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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Esses são os três melhores esportes para prevenir um infarto

Corrida, natação, tênis ou dança? Saiba o que escolher se o seu objetivo é prevenir doenças cardiovasculares
El País / Rosa Lecina Fabrés

Não contamos nenhuma novidade se dizemos que o exercício físico faz bem ao coração. E não pretendemos fazer poesia: a ação protetora da atividade física contra as doenças cardiovasculares (infartos, hipertensão, doença aórtica, vascular cerebral e vascular periférica) é o segredo mais mal guardado da literatura científica. Especialmente, “se praticado a longo prazo, com intensidade moderada e se a pessoa modifica o estilo de vida fazendo com que desapareçam velhos hábitos e fatores de risco significativos como o tabagismo, a dieta ruim e o estresse”, diz Emilio Luengo, cardiologista responsável de Atividade Física do Programa de Empresas Cardiosaudáveis da Fundação Espanhola do Coração (FEC). O que até agora não era muito claro era qual esporte é o melhor para a saúde desse músculo vital. Mas já temos a resposta.

Pesquisadores do Reino Unido, Finlândia, Áustria e Austrália trabalharam em conjunto para determiná-lo, e os resultados de seu estudo foram publicados no final de 2016 no British Journal of Sports Medicine: os esportes que mais reduzem o risco de morte por culpa de uma doença do coração e de tipo vascular são, por ordem, os esportes de raquete (tênis, pádel, badminton, squash), a natação e o aeróbico intervalado (incluindo também a dança e outras disciplinas de atividade física para se manter em forma). Por outro lado, o ciclismo, a corrida, o futebol e o rúgbi não mostraram uma redução significativa das possibilidades de morrer por essa causa.

“Isso poderia ser explicado por seu padrão de exercício intervalado”, diz o doutor Carlos de Teresa, membro da Junta de Governo da Sociedade Espanhola de Medicina do Esporte. “Alternam períodos de atividade a uma certa intensidade com outros de repouso e recuperação. E é justamente esse tipo de atividade física que demonstrou efeitos mais positivos para a saúde na população em geral”, afirma o médico. Como já frisou em 2012 um estudo da Universidade Notre Dame, em Sidney (Austrália), os exercícios aeróbicos a intervalos de alta intensidade são associados “a um melhor rendimento cardiovascular e metabólico e encaixam como padrão de melhora tanto na população saudável como na de risco”.

Para Emilio Luengo, “são atividades esportivas de tempo livre e com um caráter lúdico, sem um componente especialmente competitivo; demandam um exercício aeróbico com movimento de amplos grupos musculares, mas sem uma solicitação extrema dos mesmos; e são satisfatórios do ponto de vista da inteligência emocional e social”.

Esportes de raquete: gasto energético elevado

Um estudo de 2007 realizado por pesquisadores das universidades Maastrich (Holanda) e Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA) demonstrou que o tênis “está associado a um menor risco de doenças cardiovasculares (...), reduz a tensão arterial (...) e melhora a função cardíaca”. Tanto o tênis como o pádel, o badminton e o squash são exercícios que combinam “componentes intervalados de alta intensidade com descansos entre os pontos de jogo. Isso provoca um gasto energético elevado que contribui no controle da gordura corporal, prevenção do aumento de peso e melhora nas funcionalidades musculares. Isso, por sua vez, tem um efeito benéfico contra a obesidade e a diabetes”, diz Carlos de Teresa.

A obesidade abdominal é um dos principais problemas de saúde mundial, que “tem efeitos muito negativos à saúde: aumenta o risco de se desenvolver diabetes, gota, hipertensão arterial e, consequentemente, é também um fator de risco cardiovascular”, de acordo com a Fundação Espanhola do Coração. A raquete, portanto, é uma boa aliada para nossas artérias.

Natação: muitos músculos envolvidos

Com a natação se exercita boa parte da musculatura corporal. O especialista em medicina do esporte revela que além disso estimula, por um lado, o desenvolvimento muscular e, por outro, a coordenação neuromuscular. A nível cardiovascular, esse último efeito é fundamental, já que “se trata de uma atividade neurológica que facilita o controle da pressão arterial. Além disso, o aumento da massa muscular conseguido com a natação aumenta também o gasto energético, o que melhora o perfil lipídico (o nível de gorduras no sangue tais como o colesterol e as triglicérides) e a gordura corporal”.

Outra vantagem dessa atividade é que não produz impactos nas articulações, de modo que pode começar a ser praticada não importa a idade. A importância desse dado está no fato de que a idade é um fator de risco cardiovascular. “A prevalência e a incidência de insuficiência cardíaca duplica a cada década a partir dos 40-45 anos”, diz a FEC em sua página na Internet.

