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quarta-feira, 21 de março de 2018

Jungmann deixa o PPS depois de 26 filiado ao partido


Blog da FolhaPE

O ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou, nesta quarta, sua desfiliação do PPS, partido que integrou por 26 anos. O documento foi protocolado nesta terça-feira (21).

No documento, o ministro afirma que se desliga do partido por "discordar da forma pela qual se deu a entrega do seu comando partidário aos que nele ingressarão, uma forma autoritária, que desconsiderou, sem transparência e ao arrepio da democracia interna".

"Chegou-se ao cúmulo do arbítrio de impedir e retirar membros indicados da delegação do Estado de Pernambuco ao Congresso Nacional do partido e substitui-los ao sabor das preferências do sr. Presidente nacional, sem qualquer comunicação à direção estadual!", escreve Jungmann.

A decisão de Raul Jungmann de deixar o PPS ocorre após o presidente nacional da sigla, Roberto Freire, ter decidido adiar o congresso estadual - o que gerou insatisfação das direções dos diretórios do Estado e do Recife. Além disso, o posicionamento crítico dos diretórios estadual e recifense do PPS levou o presidente nacional a ventilar a possibilidade de decretar intervenção no comando da legenda em Pernambuco, caso as negociações para entrada de novos quadros se frustrem.


Confira, abaixo, a carta de Jungmann:


21 de março de 2018

À Direção, amigos, amigas, companheiros e companheiras do PPS,

Hoje estou me desligando do meu e do nosso partido, ao qual servi integralmente nos últimos 26 anos, desde sua fundação. Na verdade, rompo hoje uma relação que vem de muito antes, desde o início dos anos 70, tempo da resistência democrática, portanto, mais de 40 anos da minha vida pessoal e pública.

Ao longo dessas mais de quatro décadas, exerci três mandatos de deputado federal, um de vereador do Recife, tendo disputado seis eleições.

Com muita dignidade e honra, representei nosso partido nos mais altos cargos da República, tendo sido, dentre outros postos (*), ministro da Reforma Agrária, da Defesa e já agora da Segurança Pública. Em todos eles, honrei o nome, os princípios e os valores do PPS.

Exerci ainda, e com aplicação, cargos nas estruturas partidárias municipal, estadual e nacional, cumprindo sempre e no limite das minhas capacidades, os encargos, missões e responsabilidades a mim atribuídas ou delegadas.

Desligo-me do partido, meu único partido ao longo de toda minha vida pública (**), por discordar da forma pela qual se deu a entrega do seu comando partidário aos que nele ingressarão, uma forma autoritária, que desconsiderou instâncias, sem transparência e ao arrepio da democracia interna. Chegou-se ao cúmulo do arbítrio de impedir e retirar membros indicados da delegação do Estado de Pernambuco ao Congresso Nacional do partido e substitui-los ao sabor das preferências do sr. Presidente nacional, sem qualquer comunicação à direção estadual!

Nada temos a opor à entrada de novos quadros no partido; aliás, ela se faz necessária diante dos desafios à frente. Mas, à custa do respeito e história dos que fazem e fizeram o PPS, é inaceitável e humilhante.

Sigo na política, escolha de vida inafastável dos meus sonhos de um mundo mais justo e de paz. Foi apenas pelas responsabilidades e riscos de assumir a segurança pública do Brasil nesse grave momento de crise, que declinei de participar das eleições, exclusivamente, este ano.

Aos que permanecem meus melhores votos de felicidade, sucesso e paz.

Jamais imaginei que esse dia viesse ao meu encontro.

Saudações democráticas e de eterno carinho e amizade.

Muito obrigado a todos e a todas.

Raul Jungmann

(*) Secretário Estadual de Planejamento, Presidente do Incra, Presidente Nacional do Ibama, Presidente do Conselho de Administração do BNDES.

