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| Luizinho Roldão |
Em
novo vídeo divulgado no fim da tarde desta segunda-feira (20.05) o pré-candidato
a prefeito de Garanhuns, Luizinho Roldão, apontou supostas irregularidades no possesso licitatório para a contratação da empresa caruaruense Plena Gestão Empresarial pela prefeitura de Garanhuns para gerir as feiras livres do município.
No
vídeo, Luizinho fala que a documentação apresentada pela empresa no processo licitatório não tem como ter sua veracidade comprovada, dizendo que “muita coisa tem em baixo do tapete”.
Dentre
as várias irregularidades citadas por Luizinho Roldão, ele começa dizendo que “o
processo licitatório foi realizado sem lei municipal dando autorização, em
desrespeito à Lei Federal 9.074/95, mais precisamente o artigo 2° da referida
Lei”. Dizendo ainda que a fortes indícios de que as atuais proprietárias da empresa são na verdade apenas laranjas do ex-proprietário.
Veja a seguir vídeo e nota emitida por Luizinho
Roldão divulgados em sua página oficial no Facebook em grupos de WhatsApp:
Meus amigos e minhas amigas de Garanhuns.
Hoje
volto a falar de um tema importante para a população do município, por envolver
centenas de pequenos comerciantes, consumidores e a sociedade em geral, no projeto
de terceirização das feiras livres da cidade.
Vamos
fazer algumas considerações sobre essa questão, que tem sido objeto de
discussão na câmara de vereadores, nos órgãos de imprensa, nas ruas e em diversos
outros locais da cidade.
A
concessão do serviço de “padronização de feiras” foi feita através de contrato
após concorrência pública.
Esse
processo foi realizado sem lei municipal que dá autorização, em desrespeito à
Lei Federal 9.074/95, mais precisamente o artigo 2° da referida Lei;
Apenas
uma empresa participou da licitação da Prefeitura.
No
processo foi exigido pela prefeitura a apresentação de atestado de capacidade
técnica.
A
empresa Plena, de Caruaru, obteve esse atestado emitido em 29 de novembro de
2018, constando que a mesma presta o serviço de “padronização de feiras” para a
Imobiliária Torres & Nóbrega desde o dia 14 de janeiro de 2010.
Todavia,
a empresa Plena incluiu como um de seus objetos sociais a “padronização de
feiras livres” somente no dia 23 de novembro do ano de 2018.
Assim,
a comissão de licitação da prefeitura de Garanhuns formulou exigência para que
a Plena apresentasse provas que pudessem embasar a veracidade do referido
atestado de capacidade técnica.
Então
foram apresentados os seguintes documentos:
INSTRUMENTO
PARTICULAR DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, supostamente firmado entre a IMOBILIÁRIA
TORRES & NÓBREGA e a Plena Gestão Empresarial, cujo objeto seria a
realocação da Feira da Sulanca de Caruaru para outro endereço e a administração
da referida feira, supostamente firmado em 14 de janeiro de 2010. O documento
foi assinado por Lenílson Rodrigues Torres, representante da Imobiliária,e
Erich Veloso de Araújo, porém não houve o reconhecimento de firma de nenhuma
das assinaturas, que pudesse comprovar a veracidade da data da produção do
referido documento.
Também
foram apresentadas declarações emitidas pela Associação dos Sulanqueiros de
Caruaru e pela Associação dos Fornecedores de Bancos de Caruaru, ambas
informando que a Plena prestou serviços de “padronização de feiras” na Feira da
Sulanca desde janeiro de 2010.
O
reconhecimento das firmas, contudo, ocorreram somente nos dias 06/12/2018 e
07/12/2018, respectivamente. Dessa forma, tais documentos são extemporâneos e
incapazes de confirmar a contemporaneidade do referido atestado de capacidade
técnica.
Jornais
datados de janeiro de 2018 e janeiro de 2010, os quais a empresa Plena
apresentou alegando terem noticiado que esta passou a realizar o serviço de
“padronização na Feira da Sulanca", os quais li, não tem nenhuma notícia de
tal fato, nem sequer chegando a citar o nome da Plena em algum momento.
A
Conclusão que cheguei é a seguinte:
Os
documentos apresentados não confirmam a veracidade das informações contidas no
atestado de capacidade técnica.
Onde
não deveriam, em hipótese alguma, serem aceitos pela comissão de licitação da prefeitura
de Garanhuns. Até porque, a falsidade ideológica é crime tipificado no artigo
299 do Código Penal Brasileiro.
