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| Givaldo
Calado de Freitas |
Este
Blog teve acesso ao original do discurso do pré-candidato a prefeito de
Garanhuns, Givaldo Calado de Freitas, na Câmara dos Deputados, em Brasília, em
11.03, quando convidado por sua Mesa Diretora, ouvido o Plenário da Casa, em
atenção ao requerido pelo Deputado Federal de Garanhuns Fernando Rodolfo.
De
posse do discurso, resolvemos divulgá-lo, na íntegra, sob o
título “Hino de Amor à ‘Cidade de Simôa’.”
Veja o discurso em sua integra:
“CIDADE
DE SIMÔA”
“Acabo
de chegar da “Cidade de Simôa”, e trago notícias de lá.
Mais
do que notícias de seu clima - o melhor do Brasil. Mais do que notícias de sua
água - a mais mineral do planeta. Mais do que notícias de sua beleza. Mais do que
notícias de sua natureza...
Trago
notícias que correm por lá. Notícias de estado de graças de uma gente, hoje,
alegre e feliz.
Trago
notícias do estado de graças por ter aquela gente um filho seu, subido ao altar
desta Casa, e estancado seu longo pesar por sua ausência, que lhe impôs
humilhação, desprezo e prejuízo, durante longos vinte e oito anos.
Com
efeito, a nossa última presença, nesta casa, fora em sua 48ª Legislatura, que,
dela, já tanto distamos, vez que vivemos, o limiar desta 56ª Legislatura.
Daí,
Senhor Presidente, as notícias, todas no sentido de que Garanhuns ainda hoje
venera o gesto de Dom João VI, então Príncipe Regente, chegado de Portugal em
1808, à então Colônia Portuguesa, e já em 1811, concedendo o título de “Vila”
ao que seria mais tarde “Cidade”.
Daí,
Senhor Presidente, permita-me dizer: em meus braços jaz um longo abraço daquela
gente da “Cidade das Flores” à vossa excelência, por sua posse nesta Casa. Que,
como referido, cobriu de graças os homens e as mulheres de Garanhuns, que hoje
têm a esperança de que dispõem de outros horizontes, por se considerarem, aqui,
assentados e prontos para recuperar o tempo perdido, por conta dessa sua longa
ausência.
Nesta
Casa e desta Tribuna, Garanhuns haverá de abrir seus olhares à nação, e esta
haverá de conhecer melhor suas magias, riquezas e encantos, a começar pelo
Planalto da Borborema, onde está situada, entre sete colinas, que lembram as
sete colinas da lendária cidade de Roma.
Hoje,
com seus gestos de coragem, Senhor Presidente, mais do que de coragem, de
audácia. Mais do que de audácia, de valentia. Mais do que de valentia, de
destemor. Que lembram a coragem, a audácia, a valentia e o destemor, além de
seu desapego aos seus bens materiais, para ela deixados por seu esposo, ei-la,
para sempre, como nossa benfeitora maior, que se assina Simôa Gomes de Azevedo,
enquanto, hoje, daquela cidade, nesta casa, e dela a falar à nação brasileira,
somos tomados pelos versos de Cecília Meireles.
“basta-me
um pequeno gesto,
feito
de longe e de leve,
para
que venhas comigo
e
eu para sempre te leve...”
Só
que o gesto de Simôa não fora pequeno. Muito menos de longe e de leve. Ao
inverso, fora grande, presente e forte... Daí, ao saudar Garanhuns, a sua gente
reitera sua disposição de luta, e registra nesta Casa e desta Tribuna que à
“Cidade de Simôa” falta pouco para se tornar a cidade dos sonhos de seus
filhos: falta-lhe a duplicação da BR-423, que lhe dá acesso, e este seria o
apelo maior que Garanhuns faz às Vossas Excelências, no sentido de se juntarem
ao seu colega, que preside esta sessão, e, todos, cobrarem do Executivo Federal
a consecução urgente dessa demanda, a fim de facilitar a conquista da sua
vocação maior, o turismo, fonte, em todo planeta, de grande geração de emprego
e renda.
Garanhuns
é grata a Vossas Excelências pela homenagem que recebe desta Casa por sua
forte, altiva e secular vida.
Homenagear
Garanhuns é se voltar para Simôa, imaginando-a em seu lindo altar. E, nós,
felizes, em sua cidade, hoje. E, nós, felizes, em sua cidade, amanhã.
Homenagear
Garanhuns é se lembrar de Dom João VI. E, nós, ainda contentes, por conta de
sua grande e justa decisão.
Homenagear
Garanhuns é ser agradecido ao Barão de Nazaré, que levou e aprovou a elevação
da “Vila de Garanhuns”, junto a então Assembleia provincial, à “Cidade de
Garanhuns”, de hoje.
Enfim,
homenagear Garanhuns é ser grato a todos seus gestores que por lá passaram, nas
diversas épocas. com efeito, no Brasil Colônia. No Brasil Império. Em nossos
tempos, no Brasil República.
É
dizer... Vô-los dizer: é se sentir muito orgulhoso por vivermos numa cidade que
dizemos da “promissão”; numa cidade que queremos da “poesia”, no dizer de seus
poetas.
Em
Roma, com Emília, outro dia, um amigo nosso, que migrou pra lá, faz pouco,
disse-nos para nossa surpresa e tristeza: ‘Vocês estão na cidade das Sete
Colinas. E cantou seus nomes: Vaticano, Janículo, Aventino, Capitólio,
Esquilino, Píncio e Célio’.
“Que
besta!”, disse a Emília. Em Roma ele parece esquecido que também estamos sobre
o Planalto da Borborema, entre sete colinas. E, lá, segundo o poeta, “o céu
existe entre Sete Colinas Garanhuns é de lá”.
Os
recados da gente de Garanhuns foram dados.
Agora,
só nos resta agradecer a Mesa Diretora desta Casa e ao seu Plenário. e lembrar
a nossa gente que valeu a pena, e valerá muito mais a pena, termos ocupado um
lugar neste Colégio, depois de tanto tempo.
Agora,
vamos discernir. E, lúcidos, e, por igual, plausíveis, corrermos, todos, atrás
do longo tempo perdido.
Agora,
à labuta. temos muito que fazer. Muito! E, por isso, temos pressa. muita
pressa!
Sabemos
árdua e difícil a nossa jornada. Mas, mais árduo e difícil teria sido, de
certo, chegarmos até aqui.
O
assento, nesta Casa, à gente da “Cidade de Simôa” pressagia-nos futurar sobre o
porvir.
No
dizer de Castro Alves: “Era o porvir - em frente do passado.”
Salve
Garanhuns!
Salve
seu secular aniversário!
Seus
quase 150 mil habitantes te abraçam com profusão.
Muito
obrigado!