Aeróbico: boa coordenação neuromuscular

Os exercícios aeróbicos são extremamente cardiosaudáveis. Na atividade física aeróbica e na dança, da mesma forma que a natação, também ocorre uma coordenação neuromuscular positiva para nosso sistema cardiovascular. Ajuda a nos manter em um peso saudável: de acordo com essa tabela da Universidade Harvard (EUA), com 30 minutos de dança uma pessoa de 70 quilos perde 223 calorias; 260 calorias no caso de 30 minutos de exercício aeróbico moderado. Além disso, esse tipo de atividade “tem um componente lúdico, que contribui com todos os efeitos benéficos que se contrapõem aos produzidos pelo estresse”, diz de Teresa.

Em relação às disciplinas como a corrida e o ciclismo – não tão eficientes de acordo com o estudo publicado no BJSM –, o médico opina que “são exercícios magníficos para o favorecimento da saúde do coração e os vasos sanguíneos. Mas podem ver sua potencialidade reduzida por serem praticados, geralmente, a uma intensidade alta. De fato, não é incomum que corredores e ciclistas comentem que acabam suas sessões de treinamento absolutamente esgotados. Manter esse ritmo durante períodos prolongados pode produzir, a longo prazo, mais riscos do que benefícios”, alerta.

Para a obtenção de todos os benefícios do esporte e evitar potenciais riscos, é imprescindível que “a atividade esportiva se adapte às condições de idade, sexo, saúde e condição física de cada pessoa”, conclui o especialista.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Secretário de Saúde percorre postos de vacinação


Percorrendo os postos de vacinação no último sábado, o secretário de saúde de Garanhuns, Harley Davidson, ressaltou a importância da vacina para o público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe, pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis a 23 meses, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto, doentes crônicos e profissionais da saúde. De acordo com Harley, essas são as pessoas mais vulneráveis às complicações da gripe, incluindo pneumonias e óbitos.

“A nossa meta é imunizar 80% desse público-alvo, ressaltando a importância da vacina. As únicas contra-indicações são a alergia aos componentes da vacina, principalmente à proteína do ovo, e os portadores de doenças neurológicas em atividade, segundo a secretaria. Quem estiver com gripe ou apresentado estado febril ou sintomas de dengue, o órgão recomendou ainda, que é esperar melhorar para se vacinar”, diz o secretário.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação é a forma mais eficaz para prevenir a gripe e suas complicações. A cada ano, mais de 150 milhões de pessoas são vacinadas contra gripe em países de todo o mundo, entre eles o Brasil.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Garanhuns vivencia Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão


Garanhuns vivencia nesta quinta-feira, dia 26, o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão, em todas as Unidades de Saúde Municipal e no Espaço Colunata, localizado na Avenida Santo Antônio, de 8 às 12 horas. Diversas ações, como: palestras sobre a alimentação e exercícios físicos; aferição da pressão arterial, vídeo informação, encaminhamento médico dos casos necessários e apresentação do Grupo de Saúde da Cohab 2, Boa Vista e Aloízio Pinto, serão realizadas.

Estarão envolvidos no evento, Agentes Comunitários de Saúde, Técnicos de Enfermagem, Enfermeiras, Nutricionistas, Psicólogos, Professores de Educação Física, Médicos; além do Grupo dos Idosos da Geração Saúde – Núcleo de Assistência a Saúde da Família-NASF e estudantes convidados, oriundos da Escola Estadual Gabriela Mistral, bem como da Escola Municipal João Pessoa.

O evento executado pela Prefeitura de Garanhuns, através da Secretaria de Saúde, objetiva identificar novos casos de Hipertensão, principalmente na área infanto-juvenil e adultos do sexo masculino. A ação também visa alertar para a prevenção a partir de melhores hábitos alimentares e ainda destaca a importância da prática de exercícios físicos.

PRESSÃO ALTA - A hipertensão arterial atinge hoje mais de 30 milhões de pessoas em todo o Brasil. Só em Garanhuns, atualmente a doença atinge 9.151 pessoas. Sendo 6.786 do sexo feminino e 2.365 do sexo masculino. Um dado preocupante e que merece atenção e cuidados quanto a hábitos diários mais saudáveis. Hereditariedade, obesidade, estresse, sal em excesso e má alimentação são fatores determinantes para o desenvolvimento da doença. A pressão considerada normal é aquela que, na média, é igual ou inferior a 12 por 8.

A hipertensão arterial acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam 14 por 9. Após os 55 anos, mesmo as pessoas com pressão arterial normal têm 50% de chance de desenvolver o problema. “Cumprimos o nosso objetivo quando as pessoas percebam os benefícios de manter uma pressão normal e, caso descubram o problema, não abandonem o tratamento”, destaca o Coordenador de Educação Permanente, Eliel Duarte.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Prefeitura de Calçado garante o direito ao teste da orelhinha


De acordo com a Lei Federal nº 12.303/10, todos os municípios brasileiros devem disponibilizar de graça o teste da orelhinha para crianças de zero a dois anos de idade. O procedimento é usado para diagnosticar problemas auditivos e, assim, diminuir futuros problemas relacionados a eles, como mau desenvolvimento da fala e baixo desempenho escolar. Calçado é um dos primeiros municípios a implantar este serviço no Agreste Meridional.

