Governo do Estado de Pernambuco

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Escalada da crise do coronavírus deixa mais de mil à espera de leitos no Rio e faz São Paulo cogitar levar doentes para o interior

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores nesta quinta-feira, em Porto Alegre. FERNANDO ALVES/THENEWS2 VIA ZUMA / DPA / EUROPA PRESS

El País

O Brasil registrou nesta quinta-feira o terceiro dia consecutivo com mais de 400 mortes notificadas por covid-19: foram 435 óbitos confirmados em 24 horas, totalizando 5.901 falecimentos, de acordo com o Ministério da Saúde —o país tem 85.380 casos confirmados e 35.935 pessoas curadas—. No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Governo Federal “fez de tudo” para conter a crise do novo coronavírus no país e acusou prefeitos e governadores de uso político da pandemia. Ao comentar a escalada de mortes causadas pelo vírus, em relação a qual ele questionou “e daí?” no início da semana, o presidente insistiu que cabe aos Governos locais gerir os recursos liberados e tomar medidas. “Governadores e prefeitos que tomaram medidas bastante rígidas não achataram a curva”, afirmou, sem qualquer evidência, referindo-se a São Paulo e Rio de Janeiro, que começam a enfrentar uma escalada de casos e chegam próximos à ocupação máxima de seus equipamentos de saúde. Especialistas arfimam que as medidas de isolamento social contribuíram para que o número de vítimas não fosse maior e até o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, mudou de discurso.

“Ninguém está pensando em relaxar o isolamento. Neste momento, ninguém está pensando em flexibilizar nada”, disse o ministro em coletiva de imprensa. “Temos uma diretriz pronta, um ponto de partida, mas não dá para você começar uma liberação (social) quando você tem uma curva em franca ascendência", acrescentou. “Hoje estamos em 435 [confirmadas nas últimas 24 horas], o número de 1.000, se tivermos um crescimento significativo na pandemia, é possível acontecer. Não quer dizer que vai acontecer", seguiu. De acordo com um estudo do Imperial College de Londres, o Brasil pode registrar 9.700 mortes por covid-19 até o próximo domingo e tem, neste momento, a pior situação do mundo com o número de casos “em provável crescimento” e um registro “muito grande” de óbitos. A previsão mais otimista da instituição era de 5.600 óbitos até o fim desta semana, um número já ultrapassado pela realidade brasileira.


São Paulo pede ajuda e no Rio há mais de 1.000 pesssoas


No Rio de Janeiro, o segundo Estado mais afetado pela pandemia, com 854 mortes e 9.453 casos de covid-19, a projeção feita pelas autoridades é alarmante. Mais de mil pacientes —361 deles em estado grave— com sintomas compatíveis com a doença aguardavam, nesta quinta-feira, por uma vaga em UTI ou enfermaria. Edmar Santos, secretário estadual da Saúde, disse em entrevista ao portal G1 que trabalha com a “base” de 140 mil pessoas infectadas, o que projeta a necessidade de 21 mil leitos de enfermaria e sete mil de CTI nas próximas duas semanas. O Estado só dispõe na rede pública de pouco menos de 4.000 vagas. “Obviamente, isso é matematicamente impossível”, lamentou.

No Estado de São Paulo, o mais afetado pelo coronavírus —com 28.698 casos confirmados e 2.375 óbitos—, a taxa de ocupação dos leitos de UTI na capital e região metropolitana para tratar pacientes com covid-19 chegou a 89%. Por conta disso, o secretário da Saúde, José Henrique Germann, hospitais do interior do Estado serão utilizados para tratar os doentes da região da Grande São Paulo. Sem apresentar provas, Bolsonaro acusou o Governo de João Doria (PSDB) de inflar o número de mortes para fazer uso político da crise. “É o governador ‘gravatinha’ fazendo politicalha”, desdenhou.

Membros do Comitê de Contingência do Coronavírus em São Paulo reuniram-se com o ministro da Saúde para pedir quatro milhões de testes rápidos, 100 respiradores para o Hospital das Clínicas já nos próximos dias e repasse de 292 milhões de reais para habilitar 2049 leitos de UTI, além de máscaras e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Embora o Governo do Estado prepare um plano de retomada de algumas atividades a partir do dia 10 de maio, a capital paulista não flexibilizará as medidas de isolamento, conforme afirmou o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido. Ele argumenta que a cidade ainda não está preparada para o adotar essa medida e disse que a equipe do prefeito Bruno Covas estuda endurecer a quarentena em algumas áreas da cidade, com a possibilidade de bloquear avenidas. “Já é uma decisão tomada. Nós não temos como relaxar as medidas de isolamento social a partir do dia 10 de maio. Na capital é absolutamente impossível”, disse, em entrevista à TV Globo na manhã desta quinta.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) lançou carta nesta quinta cobrando do Governo Bolsonaro e do Ministério da Saúde ações mais ações contundentes para traçar um plano emergencial contra a pandemia. O grupo, que engloba mais de 40 entidades científicas, diz que “se nada for feito nos próximos dias, os pronunciamentos do ministério se resumirão a informar o número de mortos”. “Há um plano para o uso dos leitos hospitalares de modo integrado? Diversos países fizeram a integração das redes hospitalares públicas e privadas por decisões dos governantes, com ótimos resultados na distribuição e atendimento dos doentes mais graves”, questiona a entidade.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Cabo, Garanhuns e Olinda devem receber novos respiradores resgatados pelo governo