(**) Fui, como muitos, membro do MDB durante a resistência democrática.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Sem resultados concretos da intervenção, Jungmann pega carona em feitos alheios

O ministro Raul Jungmann | Foto: Ailton de Freitas | Agência O Globo

Segundo o jornalista Lauro Jardim em seu Blog, o ministro Raul Jungmann, ainda sem resultados concretos da intervenção para anunciar, pegou uma carona nos feitos alheios na semana passada.

Numa entrevista, disse que a prisão do delegado Marcelo Martins, ex-secretário de Sérgio Cabral, teria sido resultado das ações da intervenção.

Ocorre que Matias foi preso na operação Pai Nosso, articulada pelo MPF e que nada teve a ver com a intervenção federal.

domingo, 24 de setembro de 2017

Raul Jungmann diz que violência e homicídios em PE superam os do RJ e deixa os Albinos em maus lençóis

Johny e Sivaldo Albino com seu padrinho politico Raul Jungmann

Uma pedra no sapado surgiu para o ex-vereador e atual chefe da casa civil do estado para Garanhuns, Sivaldo Albino (PPS), na última sexta-feira (22), é que durante entrevista ao vivo em um programa da GloboNews naquele dia, o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), afirmou que o número da violência e homicídios em Pernambuco é maior do que no Rio de Janeiro. A comparação é feita no momento em que a área de segurança pública é o calo principal da gestão do governador Paulo Câmara (PSB). “Aqui em Pernambuco, por exemplo, em termos relativos à violência, os crimes contra a vida, eles estão hoje superando o Rio de Janeiro”, declarou o ministro da Defesa.

O governador Paulo Câmara
Por que a declaração do ministro foi uma pedra no sapado de Sivaldo?

Simples, como todos sabem, Raul é o principal avaliador de Sivaldo no PPS, seu partido, como também é do conhecimento de todos da ligação tanto na politica, quanto pessoal de ambos, como todos também sabem, o ministro é o padrinho e principal mentor do chefe da casa civil, dito tudo isto, fica extremamente embaraçoso para Sivaldo tal declaração do ministro, quando vemos Sivaldo e seu irmão Johny Albino (PPS) defendendo, freneticamente, diga-se de passagem, o governador na área da segurança pública e demais assuntos envolvendo o estado, daí vem Raul e joga esse balde de água gelada nos Albinos, gelada não, pedrificada.

Seria extremamente engraçado, se não fosse trágico.


A comparação do ministro se deu após autorizar o Exército a fazer um cerco na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, para combater os traficantes que entram em confronto com a polícia. Ainda em entrevista, também afirmou que as tropas são requisitadas para desempenharem papéis que fogem da sua função original. Paulo Câmara chegou a comemorar no último dia 15 a redução de 7,61% no número de homicídios no Estado entre julho e agosto, passando de 447 para 413 registros de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). Com a queda, foi o segundo mês com menor número de assassinatos, atrás apenas de junho, quando houve 380. Apesar dos números, foi o pior mês de agosto desde 2010.

Após a onda de violência que ocorreu no final de semana passada (16 e 17), durante a semana o governador Paulo Câmara foi alvo de cobranças não só da oposição, como também da sociedade. Além do principal calo do socialista, a violência deve ser a pauta central nas eleições de 2018. A promessa do governo é de reduzir os índices, que são os mais altos desde a consolidação do programa Pacto Pela Vida, até lá.

Eduardo Peixoto ao lado de Samara Pontes e Marcelo Jorge durante FIG 2016

O que todos já começam a perceber é que os Albinos defendem o governador seja lá como for, bitoladamente, chegando ao ponto até de esquecerem seus amigos e sua cidade.

Dizemos sua cidade porque como todos viram durante o ultimo Festival de Inverno de Garanhuns – FIG, quando ficou evidenciado para todos o fracasso do evento, com organização da FUNDARPE, os Albinos insistiram em defender o governo estadual dizendo que o FIG estava um sucesso. Outro episódio que os Albinos também se fizeram de surdos e mudos foi quando deixaram de protestar contra o governo estadual no caso do não pagamento de imediato e retroativo dos professores estaduais pelo senhor governador em Agosto, deixando os magistrados da rede estadual abaixo do piso nacional da categoria. Não vimos os Albinos defenderem os professores estaduais como tentaram mostrar defender os magistrados municipais contra o prefeito de Garanhuns, Izaías Régis (PTB).

