do governo quem fosse formalmente denunciado, viu aos poucos uma parte considerável de sua equipe de notáveis, como Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves e Rodrigo Rocha Loures, ser detida ou deixar o governo para se defender de acusações.

Até que, flagrado em uma conversa às escuras com Joesley Batista, da JBS, ele se tornou também um integrante do governo formalmente acusado. Denunciado por corrupção pela Procuradoria Geral da República, Temer terá o futuro político julgado agora pelo mesmo Congresso que pavimentou sua chegada à Presidência sob o comando do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A dois dias da votação do futuro do peemedebista na Câmara, 81% dos eleitores defendiam, segundo o Ibope Inteligência, que os deputados deveriam aceitar a denúncia contra ele. Para 79%, os deputados que votarem contra a denúncia serão “cúmplices da corrupção” e 73% concordam que eles não deveriam ser reeleitos.

Na balança dos parlamentares está um cálculo político entre a sobrevivência e a sobrevida política. Um diz respeito a acordos e alianças até 2018, outro, à opinião pública.

Os deputados que há pouco mais de um ano proferiam discursos em defesa da família, da moral e dos bons costumes na sessão do impeachment, sabiam quem estavam ajudando a conduzir ao Planalto. O peemedebista, porém, não caiu em desgraça por manter uma conversa pouco republicana com um delator que lhe confidenciava a compra de silêncio de procurador, juiz e deputado, mas porque se deixou flagrar.

O “erro” atingia não a imagem de um político incorruptível que ninguém, àquela altura, chegava a imaginar, e sim a da raposa política, escaldada e cuidadosa, incapaz de deixar as digitais em qualquer falcatrua.

Isso, em Brasília, é imperdoável, mas vira objeto de “dilema” quando outras variáveis entram em jogo.

No jogo pela sobrevivência, no qual integrantes de comissões que vão julgar o presidente são trocados à luz do dia e apoio é negociado com verbas e cargos e perdão de dívidas (os pecados inaceitáveis do governo deposto), parece não ter sobrado qualquer apreço à discrição. Com Aécio Neves, do antes combativo PSDB, igualmente atingido pela Lava Jato, os investigados do PMDB ganharam uma premissa na qual uma mão suja a outra.

Aos demais, hoje relativamente distante do centro das denúncias, restará o risco de salvar em plenário um governo mal avaliado e marcado por investigações e medidas impopulares, como o recém-anunciado aumento da gasolina (alguém precisa pagar o pato), garantir a travessia da pinguela ou se estourar na próxima eleição. O juízo final promete ser implacável em 2018 – se houver juízo ou eleições até lá. (theintercept.com)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Delação revela dono de avião usado por Eduardo Campos

Aldo Guedes é citado como homem de confiança e operador do ex-governador Eduardo Campos (Foto: Hesíodo Góes/Arquivo folha)

Alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e de ação penal travada na Justiça, a compra do jatinho Cessna Citation 560, que foi utilizado pelo ex-governador Eduardo Campos na campanha presidencial de 2014, segue envolta de uma obscura suspeita. Na edição da revista Veja, do último fim de semana, uma delação traz à tona fatos novos que podem dar novos rumos ao caso.

Em colaboração premiada, o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Melo, teria revelado que o dono da aeronave seria o ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), Aldo Guedes, que pediu afastamento do cargo após ser um dos focos da Operação Politeia, braço da Lava Jato, em 2015.

Apontado como o dono oficial do jatinho, João Carlos Lyra relata, em depoimento dado ao Ministério Público Federal (MPF), que, na verdade, a aeronave tinha Aldo Guedes como sócio oculto e que a maior parte do dinheiro que financiou a compra saiu dos cofres de empresas de fachada em um esquema de lavagem de dinheiro.

O ex-governador teria, inclusive, se envolvido na escolha do modelo a ser comprado, mas toda a negociação deveria ficar por debaixo dos panos até o fim da campanha presidencial. O acordo era que o PSB Nacional bancaria oficialmente um aluguel do jatinho durante a corrida às urnas de 2014 para evitar especulações da opinião pública. Somente após o pleito seria constituída uma empresa operadora de táxi aéreo para administrar o avião.

