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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Câmara de vereadores de Garanhuns se rende aos tambores da cultura afro


De 13 a 20 de Novembro, Comunidades Quilombolas e Povos de Terreiros de Garanhuns realizaram uma série de atividades em alusão ao dia da Consciência Negra, atividades essas que foram executadas nas Comunidades quilombolas e em alguns Terreiros da Cidade. 

A abertura aconteceu na Comunidade Quilombola do Castainho no dia 13 com a Palestra (Desmistificando Os Orixás) e Falas de Lideranças Quilombolas; Dia 14, na Comunidade Quilombola de Estrela, palestra (Filosofia Afro Brasileira: Desconstruindo Preconceitos/Direitos Quilombolas; Dia 15, na Comunidade Quilombola de Caluet palestra, (Família, você é insubstituível/ Direitos Quilombolas) e ao final da tarde, Festa do Acará no Ylé Axé Ayeyê Ofa Onibaim T’efon-Rua Joaquim Branco N° 109, São José; Dia 16, Visita dos povos de Terreiro a Comunidade Quilombola do Timbó, com homenagem a Dona Nora, e a noite, na Comunidade Quilombola de Estivas (Exibição do Filme “A escrava Anastácia”, para as Comunidades Quilombolas de Castainho e Estivas, logo após, roda de conversa e sorteio de brindes);Dia 17 palestra na Comunidade Quilombola de Tigre (Família, você é insubstituível/ Direitos Quilombolas); Dia 18,na Comunidade Quilombola de Tigre (Roda de Diálogo com Lideranças Quilombolas e Povos de Terreiro);Dia 19, na Comunidade Quilombola de Estivas (Oficina de Culinária: Comidas sagradas de Orixá e sua contemporaneidade, para todas as comunidades quilombolas); Com Culminância nessa última segunda feira dia 20 de Novembro com  Sessão Solene na Câmara de Vereadores de Garanhuns (com entrega de Título de Cidadão honorário; Votos de Aplauso e Medalha de Mérito Cultural). Dia esse também que se homenageia Zumbi dos Palmares, personagem histórico que representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.


Até os dias atuais Quilombos e Terreiros são reconhecidos como verdadeiros simbolos de resistência e de Cultura viva em nossa Sociedade.

Na tarde do dia 20 de novembro, um dia histórico para população negra e afrodescendente de Garanhuns, onde na câmara de vereadores de Garanhuns mais precisamente às 15h, em  suas dependências se rendeu aos tambores da cultura afro, com o vereador Marinho da Estivas realizando evento para homenagear os resistentes e lutadores que contribuíram e contribuem para a luta  e conquista de direitos, bem como a propagação  das manifestações culturais e religiosas.

Aconteceu Seção Solene para homenagear os protagonistas de muitas lutas e conquistas dos quilombolas, povos de terreiros e de origem afrodescendentes. Estão entre eles o Votos de Aplauso ao Deputado Estadual Isaltino Nascimento, Medalha de Mérito Cultural a Banda de Pífano Folclore Verde do Castainho na pessoa de Sr. joão Faustino,Título de Cidadão Honorário de Garanhuns ao Senhor Cicero Andrade Silva,Voto de Aplauso ao Babalorixá: Fernando Ubiratam de Andrade-Pai Fernando (In Memoriam), na pessoa do Sr. Igor , Votos de Aplauso a Senhora Noêmia de Brito Felix (Noemi Castainho), Votos de Aplauso a Cooperativa Habitacional Quilombola- COOPERHAQ, na pessoa do Sr. Valdir Pereira da Silva, Votos de Aplauso a Coordenação Estadual de Comunidades Quilombolas de Pernambuco na pessoa do Sr. José Carlos.

Entrega das placas para homenagear ,Yalorixá Euza, Babalorixá Fernando Ubiratam de Andrade (In Memoriam), Yalorixá Eunice Tavares da Silva, Yalorixá Gercina Santiago da Silva -Dona Mocinha (In Memoriam), Yalorixá Josefa da Silva Alves, Yalorixá Maria Auxiliadora (Mãe Nenê), Yalorixá Maria Nora, Senhor Erick Faustino, Babalorixá José Vieira (Guiguioman), Yalorixá Maria José Gomes, Comunidade Quilombola Castainho na pessoa da Srª Cintia Mendes Comunidade Quilombola Timbó na pessoa da Sr. Ermeson Araújo, Comunidade Quilombola Caluet na pessoa da Srª Maria do Socorro, Comunidade Quilombola Estrela na pessoa da Srª Eunice Comunidade Quilombola Tigre na pessoa da Srª Isabel, Comunidade Quilombola Estivas.


