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sábado, 17 de março de 2018

Intervenção na segurança do Rio só serviu, até agora, para atender a vários interesses políticos do presidente Temer


Blog da Míriam Leitão

A intervenção na segurança do Rio atendeu a vários interesses políticos do presidente Temer. Primeiro, criou uma saída honrosa para a reforma da Previdência, que seria derrotada se fosse à votação na Câmara. Também impediu a tramitação da proposta que restringe o foro privilegiado e coloca parte da base aliada na mira de juízes de primeira instância. O governo ainda ganhou uma nova agenda para as eleições, já que a economia melhora, mas não decola. Foi por isso que Temer disse que estava fazendo uma “jogada de mestre”. A presença das Forças Armadas não impediu que a vereadora Marielle Franco (PSOL) fosse executada a tiros na cidade e provocasse uma comoção nacional. Sua morte trágica revela a Temer o quanto ele estava errado em politizar tema tão sensível.


Fora da órbita


Não havia dia pior para a paralisação de juízes federais, ontem. Enquanto o país, em choque, vivia o luto pelo brutal assassinato de Marielle Franco, magistrados cruzavam os braços para protestar contra a “perseguição” da qual se dizem vítimas. Eles querem manter privilégios, como o auxílio-moradia, mesmo para os que ganham acima do teto constitucional e possuem imóvel na cidade onde trabalham. A boa notícia é que a adesão foi baixa.


Renovação ameaçada


Em seu primeiro mandato para a Câmara de Vereadores do Rio, Marielle representava uma renovação na política do país. Mas essa não deve ser a tendência para as eleições no Congresso este ano, na visão do cientista político Ricardo Sennes, da consultoria Prospectiva. Segundo ele, os recursos do fundo partidário estão concentrados nas mãos dos grandes e médios partidos, como PMDB, PSDB, PT e PP, o que coloca os candidatos dessas siglas em vantagem na disputa. Além disso, a Câmara servirá de refúgio para senadores e ex-governadores que buscam o foro privilegiado. “Aécio Neves pode ser candidato a deputado. Jaques Wagner resiste a concorrer à Presidência, em caso de impedimento de Lula, porque, se perder, fica sem foro. Acho que a renovação será de 40% ou menos”, explicou.


Custo da corrupção I


O ex-senador Delcídio do Amaral e ex-executivos da Petrobras viraram réus pela compra da refinaria de Pasadena, em 2006. Nesse caso, impressiona como o esquema de corrupção não teve dificuldade para autorizar um negócio que já era considerado ruim na época. Quatro anos antes, em 2002, a Petrobras havia contratado a consultoria Aegis Muse para mapear refinarias nos EUA. Entre 25 usinas, Pasadena ficou em 21º lugar, considerada em “situação precária”. Além de equipamentos antigos e obsoletos, ela era usada para refinar petróleo leve, diferente do petróleo pesado brasileiro. Por uma propina de US$ 15 milhões, a diretoria-executiva da Petrobras autorizou que se pagasse US$ 360 milhões por 50% de Pasadena. Um ano antes, 100% da refinaria havia sido comprada por US$ 42 milhões pela Astra Oil.


Custo da corrupção II


O valor de mercado da Petrobras encolheu R$ 10 bilhões ontem, após o anúncio de prejuízo de R$ 446 milhões em 2017, o quarto ano seguido de perdas. A empresa calculou uma nova baixa contábil e reservou mais R$ 11,2 bi para pagar o acordo que encerra a ação coletiva contra a companhia nos EUA. Ela havia sido processada por investidores prejudicados pela corrupção. Sem a provisão, a Petrobras teria tido lucro de R$ 7 bilhões no ano. Celson Plácido, estrategista-chefe da XP, destaca o resultado operacional da petrolífera, com o 11º trimestre seguido de fluxo de caixa positivo, o que sobra depois de pagar despesas e investir. Isso não vinha acontecendo antes de 2016.


FORA DA HORA. Vinte e quatro horas após a morte de Marielle, o governo Temer ainda não havia decretado luto oficial no país.

sábado, 22 de outubro de 2011

Partidos e Sociedade Civil Organizada pedem investigação contra Antônio João Dourado e Leonardo Dias

foto: Kleber Cisneiros
Em visita ao ministério público de Garanhuns, alguns integrantes de uma frente suprapartidária formada por 19 partidos políticos e sociedade civil organizada, reunidos contra o que chamam de “Intervenção Branca” do PSB Estadual em Garanhuns com a imposição da candidatura do Prefeito de Lajedo Antônio João dourado ao cargo de prefeito nas eleições 2012, pediram que fosse investigada as circunstancias das mudanças de domicilio eleitoral do mesmo como também do deputado estadual Leonardo Dias. Pois segundo a frente, estes nunca residiram, residem ou convivem na cidade, e de acordo com as leis vigentes, eles teriam de provar que moram na cidade a pelo menos três meses antes da mudança.

Na foto acima estão da direita para a esquerda, Pedro Passos presidente municipal do PT, vereador e presidente municipal do PV Geraldo Lucena, Vereador Ary Jr. (PTB), irmão do Vereador Sivaldo Albino (PPS) Johny Albino também do PPS, Audálio Ramos Filho presidente municipal do PSDC e o advogado Tony Neto, presidente municipal do PRB.