Do Diário de Pernambuco

Após Pernambuco receber os 13 primeiros dos 35 aparelhos respiradores apreendidos via Justiça, o Governo do Estado determinou a distribuição para as unidades de saúde de referência no atendimento contra a Covid-19. Receberão as máquinas o Hospital Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, e a Maternidade Brites de Albuquerque - reaberta especificamente para atender casos da doença -, em Olinda na Região Metropolitana, além da Unidade Pernambucana de Atendimento Especializado (UPAE), em Garanhuns, no Agreste.

As máquinas serão testadas e revisadas pela equipe técnica da Secretaria de Saúde do Estado, antes de seguirem viagem para as unidades, ainda nesta segunda-feira. A quantidade distribuída para cada unidade, no entanto, ainda deve ser divulgada. Outras 22 unidades dos respiradores ainda devem chegar a Pernambuco nesta terça-feira (28).

Os 35 aparelhos fazem parte do primeiro lote adquirido, dos cem equipamentos previstos em contrato realizado junto à empresa Intermed Equipamento Médico Hospitalar Ltda., de fabricação nacional. O lote em questão tinha como data de entrega o dia 20 de março, no entanto não foi realizado o despacho da carga. Segundo a Secretaria de Saúde, a empresa alegou retenção por determinação federal via Ministério da Saúde, que negou a informação. Os equipamentos foram liberados após ação impetrada pela Procuradoria Geral do Estado, atendida pelo juiz Teodomiro Noronha Cardoso, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Recife.

“Essa é uma luta diária. Abrir novos leitos envolve além do espaço físico nos hospitais, os recursos humanos, os insumos e muitos outros detalhes importantes para atender os pacientes”, destacou o governador Paulo Câmara, em pronunciamento oficial realizado no último domingo (26). "Por isso precisamos segurar a disseminação do coronavírus. Quanto menos contato com outras pesoas você tiver, menor é a chance de pegar a Covid-19. Fique em casa", reforçou.

Com os novos equipamentos, Pernambuco agora alcança o total de 712 novos leitos na rede estadual, sendo 333 de Unidades de Terapia Intensiva, além de 379 enfermarias específicas para atender casos da doença. No estado, até o último domingo, foram registrados 4.898 casos e 415 mortes, sendo 391 novas confirmações e 34 óbitos contabilizados nas últimas 24h.

sábado, 25 de abril de 2020

Moro: A ascensão e queda


Gustavo Krause

Não cultivo ídolos nem heróis. A razão é simples: a essência imperfeita da natureza humana. Ambos são abstrações. Atribuem a Voltaire a frase: “ninguém é herói para seu criado de quarto”.

A intimidade fulmina ídolos. A esse respeito, a crueza genial de Nelson Rodrigues, dizia que, dependendo das “intimidades”, “as pessoas, com vergonha, sequer se cumprimentariam”. Entretanto, no campo político, tenho especial admiração por três grandes líderes: Gandhi, Nelson Mandela e Winston Churchill.

Exatatamente no campo político, o culto à personalidade leva à adoração de verdadeiros monstros, construídos pela arma manipuladora da propaganda, ou pela síntese insuperável que explica êxito de o “Príncipe” de Maquiavel: “virtú et fortuna”. Os povos precisam de heróis, ídolos e símbolos a quem reverenciar com a força unificadora das narrativas religiosas, míticas e políticas.

Nós brasileiros, não fugimos à regra e não faltam exemplos de ídolos consistentes ou com os pés-de-barro, heróis verdadeiros ou fabricados, em todos os campos da vida social.

Na política brasileira, não faltam heróis e vilões. Mas foi no campo minado da antipolítica que surgiu um herói nacional: o Juiz Sérgio Moro que atendeu ao clamor estrondoso da sociedade e ao natural desejo de punição a um esquema de corrupção em proporções tais que afetou a economia na escala medida pelo bilhão de dólares.

Mais importante: feriu mortalmente a cultura da impunidade ao colocar na cadeia os mais poderosos representantes do poder econômico e do poder político. Não, por acaso, a operação denominada Lava-Jato, lavou a alma dos brasileiros a despeito do pecado do orgulho de alguns jovens promotores e do estranho amor ao Estado de Direito dos hackers da Intercept.