Aliança Politica: Marinho da Estivas fecha apoio a Reeleição do deputado estadual Isaltino Nascimento


Aproveitando a presença do deputado estadual Isaltino Nascimento em Garanhuns, o qual veio participar das homenagens ao dia da consciência negra, o vereador Marinho da Estivas já aproveitou para anunciar que as comunidades quilombolas as quais representa, junto com alguns lideres de terreiros, decidiram fechar apoio a reeleição de Isaltino. Afirmando não puder ir de encontro a decisão majoritária das comunidades e lideranças as quais sempre o apoiam, Marinho afirmou que também está fechado com o projeto de reeleição de Isaltino.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Ideologia de Gênero


Olá, devido ao grande debate que se iniciou com a apresentação no último dia 25 de outubro, na câmara municipal de Garanhuns, de projeto de lei 086/2017, de autoria do vereador Audálio Ramos (PSDC), o qual trata da "Ideologia de Gênero", sendo logo contestado pelo também vereador Marinho da Estivas (PHS) que afirma que tal projeto só estimula o ódio.

Assim, nós do Blog do Cisneiros cumprindo o nosso papel de informar levando o máximo de informação transparência aos nossos leitores para que estes possam formar sua opinião, iremos publicar artigos com os dois pontos de vistas nos enviados pelos nobres parlamentares.

Começaremos com o artigo do Padre Rafael Solano, Sacerdote da arquidiocese de Londrina (PR). Mestre e doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e pós-doutorado em Teologia Moral e Familiar pelo Pontifício Instituto João Paulo II de Roma, Universidade Lateranense de Roma. Atua como consultor da CNBB setor vida e família e como professor de Teologia Moral e Bioética na PUC (PR), Campus Londrina, nos enviado pelo vereador Audálio Ramos.

Logo em seguida publicaremos artigo redigido pelo coletivo composto por professores/as da rede municipal de Garanhuns - PE, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, da Universidade de Pernambuco, estudantes de ensino médio e superior, movimentos sociais, mães, pais, filhos, etc. Nós enviado pelo vereador Marinho da Estivas.


Artigo nos enviado pelo vereador Audálio Ramos


Ideologia de Gênero


Importante diferenciar o que é Ideologia (Agenda) de Gênero e a Equidade ou Igualdade sexual; e ainda as liberdades individuais previstas no artigo 5º da Constituição Federal:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”.

Estamos defendendo aquilo que já foi garantido nos Planos Nacionais, Estadual e Municipal de Educação: a não inclusão de expressões que denotem a aplicação de natureza pedagógica de ações que visem implantar a dita ideologia de gênero, que pretende despersonalizar o ser humano, atingindo o núcleo da antropologia. Por ser de natureza biológica antes de tudo, a sexualidade não pode ser tratada como uma “construção social”, teoria marxista e que tem causado tanto mau em países que a implantaram. Entre os quais a Noruega que reconheceu a permissividade e efeitos nefastos e está voltando atrás em algumas das ações implantadas.

Determinar que na política municipal de educação não será permitida a intromissão indesejada e desnecessária na orientação sexual dos alunos; de não estabelecer equipamentos, didáticas, ou uso de materiais pedagógicos, que visem a estimular ou deturpar a sexualidade própria de cada estudante; independente da opção dele, uma vez que como já foi mencionado não se trata de discriminar, mas pelo contrário de respeitar aquilo que é da seara pessoal e familiar.

Cabe a Escola e ao Educador, garantir que o ambiente escolar seja equânime, sem influenciar ou confundir os educandos. Resta saber que como já foi explicitado por tantos filósofos, psiquiatras, psicólogos, a ideologia de gênero atenta contra todas as opções sexuais; entende que não existe “Família”, e que a longo prazo não deve-se aceitar relações metafísicas – religiões.


O que é ideologia de gênero?


Ideologia de gênero e a crise da identidade sexual

Ao definir ideologia de gênero, devemos considerar dois conceitos bem particulares, que assumem significados distintos: ideologia e movimento. Algumas ideologias viraram movimentos, ao passo que muitos movimentos nasceram sem ideologia.