“Cerca de dez crianças nascem todo mês no município e, antes, se os pais quisessem submeter o filho ao exame, teriam que ir a Garanhuns, mas pagavam de R$ 80 a R$ 100”, conta Diana Pastor, fonoaudióloga responsável pelo teste da orelhinha em Calçado. E segundo ela, o benefício gratuito também será destinado a pacientes além da faixa etária prevista em lei. “Crianças acima de dois anos que apresentem alguma queixa auditiva, percebida por pais ou professores, podem passar pelo teste o mais breve possível, pois os casos de surdez no Brasil só são percebidos de dois a três anos de idade, ocorrendo um atraso no desenvolvimento”, alerta.

O teste não causa dor e não necessita de coleta de sangue. “E o bebê pode estar dormindo em sono natural ou até sendo amamentado. Além disso, é seguro: o material usado é descartável”, Diana Pastor assegura. O método é o seguinte: um fone é colocado na orelha da criança para emitir um som e, se este som retornar, é sinal de que a audição é saudável. Do contrário, é provável que haja algum grau de surdez. O resultado sai na hora e, tendo detectado algum problema, o paciente será encaminhado para passar por mais procedimentos gratuitos em Caruaru ou Recife e concluir o diagnóstico.

Para agendar o dia do exame, o pai ou a mãe tem de procurar o agente de saúde da área a partir da próxima segunda-feira (12). O documento necessário é o cartão de vacina da criança. Do dia 20 de março em diante, os testes devem ser realizados na Unidade Mista Nossa Senhora de Lourdes, às 13h, todas as terças-feiras. E também estarão disponíveis todas as quintas-feiras em um dos PSFs ou Pontos de Apoio da zona rural. O local onde o exame será realizado é comunicado aos pais pelo agente de saúde.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Reynaldo Gianecchini: "Meu transplante foi um renascimento"

Da Revista Época
Pequenos objetos como elefantes, bicicletas, velocímetro de táxi, placa de carro de Montevidéu e girassóis artificiais preenchem cada canto da sala de estar de Reynaldo Gianecchini. Na estante do apartamento em que o ator mora, na região paulistana dos Jardins, há DVDs de músicas de Carnaval, do filme argentino Um conto chinês e de O artista, sensação deste Oscar. Um imenso livro de fotos de Steve McCurry, o lendário fotógrafo da revista National Geographic, domina a mesa de centro. Uma poltrona de Sergio Rodrigues fica em frente à televisão de plasma. Uma instalação colorida da artista plástica e grafiteira Nina Pandolfo anima a entrada da cozinha. “Adoro essas pinturas que remetem a desenhos animados, meio japoneses, lúdicos, com animais, crianças. Tenho uma criança eternamente alimentada dentro de mim”, diz Reynaldo – ou Giane, como é conhecido entre os amigos. 

Nem sempre foi assim. Antes do câncer, a casa de Giane só tinha móveis pretos e brancos, nenhum objeto. A doença o internou no hospital e no apartamento paulistano. “Passei a fazer terapia e descobri que a casa é você. Comecei a encher as prateleiras de objetos de antiquário, transformar livros antigos em mesa, pintar parede de laranja e até pensei em fazer faculdade de arquitetura”, diz Giane. “Mudei tudo internamente com a doença. Tenho uma nova medula. E mudei minha casa. Agora tenho cantinhos que representam meu desejo de aventura, de pegar uma moto e sair pela América Latina.”

De seu primeiro estágio em escritório de advocacia em São Paulo – quando, estudando Direito na PUC, conheceu a cidade “quase como um office boy, de metrozão e busão” – até hoje, Giane atravessou muitas estradas, algumas delas tortuosas. Ele não esquece que, na primeira novela na TV Globo, no ano 2000, assistia a seu desempenho “com o chicote nas costas”. “Eu era muito ruim, me sentia muito mal, não sabia nada, era estabanado, derrubava cenário do estúdio, meus colegas até se condoíam de mim, mas aprendi com a ajuda deles e dos diretores.”

Apaixonado pela profissão, diz que quer retomar quanto antes o trabalho interrompido por causa da doença – ele interpretava, no teatro, o papel de vilão na peça Cruel, baseada num texto do sueco August Strindberg. Sentado no sofá do apartamento cada vez mais personalizado, Gianecchini falou sobre o câncer, a espiritualidade, as fofocas, a sexualidade, o trabalho e o futuro.

ÉPOCA – Você se sente curado?

Reynaldo Gianecchini – A operação de medula para mim foi um renascimento. Meu transplante é um pouco menos cabeludo do que os que se fazem com a medula de outra pessoa, quando pode rolar uma rejeição. Eu super me aceitei (risos). Meu transplante foi nada mais que uma quimioterapia muito pesada. Eu sabia que seria duro, mas não tinha noção. É uma quimioterapia que mata sua medula, aí você toma suas células de novo, as que foram salvas e são sadias. E essas células vão se reproduzindo para formar uma nova medula. Foi o único momento de meu tratamento em que eu pensei, caramba, será que aguento isso? É muito penoso. Seu corpo inteiro, por dentro, fica em carne viva. Não para nada dentro. Você come, vomita, tem diarreia. Comer ainda está uma briga, porque eu não tenho apetite.