O novo herói nacional, Sergio Moro, não se afastou do estilo sóbrio, da consistência jurídica das sentenças, demonstrando sempre uma inabalável convicção interior e apego à lei.

A escolha de Moro estava legitimada pela confiança delegada por 58 milhões de eleitores ao Presidente e pelos méritos do magistrado no combate à corrupção. Mal sabia Moro que trabalhar com o Presidente seria um martírio.

Na parte final do meu artigo, “a síndrome de Caim” escrevi: “Ministros o recado está dado. Cuidado com avaliação das pesquisas de opinião: o teto é a mediocridade turbinada por uma personalidade a merecer devida atenção dos especialistas em patologias comportamentais”.

O ministro ascendeu por mérito e a queda, com dignidade, engrandece Sérgio Moro. Fica a questão: por que rolou a cabeça de Valeixo?


*Gustavo Krause é político e advogado brasileiro. Foi ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, ministro do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente do governo FHC, governador de Pernambuco e prefeito do Recife.

Morre empresário Ricardo Brennand


Do Blog do Magno Martins

Morreu, na madrugada de hoje, aos 93 anos, vítima do coronavírus, o empresário pernambucano Ricardo Brennand, um dos mais importantes do PIB nordestino..Filho de Dulce Padilha Coimbra e de Antônio Luiz de Almeida Brennand, aos 12 anos de idade ganhou um canivete do tio homônimo e, desde então, passou a colecionar armas e obras de arte. Formou-se em engenharia pela Universidade Federal de Pernambuco (1949).

Durante muitos anos, Ricardo Brennand dedicou-se aos negócios da sua família – fabricação de vidro, aço, cerâmica, cimento, porcelana e açúcar. Em 1999, o empresário vendeu as fábricas de cimento, utilizando parte dos recursos para fundar o Instituto Ricardo Brennand, inaugurado no segundo semestre de 2002. 

O acervo do Instituto inclui objetos históricos e artísticos de diversas procedências, abrangendo o período que vai da Baixa Idade Média ao século XXI, destacando-se a documentação histórica e iconográfica relacionada ao período colonial e ao Brasil Holandês, que inclui uma importante coleção de pinturas do artista neerlandês Frans Post (1612 – 1680), um dos artistas integrantes da comitiva do conde Maurício de Nassau – fundador da colônia de Nova Holanda, em Pernambuco.

É casado com Graça Monteiro Brennand, com ela teve 8 filhos. É seu primo ceramista Francisco Brennand, também já falecido.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Ao tentar refutar Moro, Bolsonaro acaba por reforçar suspeitas lançadas por ex-ministro


Por Gustavo Alves. Analítico, O Globo

A refutação a acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro era o objetivo do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro no fim da tarde, rodeado de ministros, do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e de deputados como o filho Eduardo Bolsonaro e Hélio Lopes. Mas o tempo que levou, inusual para um político conhecido por declarações curtas e diretas, as digressões a que se prestou, e as versões que apresentou sobre sua tentativa de se relacionar com a Polícia Federal acabaram por reforçar as suspeitas do ex-auxiliar.

O presidente voltou a se apresentar como uma vítima, ao dizer-se perseguido pelo establishment e pela imprensa, lembrando do atentado que sofreu na campanha eleitoral e estabelecendo um paralelo da tentativa de assassinato com a morte da vereadora Marielle Franco. Desceu a detalhes como a intervenção no Inmetro para defender taxistas, os gastos com o cartão de crédito e a piscina aquecida do Palácio da Alvorada. Enquanto revisitava temas maiores e menores, Bolsonaro admitiu que pediu a Moro relatórios da Polícia Federal para, segundo ele, poder tomar decisões de governo. E que pediu à PF para ouvir um dos acusados pela morte da vereadora do PSOL, o PM aposentado Ronnie Lessa. O motivo teria sido a notícia de que a filha de Lessa, que morava no mesmo condomínio do presidente no Rio de Janeiro, teria namorado Jair Renan, o "filho 04" de Bolsonaro.

Bolsonaro contou que determinou que os agentes da PF fossem ouvir o ex-PM, quando já estava preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte, porque o ministro da Justiça não se mexeu. O presidente acrescentou que tem em suas mãos o conteúdo deste inquérito e que o acusado de assassinar Marielle e o motorista Anderson Gomes negou a relação da filha com Jair Renan.

As implicações legais destas admissões pelo presidente ainda vão ser esquadrinhadas. Mas ao relatar esse fato, assim como os pedidos de relatórios, Bolsonaro reforça a visão de que não separa interesses públicos e privados. Até por talvez desconhecer a diferença, como indicou ao contar que pensou em escolher o novo diretor da Polícia Federal por sorteio entre os nomes sugeridos por ele e por Moro.

