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terça-feira, 26 de março de 2013

O Banho de Lula que Dilma deu em Eduardo


Entrega de retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba para prefeituras do Semiárido Nordestino com mais de 50 mil habitantes, prorrogação do Seguro-Safra e Bolsa Estiagem e R$ 3,1 bilhões em investimentos para Pernambuco. Essas medidas estão entre os anúncios feitos pela presidenta Dilma Rousseff durante a inauguração do primeiro trecho do Sistema Adutor do Pajeú, nesta segunda-feira (25), em Serra Talhada (PE). No evento, ela ainda falou de crescimento econômico e da importância de se combater as desigualdades regionais e sociais.

“Eu queria dizer para vocês que em que pese tudo isso, nós estamos vendo uma mudança acelerada aqui na região. (…) Nós aqui conseguimos uma questão fundamental. Nós conseguimos que a economia crescesse e que a indústria aqui também aumentasse a sua presença. Nós conseguimos fazer um conjunto de obras que fazem e mostram uma nova face para esse novo Nordeste”, afirma.

Para combater os efeitos da seca, a pior dos últimos 50 anos, Dilma ressaltou a importância dos investimentos em obras estruturantes, que já somam R$ 32 bilhões em adutoras, barragens, canais, estações, canais, entre outras. A presidenta também falou do volume de investimentos em Pernambuco, que chega, somando as verbas de financiamento, do Orçamento Geral da União e das estatais, a R$ 60 bilhões.

“Nós temos obrigação de construir no Brasil, uma garantia de água que permita que a seca seja um evento da natureza, mas não provoque, não mude e não diminuía o ritmo das conquistas do povo brasileiro e do povo nordestino. Por isso, aqui, no nordeste, nós estamos investimento em torno de R$ 32 bilhões de reais em adutoras, barragens, canais, estações de tratamento, rede de abastecimento de água, programa água para todos”, completa.

Serra Talhada-PE, 25 de março de 2013

Eu queria desejar primeiro, boa tarde, um boa tarde muito emocionado, muito amoroso a todos os homens e mulheres aqui de Pernambuco, a homens e mulheres desse nosso Brasil.

Queria cumprimentar um grande parceiro, um parceiro extremamente respeitado pelo meu governo - e, eu acompanhei de perto pelo governo do presidente Lula - nosso governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Eu queria dirigir um cumprimento especial a ela, - que nós te amamos - tomando emprestado do Eduardo, de dona Renata. Todos nós chamamos de dona Renata. Esse “dona” é extremamente carinhoso. A dona Renata, ela é um exemplo de mulher nordestina comprometida com uma das questões principais do nosso país, que é a questão das crianças. Eu reconheço, aqui de público, a contribuição que a Renata deu no meu governo para a questão das creches. Muita coisa aprendemos com a Renata.

Queria cumprimentar também o nosso querido prefeito de Serra Talhada, o Luciano Duque. E cumprimentar a senhora Karina Duque. Luciano, eu agradeço a você e ao Eduardo por essa recepção tão calorosa.

Queria cumprimentar os ministros que me acompanham: o Fernando Bezerra, da Integração Nacional, esse ministro apaixonado pelo Nordeste, por Pernambuco. Queria cumprimentar a ministra Miriam Belchior, do Planejamento; o Pepe, do Desenvolvimento Agrário; o ministro José Elito, do Gabinete de Segurança; e Helena Chagas, da Comunicação.

Cumprimentar o vice-governador, João Lira Neto.

Cumprimentar os senadores Armando Monteiro, Humberto Costa.

Cumprimentar os deputados federais: Fernando Bezerra Coelho Filho, Fernando Ferro, Gonzaga Patriota, Inocêncio Oliveira, João Paulo, Pedro Eugênio.

Queria cumprimentar todos. Primeiro, todas as prefeitas e todos os prefeitos de Pernambuco, e dizer a eles que essa parceria com os prefeitos é uma parceria essencial para o meu governo. Sem os prefeitos nós não fazemos as políticas sociais tão necessárias para o nosso povo.

Queria cumprimentar o prefeito José Patriota, presidente da Associação dos Municípios de Pernambuco.

Queria cumprimentar a vice-prefeita de Serra Talhada, Tatiana Duarte; o vereador José Raimundo Filho, presidente a Câmara Municipal de Serra Talhada; o Doriel Barros, presidente estadual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco, FETAP; a senhora Neilda Pereira, coordenadora da Articulação do Semi-Árido na região.

Cumprimentar o Carlos Vera, presidente da CUT; a Cida, do MST - coordenadora da região do Pajeú, do MST. E queria dizer a eles que eu vou encaminhar essa sugestão que eles me fizeram, não só para os meus ministros, mas também nessa reunião do dia 02, lá no Ceará, com todos os governadores sobre a questão da seca.

Cumprimentar os moradores da área rural e urbana de Serra Talhada e dos municípios aqui da região presentes neste evento.

Cumprimentar os senhores e as senhoras jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Mas, sobretudo, eu queria cumprimentar cada um de vocês, cumprimentar com um beijo no coração, as minhas companheiras mulheres. Eu me orgulho muito, que num país como o Brasil, ser a primeira mulher presidenta. E quando eu assumi o governo, eu disse que ia honrar as mulheres porque, para nós mulheres, é um momento muito importante. Uma mulher presidenta é, como dizia o presidente Lula: “um metalúrgico na Presidência, ele não pode falhar, uma mulher também não.” Porque aí vão dizer: “olha, lá, ela falhou porque é mulher”. Então, eu cumprimento as mulheres, porque elas sabem disso. Sabem que conosco o desafio é duplo. Sempre é duplo.

Agora, eu queria dizer também para meus companheiros e para as minhas companheiras aqui presentes: estar no Nordeste, eu posso dizer para vocês, nos últimos tempos eu tenho viajado por quase todos os estados do Nordeste, e estar no Nordeste sempre me emociona porque o Nordeste, no Brasil, é o início do Brasil e também eu acho que é a solução do Brasil. É o início, porque foi aqui que nós começamos como civilização depois dos índios, lá na Bahia. Aqui em Pernambuco, onde se estruturou uma parte da nossa vida política, da nossa vida tanto na fase da Colônia como no Império, mas também na República. E, estar no Nordeste é especial ao estar aqui em Pernambuco. Eu olho no rosto de cada um de vocês, nos sorrisos, nesse jeito que eu não acho que é seco, viu, Eduardo, eu acho que é caloroso, é suave. Esse jeito de falar de vocês que envolve a gente. Mas eu olho em cada um de vocês e eu vejo em cada um dos rostos, o rosto de um pernambucano gigante, um pernambucano especial que deu para o Brasil uma grande contribuição, que é o companheiro presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Eu aprendi a olhar muito do Nordeste, lendo alguns livros, assistindo Vidas Secas, percebendo a tortura da seca. Mas eu aprendi mesmo, mesmo a amar o Nordeste, a perceber que o meu país não seria um país integral enquanto o Nordeste não fosse uma parte plena, desenvolvida e com todos os direitos das outras regiões. Com o Lula, que de fato sempre amou o Nordeste, em especial Pernambuco, a sua Garanhuns e lá para mim sempre disse: quando eu nasci, não existia a separação entre Garanhuns e Caetés, não tinha. Então, eu quero dizer que ele amava aquela região que ele nasceu. E com ele eu aprendi a olhar o Nordeste também pelo fato que o Nordeste deu grandes contribuições ao nosso país. Nós podemos lembrar de várias contribuições: Frei Caneca, Joaquim Nabuco, Francisco Julião, Paulo Freire, Mário Schemberg, enfim, podemos lembrar de várias pessoas. Mas eu tenho de lembrar que essa terra fez nascer um cearense-pernambucano politicamente, que é Miguel Arraes. E tenho sempre, e lembro sempre do imenso carinho com que ele me tratou, além do imenso carinho, um grande e imenso respeito que todos os brasileiros que se dedicaram à transformação do país devem a Miguel Arraes.