ÉPOCA – Como ficou sua imunidade?

Gianecchini – Logo após o transplante, imunidade zero, por não ter mais medula. Você fica com febre, fica sujeito a tudo. Eu, graças a Deus, não tive nenhuma infecção. Fiquei o tempo todo no hospital, a gente fica bem isolado, não pode receber visita, nada. A boa notícia é que a operação é intensa, mas rápida. Em nove dias, minha nova medula já tinha “pegado”. Aí você é um bebê. A gente perde todos os anticorpos, tem de tomar todas as vacinas de novo.

ÉPOCA – O que você quer fazer agora?

Gianecchini – Nadar. E ir à praia no Rio.

ÉPOCA – Como será sua volta ao palco?

Gianecchini – A partir de 13 de março, vou começar bem devagar minha peça Cruel às segundas e terças. Faço o vilão, o cruel. Isso vai ser meio louco. Lidei com tanto amor, tanta gente vai me assistir, as pessoas tão carinhosas, querendo me rever no palco. E vou estar lá fazendo horrores (risos), supermalvado. Mas vou continuar muito cuidadinho. Tenho de me alimentar direitinho, e não quero trabalhar como um louco. Gravações de novela os médicos liberaram só a partir de junho.

ÉPOCA – Você continuará a fazer exames?

Gianecchini – Tenho de fazer exame de sangue sempre, porque ainda estou sujeito a pegar qualquer bactéria. São seis meses de acompanhamento mais profundo. Na verdade, são cinco anos de acompanhamento. Posso viajar, mas não posso ficar dando mole. Não posso ficar com gente gripada. Uma coisa meio chata é que, na minha peça em São Paulo, não vou poder receber as pessoas no camarim, ficar abraçando, beijando. Porque uma pessoa que pode nem saber que está gripada pode me custar muito caro.

ÉPOCA – Qual foi a primeira reação ao descobrir que estava mesmo com câncer?

Gianecchini – Meu médico me ligou e disse: “É. Vai para o hospital”. Minha mãe estava na cozinha aqui em casa fazendo comida. Pensei: como vou falar isso para minha mãe, se o marido dela, meu pai, está com câncer terminal? Era só isso que eu pensava. Sentia muito por minha mãe. Essa é uma notícia que não dá para rodear. Eu disse: “Mãe, eu tenho de ir para o hospital porque estou com câncer”. Não tinha outra maneira de falar. Ela desligou o fogão. A gente foi em silêncio absoluto para o hospital.

ÉPOCA – O que você sentiu?

Gianecchini – É como se um buraco se abrisse em sua vida, como se tudo começasse a passar em câmera lenta. O tratamento tinha um prazo de seis meses. Pensei: nesse tempo vou virar uma chavinha, nada mais vai me importar a não ser me curar.

ÉPOCA – Em que momento profissional chegou o diagnóstico?

Gianecchini – A doença me pegou num momento muito cheio de vida e de muitos planos de trabalho. Como disse, eu estava fazendo a peça Cruel. Quando me internei, dois dias depois ia começar a ensaiar um musical com Claudia Raia, Cabaret, que amo e está em cartaz lindamente. Ia voltar para a TV com uma novela. Foi uma rasteirinha.

ÉPOCA – Quais eram seus sintomas?

Gianecchini – Sentia umas dores, estava com o pescoço meio inchado, tinha acabado de operar uma hérnia, meu corpo estava meio esquisito, parecia uma gripe com dor de garganta, apareciam uns gânglios pequenos. Fui a um médico para verificar se era bactéria, virose. Fiz todos os exames possíveis, desde a coisa mais cabeluda até a mais simples. E deu tudo negativo. Até aí, beleza. Mas meu médico, infectologista, resolveu se certificar de tudo. O exame detectou que eu tinha gânglios no corpo inteiro. Daí para chegar ao câncer foi relativamente rápido, mas não se chegava a um diagnóstico. É preciso saber que tipo de câncer é, que subtipo. Câncer tem nome e sobrenome. Cada um tem um tratamento. Como eu me sentia bem, tinha dia que eu pensava: não é câncer. Eu tomava cortisona, sumiam os gânglios e a febre. Ficou um mês nisso. É. Não é. Fiquei um mês internado. Ficava num quarto, fazendo todos os exames, esperando os resultados, exames chegaram a ir para os Estados Unidos. Quando os laudos todos bateram, descobriu-se que era um tipo muito raro e agressivo de câncer.

ÉPOCA – De onde veio inicialmente sua certeza de cura?

Gianecchini – Eu aprendi, li sobre minha doença. Soube que era uma doença muito agressiva, mas que tinha um elemento positivo. Como ela é muito agressiva e sou muito jovem, podia entrar com um tratamento superagressivo e bater de frente. Com tumores menos agressivos, às vezes o tratamento pode durar a vida inteira. No meu caso, eu poderia receber uma quimioterapia muito forte, porque meu corpo conseguiria combater. A doença chegou com tudo, mas o remédio iria também com tudo. Um campo de batalha feroz, um tratamento muito intensivo, mas falei: “Vamos lá!”.

