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terça-feira, 3 de abril de 2018

Avião de Eduardo Campos pode ter sido sabotado, aponta laudo apresentado pela família

    Ana Arraes e Antônio Campos

O Globo


O advogado Antônio Ricardo Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, enviou um requerimento, nesta segunda-feira (02), para a Polícia Federal de Santos, pedindo que seja investigada a possibilidade de "sabotagem" no avião que caiu em agosto de 2014, durante as eleições gerais, matando o então candidato do PSB à Presidência e outras seis pessoas. O requerimento foi protocolado em um inquérito policial na Justiça Federal de São Paulo.

De acordo com Antônio Campos, após estudos e pareceres de peritos particulares que acompanham o caso, um fato "grave e relevante na investigação da causa do acidente" pode mudar o "curso da investigação".

"O Speed Sensor da aeronave à toda evidência foi desligado, intencional ou não intencionalmente, sendo essa última hipótese de não intencional improvável, o que caracteriza que o avião foi preparado para cair, o que caracteriza sabotagem e homicídio culposo ou doloso", diz no requerimento.

Com base na hipótese de sabotagem na aeronave que levava Eduardo Campos e outras seis pessoas durante a campanha presidencial de 2014, o advogado pede uma "rigorosa apuração no presente inquérito, com a devida responsabilização". O irmão do ex-governador diz que vai notificar o Ministério Público Federal em Santos, ao Ministro da Justiça e a Procuradora-Geral de Justiça sobre o requerimento.

A família de Eduardo Campos contesta a versão apresentada pelo laudo feito pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre o acidente. De acordo com a mãe de Eduardo, Ana Lucia Arraes de Alencar e Antônio Campos, irmão do político, o laudo que aponta a culpa do acidente a uma falha humana, é inconsistente.

O Relatório de Investigação do Controle do Espaço Aéreo (Ricea) teria demonstrado, segundo os familiares, certos equívocos na conclusão do Cenipa.


SUCESSÃO DE ERROS DERRUBOU AVIÃO, SEGUNDO RELATÓRIO


Uma sucessão de erros que incluíram a tentativa de buscar um “atalho” para abreviar a aterrissagem levou ao acidente com o avião Cessna C560 XLS+ que matou o ex-governador Eduardo Campos e mais seis pessoas em 13 de agosto de 2014, em Santos (SP), segundo o Cenipa. A investigação descartou falhas técnicas na aeronave, mas apontou problemas operacionais que podem ter contribuído.

De acordo com a investigação, a trajetória de aproximação da pista de Santos, feita pelo comandante Marcos Martins e o copiloto Geraldo Magela, não foi a indicada na carta de procedimentos, mesmo com o aviso de que o aeródromo operava por instrumentos. A orientação era para que passassem duas vezes sobre a pista antes de fazer a curva para o pouso, mas eles fizeram um caminho para chegar diretamente à pista dando inclusive informações falsas sobre os pontos em que estavam.

— O perfil do voo reduziria o tempo em até cinco minutos. O perfil não era aprovado nas regras para operar com instrumentos — afirmou o tenente-coronel aviador Raul de Souza, que coordenou as investigações.

Após tentarem chegar diretamente à pista os pilotos não conseguiram pousar e decidiram arremeter. Este movimento também foi feito em desacordo com os procedimentos previstos. Eles deveriam arremeter antes de chegar à pista, mas há relato, tido como confiável, de que sobrevoaram o local em baixa altitude antes de desistir do pouso.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Antônio Campos no palanque de Marília Arraes?

Antônio Campos - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Blog da FolhaPE

Presente no primeiro encontro do bloco de oposição ao governo Paulo Câmara (PSB), em dezembro, o advogado Antônio Campos (Podemos), autor da ação que freou o processo de privatização da Eletrobrás, não participou da segunda edição do evento, neste sábado (27). Questionado sobre sua ausência, explicou que possui "divergências e convergências" com o grupo e que não descarta apoiar a candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo.

O ato oposicionista, desta vez, foi realizado em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, reduto eleitoral do ministro das Minas e Energia, Fernando Filho (Sem partido), que defende a venda da companhia. Na véspera do evento, inclusive, Fernando Filho fez uma detalhada explanação sobre a necessidade de privatização da Eletrobrás na residência de sua família, em Petrolina. A fala aconteceu durante um jantar, oferecido a personalidades da política e empresários.

“Temos convergências e divergências. Em relação ao ato de Petrolina, em que o personagem principal era Fernando Bezerra Coelho, como tenho tido um posicionamento da Eletrobrás de discordância, e para evitar constrangimento, resolvi não comparecer”, explicou Antônio Campos, nesta segunda (29).

Questionado sobre sua relação com o bloco oposicionista, o advogado afirmou que está “dialogando com várias frentes” e não descarta apoiar a candidatura de Marília, que é neta de Miguel Arraes e sua prima. “Tenho dialogado com o G4, a Rede e com Marília. Acho que ela é uma candidata a ser considerada no cenário politico. Embora a candidatura seja pelo PT, ela tem o legado de Arraes e eu respeito isso. Tenho uma relação boa com Marília e não descarto essa possibilidade”, colocou Antônio Campos, que chegou a espalhar, no Whatsapp, vídeos e fotos do encontro realizado por Marília no mesmo dia do evento oposicionista.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Antônio Campos diz que nova testemunha pode mudar rumo de investigações sobre morte de seu irmão e ex-governador Eduardo Campos (PSB)

Logo após a divulgação da notícia da morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, nesta quinta-feira (19), o advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos (PSB), divulgou,  em sua página oficial no Facebook, que uma nova testemunha poderá mudar por completo os rumos das investigações sobre o acidente aéreo que resultou na morte do então candidato à Presidência da República em 2014. Antônio Campos informou que arrolou, no último dia 11, mais uma testemunha para ser ouvida no caso.

A testemunha foi arrolada num Procedimento Administrativo em atenção ao procurador da República em Santos Thiago Lacerda Nobre, do Ministério Público Federal de Santos, com pedido de urgência. Antônio Campos também solicitou a inserção do fato novo ao juíz da 5ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Santos, que preside o inquérito policial federal sob responsabilidade do delegado Rubens Maleiner, que investiga o caso.

"Num país em que líderes e autoridades morrem de forma misteriosa em acidentes aéreos e ainda impactado pela morte do ministro Teori, resolvi revelar esse fato novo e reafirmar que esse caso de Eduardo Campos precisa ser aprofundado e é mais um caso que não pode ficar impune. Não descansarei enquanto não forem esclarecidos os fatos, independentemente de eventuais riscos que posso correr", declarou.