E esta terra para mim também tem um aspecto muito especial: aqui nasceu um gênio criativo chamado Ariano Suassuna. Nasceu na Paraíba, mas sempre me disse que era pernambucano por opção e por engajamento ele era nordestino. Agora pela sua grandeza universal ele é brasileiro. E eu tenho um grande respeito e uma grande admiração por Ariano Suassuna, que se eu não me engano é tio da nossa dona Renata.

Eu estou fazendo aqui em Pernambuco hoje a mesma coisa que o Lula sempre fez quando eu o acompanhava o Lula nessas viagens. Ele vinha, conversava com o Eduardo, que trazia, porque tinha a determinação e o compromisso de fazer, trazia sempre uma obra e um benefício. Trazia obras e benefícios. Trazia o seu compromisso com o que eu vou chamar, com a pátria nordestina dele, mas eu vou chamar, sobretudo, com o Brasil. Porque desenvolver o Nordeste é algo que o Lula percebeu sempre, era desenvolver o Brasil. Tanto como acabar com a pobreza é uma obra crucial para formar nossa nacionalidade, acabar com a perversa distribuição de renda regional é uma obra de constituição da nossa nação. É uma imposição que aqueles que tem compromisso em garantir que nós sejamos mais que um grande  país, nós sejamos uma grande nação devem a todos os nortistas, nordestinos e todos aqueles que foram durante séculos marginalizados e excluídos de forma  deliberada por vários governos que me antecederam.

Vocês sabem muito melhor do que eu que, durante muito tempo, negaram ao povo pernambucano o que ele merecia. Eu acredito que isso veio acabando. Acho que várias iniciativas, como o governo do Miguel Arraes, mudaram esse padrão de exclusão de Pernambuco, do Nordeste, das questões brasileiras. Mas acredito que quando o Lula chegou à Presidência da República um novo ciclo de desenvolvimento se instalou no Brasil.  Um novo ciclo que contempla todo o povo brasileiro. Que torna o povo brasileiro o centro da preocupação do governo. e que torna  a necessidade  de um reequilíbrio nas relações entre as regiões do país com a imposição do desenvolvimento.

O Lula era uma criança que, possivelmente, estaria condenada a não sobreviver, a não ter uma vida plena. E, como muitos nordestinos, era essa a condenação que pesava sobre ele. Mas ele superou isso. Ele é um caso que mostra perfeitamente a imensa capacidade e determinação do homem e da mulher nordestinos no sentido de sobrevier, viver e mudar sua vida.

Por isso, eu acredito que ele teve um papel fundamental no Brasil. Ele teve um papel fundamental no Brasil porque ele jamais esqueceu de onde ele veio. E nós não só não podemos esquecer de onde viemos, como não podemos nos esquecer dos compromissos políticos que ao longo de nossas vidas nós lutamos por eles, nós constituímos todo um processo de luta e de mudança. E essa mudança não é uma mudança que está nas estatísticas, que está lá nos números. Não é. Essa mudança que começa em 2003, podem ter certeza, ela só é real porque é uma mudança na vida da pessoa, lá dentro da casa da pessoa. É essa mudança que eu me refiro, aquela que significa que no Brasil as pessoas hoje não têm certeza que o Brasil não tem aquela cara feia que tinha da miséria, aquela cara feia da exclusão, aquela cara feia da desigualdade. O Brasil hoje tem outra cara. É a cara que nós vemos quando a gente olha na rua e olha aqui: é a cara da mãe, que conseguiu tirar seus filhos da pobreza extrema, com o Bolsa Família, com a valorização do salário mínimo. É a cara da mãe que vai colocar o seu filho em uma escola de tempo integral, que vai colocar sua filha na creche. É a cara do pai, que pela primeira vez tem acesso à casa própria. É a cara e os rostos de 19 milhões de trabalhadores com carteira assinada, com carteira assinada. É a cara do estudante que jamais poderia entrar em uma escola privada, e agora pode, através do Prouni. É a cara que o Brasil tem quando a gente olha os brasileiros no mundo, é a cara do respeito e da autoestima, a cara de um Brasil que inspira cada um dos seus filhos, porque nós só somos respeitados lá fora porque nós mudamos aqui as condições, e provamos que era possível mudar.

Eu sei que estou aqui hoje inaugurando uma obra. E inaugurar uma obra que melhora a vida das pessoas e começa melhorando já no início, quando contrata trabalhadores – e aqui eu quero homenagear todos os trabalhadores, que com as suas forças e com a sua mão, fizeram essa obra magnífica. Nós sabemos que entregar uma obra é um prazer quando ela é uma conquista. Eu sempre escuto do Fernando Bezerra a seguinte frase: “Presidenta, essa obra está prevista há dez anos”. Às vezes ele diz pra mim há cinquenta anos e eu acho que uma obra como essa não podia estar prevista há dez anos. Nós hoje só temos ainda dificuldade em relação à seca porque isso que nós estamos fazendo, hoje, tinha de ser feito há um século atrás. É isso, é por isso. Por isso eu fico muito feliz de estar entregando esse primeiro trecho do sistema Pajeú.

Nós vamos garantir aqui um direito dos mais sagrados: a água. E a água, para nós... e eu acho que, de fato, uma questão que o governador falou e ele tem toda razão: não só nós quebramos o clientelismo da água, mas nós quebramos também o clientelismo com o Bolsa Família. Quando nós... nós acabamos com o clientelismo quando criamos o cartão, acabamos com o intermediário, acabamos com alguns clientelismo no Minha Casa, Minha Vida. Todo mundo que tem... todo brasileiro tem direito ao Minha Casa, Minha Vida. Nenhum órgão tem poder de falar: olha, eu estou te dando a casa. A casa é um direito de cidadania, assim como a água é um direito de cidadania. E a água que faz brotar vida – e nós somos quase todos água –, essa água tem de ser considerada uma das questões estratégicas do Brasil.

Por isso, essa obra não vai terminar aqui. A ministra Miriam disse: “essa obra de Serra Talhada vai chegar a Afogados da Ingazeira, e de Afogados da Ingazeira ela vai a Taperoá, lá na Paraíba, passando por todas as cidades desse trecho. Nós vamos fazer Entremontes, nós vamos assegurar que aqui tenha segurança hídrica construindo também todo sistema do Agreste, o Canal do Agreste, a Adutora do Agreste. Nós iremos investir aqui de forma substantiva, porque um país como nós não pode ter esse tipo de relação com a seca que nós tivemos até hoje. Nós estamos há dez anos no governo, nós tivemos parcerias estratégicas como essa aqui em Pernambuco e várias outras em outros estados. Nós temos obrigação de construir no Brasil, uma garantia de água que permita que a seca seja um evento da natureza, mas não provoque, não mude e não diminua o ritmo das conquistas do povo brasileiro  e do povo nordestino. Por isso, aqui, no Nordeste,  nós  estamos investimento  em torno de R$ 32  bilhões em adutoras, barragens, canais, estações de tratamento, redes de abastecimento de água, programa água para todos.