ÉPOCA – Você teve medo de morrer?

Gianecchini – O importante para mim era saber que valores eu precisava rever, qual o sentido de tudo isso. A primeira questão foi, sim, a morte. Caramba, pensei, a gente age como se não tivesse de lidar com isso. Estou lidando muito cedo, muito jovem, é claro que não quero morrer agora. Mas ela está aqui na minha frente. Comecei a fazer terapia para fuçar em mim tudo o que havia para fuçar, porque era o momento. A gente vive o dia a dia como se a morte não fosse uma certeza. A gente devia viver sempre com a certeza de que amanhã a gente pode morrer. Tanta coisa fica tão pequena, tão sem valor diante da possibilidade da morte. Decidi viver o presente, que é maravilhoso, sem passado e futuro. Comecei a viver de forma tão intensa que até nos momentos de introspecção eu ia muito fundo.

ÉPOCA – Você chegou a ficar na UTI porque a colocação de um cateter perfurou uma veia sua. Foi uma noite de sofrimento.

Gianecchini – Uma noite é delicadeza sua. Na verdade, foi uma intercorrência, um acidente cirúrgico bem grave. Era o primeiro passo, nem tinha feito quimioterapia ainda. E foi uma loucura. Eu poderia ter morrido ali facilmente. Uma cirurgia que deveria durar poucos minutos. Mas acordei sete horas depois, muito mal, com todas as minhas funções muito ruins. Fiquei 10 quilos mais pesado de tanto que inchei. Demorei dias para recuperar todas as minhas funções, minha pressão foi lá embaixo. Fiquei totalmente ferrado. O doutor Raul Cutait foi falar comigo, me explicou que foi uma fatalidade. Ele foi muito delicado. Vi que ele sentia muito. Acreditei nele. Eu não ia brigar, nem questionar. O cateter perfurou uma veia minha, e ela sangrou muito lá dentro, num procedimento muito simples que em 99% dos casos é bem-sucedido. Não vai mudar nada eu ficar buscando agora se foi erro ou não. Eu gosto do Raul. Mas ele não é meu médico. Ele é gastro e quis estar presente naquele momento.

ÉPOCA – Como surgiu a história de que você seria HIV positivo?

Gianecchini – Foi quando procurei o infectologista por causa da dor na garganta e dos gânglios. Logo se espalhou o boato: o cara tem HIV. Nunca desmenti nada. Porque eu ficaria eternamente nesse jogo. Mas agora acho melhor falar, até por respeito às pessoas que gostam de mim e nem comentam comigo. Eu não poderia jamais fazer o tratamento agressivo que fiz se tivesse aids. Primeiro chequei todos os vírus, todas as bactérias, para depois chegar ao câncer. Por isso posso dizer com toda a alegria do meu coração para quem se preocupa realmente comigo: “Eu não tenho aids”. Poderia mostrar um exame aqui, mas não é o caso. Já fui invadido com tantas mentiras absolutamente infundadas. Fui dado como morto. Alguém resolveu soltar essa notícia – e chegou às redações.

ÉPOCA – Foi o que aconteceu também com a história de seu ex-empresário, que disse ter recebido de presente um apartamento seu?

Gianecchini – Outro caso tratado de forma muito leviana. Essa é uma história que tem muitos desdobramentos, que envolve dinheiro, bens e contas. Ele não era meu empresário. Era uma espécie de administrador. Administrava toda a minha vida profissional e até minha casa. Como eu estava sempre viajando, precisava de alguém assim. É uma história que vai levar dez anos na Justiça. Eu o estou processando, porque tem muito dinheiro meu de que ele precisa prestar conta. Não é uma questão amorosa, definitivamente, que está em jogo. Não é uma questão homossexual. Fui ameaçado no meu patrimônio maior, a minha imagem. Mas é uma questão de trabalho, e precisa ser comprovado por A mais B onde foi parar meu dinheiro.

ÉPOCA – Você se considera hétero ou bissexual?

Gianecchini – Penso que essa questão da sexualidade é muito mais complexa do que as pessoas tendem a achar. Cada um tem sua sexualidade. Nunca tive uma história com um homem, nunca fui casado com um homem, nunca tive um romance com um homem. Mas a sexualidade, ou a sedução, é outra coisa. A gente é sexual no dia a dia sem transar. Conheço amigos que seduzem homem, mulher, seduzem a porta. A gente é mais sensual nos trópicos. Mas essas coisas são muito íntimas e, no meu caso, sou tão discreto que, se a história está publicada numa revista como fofoca, pode ter certeza de que é mentira.

ÉPOCA – Sua família é muito religiosa. Qual foi o papel da religião em sua cura?