Na
Certidão Negativa de Débitos Tributários emitida pela prefeitura municipal de Caruaru,
em 28 de novembro de 2018, consta como única atividade da empresa Plena:
“CONSULTORIA EM GESTÃO EMPRESARIAL”. Além disso, não consta nenhuma atividade
no campo atividades secundárias. Que são as demais atividades exercidas na
empresa além da atividade principal.
Vários
documentos apresentados pela empresa Plena informam que esta presta o serviço
público de “padronização de feiras” no município de Caruaru, através de
subcontratação, desde janeiro de 2010.
Ora,
durante os anos de 2009 a 2016 o senhor Erich Veloso de Araújo foi secretário
de desenvolvimento econômico do município de Caruaru. Assim, em hipóteses
alguma a empresa dele poderia prestar serviços públicos ao município de
Caruaru, ainda que sob a forma de subcontratação, através de sua empresa.
A
atual sócia-administradora da Plena, Daniele Ferreira, é sócia em mais oito
empresas situadas em vários estados da federação.
Diante
de todos os fatos aqui mencionados, há fortes indícios de que as atuais
proprietárias da empresa Plena são “laranjas” do senhor Erich Veloso de Araújo,
pois a empresa Plena não funciona no endereço informado no contrato de
concessão (Av. Bom Pastor, 621, Petrópolis, Caruaru), conforme vídeo que fiz
anteriormente.
Por
fim, a empresa Plena também foi vencedora do processo de licitação, também para
prestar o serviço de “padronização de feiras livres”, na cidade de Ipojuca.
Este
município é governado pela prefeita Célia Sales (PTB), mãe do deputado estadual
Romero Sales Filho (PTB), que, coincidentemente, fez uma “dobradinha” na cidade
Garanhuns com o deputado federal Fernando Rodolfo. Este que em entrevista
concedida ao programa “O Porra Voz da Notícia”, na rádio Sete Colinas FM,
afirmou que é totalmente a favor da padronização das feiras livres em
Garanhuns, e se posicionar de forma contrária é um ato “pouco inteligente”.
Primeiramente,
eu gostaria de informar que não sou contra a modernização das feiras livres em
Garanhuns. Muito pelo contrário, sou totalmente a favor. No entanto, sou contra
a forma que essa suposta “padronização” vem ocorrendo em nossa cidade, onde
estão sendo cobradas aos feirantes tarifas com preços absurdos.
O
deputado federal eleito com boa votação em Garanhuns, também disse que se fosse
o prefeito realizaria a modernização das feiras livres no município “nos mesmos
moldes que estão sendo feitos pela atual gestão”.
Ora,
das duas, uma: ou o parlamentar é a favor de uma concessão ilegal, tendo em
vista que a realizada em Garanhuns para a padronização das feiras foi feita sem
lei municipal autorizativa, ou está mal assessorado, e não foi informado que a
referida concessão é ilegal.
“Tem
pré-candidato à Prefeitura de Garanhuns querendo se promover com esta situação”
– que “se realmente a empresa (Plena) não existir e for configurado a prática
de crime, cabe ao Ministério Público e aos demais órgãos competentes apurar
tais fatos”, disse o deputado Fernando Rodolfo.
Gostaria
de informar que apesar de o deputado não ter citado meu nome, ficou claro que
ele estava se referindo a mim, pois é fato público e notório que eu sou o único
pré-candidato à prefeito de Garanhuns que denunciou estas irregularidades.
Gostaria
de dizer também que é de se estranhar o parlamentar, que na campanha apoiou
Bolsonaro, criticar de promoção pessoal um pré-candidato a cargo político pelo
fato deste ter denunciado irregularidades.
Quem
não lembra do vídeo dele na época candidato ao cargo de deputado Federal
denunciado a falta de remédios no Hospital do Agreste, em Caruaru?
Quem
não lembra do vídeo dele na época candidato ao cargo de deputado Federal
denunciado as más condições das rodovias estaduais em Pernambuco?
Quem
não lembra do vídeo dele na época candidato ao cargo de deputado Federal
denunciado a omissão do Poder Público em Caruaru em relação as más condições de
higiene de um dos bairros da cidade?
Creio
que o combate às irregularidades que envolvem ao poder público deve ser feito
pelo ministério público, pelos vereadores, pela sociedade civil organizada,
pelos deputados estaduais e federais, como também por todo e qualquer cidadão.
Onde
não podemos é aceitar a omissão, sejam ilegalidades cometidas em Garanhuns ou
em Brasília.
Da
minha parte, continuarei defendendo os feirantes, os consumidores e a população
em geral, denunciando o que está errado e apresentando sugestões para melhorar
a vida do nosso povo.
Muito
obrigado a todos.
Luizinho Roldão




