Tudo indica que agora a
confusão em torno do Projeto 012/2017, enviado pelo Poder Executivo municipal à
Câmara de Vereadores de Garanhuns, tratando do reajuste de 7,64% para os
professores da rede municipal chegou ao fim.
É que de acordo com
recomendação do Ministério Público de Pernambuco, que os próprios professores
estão divulgando maciçamente, desde a tarde desta terça-feira (13), em suas
redes sociais, a exemplo do Facebook e WhatsApp, o projeto 012/2017 só trata
única e exclusivamente do reajuste de 7,64% e mais nada. Repito, mais nada.
Sim senhor, como já
amplamente divulgado pelos vereadores, pelo executivo municipal, por alguns
Blogs da cidade, a exemplo aqui do Blog do Cisneiros em várias matérias, agora
foi é o MPPE de Garanhuns na recomendação número 03/2017 que reconhece a
legalidade do Projeto 012/2017 que deu origem à Lei 4400/2017, que reajustou o
piso dos professores, uma vez que para o MPPE este apenas tratou do reajuste
7,64%.
Como todos nós
acompanhamos desde pouco antes da votação do projeto em questão na Câmara de
Vereadores na última sexta-feira (02/06), que começou a circular entre os
professores a falsa notícia de que o projeto não trazia só o reajuste de 7,64%
de forma linear, mas que também trazia embutida a mudança na forma de cálculo
dos rendimentos dos professores de horas/aula para horas/relógio. A notícia
antes só entre os professores começou a se espalhar com grande força e velocidade
para toda a sociedade através dos perfis dos professores e simpatizantes da
causa (Quem não é a favor da causa da educação? Eu sou. Você não?) nas redes
sociais.
A informação errada ganhou
corpo pela falta do termo hora/aula no projeto, o qual contém só o termo horas,
causando assim uma crescente insegurança entre os professores com falta da
terminologia hora/aula, para os quais a falta de tal terminologia poderia vim
no futuro a dar margem para mudança na forma do cálculo de suas remunerações,
mudando de hora/aula para hora/relógio pela prefeitura. Mudança essa que não
poderia e nem pode ser feita por força do plano de cargos e carreira da
categoria.
Esta também é a forma
usada para se cálcular o piso nacional do magistério, e consequentemente os ganhos
dos profissionais da educação de acordo com a quantidade de horas/aulas dadas
durante a semana, 30, 40 ou algum número entre estes no caso de professor nível
I, independente do tempo de aula, 30, 40, 50 ou 60 minutos, no caso aqui do
município de Garanhuns e em todo estado de Pernambuco o tempo de cada aula é de
50 minutos.
Se somando a falta do
termo horas/aula no projeto, outro motivo que contribuiu para esta informação
errada ter se espalhado da forma que se espalhou, causando um justo temor entre
os professores, foi a confusão em torno do entendimento do que é projeto de lei
(este tem de ser votado na câmara) e o seria decreto do poder executivo
municipal (este só podendo ser emitido pela prefeitura, não tendo se quer de
passar pela câmara de vereadores).
Veja o que MPPE diz sobre
este tema, quando afirma que em momento algum o projeto tratou da mudança de
hora/aula pra hora/relógio:
“Não mencionando tratar-se
de hora/relógio, sendo notório e sedimentado na prática administrativa
municipal e estadual que a unidade de remuneração é a hora/aula, em
conformidade também com seu plano de cargos, carreira e remuneração”.
Veja a imagem e confira:
Ficando ainda mais claro na
recomendação da Promotoria quando diz "que
o projeto foi apresentado com o manifesto de reajustar a grade de vencimentos,
não se destinando a alteração do Pano de Cargos, Carreira e remuneração da Rede
de Ensino, o que é objeto de estudo de comissão designada pelo Prefeito
Municipal através da Portaria Nº 1,083/2017-GP, em conformidade com a Meta 18
do Plano Municipal de Educação - Lei Municipal 4147/2015".
Clique na imagem e confira
na recomendação:
Não podemos ainda deixar de lembra o nosso amigo o Coronel Campos, quando bem diz em conversa com o Blog do Cisneiros, "que recomendação não tem força de lei. Mas acredito que pelos considerados da referida recomendação, o gestor Municipal irá seguir à risca o recomendado. Pois se assim não o fizer, ensejará em improbidade administrativa, como bem frisa a promotoria”.
Clique na imagem e confira:
Não podemos deixar de frisar que o desentendimento quanto a diferença entre o projeto e o decreto foi tão grande,
que chegou ao ponto de levar os professores a lotarem o plenário e todos os
espaços dentro e fora da Câmara para protestarem contra os 11 vereadores que
votaram, repito, única e exclusivamente, a favor do reajuste em 7,64% para os
próprios educadores. Levando até dois vereadores a votarem contra o reajuste achando que estavam votando a favor dos profissionais da educação.
Lamentavelmente, naquela reunião ocorreram cenas lamentáveis de xingamentos racistas e homofóbicos contra três dos vereadores e contra a vereadora Luzia da Saúde, uma senhora, já avó. Quem lá esteve pôde presenciar.
No meio de daquela agitação dois dos vereadores lá presentes se confundiram e achando que estavam votando a favor dos educadores, pressionados pelos mesmos, votaram contra o reajuste 7,64%, como agora como atesta o MPPE quando diz que era só do que se trava o projeto votado naquele dia.
Vejam como que por força de uma notícia errada que se espalhou, houve uma inversão total de entendimento. Chegaria a ser irônico, se não fosse trágico.
Lamentavelmente, naquela reunião ocorreram cenas lamentáveis de xingamentos racistas e homofóbicos contra três dos vereadores e contra a vereadora Luzia da Saúde, uma senhora, já avó. Quem lá esteve pôde presenciar.