Moro tem provas contra Bolsonaro, dizem interlocutores do ex-ministro da Justiça


Do Estadão

As acusações de Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro estão respaldadas em provas documentais. Interlocutores do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública relataram ao Estado que Moro e Bolsonaro tiveram inúmeras conversas, pessoais e de governo, especialmente pelo WhatsApp, canal usado pelo presidente para dar ordens aos subordinados.

Essas fontes observaram que Moro tem uma experiência de 22 anos na função de juiz criminal e sabe, como poucos, que não se acusa alguém sem provas concretas. Pelo menos sete crimes que Bolsonaro teria cometido foram apontados pelo ex-ministro no pronunciamento que fez nesta sexta-feira. Moro surpreendeu até sua equipe ao revelar com detalhes que o presidente manifestou interesse em interferir na autonomia da Polícia Federal. Ordens que ele nunca repassou. Bolsonaro nunca teve uma conversa a sós com o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.

Na avaliação de experientes investigadores que acompanham o ex-ministro, a acusação mais grave apontada por Moro foi o interesse de Bolsonaro em controlar a PF para ter acesso a investigações sigilosas – muitas das quais comandadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “O presidente também me informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no STF e que a troca também seria oportuna na Polícia Federal por esse motivo”, afirmou o ministro na entrevista.

É munição nova à disposição dos opositores do governo. O Palácio do Planalto já enfrenta inquérito no Supremo na área das fake news. Conforme o Estado revelou, as investigações conduzidas pela PF sobre o caso já chegaram a empresários que teriam financiado ataques nas redes sociais a opositores de Bolsonaro.

A mira dos investigadores é o grupo comandado pelo “gabinete do ódio”, liderado pelo vereador Carlos Bolsonaro (RJ), filho do presidente da República. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), irmão de Carlos, foi ao Supremo para tentar impedir a continuidade da CPI das Fake News, que também mira os financiadores da rede que destrói reputações de qualquer um que critique o presidente. Os próprios ministros do Supremo costumam ser alvo.

A PF não investiga o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho zero um do presidente, e o seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O parlamentar é suspeito de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Assessores de Flavio repassavam parte do salário para Queiroz. A primeira-dama Michele Bolsonaro chegou a receber valores de Queiroz. Esse caso é conduzido pelo Ministério Público Estadual.

No discurso de despedida, Moro revelou que não aceitou interferência política na PF. O delegado Maurício Valeixo foi exonerado do cargo nesta sexta-feira. A reportagem apurou que, ontem à noite, o delegado soube que o Diário Oficial da União traria sua exoneração. Ele pediu para deixar o cargo no início do ano, após pressões para troca do superintendente da PF no Rio de Janeiro, base eleitoral de Bolsonaro, mas foi surpreendido com a demissão agora, sem que a troca tivesse sido costurada com o ministro da Justiça.

Bolsonaro pediu a Moro que interferisse em inquérito que envolve Carlos


Da Veja.com

Sergio Moro não mencionou em vão, em seu discurso de despedida, o incômodo do presidente Jair Bolsonaro com inquéritos específicos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Interlocutores do ex-juiz da Lava-Jato informaram a VEJA que a gota d’água para o pedido de demissão de Moro foi o fato de Bolsonaro exigir que a Polícia Federal e o ministro da Justiça dessem um jeito de segurar uma investigação que aponta para a participação do vereador Carlos Bolsonaro em um esquema de ataques virtuais a autoridades e propagação de fake news.

Nos últimos dias, Bolsonaro recebeu informações de que o inquérito sigiloso que apura fake news e ofensas contra autoridades, tocado pelo ministro Alexandre de Moraes no STF, obteve indícios contundentes  do envolvimento do vereador Carlos, o filho Zero Dois e apontado como criador do chamado gabinete do ódio — um grupo que usaria as dependências do Palácio do Planalto para promover campanhas virtuais contra adversários do governo. Mais que isso: os investigadores colheram elementos sugerindo que essas são financiadas por empresários ligados ao presidente.

“A água está subindo”, disse o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, para Moro, se referindo ao  inquérito, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, mas que tem na linha de frente um delegado da Polícia Federal, responsável pela  parte operacional como levantamento de dados, quebra de sigilos telemáticos e bancários.

Interesses políticos
O presidente tentava cotidianamente receber informações de Maurício Valeixo sobre o andamento das investigações e era ignorado. O diretor-geral da PF acabou exonerado nesta quinta-feira (23). Moro também se recusava a interferir no caso. Ao anunciar seu pedido de demissão, o ministro denunciou a interferência do presidente da República na Polícia Federal. Bolsonaro, segundo ele, queria colocar uma pessoa de confiança para ter acesso a informações e relatórios de inteligências de investigações em andamento.

“O presidente me disse mais de uma vez expressamente que ele queria ter alguém do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações, que ele pudesse colher relatórios de inteligencia, seja diretor ou superintendente. E realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm que ser preservadas”, disse Moro.