Gianecchini – Existe uma distinção muito grande entre religião e espiritualidade. Religião é uma coisa às vezes perigosa, manipuladora, cheia de “não faça isso”, “não pode aquilo”. Uma religião pode até conduzir para o sentido contrário da espiritualidade. Respeito todas as religiões, mas acho que só vale o que nos coloca em contato com uma coisa maior. Só a troca nos coloca numa outra dimensão. A troca é o amor, a caridade. Tirar o foco de você e se doar, entrar numa outra sintonia. Como acredito no amor, a imagem que mais me alimenta é a do Cristo. Não me fiz de vítima. Achava que minha jornada seria tão enriquecedora que no final eu acharia tudo uma bênção. Como acho mesmo. Tive a oportunidade de ver como eu podia mudar tanta coisa. 

ÉPOCA – Você chegou a se submeter a tratamento espiritual?

Gianecchini – Não fiz nenhum tratamento miraculoso para me curar. Pessoas no Brasil me procuravam, de todas as crenças e credos. Do rabino a alguém do candomblé, passando por evangélicos, católicos e espíritas. Sempre conversei com todos. Rezo sempre. Fui batizado, fiz primeira comunhão. Adoro ouvir o que as pessoas falam e sou grato por toda a energia positiva que as pessoas me enviaram orando por mim. Mas teve uma hora que precisei abstrair e ir buscar a minha crença.

ÉPOCA – E qual é sua crença?

Gianecchini – Não acredito que alguém vá colocar a mão na minha cabeça e me curar. Mas acredito em outras vidas, na reencarnação. E que é sempre para melhorar que voltamos. Para mim, não faz sentido ter uma vida só. Independentemente de religião, porque não me considero espírita.

ÉPOCA – Pensa em ter filhos?

Gianecchini – Meus amigos do interior falavam já aos 14 anos em casar e ter filhos. Comigo, nunca foi assim. Sempre fui uma alma muito solta. Adoro criança e sou um ótimo tio dos filhos de meus amigos, brinco a tarde inteira, mas depois devolvo – “vai com papai” –, porque eu fico exausto. Mas é verdade que, depois de encarar a morte, minha doença e a do meu pai, a ideia de ter um filho tem rondado minha cabeça. Mexe um pouco com o ciclo da vida, o sentido de tudo. Meu pai vinha passar as férias comigo. Geralmente no Rio de Janeiro. Mas a gente não participava tanto da vida um do outro. Ele ficou doente em janeiro do ano passado e já deram seis meses de vida para ele. Tenho certeza de que vou ser um pai incrível, muito presente.

ÉPOCA – Quando você ficou solteiro, passou a usar uma camiseta com a inscrição “Me pega”. Era um convite às mulheres?

Gianecchini – Faltou informação nisso. Era uma fase em que eu estava meio soltinho, querendo curtir a vida. Homem é muito mais solto, separa o sexo mais facilmente. Vi uma frase: “Me pega mas não se apega”. E mandei fazer a camiseta, só que o complemento da frase estava nas costas e ninguém fotografou. As mulheres se apegam. Não dá para curtir um pouco de sexo sem se apegar tanto?

ÉPOCA – Você disse que hoje as mulheres estão oferecidas demais.

Gianecchini – É, acho mais graça na sutileza. Pode esfregar o peito na minha cara, mas depois. Primeiro me conquista. Claro que às vezes tem uma graça na sedução barata. Homem pode ser bagaceiro demais. Mas a mulherada perdeu um pouco o rumo. Tem mulher que chega assim: vai me comer ou não? Porque, se não me comer, é gay. Logo respondo: não vou te comer e não sou gay. Gosto de mulher ousada, mas os dois precisam ter a sensibilidade de saber como chegar lá.

ÉPOCA – Se você brincasse Carnaval de que se fantasiaria?

Gianecchini – Não costumo pular, mas adoro bloco de rua. Os amigos me convenceram no ano passado que eu tinha de me fantasiar. Ninguém me reconheceu. Uma sensação muito boa. Eu fiquei muito, muito feio. Coloquei uns dentes enormes para fora. Acabou meu sorriso, é como se tivesse uma outra boca. Botei uns óculos e um negócio na cabeça. Curti horrores a tarde inteira no Leblon. Voltei para casa de ônibus e ninguém desconfiava, meus amigos riam muito. E a graça era só essa, porque eu não ia pegar ninguém com aquela cara.

ÉPOCA – O que o atrai numa mulher?

Gianecchini – Gosto de mulher forte. Tenho admiração. Diferentemente da maioria dos homens que costuma se concentrar se a bundinha está durinha, para mim o que é sexy é um conjunto de coisas, e a inteligência faz parte disso. No caso da Marília, tem vários fatores que a deixam super sexy. Não só a inteligência, mas a postura, a segurança, uma coisa de peitar o mundo. Quando as pessoas criticavam e preferiam acreditar que eu era gay por estar com uma mulher mais velha que não era “a gatinha”, eu falava: “Vocês não entendem nada do que é uma mulher sexy, ou têm outro conceito”. Tenho muita dificuldade em levar uma relação com uma pessoa que só tenha uma bundinha e um peitinho, pode ser uma delícia uma noite, mas ter uma relação envolve muitas coisas. Fui criado no universo feminino, com mãe, tias, vizinhas, primas, irmãs. Aprendi a respeitar a natureza da mulher. Nós, homens, somos mais escrachados. Mas gosto muito de ser um homem sensível.