Marcos Cardoso e Sivaldo Albino
Na ânsia de brigar pelo estado, deixam de lado até velhas e grande amizades, como já é comum se ouvir nos meios políticos em Garanhuns. Dizemos o porque de tal afirmação.

Como todos perceberam, o último FIG não contou mais com a apresentação do amigo e querido comunicador da rádio Jornal Eduardo Peixoto. Sim com a apresentação do não menos querido e competente, também comunicador, da rádio Marano Marcos Cardoso.

O motivo de tal mudança?

O motivo segundo ouvimos do próprio Eduardo e de muitos, teria sido que Eduardo cumprindo seu papel de imprensa livre e imparcial, noticiou o forte indicio de que o estado estaria com a intenção de reduzir o FIG para apenas cinco dias. Por noticiar isso, teria perdido o seu posto de apresentador do FIG. Posto este perdido a pedido dos Albinos, mesmo tendo uma boa relação com Eduardo. Repetimos, ouvimos do próprio apresentador.

É por este tipo de postura diante dos problemas do governo do estado no município, que percebemos que os Albinos estão perdendo cada vez mais espaço, tanto no próprio governo estadual, aliais, perdendo não, não conseguindo ganhar, pois não tem mostrado muito prestigio. Como também se diminuem em representar a oposição em Garanhuns. Fato este que muitos já afirmam frequentemente.

Aí, para completar, vem Raul e diz que os seus afilhados estão errados em defender o governador na área da segurança pública.

Realmente seria extremamente engraçado, se não fosse trágico.


(Com informações do Blog do Jamildo)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Temer exonera Jungmann do Ministério da Defesa; ministro reassume cargo hoje (09)

O ministro da defesa Raul Jungmann

Segundo notícia publicada inicialmente no Blog da Noelia Brito e reproduzida aqui no Blog do Cisneiros, o ministro da defesa Raul Jungmann teria sido exonerado por fracasso na operação do exercito no na cidade do Rio de Janeiro.

Edição extra do diário oficial da união desta terça-feira (08) trás a publicação de sua exoneração.

Já matéria publicada no site da revista Isto É, desmente a informação, noticiando que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, foi exonerado do cargo em edição extra do Diário Oficial, mas retornará ao posto hoje (09). A exoneração, a exemplo do que aconteceu no dia 18 de outubro, ocorre para que Jungmann reassuma o posto de deputado federal, de acordo com o artigo 56 da Constituição Federal e artigo 241 do Regimento Interno da Câmara.

Veja links das matérias no Blog de Noelia Brito e no site da revista Isto É:



Temer exonera Raul Jungmann por fracasso da operação do exercito no Rio de Janeiro

Clique na imagem para ampliar

Temer exonera Raul Jungmann por fracasso de operação do exercito no Rio de Janeiro, segundo o Blog da colega Noelia Brito.


Acesse a Edição Extra do Diário Oficial da União onde foi publicada a exoneração do Ministro da Defesa AQUI

sexta-feira, 19 de maio de 2017

TRÊS MINISTROS PERNAMBUCANOS AO LONGO DO DIA DE ONTEM (18) SINALIZARAM QUE DEIXARAM OS CARGOS. AO FINAL DA TARDE, APENAS ROBERTO FREIRE SAIU DO GOVERNO

Roberto Freire, Raul Jungmann e Bruno Araújo / Foto: Folha de Pernambuco

As denúncias que atingiram o presidente Michel Temer provocaram um fenômeno, no mínimo, curioso ao longo desta quinta-feira (18): o efeito ioiô em alguns ministros que ensaiaram a saída do Governo e... Ficaram.