De acordo com o ex-juiz da Lava-Jato, Bolsonaro não queria trocar apenas o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, mas sim a maioria dos superintendentes, dentre eles o do Rio de Janeiro e de Pernambuco. “Não é só a troca do diretor. Havia a intenção também de trocar superintendentes. Novamente o superintendente do Rio de Janeiro. Outros superintendentes viriam em seguida. O superintendente da PF de Pernambuco. Sem que fosse uma razão, uma causa para que fossem realizados esses ciclos de substituições que fossem aceitáveis”, disse Moro.

Em setembro do ano passado, o presidente foi informado que havia uma trama em curso contra um de seus aliados, o deputado Hélio Lopes, conhecido como Hélio Negão. No mesmo mês, o senador Fernando Bezerra, líder do governo no Senado, foi alvo de uma operação da PF, com buscas e apreensões em gabinetes do Congresso. Isso causou a revolta de alguns parlamentares, que recamaram com Bolsonaro.

“Falei para o presidente que seria uma interferência política. ele disse que seria mesmo”, afirmou Moro.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Moro pede demissão após troca na PF e Bolsonaro tenta reverter, diz Folha de São Paulo


Da Folha de São Paulo

O ministro Sergio Moro (Justiça) pediu demissão a Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (23) ao ser informado pelo presidente da decisão de trocar a diretoria-geral da Polícia Federal, hoje ocupada por Maurício Valeixo.

Bolsonaro informou o ministro, em reunião, que a mudança na PF deve ocorrer nos próximos dias. Moro então pediu demissão do cargo, e Bolsonaro tenta agora reverter a decisão do ex-juiz federal.

Os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) foram escalados para convencer o ministro a recuar da decisão. Se Valeixo sair, Moro sairá junto, segundo aliados do ministro.

Valeixo foi escolhido por Moro para o cargo. O atual diretor-geral é homem de confiança do ex-juiz da Lava Jato. Desde o ano passado, Bolsonaro tem ameaçado trocar o comando da PF. O presidente quer ter controle sobre a atuação da polícia.

Moro topou largar a carreira de juiz federal, que lhe deu fama de herói pela condução da Lava Jato, para virar ministro. Ele disse ter aceitado o convite de Bolsonaro, entre outras coisas, por estar "cansado de tomar bola nas costas".

Tomou posse com o discurso de que teria total autonomia e com status de superministro. Desde que assumiu, porém, acumula recuos e derrotas.

O ministro também tem se mostrado, nos bastidores, insatisfeito com a condução do combate à pandemia do coronavírus por parte de Bolsonaro. Moro, por exemplo, atuou a favor de Luiz Henrique Mandetta (ex-titular da Saúde) na crise com o presidente.

Com esse novo embate, Moro vê cada vez mais distante a promessa de uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Esse caminho já estava enfraquecido especialmente depois da divulgação de mensagens privadas que trocou com procuradores da Lava Jato.

As mensagens obtidas pelo Intercept e divulgadas até este momento pelo site e por outros órgãos de imprensa, como a Folha, expuseram a proximidade entre Moro e os procuradores da Lava Jato e colocaram em dúvida a imparcialidade como juiz do atual ministro da Justiça no julgamento dos processos da operação.

Quando as primeiras mensagens vieram à tona, em 9 de junho, o Intercept informou que obteve o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo. O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, no aplicativo Telegram, a partir de 2015.

Em resumo, no contato com os procuradores, Moro indicou testemunha que poderia colaborar para a apuração sobre o ex-presidente Lula, orientou a inclusão de prova contra um réu em denúncia que já havia sido oferecida pelo Ministério Público Federal, sugeriu alterar a ordem de fases da operação Lava Jato e antecipou ao menos uma decisão judicial.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Priscila Krause cobra informação detalhada sobre ocupação de leitos


A deputada estadual Priscila Krause (DEM) cobra do Governo do Estado o detalhamento da ocupação dos leitos de UTI para a COVID-19. A parlamentar pede informações divididas por município, por hospital (públicos e privados) e por condição do paciente (testado positivo ou investigado como suspeito).

Para Priscila Krause, a intenção é buscar melhorar o serviço público diante da pandemia que chegou em Pernambuco. A deputada estadual já havia solicitado o detalhamento em outras duas oportunidades e, agora, diante do anúncio da ocupação de 99% das 320 vagas reservadas para o tratamento desses pacientes, essa solicitação passa a ter ainda mais importância.

Priscila Krause lembra que, oficialmente, testaram como positivos e estão na UTI 76 pessoas. "Os outros 244 são todos suspeitos? Já foram feitos os testes? Muitos podem testar falso negativo? Como se procede e em que pé está a avaliação desses diagnósticos?", questiona a parlamentar.