Nós, e eu faço questão também de lembrar que no próximo ano a interligação da bacia do São Francisco vai chegar  ao reservatório  de Jati, na divisa do Pernambuco com o Ceará. E isso vai significar que nós estamos cercando, cercando, criando uma barreira contra a seca, através dessas adutoras, dessas barragens e de todo um processo de construção como é esse que o governo do Estado vem fazendo com o governo federal nos últimos anos.

Nós sabemos que estamos enfrentando a maior seca dos últimos 50 anos. Em alguns lugares é a maior seca dos últimos 100 anos. Esse é um dado científico, é um dado comprovado. Há um ano nós viemos atuando juntos: os governadores e o governo federal, e as prefeituras. Nós mudamos a questão da operação carro-pipa no governo federal. Quem faz a operação carro-pipa no governo federal é o Exército Brasileiro e é o Exército Brasileiro que está hoje com quase cinco mil carros-pipa, distribuindo água  complementarmente ao que fazem os estados que também têm carros-pipa, mas também não nessa proporção. E o Exército vai continuar e vai aumentar a operação carro-pipa.

Aqui nós temos 826 carros-pipa e também vamos continuar instalando cisternas, vamos continuar instalando cisternas, passando recursos para o governo estadual fazer barreiros e fazer poços. Nós vamos continuar também pagando o seguro garantia-safra de R$ 140 e o bolsa-estiagem de R$ 80. Agora, no dia 02, ele será prorrogado até julho, mas enquanto durar a seca nós iremos pagar seguro garantia-safra e bolsa estiagem.

Nós vamos continuar vendendo milho. Só que agora de uma forma também mais aperfeiçoada, vamos acertar essa venda com os governadores. O governo federal compra milho e vende para o agricultor a um preço mais baixo, para o agricultor do semiárido nordestino. Nós vamos também garantir que assim que a seca pare, assim que a chuva comece, o governo federal vai ter um programa de recomposição de rebanhos. Eu tenho dito isso em todos os estados da União. Eu não sou de prometer sem cumprir, e eu quero dizer para vocês que nós não iremos perder as conquistas que tivemos nesses dez anos. Nós não vamos perder por que? Porque temos coragem, determinação e vontade política de assegurar que o povo daqui dessa região, de todo o Nordeste e do semiárido, tenha condições de voltar a ter a situação que tinha, a melhor situação que tinha antes da seca.

Nós vamos discutir isso nessa reunião que é muito importante e que vai acontecer dia 2 de agosto, desculpa, de abril. Porque eu acredito o seguinte: eu acredito que nós temos que avançar. Nós temos que avançar e temos que assegurar que os mecanismos de combate à seca eles têm que ser permanentes. Não é que nós vamos, de jeito nenhum, ficar com a mesma história todo tempo, mas a hora em que acabar a seca e vier a chuva, nós vamos ter que criar mecanismos que durem e assegurem que as pessoas não sejam atingidas. Exemplo: nós vamos ter que tratar de uma questão que é o estoque da alimentação dos rebanhos. Como é que nós garantimos que haja permanentemente um estoque de segurança, de garantia dos rebanhos aqui na região.

Bom, eu queria dizer também para vocês que durante muito tempo o povo nordestino foi levado a acreditar, ou melhor, até não acho que o povo nordestino acreditava não, mas o resto do Brasil acreditava, que o problema aqui do Nordeste era o clima. E que porque tinha o clima não tinha saída. Eu acho que o problema não é o clima. O problema do Nordeste é a valorização do homem e da mulher pernambucanos, baianos e nordestinos. Valorizar significa perceber, e eu acho que nós provamos isso, que é possível combater a seca de outra forma. É possível combater a seca olhando a seca e percebendo que o homem e a mulher são capazes de vencer quando providenciam os instrumentos corretos. E é isso que nós queremos. Sistema adutor, sim. Sistema adutor, sim. Proteção à pequena agricultura, sim. Garantia do milho, porque o governo federal vai garantir o milho. Se tiver que importar milho, vai importar milho e garantir milho aqui nessa região.

Eu queria dizer para vocês que em que pese tudo isso, nós estamos vendo uma mudança acelerada aqui na região. Pernambuco, eu acho, que é um novo Pernambuco nos últimos dez anos e, sem dúvida, o governador tem um grande papel nisso, e o governo federal, tanto com o Lula quanto na minha gestão, também tem. Nós aqui conseguimos uma questão fundamental. Nós conseguimos que a economia crescesse e que a indústria aqui também aumentasse a sua presença. Nós conseguimos fazer um conjunto de obras que fazem e mostram uma nova face para esse novo Nordeste.

Eu me refiro ao Porto de Suape, à Refinaria Abreu e Lima, à duplicação de estradas federais, o Gasene, a integração do São Francisco e eu queria dizer, tem gente que fica falando, não vai sair a Refinaria Abreu e Lima. São aves de mau agouro, aves de mau agouro que estão erradas, porque nós vamos fazer a Refinaria Abreu e Lima e logo, logo, ela vai estar processando seus 230 mil barris por dia e isso vai significar não só um ganho aqui para Pernambuco, mas para o Brasil, porque essa será a primeira, a primeira refinaria em 33 anos no nosso país.

Eu acredito que obras como o Atlântico Sul, a petroquímica do Nordeste aqui em Suape, tudo isso e as obras da Fiat, elas mostram um novo cenário, um cenário em que essa parceria tem resultado, tem dado resultados efetivos, melhorando aquilo que interessa para as pessoas. As pessoas querem ter um emprego, querem ter um salário certo no fim do dia, querem ter oportunidades, é isso que as pessoas querem.

E aí eu quero dizer para vocês uma coisa: todos esses investimentos que nós fizemos aqui em Pernambuco, se você juntar os investimentos federais e aqueles feitos pelas nossas estatais, nós chegamos a um volume extraordinário, um volume de R$ 60 bilhões, aqui nós botamos R$ 60 bilhões. Porque o governo coloca não só na forma de Orçamento Geral da União, mas coloca na forma de financiamento.

Hoje nós entregamos, aqui, tanto as retroescavadeiras como os ônibus escolares. Mas eu queria dizer para vocês que, além dos investimentos em infraestruturas e empresas, é importante destinar aos prefeitos um trio, um trio que é constituído por um caminhão-caçamba, uma retroescavadeira e uma motoniveladora. Todos os municípios menores de 50 mil habitantes vão receber, mas nós, nesse programa do dia 2 de abril – eu vou antecipar para vocês –, vamos estender também para os municípios do semiárido que tenham mais de 50 mil e estejam no semiárido.

Tem um cartaz ali falando: 10% para a educação. Da minha parte, eu considero que o futuro do Brasil passa pela questão da educação, passa por várias questões da educação, passa pelo curso técnico profissionalizante que nós estamos fazendo, em parceria com o Sistema S, criando 8 milhões de vagas pelo Brasil afora – além disso nós, aqui em Pernambuco, é bom que se diga, matriculamos 42 mil jovens no Pronatec –, passa pelas escolas técnicas estaduais, passa pelas novas universidades.