Segundo a delação premiada, Aldo Guedes é apontado como homem de confiança e operador do ex-governador Eduardo Campos, morto em agosto de 2014, na queda do jatinho Cessna Citation no litoral de Santos, em São Paulo. Ele seria o responsável por coletar os recursos para o ex-presidente nacional do PSB e o seu partido.

O dinheiro era repassado por meio de contas no exterior e serviços fantasmas a firmas de advocacia. O colaborador seria um intermediário do esquema. Os contatos entre Lyra e Guedes eram feitos por telefones pré-pagos cadastrados em nomes de laranjas para evitar rastreamento e ocultar as operações. A maioria dos repasses, muitas vezes em malas de dinheiro, segundo a delação, teria sido feita, inclusive, na garagem do prédio residencial de Guedes.

A compra da aeronave que transportou Eduardo Campos na campanha presidencial entrou na mira da Polícia Federal por meio da Operação Turbulência. A investigação apurava um esquema que utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente de desvio de recursos públicos. A compra do jatinho teria sido intermediada por meio desta operação.

Atualmente, a ação penal referente à acusação de formação de organização criminosa foi trancada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no ano passado. A iniciativa foi alvo de recurso do Ministério Público Federal (MPF), mas o pedido segue travado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As acusações feitas por João Carlos Lyra foram negadas pelo advogado Ademar Rigueira Neto, que representa Aldo Guedes. Procurado pela Folha, o PSB Estadual afirmou que o PSB Nacional é que se manifesta sobre o tema. Por sua vez, o diretório nacional disse que não comenta acusações feitas por meio de delações premiadas. (Do Blog da Folha de Pernambuco)

Por trás da guerra entre Globo e Record


HISTORICAMENTE, Globo e Record sempre usaram o jornalismo para desferir ataques entre si. A Globo mexia nos podres de Edir Macedo e, na semana seguinte, a Record tirava os esqueletos dos Marinho do armário. Depois de um período de trégua, a Record voltou a atacar a Rede Globo. Agora não se trata meramente de uma briga comercial, mas política. De um lado, temos o grupo de comunicação mais poderoso do país trabalhando nos bastidores ao lado de Rodrigo Maia para, mais uma vez, derrubar um presidente que ajudou a colocar no poder. Do outro, temos o conglomerado de comunicação do bilionário bispo Edir Macedo que, afinado com Aécio Neves, ataca a Globo tentando proteger Michel Temer

As empresas e os personagens citados acima foram protagonistas no processo que levou à derrubada da presidenta eleita no ano passado. Sacramentado o golpe, não houve final feliz. Diferente do que se imaginava, a economia não se recuperou, as notícias de corrupção envolvendo o governo aumentaram e a popularidade de Temer não parou de despencar. Toda essa tensão causou um racha no antes coeso bonde do golpe, que ficou dividido entre duas facções.

Em maio, as organizações Globo anunciaram o abandono do barco de Temer ao pedir sua renúncia em editorial. Desgastado pelas revelações do amigo falastrão Joesley, Temer talvez não fosse mais tão fundamental para aprovação das reformas, a grande prioridade do Grupo Globo. Apenas três dias após a declaração de guerra feita no editorial, Temer mandou seu braço direito Moreira Franco –  conhecido por ser discreto publicamente, mas uma salamandra escorregadia nos bastidores – tentar uma trégua com João Roberto Marinho.

O conteúdo completo da conversa não foi revelado, mas o que se sabe é que não houve hasteamento de bandeira branca. Moreira ouviu de Marinho que a Globo “irá continuar a fazer jornalismo”. Parece jornalismo, mas, para mim, soa como trombetas anunciando a chegada do cavalo de Troia do cavalo de Troia ou, como ficou conhecido popularmente, o golpe dentro do golpe.

Fracassado o armistício, o governo passou a “ordenar a execução de eventuais dívidas da emissora com a União, de impostos e de financiamentos no BNDES” , segundo o O Dia – jornal alinhado a Crivella (PRB), aliado de Michel Temer. Um enfrentamento pelo qual a emissora, que nasceu e cresceu com paparicos do Estado, nunca havia passado em nenhum outro governo.