De acordo com os dados oficiais, a maior quantidade de leitos de responsabilidade da gestão estadual reservadas para COVID está distribuída em 13 unidades, destacando o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (30), o Imip (23), o Dom Hélder (20), o Mestre Vitalino (20) e o Alfa (20). Da Prefeitura do Recife, Hospital da Mulher (31), além dos hospitais de campanha inaugurados (Aurora e Coelhos). "É importante que, diante dos novos leitos anunciados, a gestão pública também deixe claro quantas de fato estão aptas ao funcionamento imediato", finaliza.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A Ferreira Costa se une a outras empresas e realiza várias ações para contribuir com o enfrentamento da crise


Sempre comprometida com as comunidades em que está inserida, fazendo questão de estar presente nos projetos sociais, a Ferreira Costa segue firme no combate aos efeitos negativos do covid-19. E, sem medir esforços para colaborar com as pessoas e profissionais de saúde, a empresa vem participando de diversas ações no estado de Pernambuco.

Doações de EPI´s como álcool em gel, máscaras e botas para hospitais e unidades de saúde.


Parceria com empresários de Pernambuco que juntos, efetuaram uma compra de 225 respiradores. Desses, 60 unidades já chegaram ao estado e estão sendo destinados para hospitais públicos de referência, como: Procape, Oswaldo Cruz, Imip, Hospital da Mulher e unidades do interior do estado.

Parceria com o Senai / FIEPE para a recuperação de 80 respiradores desativados. A medida em que forem recuperados, serão redistribuídos pelos hospitais de todo o estado, que forem referência para o covid-19.


Parceria com o grupo Empresários por Pernambuco: Foram doadas 50 mil cestas básicas para as pessoas mais vulneráveis ( feirantes, autônomos e outros profissionais em situação difícil) que perderam sua fonte de geração de renda, devido ao cenário atual.

Parceria com o grupo Vamos Proteger Garanhuns (Composto por 20 mulheres da cidade). A meta dessa parceria é adquirir 1.000 máscaras de acetato (protetores faciais) para profissionais de saúde e 40 mil máscaras de tecido para distribuir entre a população mais vulnerável da cidade. A produção das máscaras de acetato contou com o apoio das Gráficas FACFORM e Copiadora Nacional e vem sendo distribuídas pela Ferreira Costa para toda a rede de saúde de Garanhuns, como: hospitais, upas, posto de saúde e ambulâncias. Para a confecção das 40 mil máscaras a Ferreira Costa e a empresa A.Carneiro contribuíram com a doação de tecidos. Estão participando da confecção as artesãs de Garanhuns. As máscaras estão sendo entregues a Secretaria de Ação Social e sendo distribuídas em locais de grande circulação de pessoas, como feiras livres, supermercados, lotéricas e bancos. Para viabilizar toda a ação, a Ferreira Costa está contribuindo com as doações de insumos e todo o suporte logístico necessário.


Para quem quiser contribuir, o grupo Vamos Proteger Garanhuns está aceitando doações de insumos, máscaras prontas ou contribuição financeira (Banco: Caixa, Ag:0052, Conta Corrente, Op.013, Número 25416-4, CPF 327512654-72, Mitsi Franca Vidal). Para mais informações sobre as doações, é só entrar em contato pelo telefone do Grupo Vamos Proteger Garanhuns, através do número (87) 9.9604-5205.


Sobre a Ferreira Costa:


Com 135 anos de história, a Ferreira Costa, maior Home Center do Norte e Nordeste, está presente nos estados de Pernambuco, Bahia, Sergipe e Paraíba. Na loja, o consumidor encontra mais de 75 mil itens para casa, construção e decoração, utilidades domésticas, móveis, eletrodomésticos e automotivos. Além de suas seis lojas, a Ferreira Costa também possui e-commerce (www.ferreiracosta.com), com entrega para todo Brasil. 

Osmar Terra é um perigo para a saúde


Por Ascânio Seleme, O Globo

O deputado Osmar Terra é um oportunista perigoso. Mensagem enviada na terça-feira a um filho do presidente Bolsonaro foi de uma irresponsabilidade absurda e criminosa. Claro que ele queria que o Zero Dois levasse ao presidente o áudio de sua mensagem depositada via WhatsApp. Óbvio que ele sabia que o seu conteúdo seria vazado. Nem isso o impediu de inventar descaradamente uma história que não se sustentaria nem um dia. Terra disse a Eduardo que o pico da epidemia de coronavírus já tinha passado e que devia ser comemorado. Citou São Paulo, justamente São Paulo, que no mesmo dia batia novo recorde de casos e de mortes pela Covid-19.