Nós prometemos 10 institutos federais, institutos técnicos federais até 2014. E nós iremos implantá-los. Entre eles, nós vamos implantar, aqui, todos os projetos já definidos. Eu queria lembrar que inclusive vamos implantar aqui em Serra Talhada um instituto federal de tecnologia e escola profissional. Agora, eu queria explicar para vocês uma coisa. Nenhum governador, nenhum prefeito tem dinheiro suficiente para pagar professor no Brasil. E pagar professor no Brasil é essencial. Ninguém vai melhorar a educação sem dar uma nova importância e um novo status ao professor. Aonde que está o dinheiro? Não, não adianta me bater palmas, não adianta. Eles não têm de onde tirar, eles não têm de onde tirar o recurso, nem os governos estaduais. Por isso, nós mandamos para o Congresso Nacional, numa medida provisória, que todos os royalties do petróleo do governo federal, dos governos dos estados e das prefeituras fossem destinados à educação, porque esse país só vai para a frente se nós investirmos, de forma significativa, na educação. E aí não é só construir escola, construir escola faz parte. Aí é valorizar, valorizar aquele que ensina nossos filhos, nossos netos. É valorizá-los. Mas não é só valorizá-lo, é formá-lo melhor.

E eu quero dizer aqui para todos que nenhum país do mundo virou uma nação desenvolvida sem alguns requisitos. Primeiro, sem escola em tempo integral. Escola em tempo integral não é aquela que primeiro ensina matemática, português e uma língua e ciências de manhã e de tarde faz arte e faz esportes. Não é isso não. Escola em tempo integral faz português, matemática, ciências, um língua o dia inteiro. Em todos os países desenvolvidos é assim. Pode fazer também futebol e artes, mas isso é complementar, suplementar. Escola em tempo integral é para que nossos filhos sejam melhores do que nós. Que é o anseio de todo pai e de toda mãe, os seus filhos serem melhores que eles. Daí só tem um dinheiro de onde a gente pode tirar, e esse dinheiro é dos royalties do petróleo no Brasil. Por quê? Porque nós temos de fazer isso nos próximos dez anos, nós precisamos fazer isso nos próximos dez anos. Nos próximos dez anos nós temos de garantir que as crianças até oito anos de idade saibam fazer as contas de aritmética, saibam ler um texto simples e interpretar. Isso chama-se alfabetização na idade certa. O Brasil precisa que suas crianças tenham uma qualidade de educação que vai, progressivamente, atingindo a cada um de nós, as indústrias, a agricultura, aos serviços.

Por isso, eu quero dizer para vocês que 10% da educação... eu não sei se são só 10[%], se no início é um pouco mais de 10[%] e depois vira 10[%]. Agora, eu sei de onde sai o dinheiro. O dinheiro sai de onde tem dinheiro, que é dos recursos originários da exploração do petróleo no nosso país.

Nós diminuímos a distância entre ricos e pobres. Todo mundo hoje pode se orgulhar disso. Você pega um avião hoje, e gente que nunca entrou num avião nos últimos dez anos, está lá sentada junto com todo mundo. Nós sabemos que a questão fundamental do nosso país é que diminuiu a distância. O que mudou no Brasil? Se perguntarem para vocês: o que mudou no Brasil? Sabem o que mudou no Brasil? Nós diminuímos as distâncias entre ricos e pobres, mas nós fizemos isso acelerando a renda dos mais pobres, que cresceu mais de 90%, enquanto a renda dos mais ricos também cresceu, mas cresceu menos, cresceu 16%. Essa é uma questão fundamental para um país como o nosso.

Nós também não seremos uma grande nação enquanto não acabarmos com a pobreza. Não seremos, não tem jeito. Aquela visão que excluía uma parte da população e uma parte do Brasil foi, nos últimos dez anos, enterrada. Foi isso que aconteceu no Brasil. Nós mudamos, completa e totalmente, o que vinha acontecendo.

E eu quero dizer para vocês que nós iremos mudar ainda mais. Nós iremos mudar a infraestrutura do país, que precisa ser mudada. E aqui eu vou antecipar aquilo que o ministro estava doidinho para anunciar, e ele tem razão de querer anunciar, porque uma parte ele sempre defendeu essa questão e eu acho que ele tem razão, que é a questão das ferrovias. Nós vamos fazer uma ferrovia por dentro do estado de Pernambuco.

O ministro defendeu porque tinha previsto uma ferrovia que nós vamos manter que sai de Salvador e vai até Recife, ou vai de Recife a Salvador. E a proposta do ministro era uma outra ferrovia, que saindo desse trecho, da Transnordestina, subiria por dentro do estado e chegaria a Petrolina. É Garanhuns-Petrolina, Parnamirim, Petrolina e depois Salvador. Você pode levantar e falar sua ferrovia. Não, eu vou deixar... aqui meu filho … ô gente, ele está se fazendo... porque eu avisei a ele que eu ia chamar...

Ministro Fernando Bezerra: Pessoal, na realidade esse é um pleito antigo de Pernambuco, a gente brigou muito junto à equipe do setor de infraestrutura do governo federal e a presidenta Dilma nesta semana bateu o martelo. Além de lançar a concessão ferroviária que liga o Porto de Suape ao Porto de Aratu, que é essa ferrovia Recife-Salvador, nós vamos também ter a opção – que é um sonho antigo, sonho de mais de 60, 70 anos, que é pegar a linha em Parnamirim, a ferrovia desce para Petrolina, atravessa o São Francisco em Juazeiro e leva a ferrovia, que é a Centro Atlântica, de Juazeiro até sair em Salvador. Esse é o pleito que a gente lutou com apoio do governador Eduardo Campos, com apoio da presidenta Dilma, a gente está ganhando uma grande conquista, esta se chama a integração ferroviária do Nordeste.

Presidenta Dilma: E ela faz parte de uma decisão do governo federal de investir pesadamente em infraestrutura. Nós fizemos uma primeira parte de ferrovias, em torno de 10 mil quilômetros. O governo federal está licitando esses 10 mil quilômetros no qual está essa integração entre o porto de Aratu e o de Suape, Salvador e Pernambuco. Mas agora nós estamos entrando já na segunda fase, e nessa segunda fase está contemplada essa ferrovia da integração que eu chamo a integração do interior de Pernambuco com o restante do Nordeste.

E eu queria encerrar lembrando o nosso querido Ariano Suassuna. Em dois momentos da vida do Ariano Suassuna, ele disse, primeiro com uma indignação de poeta, que “o Brasil oficial devia se tornar a expressão do Brasil real”. O Brasil oficial sempre foi aquele que excluiu uma parte da população brasileira das oportunidades e do benefício do desenvolvimento. Por isso, coincidir o Brasil real e o Brasil oficial foi algo que eu acho muito importante dizer aqui para vocês que o governo do presidente Lula deu início, e eu tenho a honra de ter continuado.

E, depois, o Ariano, refletindo sobre a luta que nós travamos nos últimos 20 a 30 anos – eu não vou falar quanto tempo eu estou nisso, porque tem muitos anos, vocês vão ficar impressionados como eu estou velha –, mas ele reconheceu, naquela época, com grande realismo, mas não havia nenhuma rendição nesse reconhecimento, ele reconhecia que era muito difícil vencer a injustiça secular que dilacerava o Brasil em dois países, dois países distintos: de um lado, o país dos privilegiados e, de outro, o país dos despossuídos.