Hoje, quando precisamos nos referir à ideologia de gênero, é mais prático utilizar a expressão agenda de gênero – lembrando-se de que o termo “agenda” significa projeto, planejamento e sequência.

Essa questão remete a um movimento promovido, no início do século XIX, por uma pessoa de nome Lewis Henry Morgan. Ele dedicou seus estudos a estabelecer três itens no incipiente movimento chamado, então, de “sociedade primitiva”. A intenção de Morgan era demonstrar que o Estado, a ideologia de gênero, a crise da identidade sexual e religião tinham causado grandes problemas na configuração da família. Para Morgan, que desenvolveu sua pesquisa ao lado da tribo dos Iroqueses, nada poderia ser mais errado do que estabelecer o conceito de família na sociedade, pois os vínculos consanguíneos, segundo ele, não existem.

Primeira definição de ideologia de gênero

O processo de Morgan se estendeu, infelizmente, pelos meios universitários durante os séculos XIX e XX. Seus maiores expoentes e ideólogos eram Marx e Engels.

A primeira definição do termo ideologia de gênero é, então: movimento que pretende desconstruir a família e os vínculos existentes dentro dela.

O segundo passo, no estabelecimento de tal ideologia, foi dado, em 1968, quando Robert Stoller defendeu a necessidade de fortalecer o conceito e a definição do termo gênero, em detrimento da definição do termo sexo. Segundo Stoller, utilizar o termo sexo masculino e feminino constituía uma séria problemática para a identidade sexual do indivíduo.

Em 1975, Elisabeth Clarke e Simone de Beauvoir despontam como as maiores promotoras do feminismo ocidental. Na época, a ideologia de gênero e o aparecimento de um novo sexo atraíam a atenção sobre a situação que se vivia desde o início do século XX, quando um grupo de mulheres decidira sair às ruas de Nova York exigindo o direito ao sufrágio. A esse movimento se deu o nome de “feminismo ideológico”.

Desde o ano de 1999, iniciamos um quarto momento, aquele no qual nos encontramos.

Diante da situação vivida pelos apelativos do gênero e pelos novos movimentos sexuais, no século XXI, tornou-se mais relevante o processo educativo que países como Holanda, Bélgica e Suécia iniciavam viver.

Nesse momento da agenda, seus defensores pretendem criar um sistema educativo e pedagógico dentro do qual um dos passos seja permitir que a pessoa não se sinta reconhecida na sua natureza. Sob essa perspectiva, ela mesma, com o passar do tempo, poderia descobrir qual é o seu estado natural e, assim, “decidir” se é homem ou mulher. Essa suposta decisão vem acompanhada de um aniquilamento da pessoa, substituindo-a por alguém sem identidade.

Questionamentos sobre a ideologia de gênero

a) Quanto tempo se deve esperar dessa ideologia?

b) Quais modelos essa pessoa não definida deve seguir dentro da sociedade?

Hoje, nos países supracitados, as pessoas que optaram por esse sistema não conseguem encontrar uma forma acertada para o tal desenvolvimento da identidade, pois os estudiosos da ideologia de gênero não têm certeza se está sendo levada em conta a liberdade individual – que nasce nas mesmas relações que eles se permitem proibir.

A meu ver, existem mais quatro passos a serem cumpridos e bem desenhados dentro dessa agenda. O próximo será a desconstrução do significado do termo “pessoa” e até mesmo do termo “indivíduo”; sendo assim, quem decide, no seu lugar, não é mais alguém autônomo, mas alguém que poderia deixar nas mãos de outro essa decisão.

O passo seguinte seria o mais abrangente de todos: eliminada a pessoa, eliminam-se suas relações e seus efeitos. Por exemplo, nota-se atualmente a ascensão do assim chamado poliamor. Nessa forma de relacionamento, as pessoas podem estabelecer matrimônios ou uniões de fato, mas sempre abertas a outro tipo de relações, sem compromisso definitivo ou sem a exigência da estabilidade ou unicidade.

O último dos itens dessa agenda é de caráter antimetafísico. Qualquer tipo de relação com a transcendência, com a religião ou com o ser Criador deve ser simplesmente anulada. O homem do século XXI, dono e senhor de si, perderia seu bem mais precioso – a sua identidade.