De lá pra cá, a Globo vem aumentando a artilharia para cima do governo, poupando-o apenas quando o assunto é reforma. Isso ficou bastante claro na batalha das perícias e na crescente cobertura negativa que constrangem o presidente que, até pouco tempo, desfilava com tranquilidade pelo tapete vermelho estendido pela empresa. Acabou a lua de mel, começou a guerra.

No último dia 9, um repórter da Folha seguiu Rodrigo Maia, que saiu de uma curtíssima reunião com Temer e foi para local desconhecido em carro descaracterizado. O relato do jornal dá ares mafiosos à reunião:


Enquanto a reunião de Maia com Temer durou menos de uma hora, o encontro secreto com a Globo durou pelo menos cinco. Parece que havia muito mais assunto para tratar com a emissora do que com o seu presidente. À noite, naquele mesmo dia, Maia reuniu aliados em sua casa para – não é piada! –  tomar sopa e comer pizza. Durante o jantar, o presidente da Câmara contou aos convidados que havia conversado com “gente importante” e, segundo a Folha, “vaticinou o fim do atual governo”.

Mas se as relações do governo com a Globo desandaram, com a Record elas vão muito bem, obrigado. Isso ficou claro nas conversas nada republicanas grampeadas pela Polícia Federal entre Aécio Neves, Moreira Franco e Douglas Tavolaro – biógrafo de Edir Macedo e vice-presidente de jornalismo do grupo.

O então presidente do PSDB, que já não contava mais com a costumeira blindagem global, aparece nos diálogos como o principal articulador de uma negociação que buscava atender antigas demandas da emissora na obtenção de um patrocínio da Caixa Econômica Federal em troca de uma entrevista com Temer. O negócio havia sido vetado pela área técnica do banco. Nas conversas, Aécio e Moreira garantiram ao biógrafo de Edir Macedo que o problema seria sanado, tudo com o aval de Michel Temer.

Edir Macedo não controla apenas a Igreja Universal e a Record, mas também o PRB, importante partido da base governista, que conta com 23 deputados e um ministro. Criado em 2005, o PRB é governista desde a origem e apoiou os governos Lula e Dilma, que também contaram com a benevolência jornalística da emissora do bispo durante um bom tempo. Apesar disso, o PRB foi o primeiro a abandonar o governo Dilma e a pular na barca do golpe de Temer e Cunha, mostrando a essência governista do partido.


Cenas dos próximos capítulos


Em reportagem exibida no Domingo Espetacular no último domingo, o jornalista Luiz Azenha, ex-Globo e atualmente na Record, apresentou uma série de denúncias contra a empresa dos Marinho: participação em um esquema de sonegação fiscal bilionária, criação de empresas de fachada no exterior e fraude na aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A maior parte dessas denúncias não é inédita e já havia sido publicada há muito tempo no Viomundo, site de Azenha, que nunca foi processado pela Globo por divulgar as informações que a incriminam. A novidade é o fato da Record decidir publicar as denúncias apenas agora e transmiti-las na televisão em rede nacional.

A reportagem lembra também do potencial explosivo que uma delação de Palocci pode ter contra a Globo. A informação bate com outras que já vinham circulando e que apontavam que o ex-ministro dos governos Lula e Dilma poderia revelar segredos sobre “questões fiscais” do grupo. Azenha afirma que os advogados de Palocci já revelaram o teor da delação contra a Globo para integrantes do Ministério Público e que integrantes da Lava Jato denunciam estar sendo pressionados para não aceitar a delação de Palocci sobre as falcatruas da empresa dos Marinho. Curiosamente, a revista Época e o jornal Valor Econômico, ambos da Globo, já publicaram matérias colocando dúvidas em torno da delação de Palocci.