ÉPOCA – Sua mãe disse que você nunca chorou de tristeza durante o tratamento.

Gianecchini – É louco eu falar isso, mas nem sei se tive momentos de tristeza. Eu pensava: tenho de ter uma participação ativa na minha cura. Não quero ficar aqui sentado na minha cama de hospital recebendo os remédios. Para falar a verdade, só chorei de emoção ao constatar o amor que vinha para mim. Uma carta ou uma pessoa que me parava no hospital com um sorriso enorme, força, estou junto com você. Falo e me arrepio. Eu embarquei muito nisso. De trazer o amor para mim. Voltar para o sentido real da vida. E o sentido era este: troca. Um aprendizado. Só pode ser esse o sentido. Trocar um olhar de amor. É isso que move a gente para um outro patamar. É isso que faz a gente até se curar.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Campanha de prevenção do câncer do colo de útero

Antônio Cândido, diretor do hospital municipal de Garanhuns / Foto: Kleber Cisneiros

O diretor do Hospital municipal de Garanhuns, Antônio Cândido, convida a todas as participarem campanha de prevenção do câncer do colo de útero, a lançada pela secretaria de Saúde Garanhuns, através da sua coordenadoria especializada, conforme cronograma e locais abaixo:

- Hospital Municipal de Garanhuns – Santa Terezinha – Av. Simôa Gomes nº 342 – Heliópolis e Cúria Diocesana no centro da cidade:

- Dias 16, 19, 20, 26,28 e 29 de Dezembro de 2011 – Das  14 às 18 Horas;

- Dia 17 de Dezembro de 2011 – Das 08 às 16 horas – No Hospital Municipal de Garanhuns

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sistema Integrado será instalado na Secretaria de Saúde



Desde a última quarta-feira, dia 7, dez técnicos da Secretaria de Saúde Municipal estão participando, nas dependências do Hotel Tavares Correia, de uma capacitação, direcionada a implantação e utilização da ferramenta SISREG, nas unidades de Saúde do Município de Garanhuns.

O SISREG é um sistema de informações on-line, disponibilizado pelo Datasus, para o gerenciamento e operação das centrais de regulação. É um programa (software) que funciona através de navegadores instalados em computadores conectados à internet. O SISREG é composto por dois módulos independentes a Central de Marcação de Consultas (CMC) e a Central de Internação Hospitalar (CIH).

A expectativa é de que o sistema seja implantado em todas as Unidades de Saúde que farão as marcações de procedimento on-line, evitando assim que o paciente se desloque da sua área para a Secretaria de Saúde, a fim de conseguir a autorização de seus procedimentos.

Para tanto, a Secretaria de Saúde de Garanhuns já possui um projeto de informatização das unidades de saúde aprovado junto ao Ministério da Saúde. A Secretaria também está contratando junto a Empresa Oi, a instalação de internet em todas as suas Unidades de Saúde, com o intuito de viabilizar com mais rapidez a instalação do sistema de informações.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SAÚDE – Prefeitura implanta Serviço Municipal de Neuropsicologia



Com o objetivo de proporcionar a população um serviço de qualidade, bem como desenvolver e divulgar trabalhos na área da neuropsicologia, a Prefeitura de Garanhuns, através da secretaria de Saúde, implantou, em caráter pioneiro, neste mês de novembro, nas dependências do Espaço Pró-vida, o serviço municipal de Neuropsicologia.

Desenvolvido através da avaliação e intervenção neuropsicológica de pacientes portadores de diversos comprometimentos neurológicos, provenientes de diversas etiologias, o serviço funciona via encaminhamento médico, direcionado a pacientes da rede pública de saúde, especificamente para crianças, adultos e idosos.

A iniciativa tem capacidade para atender inicialmente, 20 pacientes semanais, considerando também os atendimentos individualizados e visitas domiciliares. O horário de funcionamento é de cinco períodos (turnos), sendo quatro para atendimento ao público e um período para reuniões, planejamento e visitas domiciliares. Para ter acesso aos atendimentos os pacientes serão referenciados da Atenção Básica, Unidades Hospitalares e Serviços Especializados do Município de Garanhuns.

Segundo Rosângela Menezes, neuropsicóloga e coordenadora do Espaço Pró-vida, além do objetivo geral, a ação visa também trazer benefícios econômicos e sociais para a população tanto no âmbito da saúde como no campo acadêmico. “Com esta implantação iremos proporcionar aos profissionais e acadêmicos de psicologia, medicina e áreas afins, a oportunidade de aprendizagem teórico - prática na área da neuropsicologia. Além do atendimento aos pacientes, também ofereceremos suporte e orientação aos seus familiares”, destacou a Coordenadora.