Os passos a seguir só serão evitados se percebermos que existe algo mais profundo e delicado quando se fala em ideologia de gênero. Como diz Dr. Christian Schnake, médico chileno especialista em Bioética: “A ideologia de gênero é uma tentativa de afirmar, para todas as pessoas, que não existe uma identidade biológica em relação à sexualidade. Quer dizer que o sujeito, quando nasce, não é homem nem mulher, não possui um sexo masculino ou feminino definido, pois, segundo os ideólogos do gênero, isso é uma construção social”.


Padre Rafael Solano, Sacerdote da arquidiocese de Londrina (PR). Mestre e doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e pós-doutorado em Teologia Moral e Familiar pelo Pontifício Instituto João Paulo II de Roma, Universidade Lateranense de Roma. Atua como consultor da CNBB setor vida e família e como professor de Teologia Moral e Bioética na PUC (PR), Campus Londrina.


Fiquem agora com artigo nos enviado pelo vereador Marinho da Estivas


No passado, dia 25 de outubro de 2017, o vereador Audálio Filho protocolou, na Câmara Municipal de Garanhuns, o projeto de lei 086/2017 que pretende: 1) proibir a disciplina “Ideologia de Gênero” na grade curricular da rede municipal de ensino e da rede privada e 2) proibir toda e qualquer disciplina que tente orientar a sexualidade de alunos e alunas, bem como 3) toda e qualquer disciplina que tente extinguir os gêneros masculino e feminino. Esta proposta foi recebida com espanto por parte da sociedade civil, professores, estudantes, psicólogos e movimentos sociais que identificaram que ele traz uma leitura equivocada, tanto da realidade quanto dos conceitos e teorias adotados nas práticas docentes. Enumeramos abaixo alguns desses motivos: 1) Conceitualmente, compreendemos que a “ideologia de gênero” não existe, trata-se de uma expressão forjada a partir de leituras equivocadas de vários autores clássicos. Há vários anos, a Universidade e os Movimentos Sociais (feministas, LGBTs, etc.) desenvolvem estudos e atividades para combater a reprodução de violências com base no gênero e sexualidade dos indivíduos; tais lutas assentam-se na ideia de que as diferenças (de gênero e sexualidade, mas também outras, como de classe e raça) entre as pessoas não podem servir à justificação de violências, de desigualdades e, em última instância, de mortes (a taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior no mundo, a cada 25 horas uma pessoa LGBT é assassinada no país – dados esses que não representam um número real dos crimes, tendo em conta que nem todos eles são registrados, o que pressupõe um número bem maior. Fonte: https://m.oglobo.globo.com/sociedade/a-cada-25h-uma-pessoa-lgbt-assassinada-no-pais-revela-pesquisa-21350643. É a luta contra essas e outras violências que determinado setor da sociedade apelida de “Ideologia de Gênero” e promove um marketing agressivo com mensagens mentirosas ou distorcidas, querendo criar um pânico moral ao fazer crer que a luta é contra as famílias e a ordem social. Sobre essa postura, podemos afirmar que a nossa luta é por uma noção de família em que o preconceito – assente no machismo, misoginia, lgbtfobia e outras violências – não leve à destruição dos laços e vínculos de tolerância e respeito entre os seus sujeitos. É, portanto, nas noções de respeito, compreensão e amor que nos baseamos para lutar sim contra UMA pretensa ordem social que tenta tirar de cena os profissionais de educação - quando, ao contrário, é nesse momento que mais se exige ação proativa da educação para assegurar a paz e o equilíbrio social -, criminaliza aquela ação que faz da diferença, sem a conhecer, e a coloca como um símbolo de ameaça. Pelo contrário, julgamos que apenas através do diálogo, baseado nos princípios de respeito aos direitos humanos (consagrados inclusive na Constituição Brasileira) a sexualidade e as questões de gênero podem ser vivenciadas de uma forma saudável e responsável, sem que o medo e a violência sejam os principais motores de autoconhecimento e contato com o outro. 2) No âmbito processual, o projeto de lei foi elaborado sem discussão ampla com os/as profissionais da educação e a sociedade civil, principalmente com os(as) professores(as) do município que mais serão diretamente impactados por este: professoras/es, sejam os que atuam diretamente nas escolas municipais e privadas, e os professores/as dos diversos cursos de licenciatura existentes na cidade, a exemplo dos cursos de Pedagogia da UAG/UFRPE e da UPE. Acrescentamos que este projeto de lei não foi apreciado pelo Secretaria Municipal de Educação, pela Secretaria da Mulher (com quem o projeto também dialoga), com o Conselho Municipal de Educação, com o Fórum Municipal Permanente de Educação ou com as instituições formadoras de novos(as) professores(as), sejam elas públicas e privadas, tais como as universidades citadas. 3) Quanto à prática docente, estes terão, indevidamente e sem justificativa, sua autonomia tolhida por um projeto advindo do poder legislativo, representando total e absoluto desrespeito e desconsideração ao quadro de professores(as) do município, pois supõe-se que professores(as) estejam aliciando menores para práticas sexuais, orientando a adoção de posturas homossexuais, que estejam estimulando a extinção do sexo masculino e feminino, e assim por diante. Isso nos leva a supor que existam dados, relatos de casos destas atividades em nosso município, que demandaria uma ação na direção de conter este “desserviço”. Além disso, na esteira do que defendeu o superado projeto da “Escola sem Partido”, criminaliza os(as) professores(as) que agora serão coibidos de discutir “certos temas” na escola, pois poderão ter de responder criminalmente, pois ferirão uma lei municipal, mesmo estando - as(os) docentes - embasadas(os) por uma práxis amplamente ancorada na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nos Parâmetros Curriculares Nacionais e nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação, da Pedagogia e das Licenciaturas. Em síntese, terão suas atividades, regulamentadas e qualificadas pelas instituições competentes, cerceadas, retirando-lhes autonomia e colocando-as/os sob o controle de agentes que não têm competência para as avaliar (não são da área educacional), mas para exercer controle por meio de estado policialesco que salvaguarda interesses particulares e valores morais de uma parcela da população. Os nossos estudantes devem se sentir acolhidos, respeitados em um espaço profícuo à construção do conhecimento, ao pensamento crítico e não coagidos, sofrendo pressão psicológica, autonegação e/ou sendo proibidos de discutir assuntos que dizem respeito ao seu crescimento enquanto pessoas, cidadãs e cidadãos capazes de atuar em uma sociedade em que a diferença (de corpos, gêneros e ideologias) é parte constituinte, não podendo ser simplesmente ignorada ou erradicada –, para além de todas e todos aqueles que se preocupam com a construção de uma sociedade em que a discussão pública e a participação nas decisões políticas não sejam tomadas apenas por aqueles que foram escolhidos para representar. O diálogo, a discussão sobre o projeto em questão, é essencial para um processo que se queira verdadeiramente democrático, ouvindo e levando em conta todos/as aqueles/as que se disponham para tal, desfazendo os equívocos e, como já está em pauta, que sirva de referência para que erros desse tipo não se repitam. 4) Na perspectiva dos estudos de currículo, tal proposta remove o caráter pedagógico educacional da escola, uma vez que restringe a liberdade e delimita a atuação docente, a uma ação mecanizada sem mobilização de valores e não consideração e discussão da realidade do aluno; não define o que seria prática de doutrinação ou "curricularização" de uma suposta "ideologia de gênero", tornando-se assim inconstitucional, pois sugere a proibição de uma prática sem defini-la claramente; propõe a absurda ideia de divisão entre conteúdos e realidade - a educação contemporânea é estruturada na formação crítica para a leitura do contexto; e ainda, o/a professor(a) não poderia trabalhar valores nas escolas. 5) Em 2015, essa mesma abordagem foi apresentada quando da votação do PME, quando o projeto que suprimiu os termos “diversidade e gênero” foi votado favoravelmente, por unanimidade, na Câmara de Vereadores de Garanhuns. O projeto no entanto não seguiu adiante devido ao posicionamento contrário do Ministério Público (Recomendação nº 09/2015 que pedia a reinclusão da questão da diversidade cultural e de gênero no PME), que se baseou no parecer publicado então pelo Conselho Nacional de Educação, afirmando que os debates sobre gênero e sexualidade não poderiam ser omitidos nas escolas, podendo tal ato gerar o constrangimento de educadores/as, alunos/as e comunidade no tratamento da diversidade cultural, premissa essencial na prevenção da violência e elemento essencial na construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Este ato, no presente, e da forma como ele tem sido conduzido – não aberto ao diálogo a não ser devido à pressão popular –, representa, em nosso entender, a insistência em ignorar tais princípios, tal como estão consagrados na República Federativa do Brasil. 6) Por fim, ressaltamos que o Estado Brasileiro é laico, que a população de Garanhuns é plural e incorpora diversas denominações religiosas que possuem uma compreensão diversa das relações humanas, sociais etc. E que são parceiras da escola na medida em que buscam pelos seus serviços e se somam no enfrentamento às violências sofridas em função de etnia, gênero, sexualidade, religião ou classe social. Além de que, o que dá unidade e universalidade aos processos de ensino-aprendizagem são os conhecimentos científicos, assim é na educação, na medicina e em qualquer área do conhecimento. Ressaltamos ainda a soberania e autonomia do(a) professor(a) em sala de aula, são profissionais habilitados, com competências comprovadas e suas práticas não trazem elementos desabonadores. Nesse caso, há que serem respeitados(as) e reconhecidos(as) pelos gestores públicos, com os quais partilham o compromisso de contribuírem para a construção de um mundo melhor. Por esses motivos, embora considerando de antemão o projeto sem base, pois delimita uma prática que não existe, colocamo-nos à disposição para dialogar sobre o projeto apresentado, pois entendemos a boa vontade e a cumplicidade quando todos(as) estamos almejando a construção de uma sociedade que não seja pautada pela violência, medo e atropelo do diferente e desconhecido. Acreditamos que, só assim, uma sociedade poderá ambicionar ser classificada como democrática, onde a liberdade não seja significado de desresponsabilidade e omissão. Texto redigido por coletivo composto por professores/as da rede municipal de Garanhuns - PE, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, da Universidade de Pernambuco, estudantes de ensino médio e superior, movimentos sociais, mães, pais, filhos, etc.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Depois de ser destaque na mídia local e estadual em defesa da lombada eletrônica na curva da laranjeira, Gil PM agora sai em defesa do UBER em Garanhuns

O vereador Gil PM dando entrevista na curva da laranjeira a repórter Estéfane Hermano da TV Jornal

Sendo um dos assuntos mais comentados da última semana nas redes sociais, devido a vídeo publicado aqui, com exclusividade, no Blog do Cisneiros, com o vereador Gil PM (PHS) tendo seu dia de fúria ao presenciar ato de vandalismo na curva da laranjeira, onde vândalos, ou melhor, bestas humanas, arrancaram e quebraram as lombadas eletrônicas ali instaladas, Gil PM agora entra na briga em favor do direito dos Garanhuenses usarem o aplicativo UBER na cidade.

O vereador Marinho da Estivas
Vamos explicar, muitos, se não todos, já devem ter ouvido ou lido, a UBER, empresa multinacional norte-americana, prestadora de serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano e baseada em tecnologia disruptiva em rede, através de um aplicativo E-hailing que oferece um serviço semelhante ao táxi tradicional, conhecido popularmente como serviços de "carona remunerada".

Trocando em miúdos para quem ainda não conhece: você baixa um aplicativo no seu celular, e sempre que quiser, só solicitar um carro, e em poucos minutos este carro esta no local pra onde você solicitou, detalhe, você acompanha o tempo todo em tempo real o todo o percurso dele até chegar até você, tudo por GPS. E com um detalhe ainda mais importante, bem mais barato que o táxi tradicional.

O vereador Ary Jr.
Com isso, o vereador Ary Jr. (PTB), que sempre teve o apoio da categoria dos taxistas na cidade, aproveitou projeto de lei enviado pelo poder executivo municipal, e colocou uma emenda proibindo o transporte de passageiros em carros particulares, sejam por meio ou não de aplicativos, sendo assim na pratica o vereador quer proibir o UBER e consequentemente, manter uma reserva de mercado para os taxistas. É importante frisar que nós do Blog do Cisneiros achamos legitima a posição do vereador Ary, de apoiar os taxistas, pois é assim que funciona no mundo inteiro, o eleito representar os interesses com os quais se comprometeu para chegar ao cargo que ocupa.

Quando na vez do vereador Marinho da Estivas (PHS) votar, este pediu vistas para analisar o projeto, deixando a continuação da votação para a próxima quarta-feira (20).

Ao procurarmos o vereador Marinho para saber sua posição a respeito da emenda do seu colega o vereador Ary, Marinho, junto com o vereador Gil PM, participaram de Live transmitida em nossa página do Blog do Cisneiros no Facebook, conversando e respondendo as perguntas dos nossos internautas, com os vereadores já convidando toda população a comparecer na próxima segunda-feira (18) às 19 h na câmara de vereadores para audiência pública onde todos irão poder dar sua opinião a respeito, com o resultado desta audiência pública sendo apresentado já no dia seguinte na sessão da comissão que irá analisar a emenda, para ser votada já no dia seguinte, quarta-feira (20), no plenário da casa.


Veja Live transmitida na pagina do Blog do Cisneiros no Facebook:

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Vereador Marinho da Estiva participa de audiência pública para debater a reforma do Plano Nacional de Atenção Básica


Na manhã da última segunda-feira (28) no auditório da Assembleia Legislativa de Pernambuco, na capital pernambucana, Recife, o vereador Marinho da Estivas esteve presente em audiência pública onde se discuti a reforma da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) “Irresponsabilidade e falta de decência humana essa proposta que deixa os mais necessitados a própria sorte”, diz vereador Marinho da Estiva. 

Várias Associações reagiram à proposta do Governo Federal de tirar recursos do Programa de Saúde da Família. Especialistas estão preocupados com o destino do programa. Dizem que o dinheiro que hoje é aplicado exclusivamente no programa poderá ser usado, também, em outros tipos de atendimento. O que resultaria em um número menor de equipes e prejudicaria os usuários e o Sistema Único de Saúde.

Com a nova proposta, o número de agentes de saúde deverá sofrer uma grande diminuição com a demissão de cerca de 300 mil agentes de saúde em todo território Nacional. Associação Brasileira de Saúde Coletiva emitiu um parecer ressaltando sua manifestação contra a revisão da Política Nacional de Atenção Básica.

Marinho, juntamente com o Sindicato dos ACS e ACE estão organizando uma audiência Pública para o Agreste Meridional para discutir tais mudanças.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Vereador Marinho da Estivas recebe lideres quilombos em seu gabinete


Já em sua primeira semana de retorno a Casa Raimundo de Morais, o Vereador Marinho da Estivas vem dando continuidade aos trabalhos desenvolvidos por seu gabinete, tendo recebido na última segunda-feira (21) lideranças Quilombolas de Garanhuns e Pernambuco, entre eles Antônio Crioulo, comunidade quilombola de Conceição das Crioulas em Salgueiro, Cícero Andrade do Quilombo Estrela, Valdir da Silva e Renato Gomes do quilombo do tigre, que junto com o vereador fazem parte da Comissão Estadual das Comunidades Quilombolas de Pernambuco.

No encontro, foram discutidas propostas de melhoria para os Quilombos de Garanhuns, zona rural, bem como para o espaço urbano do município. O vereador destaca ainda a importância da organização social, aonde vem conversando com os vários segmentos da sociedade para vidando viabilizar políticas públicas para a cidade.

Marinho enfatiza ainda a importância da participação da juventude nas tomadas de decisões, tanto em propostas para melhoria da cidade, como no engajamento nos movimentos sociais.

(Assessoria do vereador)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Vereador Marinho da Estivas de volta a câmara de vereadores de Garanhuns


Após receber alvará de soltura e ter voltado para sua casa em Garanhuns, o vereador Marinho da Estivas (PHS) concedeu entrevista coletiva em seu retorno a câmara de vereadores da cidade ao lado dos seus advogados, amigos, familiares, simpatizantes e curiosos que ali estavam.

Em sua declaração inicial Marinho se declarou inocente e surpreso com todo o ocorrido, onde se questiona todos os dias “como alguém pode ser tirado do seu convívio, do seu trabalho, do seu lar, do meio da sua família, e ser, sem mais nem menos, jogado numa cela sem direito nem a banho de sol, nem muito menos receber alguma visita sequer dos seus familiares”. Chegando a se emocionar durante sua fala, sendo aparado por sua mãe.

A coletiva teve inicio com a fala da sua banca de advogados, na pessoa do doutor Marinésio Luz, seguindo a declaração de Marinho, finalizando com as perguntas dos repórteres presentes.

Todos os outros acusados junto com o vereador foram soltos com a não finalização do inquérito contendo alguma acusação. Sendo assim, todos foram libertados por força da lei. Bem como Luciana Ferro, que volta junto com Marinho a sua esquipe de gabinete.


Veja a entrevista coletiva completa do vereador Marinho da Estivas na nossa página no facebook:



Veja também a sua entrevista na rádio Marano FM:

domingo, 7 de maio de 2017

MARINHO DA ESTIVA ESTÁ EM BUSCA DE RECURSOS PARA CONSTRUÇÃO DE MAIS CASAS DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA RURAL PARA GARANHUNS



A associação remanescente dos quilombos do  Sítio Estivas, durante o mês de Abril e início do mês de maio, realizou aproximadamente 400 pré cadastros na zona rural do município de Garanhuns, para o Programa Nacional de Habitação Rural – O mesmo foi criado pelo Governo Federal no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, através da Lei 11.977/2009 tendo como finalidade  possibilitar ao agricultor familiar, trabalhador rural e comunidades tradicionais o acesso à moradia digna no campo, seja construindo uma nova casa ou reformando/ampliando/concluindo uma existente, a iniciativa abrange todos os municípios brasileiros independentemente do número de habitantes.

O vereador Marinho da Estiva destaca ainda a importância da iniciativa, pois, uma vez os projetos aprovados, o impacto positivo que causará  na vida dessas pessoas que vivem na zona rural será muito significativo, pois em quase toda sua totalidade esse contingente populacional vive em condições precárias principalmente no que diz respeito às suas habitações, contribuindo ainda para uma melhor qualidade vida.

“A importância da organização social e política para estas famílias, acessando políticas públicas voltadas para garantia e manutenção da permanência do homem no campo, pois sem organização e espírito de coletividade não se chega a lugar nenhum”. Afirma Marinho.

sábado, 11 de março de 2017

MARINHO DA ESTIVAS, UM EXEMPLO A SER SEGUIDO PELOS SEUS COLEGAS VEREADORES

O vereador Marinho da Estiva continua mesmo se diferenciando da maioria dos seus pares na casa Raimundo de Moraes, a câmara dos vereadores da nossa cidade, Garanhuns.

Enquanto alguns vereadores parecem que se elegerem para cuidarem apenas dos seus próprios interesses, olhando só para o próprio umbigo, dando as costas para seus eleitores e a população como um todo, Marinho faz diferente, e abre as portas do seu gabinete para todos os que lá o procuram.

Mas não só isso diferencia Marinho da maioria dos demais, Marinho não se contenta só em ter as portas do seu gabinete abertas à todos. Marinho vai para cima dos problemas que afligem a cidade já com a solução, quando não já com a solução na mão, vai à busca dela seja onde for, seja junto ao poder executivo municipal, com o prefeito Izaías Régis e seu secretariado, seja junto ao poder executivo estadual, ou até mesmo indo à Brasília, capital federal do nosso país, como já foi amplamente noticiado aqui no Blog do Cisneiros.

Neste último dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Marinho foi de escola em escola e de posto de saúde em posto de saúde da zona rural do nosso município agradecendo a cada mulher que lá encontrava exercendo suas funções, pelo excelente trabalho que exercem, lhes parabenizando e lhes presenteando com uma rosa vermelha pelo seu dia, lembrando ainda que o dia 8 de Março não deve ser só de festejos e comemoração, mas também de reivindicação, vigilância e luta pela preservação dos direitos já conquistados, e ainda insuficientes, com tanta dor e luta.

Dando como exemplo de ameaça a alguns destes direitos, a atual proposta de reforma da previdência enviado pelo governo Temer ao congresso nacional. 

“Esta reforma, da forma que estar, despreza a dupla jornada de trabalho que muitas mulheres são submetidas dentro e fora de casa, igualando sua idade a dos homens na hora de requerer a sua aposentadoria, isto pra ficar só num exemplo”, pontua Marinho.

É por exemplos de políticos como Marinho que a nossa sociedade como um todo almeja. Um verdadeiro exemplo de dedicação, trabalho e respeito ao ser-humano, respeito a todos que o procuram em busca de uma solução para já tantos problemas que os machucam onde vivem, seja na zona rural ou urbana.

Marinho é, sem duvidas, um verdadeiro exemplo a ser seguido pela maioria dos seus colegas vereadores.


Para pessoas como Marinho o Blog do Cisneiros, também esta, e sempre estará, de portas abertas.