Logo no dia seguinte à reportagem da Record, Mônica Bergamo publicou uma nota na Folha que mostra que a Globo não está mesmo para brincadeiras:


Vamos aguardar os próximos capítulos dessa trama. O enredo é ruim como o de uma novela da Record, porém a atuação dos atores tem o padrão Globo de qualidade. Não há mocinhos, apenas vilões. Quanto mais podres dos dois lados dessa versão tropical de Game of Thrones vierem à tona, melhor para o Brasil. (theintercept.com)

domingo, 9 de julho de 2017

Fernando Bezerra Coelho poderá levar até 14 deputados do PSB para o DEM para garantir candidatura de Fernando Filho a governador de Pernambuco

Augusto Coutinho, Fernando Bezerra Filho, Fernando Bezerra, Mendoncinha, Rodrigo Maia

Segundo o portal A Gazeta do Povo, do Paraná, o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho e seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, estariam articulando a debandada de até 14 parlamentares do PSB para o DEM do também pernambucano e ministro da educação do governo Temer, Mendonça Filho.

As conversas já estariam bem adiantadas e estariam sendo acompanhas de perto e de forma direta pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), que deve, muito em breve, substituir Michel Temer na presidência da República, numa espécie de golpe dentro do golpe, que vem sendo tramado pelo DEM, juntamente com o PSDB e boa parte do próprio PMDB, partido de Temer, que não veem mais no atual presidente condições de se sustentar na cadeira presidencial, diante do conteúdo explosivo das delações de Eduardo Cunha e do doleiro Funaro que estão por vim, e que devem ser devastadora para o peemedebista.

A debandada de parcela significativa de parlamentares do PSB para o DEM é considerado um movimento simbiótico para os dois lados envolvidos, porque daria legenda para o ministro Fernando Filho disputar o governo de Pernambuco contra o candidato de seu atual Partido o governador Paulo Câmara (PSB), muito embora, o ministro da Educação Mendonça Filho venha trabalhando, incessantemente, nos bastidores para ser o candidato.

A negociação dos Bezerra Coelho gira em torno da garantia de legenda para Fernando Filho, de modo que Mendonça Filho deverá ser preterido, tendo que se conformar ou com uma vaga no senado ou com a renovação do mandato de deputado federal. Fernando Bezerra não migraria para o DEM sem que Rodrigo Maia, que terá a força da presidência da República, não lhe garanta a legenda para o filho disputar o governo de Pernambuco.

Fernando Filho, além de ser jovem, diferentemente do que ocorre com o pai, não é citado em nenhuma delação ou operação da Polícia Federal, por isso só será revelado como candidato no momento certo, para não ser alvo dos ataques dos adversários, em especial do próprio PSB, sendo essa a razão, segundo fontes ouvidas pelo Blog, do senador Fernando Bezerra se manter em visibilidade como o pretenso candidato.

De acordo com o Portal paranaense, a migração é dada como certa e poderá acontecer em setembro, quando o PSB tem reuniões nacionais e pode radicalizar sua posição, mas não está descartada uma antecipação desse movimento tão logo ocorra o afastamento de Michel Temer. (Do Blog da Noelia Brito)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Geddel chora ao ouvir que ficará preso por tempo indeterminado

O desespero de Geddel (reprodução/Reprodução)

Ao final do depoimento de 1h23 minutos que deu ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, Geddel Vieira Lima caiu no choro ao ouvir que vai permanecer na prisão por tempo indeterminado.

Vallisney não deu prazo para a saída de Geddel, mas disse que vai analisar o pedido de soltura novamente na próxima semana.

Conhecido pela postura rígida, ele negou ainda Mia aplicação de medidas alternativas pedidas pela defesa de Geddel. Entre os apelos, os advogados solicitaram a prisão domiciliar e o uso de tornozeleira eletrônica.

“Tenho a crença inabalável, convicção, de que em nenhum momento tomei nenhuma atitude que pudesse ser de longe interpretada como embaraço à Justiça ou às investigações, muito ao reverso”, disse.

Ex-ministro dos governos Lula e Temer, Geddel foi preso em caráter preventivo em Salvador na última segunda-feira (3), acusado de obstrução de justiça. Desde quarta (5), ele está no presídio da Papuda, em Brasília.

Geddel é suspeito de atrapalhar investigações da Operação Cui Bono, que apura supostos esquemas de fraudes na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal.

O Ministério Público Federal afirmou que ele pressionou a mulher de Lúcio Funaro para que o doleiro não fizesse uma delação premiada. (Da Veja.com)