O Espaço Pró-vida funciona à Rua Cônego Benigno Lira, nº 131, Centro. Fone: (87) 3762-7045.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Projeto Diagnóstico Precoce promove mais uma etapa em Garanhuns



A Prefeitura de Garanhuns, através da secretaria de Saúde, promoveu nos dias 8,9 e 10 de novembro, no auditório da AESGA, o 2º módulo do Projeto Diagnóstico Precoce, numa iniciativa do Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer – GAC, por intermédio do Hospital Osvaldo Cruz, em parceria com o instituto Ronald Mc Donald.

O Projeto Diagnóstico Precoce tem como objetivo capacitar os profissionais das unidades de saúde da família para diagnosticarem precocemente os sinais e sintomas do câncer infanto-juvenil.

Participaram da iniciativa, cerca de 300 profissionais do Município, que atuam nas diversas áreas da saúde, como: agentes comunitários; odontólogos, médicos, enfermeiros, dentre outros. Nesta etapa, foi abordado o tema: sinais e sintomas. “A importância do trabalho vivenciado neste módulo é a suspeita da doença, realizando posteriormente a conexão com a Instituição que vai acolher a criança e encaminhá-la ao GAC, a qual realiza o diagnóstico precoce. Caso a suspeita seja confirmada, o tratamento é iniciado imediatamente, antes dos sintomas aparecerem. Neste caso, a vantagem e o sucesso para a cura é de 90%”, destaca Sueli Lima, coordenadora de Educação em Saúde do Município.

Já no mês de dezembro, mais precisamente nos dias 6, 7 e 8, o terceiro e último módulo do Projeto será vivenciado, quando abordará: a implantação do fluxograma e as atribuições do Município e do GAC e dos profissionais das categorias. “Durante o nosso treinamento já houve a apresentação de duas crianças suspeitas de estarem com câncer, e que já irão no dia 21 de novembro para o Recife, a fim de realizar todos os exames necessários para o diagnóstico precoce”, finalizou Sueli Lima.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Programa Mãe Coruja chega a mais oito municípios pernambucanos



O Programa Mãe Coruja Pernambucana dá mais um importante passo no enfrentamento à mortalidade materno e infantil no estado. Oito novos municípios vão receber o programa, que passa a atender 103 cidades pernambucanas. O anúncio foi feito nesta terça-feira (08), pelo governador Eduardo Campos, durante café da manhã no Palácio do Campo das Princesas com secretários das oito pastas envolvidas diretamente no programa, prefeitos dos municípios e gestores das Gerências Regionais (Geres).

Escolhidos por apresentarem coeficiente de mortalidade infantil superior a 25 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas, os municípios de Casinhas, Condado, São Vicente Ferrer, Jaqueira, Riacho das Almas, Mirandiba,Terra Nova e Iguaracy serão contemplados com o Canto Mãe Coruja, que atenderá cerca de 2.500 mulheres dessas regiões. O Prefeito de Iguaracy, município do Sertão do Pajeú, Albérico Nunes, comemorou a chegada do programa. “Agora podemos contar com um reforço significativo no enfrentamento a esse problema. Esperamos em breve sair da lista dessa triste estatística”.

Além da redução nos índices, o governador destacou que o programa promove uma transformação social. “Estamos fazendo uma ação que vai ser sentida daqui a 20 anos. Ao cuidar dessas mães e crianças não precisaremos investir no futuro em ‘pulseiras’ que custam R$600”, argumentou Eduardo se referindo ao investimento do governo no sistema de monitoramento de presos em regime semi-aberto anunciado na última segunda (07).

Ao dar as boas vidas aos gestores dos municípios que vão receber o Programa, Eduardo salientou a importância do envolvimento e compromisso de cada um. “Ou vocês nos ajudam ou, por mais boa vontade que nós tenhamos, o poder público não conseguirá chegar aos lugares mais inacessíveis. Precisamos que vocês entendam o tamanho dessa missão”, advertiu.

Durante os meses de novembro e dezembro, as Gerências Regionais dos municípios receberão capacitação nas áreas de atenção primária, administrativa, financeira, saúde, educação, entre outras. A expectativa é de que os Cantos Mãe Coruja estejam à disposição da população a partir de janeiro de 2012.

Atualmente, o Programa tem 64.310 mulheres cadastradas e realiza o acompanhamento de 27.100 crianças. Desde a implantação do programa em 2008, Pernambuco contabiliza redução de 10% nos índices de mortalidade materno-infantil. Entretanto, há regiões que obtiveram resultados acima da média, como a Gere de Ouricuri e a de Petrolina que apresentaram, respectivamente, redução de 22% e 20,9%.

SELEÇÃO - Nesta sexta-feira (11), será publicado o edital para contratação de duas vagas na coordenação no Canto Mãe Coruja de cada um dos oito municípios. Poderão concorrer às vagas profissionais de nível superior com perfil de gestão e monitoramento. O edital com os detalhes da seleção estará disponível no site da Secretaria de Saúde - www.saude.pe.gov.br.