Primeiro lance. Na noite da quarta-feira (17), horas depois da divulgação de trechos da delação premiada dos donos da JBS, começou a correr a informação de que o ministro das Cidades, Bruno Araújo, defendia no partido o desembarque do Governo Temer e a entrega dos quatro ministérios do PSDB na gestão do peemedebista, inclusive o seu. Só que não.

Segundo lance. No meio da tarde desta quinta-feira (18), uma hora antes de o presidente Temer fazer o seu pronunciamento do “fico”, os meios de comunicação começaram a informar que o PPS havia decidido que, caso o peemedebista não renunciasse, seus dois ministros – Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura), deixariam os cargos. Só que não.

Lance final. Das três promessas de debandada, Roberto Freire ficou só. Foi o único que levou adiante a sua ideia inicial e deixou a pasta. Seu companheiro de partido, Raul Jungmann, licenciado da sua vaga de suplente de deputado federal, disse ter recebido um apelo dos comandantes das Forças Armadas para continuar.

Bruno Araújo, como bom tucano, fez que ia e não foi. Anunciou, por meio da sua assessoria, “que permanece no Governo Federal a pedido do partido, o PSDB”. A sigla, por sua vez, aguarda a divulgação do conteúdo das gravações dos executivos da JBS para, só então, se pronunciar.

P. S. Outros dois ministros pernambucanos não se pronunciaram. Mendonça Filho (Educação) é do mesmo partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha de sucessão de Michel Temer. Já Fernando Filho, das Minas e Energia, recebeu e ignorou a recomendação do presidente do PSB, Carlos Siqueira, para que deixasse o cargo. Assim como fez quando foi indicado à revelia do partido, permanece no ministério. (Do Blog da Folha de Pernambuco)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

MAIS DOIS MINISTROS DEIXAM O GOVERNO TEMER: RAUL JUNGMANN E ROBERTO FREIRE, AMBOS DO PPS

Os ex-ministros Raul Jungmann, da Defesa, e Roberto Freire, da Cultura, ambos do PPS

Os dois ministros do PPS, Raul Jungmann, da Defesa, e Roberto Freire, da Cultura, entregaram seus cargos; antes deles, o tucano Bruno Araújo, das Cidades, também pediu demissão; o governo derrete e Michel Temer não deve conseguir se segurar por muito tempo mais; PPS deve seguir a bancada e defender diretas já – o desejo de praticamente 100% dos brasileiros. (Do Brasil 247)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ultrapassando os limites

Raul Jungmann
A caixa-preta da Câmara de Vereadores do Recife sobre o número de funcionários lotados na Casa está a um passo de ser aberta. Nem o próprio presidente Vicente André Gomes tem a informação. Esse tema veio à tona agora por dois movimentos. O 1º partiu do vereador Raul Jungmann que encaminhou um ofício pedindo o quadro. O 2º foi dado por Geraldo Julio que quer disciplinar a cessão de servidores. Ficou impressionado com a quantidade e os nomes que fazem parte da relação.

Ninguém confirma, mas o número pode chegar a 500 funcionários. A Câmara nunca realizou concurso, funciona à base do apadrinhamento. Um grupo desses servidores recebe salários que chegam a R$ 20 mil, pagos pela PCR. Essa contabilidade não entra no cálculo do duodécimo, repassado mensalmente pelo Executivo. No ano passado, o orçamento do Legislativo foi de R$ 99 milhões.

Esse quadro estaria gerando uma situação, no mínimo, esdrúxula. Se a PCR somar os valores do duodécimo com os dos salários desses servidores cedidos, estaria ultrapassando o teto de repasse máximo de recursos ao Legislativo, que é de 4,5% da receita, como determina o artigo 29A da Constituição Federal.

O prefeito teria sido alertado que esse repasse, acima do teto, poderia levá-lo a cometer crime de responsabilidade, o que resultaria em perda do mandato. O tema é delicado e está sendo exaustivamente debatido na Câmara e na PCR. (Via Jornal do Commercio)