Eu acredito que os poetas, eles têm essa clareza de simplificar as coisas, de mostrar com lucidez e clareza qual é o caminho. E o nosso querido Ariano tem razão: é mais que necessário que o Brasil oficial se torne o Brasil real, que no Brasil oficial, que é o Brasil do Palácio, entre aquele catador de papel. É fundamental que a política desse Brasil oficial tenha um governo que coloque: “país rico é país sem pobreza”. Porque no Brasil já teve época em que país rico era país que não se tratava da questão social. Se tratava só da questão econômica.

Eu quero dizer também que essa injustiça secular que dilacerou o Brasil, ela vem sendo superada, e isso que nós fizemos nesse ciclo é algo extremamente importante. E quero dizer para vocês que agora, em 2013, nós vamos acelerar ainda mais essa transformação. O Brasil vai continuar numa trajetória de estabilidade e de controle da inflação, mas de crescimento. Nós vamos continuar sendo um dos países com a menor taxa de desemprego do mundo, mas, sobretudo, nós vamos, cada vez mais, provar que o país só será um país forte, um país desenvolvido se nós tivermos a determinação, a coragem de continuar por esse caminho, e esse caminho é um caminho deste país complexo, deste país com tantas diferenças, deste país grande e democrático, deste país sem guerra. Somos uma das poucas regiões do mundo que há mais de 150 anos vivemos em paz com os nossos vizinhos. Mas, sobretudo, dessa capacidade de construir, democraticamente, uma coalizão para dirigir este país. Nenhuma força política sozinha é capaz de dirigir um país com esta complexidade. Precisamos de parceiros, precisamos que esses parceiros sejam comprometidos com esse caminho.

Nós todos aqui temos, talvez, a maior das energias para levar à frente a tarefa de sustentar nosso projeto de nação. Essa tarefa de sustentar o projeto de nação, ela tem uma fonte de força e de energia. Eu diria que tem duas fontes. Primeiro, é a força do povo que caminha junto com a gente nesse caminho, e, segundo, é o imenso amor pelo Brasil que esses nossos parceiros, todos, têm demonstrado na sua história.

Eu queria terminar pedindo a todos vocês que se levantassem e que nós disséssemos um “viva” em conjunto: viva Pernambuco! Viva! E viva o Brasil! Viva! (Via Blog do Planalto)

Presidenta Dilma Rousseff

Ouça a íntegra do discurso (49min58s) da Presidenta Dilma

Em Pernambuco, Dilma entrega primeiro trecho de Adutora, retroescadaveiras e ônibus escolares


Em viagem a Serra Talhada (PE), nesta segunda-feira (25), a presidenta Dilma Rousseff visitará a Estação de Tratamento de Água Cachoeira II, do Sistema Adutor Pajeú, cujo primeiro trecho será inaugurado em cerimônia após a visita.


Durante o evento também serão entregues 22 retroescavadeiras, adquiridas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com um investimento de R$ 3,8 milhões. Agora, são 68 municípios pernambucanos beneficiados com os novos equipamentos, que serão utilizados para reestruturar estradas vicinais.


Ônibus escolares

Ainda será feita a entrega de ônibus escolares a municípios do sertão pernambucano. Até junho, 29 prefeituras da região serão contempladas pelo programa Caminho da Escola, criado em 2007, e que tem como objetivo renovar a frota de veículos de transporte escolar, garantindo segurança e contribuindo para o acesso e permanência dos alunos nas escolas da rede pública da educação básica.


Anunciada por Dilma, Adutora Pajeú já beneficia mais de 90 mil famílias em Pernambuco


Serão entregues nesta segunda-feira (25), em cerimônia com a presença da presidenta Dilma Rousseff, em Serra Talhada (PE), os primeiros 118 km do Sistema Adutor Pajeú, que vai de Floresta a Serra Talhada. Esse primeiro trecho já beneficia cerca de 90 mil famílias e evitou que a região sofresse os efeitos da forte estiagem deste ano.

Após a sua conclusão, com um investimento de R$ 547 milhões, os 598 km de extensão da Adutora vão captar água do Rio São Francisco e do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco e atenderão 400 mil pessoas, em 21 municípios de Pernambuco e oito da Paraíba. O restante da primeira etapa (79 km) está previsto para ser entregue até o início do segundo semestre.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Merenda escolar mais nutritiva nas Escolas Municipais


Atendendo às determinações do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, do Governo Federal, a Prefeitura de Garanhuns, através das secretarias de Agricultura e Educação, vêm fornecendo a Comunidade escolar do Município, uma merenda escolar mais nutritiva, livre de agrotóxicos, proveniente da agricultura familiar.

São frutas, verduras, raízes, ovos, queijos e doces, oriundos de produtores rurais de Garanhuns e região e fornecidos por meio da Cooperativa dos Produtores Agropecuários de Garanhuns – COPAGA, às referidas unidades escolares. A iniciativa já é vivenciada há 6 meses no Município. Sessenta e cinco escolas da rede municipal de ensino, incluindo as Creches, têm sido beneficiadas com a ação, voltada aos alunos da educação básica.  

A distribuição dos alimentos acontece a cada quinze dias. São 50 produtores ligados a COPAGA, advindos dos Distritos de Iratama, São Pedro e Miracica, bem como da região. Mensalmente, a equipe de assistência técnica municipal realiza visita a cada propriedade, no intuito de esclarecer dúvidas, realizar o planejamento do plantio e averiguar a existência de pragas e doenças.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Município de Calçado adota o Programa Bicicleta Escolar


Em 2011, o governo federal divulgou uma nova ação em relação ao programa Caminho da Escola: a doação, pelo FNDE, de bicicletas para municípios com até cinco mil alunos matriculados na rede pública de educação básica.  No ano passado, foram mais de 300 municípios no país beneficiados com a doação de 100 mil bicicletas.

O município de Calçado, no agreste de Pernambuco, foi um dos que aderiram ao programa do Governo Federal. Esta semana, o município recebeu 483 bicicletas que serão doadas a alunos que precisam  percorrer longas distâncias para chegar à escola ou ao ponto onde passa o ônibus escolar. Junto com as bicicletas, o FNDE doa capacetes, para reforçar a segurança dos estudantes.

De acordo com a secretária de educação de Calçado, Ilka Rejane, a bicicleta pode diminuir o esforço diário desses alunos, possibilitando ainda a prática de uma atividade física saudável. A secretaria ainda está montando o esquema de entrega das bicicletas, que ainda não tem data definida.

Programa Caminho da Escola - Criado em 2007, o programa Caminho da Escola foi ampliado em 2010 para dar aos estudantes uma nova alternativa de acesso às escolas públicas: a bicicleta escolar. Esta ação foi concebida após estudos realizados pelo FNDE mostrarem que muitas crianças percorrem a pé, diariamente, de três a 15 quilômetros para chegar à escola ou ao ponto onde passa o ônibus escolar.

Concebida pelo FNDE e testada em laboratório credenciado pelo Inmetro, a bicicleta tem quadro reforçado, selim anatômico, paralamas, bagageiro traseiro e descanso lateral, além de itens de segurança, como espelho retrovisor, campainha e refletores dianteiro, traseiro, nas rodas e pedais. Ainda vem com uma bomba manual para encher pneu e ferramentas de montagem e regulagem.