A fome de poder não tem limites para homens como Terra. Esse tipo de gente é capaz de qualquer coisa para obter uma fatia da torta, de preferência a maior fatia, ou para do bolo não ser afastado. Você deve ter ouvido o áudio ou lido sobre ele. Mas não custa repetir aqui as aspas que compõem a sua essência. O bolsonarista de oportunidade disse, entre outras mentiras, essa: “a epidemia não está caindo, está desabando”. E ainda lançou um desafio, não a Eduardo, de quem morre de medo, mas aos que o vazamento do áudio alcançaria: “Podem escrever isso e me cobrem”.


Terra ainda atacou a quarentena, o que é música de ninar aos ouvidos do presidente. Dizer que as pessoas podem sair às ruas num momento como este, que nada muda no comportamento do contágio, choca mesmo quando um ignorante defende a tese. Mas é inadmissível quando se ouve a besteira de um homem graduado em Medicina. É até mais grave do que um médico dizer que foi curado da Covid-19 pela cloroquina. Terra disse que “não há um doente a menos, uma morte a menos porque estão fazendo aquela quarentena radical”.

Não sei, mas talvez fosse o caso de denunciar o doutor Osmar Terra ao Conselho Federal de Medicina. Um homem como ele não deveria ser autorizado a exercer a Medicina. Se ele tivesse pacientes e estes seguissem o que disse na mensagem ao Zero Dois, estariam expostos e poderiam adoecer, ser internados em hospitais e UTIs e morrer. Por sorte, Terra é um ex-médico e não tem pacientes. Ele nunca exerceu de fato a Medicina no Brasil. Desde o início dos anos 80 faz política no setor da saúde. Começou como sindicalista e depois seguiu carreira de político profissional.

Osmar Terra não deveria importar, afinal, ele ainda não ocupa o cargo de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, que é o que mais deseja. O problema é que ele se tornou um dos principais conselheiros de Jair Bolsonaro nessa crise sanitária. E é muito grave ver um presidente que sabe muito pouco sobre tudo aconselhado por um médico que sabe quase nada sobre Medicina. Mas Terra diz que sabe. Reafirma sempre que pode que já combateu e venceu uma epidemia. O ex-doutor disse a Eduardo: “Enfrentei o H1N1, que para mim foi um vírus muito mais letal do que o coronavírus”.

Bobagem. Mesmo quem não sabe muito sobre medicina não deveria se arriscar com esta afirmativa. Ela contraria não apenas todo o mundo científico, mas ataca também os números, os dados oficiais, as estatísticas. Entre 2009 e 2010, em 16 meses, 2.160 pessoas morreram no Brasil com a H1N1. Mas, ainda em 2010, uma vacina derivada da influenza foi produzida e com ela se conteve a epidemia no Brasil e em todo o mundo. Não é o caso agora. Não há vacina nem remédio para a Covid-19. O que Terra parece ou finge ignorar.

São mais de dois milhões os infectados pelo coronavírus em todo o mundo. Esse número retrata apenas os que testaram positivo. Mais de 120 mil pessoas já morreram. Os dados mundiais mostram que sofrem mais os que tardaram a reagir, os que menosprezaram a letalidade do vírus, os negacionistas. Foi assim com Itália, Espanha e Estados Unidos. Pode ser assim com o Brasil se os brasileiros seguirem as orientações do deputado Osmar Terra. E esse é o seu crime. Muitos vão seguir a orientação do ex-médico porque ouviram sua mensagem no zap do Zero Dois. E essa turma não ouve mais ninguém.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Alepe foca em ações de combate ao coronavírus e aprova na CCJ pensão especial para dependentes de servidores vítimas da Covid19

Priscila Krause

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) intensifica as ações em torno do combate à pandemia do novo coronavírus e nesta terça-feira (14) aprovou na Comissão de Constituição e Justiça o Projeto de Lei Complementar (1045/2020) que institui pensão especial para dependentes de servidores estaduais efetivos que venham a falecer no exercício de atividades, essencial e presencial, durante a pandemia.

A matéria é de iniciativa do Poder Executivo e já será votada pela Alepe, em plenário, na sessão remota marcada para esta quinta-feira (16). O PLC garante às famílias pensão equivalente ao salário integral e prevê, ainda, a manutenção das gratificações de desempenho aos servidores afastados do serviço por conta da Covid-19.


Os servidores contemplados pela pensão especial são das áreas de saúde, segurança pública, prevenção e assistência social, transporte público, infraestrutura e recursos hídricos, abastecimento de água, segurança alimentar, sistemas prisional e socioeducativo e defesa do consumidor.

“O projeto é de um efeito social e de uma justiça que faz a diferença na vida das pessoas nesse momento difícil”, ressaltou a relatora do projeto na CCJ, deputada Priscila Krause (DEM).


