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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Temer se livra de afastamento graças a estabilidade que só os deputados veem


O DEPRIMENTE ESPETÁCULO da votação do prosseguimento da denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer terminou com um final já esperado. Depois de abrir a torneira das emendas parlamentares, o governo conseguiu com folga os votos de que precisava para manter se manter no comando. Em suas justificativas, boa parte dos deputados resolveu apelar para a “estabilidade” econômica do país, deixando para outra hora a continuidade do processo.

Confira aqui como cada deputado votou e quanto recebeu de emendas.

The Intercept Brasil lista alguns dados econômicos para lembrar aos deputados da real situação do país comandado por Temer, um presidente com 5% de aprovação da população:

– Há 13,5 milhões de desempregados, segundo os dados mais recentes do IBGE.

– A dívida pública federal é de R$ 3,357 trilhões. Os dados mais recentes mostram um aumento de 3,22% entre os meses de maio e junho.

– A perspectiva de crescimento do PIB este ano é de apenas 0,34%.

– Aumento do PIS/Cofins eleva o preço da gasolina em cerca de 8%.

– Governo tem dificuldade para cumprir a meta fiscal.


Agora, o governo ganha sobrevivência e aguarda uma ou mesmo duas possíveis novas denúncias contra Michel Temer. As acusações que ainda podem pesar sobre o presidente são de obstrução de Justiça e organização criminosa. Nesta quarta, ele escapou do processo por corrupção passiva.

Resta à população, que acompanhou a votação sem grandes protestos, assistir mais um pouco de um presidente que continua firme em seu mundo inabalável, como mostra o texto do artigo que publicou na “Folha de S.Paulo” horas antes de seu processo ser arquivado:

“Não importam os obstáculos; o importante é que os diversos setores tenham maturidade e disposição para discutir o mérito das questões nacionais. Temos longa tarefa pela frente. Entre elas, a de pacificar o país, um dos motes de nosso discurso de posse. Chegaremos lá. Com o apoio do Congresso e do povo brasileiro”.

O primeiro apoio realmente parece garantido. O segundo, se não existe, parece assistir a tudo sem ter forças para gritar.

Em pronunciamento após a votação, Temer exaltou o respeito à Constituição e disse que está “retirando o Brasil da mais grave crise econômica da História” e que espera terminar a “grande transformação” que está realizando no país. Entre elas, destacou a “revolução” promovida pela “modernização trabalhista”. (theintercept.com)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Deputados pernambucanos gastaram R$ 4,8 mi com cota no 1º semestre

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A cota parlamentar paga aos deputados federais de Pernambuco custou, entre janeiro e julho deste ano, R$ 4,8 milhões aos cofres da Câmara. O valor máximo mensal para os parlamentares do Estado é de R$ 41.676,80 para ressarcir despesas como passagens aéreas, locação de veículos, alimentação, contratação de consultorias, divulgação das atividades e manutenção de escritórios de apoio.

Adalberto Cavalcanti (PTB) foi o que mais gastou e superou a cota máxima mensal em quase todos os meses, com exceção de maio e julho.

O que menos gastou – entre os que registraram valores -, provocando uma despesa de apenas R$ 6,86 com serviços de telefonia, foi Mendonça Filho, que está licenciado para ocupar o cargo de ministro da Educação e só assumiu este ano por um dia em abril, para votar pela reforma trabalhista.

Felipe Carreras, secretário de Turismo, Esportes e Lazer do governador Paulo Câmara (PSB) também ficou poucos dias na casa – três, no início de fevereiro -, mas custou R$ 3.025,76 em telefonia e passagens aéreas.


Veja o ranking dos deputados que mais gastaram no primeiro semestre


Adalberto Cavalcanti (PTB) – R$ 275.241,71

Zeca Cavalcanti (PTB) – R$ 256.333,08

Jarbas Vasconcelos (PMDB) – R$ 248.299,95

Betinho Gomes (PSDB) – R$ 240.041,24

Ricardo Teobaldo (Podemos) – R$ 239.990,64

Tadeu Alencar (PSB) – R$ 230.303,77

Kaio Maniçoba (PMDB)* – R$ 213.966,60

Severino Ninho (PSB) – R$ 213.904,48

Guilherme Coelho (PSDB) – R$ 211.908,88

Augusto Coutinho (SD) – R$ 211.404,05

Luciana Santos (PCdoB) – R$ 206.912,42

André de Paula (PSD) – R$ 202.227,64

Silvio Costa (PTdoB) – R$ 192.742,62

Cadoca (sem partido) – R$ 192.428,34

João Fernando Coutinho (PSB) – R$ 191.912,07

Marinaldo Rosendo (PSB) – R$ 188.942,77

Fernando Monteiro (PP) – R$ 178.540,03

Jorge Côrte Real (PTB) – R$ 169.405,65

Wolney Queiroz (PDT) – R$ 168.555,91

Gonzaga Patriota (PSB) – R$ 160.253,33

Daniel Coelho (PSDB) – R$ 160.216,31

Eduardo da Fonte (PP) – R$ 128.905,83

Pastor Eurico (PHS) – R$ 122.098,86

Danilo Cabral (PSB) – R$ 106.485,21

Creuza Pereira (PSB) – R$ 100.501,85

Felipe Carreras (PSB)* – R$ 3.025,76

Fernando Filho (PSB)* – R$ 18,90

Mendonça Filho (DEM)* – R$ 6,86

*Mendonça Filho e Fernando Filho estão licenciados para ocupar os cargos de ministro da Educação e de Minas e Energia, respectivamente. Felipe Carreras é secretário de Turismo, Esportes e Lazer no Governo de Pernambuco e Kaio Maniçoba, de Habitação.

(Do Blog do Jamildo)