Capacetes - São dois tipos de capacetes, para crianças maiores e menores. Ambos são fabricados com poliestireno expandido (EPS) de alta densidade, próprio para absorver impactos, e o casco externo é revestido em policloreto de vinila (PVC), material que funciona como deslizante. Ainda possui, na parte interna, espumas removíveis, com tecido lavável, tratamento antialérgico e que proporciona alta absorção de suor.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Filme não combate a AIDS coisa nenhuma! Faz é propaganda de um estilo de vida. O erro é mais grave do que parece

Cartaz Travesti
Do Blog de Reinaldo Azevedo

O erro do Ministério da Saúde, no filme exibido no post abaixo, não tem nada a ver com a questão do sexo dos parceiros. O seu erro, brutal, escandaloso, incorrigível, é de outra natureza. E já falei a respeito algumas vezes. Vejam a frase que sintetiza a peça publicitária: “Na empolgação, rola de tudo, só não rola sem camisinha”. Epa! Se existe camisinha, então tudo é permitido? Acho que não. Trata-se, mais uma vez, de uma pregação irresponsável. Vejam a narrativa: há ali a aceitação tácita —  mais do que isso: o incentivo — do sexo entre pessoas que acabaram de se conhecer.

Ora, a AIDS não é a única doença que se pode contrair da intimidade total entre não-íntimos. A camisinha é só uma barreira física. O que realmente pode combater a doença são as interdições morais. A palavra assusta os ignorantes e os idiotas porque associam o termo “moral” ao “moralismo” como sinônimo de uma vida de hipocrisias e interdições. Não se trata disso.

Cartaz Homo
Se uma campanha oficial considera normal, aceitável e até desejável que pessoas que acabaram de se conhecer terminem na cama, então não haverá camisinha que dê jeito. Se ela estiver à mão, bem; se não estiver, bem… Pesquisem a respeito. Uganda tem o programa mais eficiente da África de redução da AIDS. A camisinha é só o terceiro item de uma tríade, que virou política oficial: abstinência sexual, fidelidade no casamento e, sim, a borracha.

Não, não sou doido. Imaginem se o governo pé-na-jaca faria uma campanha pela abstinência… Sou realista. Mas eu aposto: até que a política oficial for de incentivo ao sexo irresponsável, como é esse filme, nada feito. Não por acaso, e vocês podem achar os dados na Internet, de fontes confiáveis, a contaminação pelo vírus voltou a crescer entre homossexuais, especialmente os mais jovens, com escolaridade que já lhes permite saber como se dá o contágio.

E por que é assim? Porque o Ministério da Saúde entrega essas campanhas não a médicos, não a estudiosos do comportamento, mas a militantes da causa. E os militantes sempre confundem o combate à AIDS com o que chamam “preconceito”. Há ainda um outro fator: o coquetel anti-AIDS está levando muita gente a considerar que a doença é só um mal crônico, que tem controle. E, obviamente, não é. Consta que os efeitos dos medicamentos ainda são bem desagradáveis e impõem consideráveis restrições às pessoas em tratamento.

Cartaz Hétero
Não! O meu problema com esse filminho infeliz não tem nada a ver com o fato de serem dois rapazes a se pegar. Ainda que fossem heterossexuais vivendo a mesma situação,  a mensagem continuaria torta, continuaria errada.

Enquanto for esse o parâmetro, o combate à AIDS continuará a custar uma fortuna aos cofres públicos e será uma espécie de enxugamento de gelo. Com tudo o que já se sabe da doença, o contágio deveria ser hoje uma exceção, própria apenas das últimas franjas de desinformação do Brasil mais atrasado. E, no entanto, não é assim.

Esse filme, pouco importa se veiculado em canal aberto ou fechado, não serve para combater a AIDS, mas para fazer propaganda de um estilo de vida. De um péssimo estilo de vida se o objetivo é combater uma doença sexualmente transmissível. Se alguém duvidar, basta olhar os dados sobre o contágio. O Estado fornece hoje camisinha, remédio, informação, tudo de graça. Mais um pouco, vira babá de genitálias. O Estado só não tem como fazer a escolha moral em lugar do indivíduo. Se bem que o nosso está fazendo. E faz uma péssima escolha.

Ministério da Saúde põe no ar e depois retira filme com carícias homossexuais para falar sobre uso de camisinha



Do Blog de Reinaldo Azevedo

O Ministério da Saúde retirou do Portal sobre Aids, Doenças Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais, que o órgão mantém na internet, um vídeo com cenas de um casal homossexual trocando carícias em uma boate. O filme fazia parte da campanha de prevenção a doenças transmissíveis por relações sexuais lançada para o carnaval deste ano.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, o vídeo foi feito para ser exibido exclusivamente em locais fechados, que recebem público homossexual, e não deveria ter sido disponibilizado na internet. Segundo o ministério, a postagem do vídeo no portal foi “um equívoco”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse na quarta-feira (8) que está na fase final de produção uma peça audiovisual para ser exibida nas TVs abertas, que mantém a estratégia do governo de priorizar, na campanha deste ano, o público homossexual. A campanha de prevenção para o carnaval foi lançada na semana passada e tem como alvo jovens de 15 a 24 anos, sobretudo gays.

O aumento da incidência da aids nesse grupo foi 10,1%, conforme dados divulgados pelo governo federal no fim do ano passado. Em 2010, para cada dez heterossexuais com aids, havia 16 homossexuais soropositivos. Em 1998, a relação era de dez para 12.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vereador pede na justiça suspensão de inscrições do programa "Minha Casa, Minha Vida" por suspeita de irregularidades

Senador Amando Monteiro e o Vereador Cícero Moraes
O vereador Cícero Moraes (PTB), único de oposição entre os dez vereadores da Câmara Municipal de Abreu e Lima, irá protocolar nesta sexta-feira (10), às 11h, junto ao Fórum Municipal da Cidade, uma AÇÃO JUDICIAL contra à Prefeitura de Abreu e Lima, em que solicita a suspensão imediata das inscrições para aquisição dos 2.304 apartamentos que serão entregues ao município, pelo Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal.

Segundo denúncias do vereador, a Prefeitura de Abreu e Lima deixou de cumprir diversas exigências necessárias para iniciar o processo seletivo de escolha dos beneficiários de baixa renda para estes apartamentos. Entre as irregularidades apresentadas por Cícero Moraes, que além de Vereador, é Gerente licenciado da Caixa Econômica, destaca que não houve publicação por meio de Decretos, e/ou divulgação no Diário Oficial, dos critérios para inscrição no programa, e os requisitos para se beneficiar do mesmo, estando o processo de inscrição à míngua de qualquer controle legal, podendo ensejar fraudes, e vantagens políticas indevidas.

Na Ação Judicial, Cícero Moraes também pede que seja solicitado ao Governo do Estado, a relação das pessoas inscritas no Programa Minha Casa Minha Vida, na CEHAB (Central de Habitação), residentes em Abreu e Lima.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

No 2º ano, aperto maior e corte de até R$ 60 bi

Ministros da Fazenda Guido Mantega e do Planejamento Mirian Belchior

O governo vai promover severo corte de gastos, em 2012, para cumprir a meta cheia de superávit primário, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), e facilitar a queda mais acentuada das taxas de juros. O bloqueio das despesas orçamentárias poderá ser maior do que os R$ 50 bilhões anunciados em fevereiro. Técnicos do Ministério da Fazenda calculam, em conversas reservadas, que a tesourada ficará na faixa de R$ 60 bilhões.

O plano original da presidente Dilma Rousseff era dar um freio de arrumação na economia em 2011, para ter mais tranquilidade nesse segundo ano de governo, mas o agravamento da crise internacional mudou o quadro. Apesar da pressão por aumento de gastos, por causa das eleições municipais de outubro, o discurso da equipe econômica vai na contramão da gastança.