No meio de daquela agitação dois dos vereadores lá presentes se confundiram e achando que estavam votando a favor dos educadores, pressionados pelos mesmos, votaram contra o reajuste 7,64%, como agora como atesta o MPPE quando diz que era só do que se trava o projeto votado naquele dia.
Vejam como que por força de uma notícia errada que se espalhou, houve uma inversão total de entendimento. Chegaria a ser irônico, se não fosse trágico.
Depois
de todo este acontecido, acreditamos a partir agora com a divulgação desta
recomendação do MPPE, toda esta confusão tenha chegado ao fim. Deixando para
trás o temor dos professores quando a mudança no regime de de cálculo da remuneração e todas as lamentáveis publicações que alguns fizeram. Muitas delas não publicáveis. Passiveis inclusive de processos judiciais.
Xingamentos e calunias estas ditas também em publicações de vereadores nas redes sociais, bem como em algumas publicações de parte da imprensa, que por terem o compromisso de relatar o que realmente estava acontecendo, não agradou alguns, a exemplo, mais uma vez, aqui do Blog do Cisneiros, que sempre publicou a notícia real, noticia está que agora a recomendação do MPPE comprova para nossa satisfação como profissional.
O Blog do Cisneiros como outros foi fortemente atacado por este pequeno grupo de educadores sem educação e controle emocional, no meio de uma grande maioria de verdadeiros professores que ali estavam lutando pelo que acreditavam estar errado. Juntando-se a esses mal intencionados, muitos apontam algumas pessoas com interesses políticos contra a atual administração municipal incitando os professores ao confronto.
Xingamentos e calunias estas ditas também em publicações de vereadores nas redes sociais, bem como em algumas publicações de parte da imprensa, que por terem o compromisso de relatar o que realmente estava acontecendo, não agradou alguns, a exemplo, mais uma vez, aqui do Blog do Cisneiros, que sempre publicou a notícia real, noticia está que agora a recomendação do MPPE comprova para nossa satisfação como profissional.
O Blog do Cisneiros como outros foi fortemente atacado por este pequeno grupo de educadores sem educação e controle emocional, no meio de uma grande maioria de verdadeiros professores que ali estavam lutando pelo que acreditavam estar errado. Juntando-se a esses mal intencionados, muitos apontam algumas pessoas com interesses políticos contra a atual administração municipal incitando os professores ao confronto.
Por
isso, mais uma vez, para quem quiser reler todas as matérias que nós do Blog do
Cisneiros publicamos sobre o assunto, seguem os links a seguir:
Governo
X Professores X Vereadores: Afinal, quem está com a razão?
http://blogdocisneiros.blogspot.com.br/2017/06/governo-x-professores-x-vereadores.html
O
que os professores querem você sabe? Nós aqui tentaremos lhe responder
http://blogdocisneiros.blogspot.com.br/2017/06/o-que-os-professores-querem-voce-sabe.html
Prefeitura
e SINPRO emitem notas com esclarecimentos sobre resultado de reunião no MPPE em
Garanhuns
http://blogdocisneiros.blogspot.com.br/2017/06/prefeitura-e-sinpro-emitem-notas-com.html
Veja
a seguir a nota divulgada pela prefeitura:
De acordo com a
Procuradoria Municipal de Garanhuns, o MPPE de Garanhuns na recomendação número
03/2017, reconhece a legalidade do Projeto que deu origem à Lei 4400/2017 que
reajustou o piso dos professores, uma vez que esta apenas tratou de reajuste de
7,64%, como sempre defendeu a PMG.
Jamais o projeto de lei
012/2017, tratou de qualquer alteração do regime de trabalho, mas tão somente
do piso salarial da categoria para uma carga horária de 200(duzentas) horas e
das demais de forma proporcional.
Os boatos de que a Lei
Municipal 4400/2017, fixou regime de trabalho de 60 (sessenta) minutos para
aula são realizadas por pessoas que querem desestabilizar o trabalho dos
professores, apenas querendo difundir notícias falaciosas e desprovidas.
A recomendação expedida ao
Governo Municipal de Garanhuns para que não use uma lei com fins não existentes
é inócua, já que a Administração só pode fazer o que a lei permite (princípio
da legalidade).
Ao reconhecer que a lei
4400/2017 e seus anexos, como lei que tratou de reajuste de piso salarial, algo
sempre defendido pelo Governo Municipal, o MPPE reconhece a legalidade da
matéria ali tratada, basta conferir decisão já emanada pelo STF.
Veja
o desabafo da vereadora Betânia da Ação Social em sua pagina no Facebook e a
recomendação do MPPE:
Boa noite a todos
Hoje o Ministério Público
de Pernambuco, em Recomendação 03/2017, confirmou que votei a favor do reajuste
de 7,64% dos professores e não para tirar direitos dos mesmos como muitos
vinham interpretando. Neste “jogo de injustiças”, fui hostilizada por ter votado
a favor dos professores e consequentemente da educação. Políticos (Covardes)
infiltrados aos professores, divulgaram que eu a mais 10 vereadores tínhamos
votado contra os professores, fazendo uma inversão de valores. O que temos
visto aqui nas redes sociais principalmente, é excesso de rigor e disciplina,
mais pouco amor e misericórdia. É fácil julgar as pessoas, mais o difícil é ver
nossas próprias falhas.
Por isso peço a Deus que
encha o coração de todos de amor e compaixão, que todos aqueles que adotaram
uma postura de julgamento e intolerância, joguem a suas pedras fora. E que essa
palavra traga o entendimento de que eles serão vítimas do mesmo rigor com que
tem julgado as pessoas. Deus abençoe a todos.
A seguir toda a recomendação do MPPE. Clique nas imagens para ampliar:








