sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Marcelo Marçal contradiz Izaías Régis


Em entrevista na manhã desta sexta-feira (20), no quadro Pé de Conversa do Arraiá de Gláucio Costa, na rádio Marano FM, o presidente do Instituto de Previdência dos Servidores de Garanhuns – IPSG, Marcelo Marçal, contradisse as declarações dadas pelo prefeito Izaías Régis (PTB) de que a previdência municipal irá quebrar em 2026. Izaías fez tal afirmação durante debate com os prefeitos de Petrolina e Serra Talhada, na última quarta-feira (18), na rádio Jornal Recife. (Leia aqui: Chegando ao final do seu governo, Izaías admite que IPSG está quebrado e que situação econômica de Garanhuns não é boa)

À Gláucio Costa, Maçal disse que os servidores municipais podem ficar tranquilos que o IPSG não irá quebrar em 2026 e que quando Izaías assumiu a prefeitura o IPSG tinha uma despesa de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) com o pagamento das aposentarias, e não de 300.000,00 (trezentos mil), como disse Izaías. Hoje estes valores, ainda de acordo com Marçal, são de R$ 2.300.000,00 (dois milhões e trezentos mil reais), não 3.000.000,00 (três milhões), como também disse Régis.

Partindo da premissa de que Marcelo Marçal falou a verdade e que os números que disse estão corretos, fica a dúvida se o prefeito mentiu ou se está muito mal assessorado. Seja qual das opções for, é muito preocupante um prefeito ir para o programa de Geraldo Freire na capital pernambucana dar as declarações que deu. Declarações estás que está causando pânico entre os servidores.



Marcelo Marçal no início da entrevista tentou usar a estratégia de jogar a culpa da polêmica criada em torno do IPSG numa oposição que segundo ele usa palavras do prefeito fora de contesto, mas foi logo forçado a mudar de estratégia de defesa quando Gláucio Costa colocou a fala de Izaías sobre a previdência em sua integra e disse que quem criou a polêmica foi o próprio prefeito.

Sobre a sustentabilidade do IPSG, Marcelo Marçal falou que hoje o instituto tem uma relação de 2.5 (dois e meio) servidores na ativa contribuindo para cada aposentado, quando o ideal, segundo ele, é ter pelo menos 3 (três) servidores na ativa contribuindo para cada inativo. Lembrando da necessidade de se ter menos contratados e comissionados e mais concursados efetivos que contribuem para a previdência municipal.

Izaías ainda deixou escapar que chegando ao final do seu governo a situação econômica de Garanhuns não é boa.

O que se deve fazer agora, para trazer de fato tranquilidade a todos os servidores, depois das declarações do prefeito, é a câmara dos vereadores pedir uma auditoria do tribunal de contas do estado no IPSG, para esclarecer de uma vez por todas aos contribuintes como realmente está a situação das finanças do instituto.

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