O desafio de Dilma, em 2012, é pôr em movimento os programas sociais, acelerar os investimentos e, ao mesmo tempo, cumprir a meta cheia de superávit. É uma conta difícil de fechar.

Na Esplanada dos Ministérios, auxiliares da presidente já preveem tensões com o funcionalismo, uma vez que o Orçamento de 2012 não contempla aumento salarial para servidores.

Mesmo assim, o projeto que recebeu sinal verde do Congresso inflou as despesas do governo em R$ 32 bilhões. "Todo o excedente será limado", disse ao Estado um integrante da equipe econômica. "A crise nos Estados Unidos tende a piorar depois do primeiro trimestre, a da Europa será muito longa e a China deve reduzir a projeção de crescimento. Então, temos um cenário pessimista para 2012 e de completa incerteza para 2013."

Diante da turbulência internacional e da freada brusca na economia brasileira, nem mesmo a Fazenda e o Banco Central se entendem sobre as perspectivas de crescimento para 2012. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avalia que a expansão do PIB ficará entre 4% e 5%, mas o Relatório de Inflação do Banco Central estima alta menor, de 3,5%. (O Estado de S.Paulo)

Novo salário mínimo de R$ 622 já está em vigor



O novo salário mínimo, de R$ 622, entrou em vigor neste domingo (1º) e deve colocar mais de R$ 47 bilhões em circulação na economia neste ano, segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O valor atual representa um aumento real (descontada a inflação) de 9,2% em relação ao mínimo vigente até ontem, de R$ 545.

A alteração foi publicada no "Diário Oficial" da União assinado pela presidente Dilma Rousseff. Essa é a primeira vez que a administração petista não reajusta o valor para um múltiplo de R$ 5. Essa prática era seguida, de acordo com as explicações anteriores, para facilitar os saques em caixas eletrônicos.

O reajuste segue a sistemática convertida em lei neste ano: a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, apurado pelo IBGE) acumulada desde o reajuste anterior, mais a taxa de crescimento da economia de dois anos antes.

Essa fórmula vinha sendo adotada desde o segundo governo Lula, com a diferença de que os arredondamentos resultavam em ganhos mais generosos para o mínimo.

Ao não elevar o valor para R$ 625, o governo economizará cerca de R$ 900 milhões no próximo ano, um valor modesto em um Orçamento de mais de R$ 940 bilhões.

No entanto, o reajuste já programado terá forte impacto nas despesas com aposentadorias, benefícios assistenciais e seguro-desemprego.

Esse é um dos motivos pelos quais a maior parte dos analistas e investidores duvida que o governo federal vá conseguir cumprir suas metas fiscais no próximo ano.

O reajuste real do mínimo será o maior desde o ano eleitoral de 2006. A alta será de 7,5%, correspondentes ao crescimento do Produto Interno Bruto no ano passado.

O valor do mínimo ainda pode subir se o INPC de dezembro, que só será conhecido em janeiro, superar as estimativas oficiais. Nessa hipótese, o piso salarial será corrigido em fevereiro, sem retroatividade.

No início do ano, Dilma sofreu pressão política devido à decisão de não conceder aumento real ao mínimo --o PIB encolheu em 2009. A medida facilitou o controle das contas públicas e evitou uma alta maior da inflação.

O novo valor poderá gerar ainda mais uma pequena economia para o governo porque o Orçamento de 2012, aprovado pelo Congresso na semana passada, estima as despesas com base em um mínimo de R$ 623, calculado com uma estimativa mais alta de inflação. (Folha de São Paulo)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Após encontro com Dilma, Lupi entrega cargo


Da Folha on Line
Catia Seabra

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, se reuniu na tarde deste domingo com a presidente Dilma Rousseff e entregou seu cargo.

Neste momento, o ministro discute com assessores a redação de uma nota que será divulgada no blog do ministério do Trabalho.

Na nota, ele atribuirá a saída, entre outros motivos, à divulgação do parecer da Comissão de Ética da presidência da República que pede seu afastamento.

SUSPEITAS

Lupi foi o ministro alvo de acusações mais longevo do governo, resistindo com ajuda do Planalto desde 9 de novembro, após reportagem da revista "Veja" afirmar que assessores recebiam propina.

Cinco colegas seus -Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esportes)- tombaram logo após reveladas suspeitas de irregularidades.

O objetivo de Dilma era demiti-lo apenas na reforma ministerial, prevista para janeiro. Isso evitaria o constrangimento de ver seu sexto ministro cair por suspeita de irregularidades e a livraria de tratar antecipadamente da acomodação do PDT.

Dilma tende a deixar no cargo o secretário-executivo, Paulo Roberto Pinto, até definir como serão as alterações e o seu grau de abrangência.

Editoria de Arte/Folhapress

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Educadores participam de nova etapa do Formação pela Escola



Teve início no último dia 22 de novembro, a sexta fase do Programa Formação pela Escola. Nesta ocasião, o Módulo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), trabalha a formação de agentes que acompanham e direcionam a verba do programa no Município. 

O Formação pela Escola, do Ministério da Educação, se apresenta em sete módulos: Competências Básicas, Controle Social para Conselheiros; PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar); PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola); PNATE (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar); Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e PLI (Programa do Livro).

Trinta membros, entre professores, gestores e integrantes de Conselhos escolares ligados a Rede Municipal de Ensino de Garanhuns estão sendo contemplados com a ação. O objetivo é fortalecer, orientar e capacitar os profissionais, contribuindo para o fortalecimento da sua atuação e dos parceiros envolvidos com a execução, monitoramento, avaliação, prestação de contas e o controle social dos programas e ações financiadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Governo Federal.

A Prefeitura de Garanhuns aderiu ao Programa em 2010. O curso é ministrado à distância, via internet nas instalações da AESGA. Também são realizadas aulas presenciais. Cada módulo apresenta uma carga horária de 40 horas/aula. As atividades se encerram em 2012, com o módulo do Programa do Livro (PLI).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Prefeito de Lajedo Antônio João Dourado admite não conhecer Garanhuns nem as pessoas que na cidade vivem, mas que fará o possível para conhecer até as eleições

Antônio João Dourado / Foto: Kleber Cisneiros

Quando perguntado pelo Blog do Kleber Cisneiros, o que tinha a dizer a todos que o acusam de vim para Garanhuns se candidatar ao cargo de prefeito, sem nem mesmo conhecer a cidade ou as pessoas que nela vivem, Antônio João Dourado diz: “É verdade, mas até as eleições acho que terei tempo de conhecer a cidade e as pessoas”.

Blog do Kleber Cisneiros – Prefeito, o que o senhor tem a dizer aos eleitores de Garanhuns que o acusam de estar vindo se candidatar a prefeito sem nem mesmo ter alguma ligação com a cidade, sem conhecê-la, ou nem mesmo as pessoas que nela vivem?

Prefeito de Lajedo, Antônio João Dourado – Eu acho que nos temos tempo de fazer as nossas amizades por Garanhuns, de conhecer mais detalhadamente os procedimentos e as necessidades aqui de Garanhuns, eu acho que essa observação da população tem também a sua lógica, eu não posso ficar contra alguns pensamentos nessa linha.  Mas eu acho que nos temos uma experiência de gestão. Eu tenho 35 anos de serviço público, já enfrentei várias dificuldades do ponto de vista administrativo, vários desafios, também fiz parte de várias iniciativas na privada, e tenho uma história de sucesso do ponto de vista da administração pública e privada. E eu acho que a nossa experiência associado ao todo um conjunto de discursão das questões de Garanhuns. A proximidade que nos temos com o Governo do Estado, a proximidade que nos temos com o Governo Federal. Nos dará as condições que são necessárias para que Garanhuns tenha um governante a altura das suas necessidades.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Atores globais 'abraçam' causa contra construção da usina de Belo Monte



Do Blog da Folha

Engajados na mobilização contra a construção da hidroelétrica de Belo Monte, atores da Rede Globo decidiram abraçar a 'causa' para protestar contra a decisão do Governo Federal de implantar a usina em um trecho de 100 quilômetros do Rio Xingu, no Pará. O objetivo da causa, intitulado "É a Gota D' Água +10", é buscar assinaturas de adaptos para remeter ao Congresso Nacional e a presidente Dilma Rousseff (PT) para barrar a ideia do Planalto Central.

Até o momento dessa postagem, 99.971 haviam assinado a petição endereçada à presidente Dilma Rousseff (PT) e ao presidente da Câmara Federal, o deputado Marco Maia (PT-RS). 

No site do movimento, o grupo alerta que a construção da usina é uma das obras mais polêmicas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os protestantes pedem para que o Governo Federal ouça "os argumentos da população do Xingu, dos ambientalistas, técnicos e cientistas verdadeiramente empenhados em achar soluções para o desenvolvimento sustentável do Brasil".

No documento ainda, o movimento pede "o fim dos discursos ambientalistas de palanque e o avanço na direção de uma discussão verdadeira em prol de políticas alternativas de geração de energia sustentável" e "a interrupção imediata das obras de Belo Monte e a abertura de um amplo debate, que convoque os brasileiros a refletir e a opinar sobre qual modelo de progresso estão dispostos a perseguir".

No filmete, que tem pouco mais de cinco minutos, vários atores famosos, entre eles Ciça Guimarães, Maitê Proença, Cláudia Ohana e Marcos Palmeira, entre outros, defendem a implantação de outras fontes de energia limpa, como a eólica e solar, por exemplo.

O final da peça publicitária conclui com um recado direto à presidente Dilma, lido pelo ator Ary Fontoura: "Presidente Dilma, nós não queremos que no futuro, ao estudarem a história do país, vejam que tivemos a oportunidade de deixar um lugar mais saudável, justo e responsável e nada fizemos. Pense no Brasil em que seu neto vai crescer".

Os atores alertam que a construção da usina hidroelétrica poderá acabar com quase 640 quilômetros quadrados de floresta Amazônica e que custará, aproximadamente, R$ 24 bilhões, 80% oriundo de impostos. Especialistas analisam que a capacidade de geração de energia da empreitada será de 11.233 megawatts, sendo que o equipamento somente terá condições de gerar energia durante quatro meses em cada ano, devido as estações climáticas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Telecentro Digital oferece Cursos Gratuitos




O Telecentro Digital Comunitário é uma realidade. Além de pesquisas e estudos, o espaço, instalado no Parque Euclides Dourado, também oferece aos seus usuários aulas de informática. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, de 9 as 11, e das 14 as 16 horas.

O curso de informática é composto por cinco módulos e tem duração de até 8 meses. Com idade inicial de 15 anos, os alunos do curso aprendem sobre Introdução a Informática; Sistemas Operacionais; Aplicativos (Ferramentas de Edição de Texto); Rede de Computadores e Internet. “Do estudante a dona de casa, aqui atendemos a todos”, afirma o professor do Curso, Carlos Fernando da Silva.

De fundamental importância para a Comunidade, o Telecentro Digital proporciona o aumento da criatividade por meio de ferramentas utilizadas na informática e amplia os conhecimentos através da internet, atendendo aos anseios pessoais e profissionais em conexão com o mundo. Mais amplo que o telefone, a internet é hoje um meio de comunicação necessário à humanidade. “Não ter acesso à internet hoje é o mesmo que voltar à idade da pedra” exemplifica Carlos Fernando. 

O Telecentro Digital é um projeto do Governo Federal, executado pela Prefeitura de Garanhuns. Com infra-estrutura necessária às atividades, o Telecentro se encontra em pleno funcionamento na Biblioteca Luiz Brasil, localizada no Parque Euclides Dourado.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Porto do Recife sai na frente e inicia obras para receber turistas

Foto: Aluíso Moreira/SEI

Receber o turista que chega pelo mar num verdadeiro complexo que reúne serviços, cultura, agilidade e segurança no mesmo padrão dos grandes aeroportos mundiais. Esse será o papel do Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto do Recife, que teve nesta segunda-feira (07) o início das obras de requalificação. Outros seis portos brasileiros também passarão por requalificação para atender à demanda da Copa de 2014. 

Com a presença do governador Eduardo Campos e do ministro dos Portos, Leônidas Cristino, a solenidade ocorreu no armazém 7. O custo total do projeto é de R$ 25, 7 milhões, sendo R$ 21,8 milhões através do convênio com o governo federal. A previsão de término é fevereiro de 2013 - dez meses antes do prazo máximo estipulado pela União.

“A presidenta determinou investimentos em sete terminais (Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo) que precisam estar prontos em dezembro de 2013. E o Porto do Recife nos dá esse presente de sair na frente dos outros. Isso demonstra a importância que o Governo de Pernambuco está dando ao projeto da Copa do Mundo”’, elogiou o ministro.

Atualmente, todos os serviços de embarque e desembarque de passageiros são feitos no Armazém 7. Para manter o porto operando durante as intervenções, foi elaborado um plano de trabalho que estabelece primeiramente a construção do novo prédio da Sala Pernambuco. Numa área de 900 m2 divida em três pavimentos, a Sala Pernambuco ofertará vagas de estacionamento coberto para 30 carros na área térrea.

Já no primeiro andar do espaço, os passageiros poderão realizar procedimentos de check-in e, ao mesmo tempo, conhecer a cultura pernambucana num espaço reservado a exposições culturais. “Queremos receber bem os nossos passageiros, para que o nosso estado fique na lembrança dessas pessoas não só pelos lances bonitos do futebol, mas pelo seu acervo cultural e um lugar de uma gente trabalhadora”, ressaltou Eduardo.

O pavimento superior do prédio ainda abrigará as instâncias dos órgãos de fiscalização e segurança, a exemplo da Polícia Federal, Anvisa, Receita Federal, além da administração local. É também no último andar que se dará o acesso ao armazém 07, por meio de uma passarela suspensa. Já o antigo armazém de cargas de número 7 passará por uma grande reforma, passando a funcionar como espaço de lazer e de serviços em gerais, com praça de alimentação e lojas. A sala de embarque e desembarque com esteira rotativa vai permanecer no local.  

O Porto do Recife ainda será reformado e terá ampliado 500 metros de cais, para aumentar de um para três a capacidade de acomodação de navios transatlânticos. Com isso, a oferta de leitos na cidade durante a Copa poderá subir em cerca de 10 mil leitos. O investimento de 60 milhões é uma parceria dos governos estadual e federal.

Secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio lembrou dos esforços feitos nos últimos cinco anos para que o Porto pudesse retomar sua operação. “Temos trabalhado para devolver a força que ele já teve em outros momentos. E esse ato contribui para isso, quando somos o primeiro porto a nos adequar, fincado pronto, Inclusive, para a Copa das Confederações”, comemorou.