A CCJ aprovou, ainda, novas proposições de decreto legislativo reconhecendo o estado de calamidade pública em mais 30 municípios pernambucanos. São eles: Itaquitinga, Chã Grande, Lagoa do Carro, Iati, Mirandiba, Ilha de Itamaracá, Buenos Aires, Manari, Cachoeirinha, Sertânia, Carnaíba, Tuparetama, Palmeirina, Saloá, Brejinho, Quixaba, Santa Filomena, Camutanga, Petrolândia, São José do Egito, Orocó, Lagoa Grande, Timbaúba, Angelim, Floresta, Ouricuri, Itapetim, Serrita, Iguaracy, Escada.

Atualmente, 141 dos 185 municípios do Estado se encontram nessa situação, o que corresponde a 75% do total de cidades. Com os novos decretos, esse percentual se amplia para 90%. As cidades em estado de calamidade não podem ser penalizadas por sanções previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal no que se refere, por exemplo, ao descumprimento dos limites para gastos públicos enquanto durar a pandemia.

Na reunião virtual da CCJ, desta terça, também foi aprovada a proposta que suspende no Estado os prazos de validade de concursos públicos durante o período da situação de calamidade. Acatada por unanimidade, a proposta é de autoria da deputada Delegada Gleide Ângelo (PSB).

Distanciamento pode ser necessário até 2022, diz estudo de Harvard

Algumas medidas de isolamento social devem ser mantidas até 2022 Foto: Nilton Fukuda/ Estadão

Do Estadão

Os esforços de distanciamento social para evitar o colapso hospitalar diante da pandemia de covid-19 podem ser necessários, ao menos de modo intermitente, até 2022. É o que estima um grupo de pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard em artigo publicado nesta terça-feira, 14, na revista Science.

Os cientistas buscaram avaliar, para os próximos cinco anos, quanto o novo coronavírus, que recebeu o nome de Sars-CoV-2,  deverá persistir na população humana após o estágio inicial da pandemia. Uma resposta concreta, dizem, dependerá de sabermos exatamente quanto vai durar a imunidade humana depois da contaminação ou de tomar uma eventual vacina.

Para saber isso, serão necessários estudos sorológicos urgentes que determinem a extensão da imunidade da população, se ela diminui com o tempo e a que taxa. Essa vigilância epidemiológica, dizem, deve ser mantida nos próximos anos para antecipar a possibilidade de ressurgimento.

O grupo, liderado pelo epidemiologista Marc Lipsitch, elaborou vários cenários de transmissão da doença até 2025 usando estimativas de sazonalidade, imunidade e imunidade cruzada para outros coronavírus responsáveis por resfriados comuns, levando em caso dados de séries temporais dos EUA.

Eles projetam que surtos recorrentes do Sars-CoV-2 no inverno provavelmente ocorrerão após a onda pandêmica inicial mais grave, assim como ocorre com outros vírus respiratórios. Sem outras intervenções — principalmente uma vacina, um tratamento específico ou um aumento substancial da capacidade de cuidados intensivos (UTIs) —, a forma de evitar o colapso do sistema de saúde pode ser um distanciamento social prolongado ou intermitente até 2022. 

Intervenções adicionais, incluindo capacidade ampliada de cuidados críticos e uma terapêutica eficaz, melhorariam o sucesso do distanciamento intermitente e acelerariam a aquisição da imunidade do rebanho”, escrevem.

Eles dizem que os estudos sorológicos vão determinar a extensão e a duração da imunidade. “Mesmo no caso de eliminação aparente, a vigilância de Sars-CoV-2 deve ser mantida, pois um ressurgimento do contágio pode ser possível até 2024”, escrevem.

Segundo os pesquisadores, a incidência total da doença nos próximos cinco anos dependerá criticamente de o coronavírus entrar ou não em uma circulação regular entre as pessoas, questão que está ligada à duração da imunidade. Para os resfriados comuns causados por outros coronavírus comuns entre humanos, a imunidade dura em geral um ano. Nas estimativas feitas no trabalho, os cientistas consideraram que a imunidade ao Sars-CoV-2 induzuda pela infecção poderia durar pelo menos dois anos.

“O distanciamento altamente eficaz poderia reduzir a incidência de SarS-CoV-2 o suficiente para tornar factível uma estratégia baseada em rastreamento de contatos e quarentena, como na Coréia do Sul e Cingapura”, escrevem. 

Do contrário, esforços de distanciamento menos eficazes “podem resultar em uma epidemia prolongada de pico único, com a extensão da pressão sobre o sistema de saúde e a duração necessária do distanciamento, dependendo da eficácia”.

Os pesquisadores ponderam que o distanciamento prolongado, mesmo que intermitente, “provavelmente terá consequências econômicas, sociais e educacionais profundamente negativas” e tentam não passar uma recomendação fechada.

“Não assumimos posição sobre a conveniência desses cenários, dado o ônus econômico que o distanciamento sustentado pode impor, mas observamos o ônus potencialmente catastrófico para o sistema de saúde previsto se o distanciamento for pouco eficaz e / ou não for sustentado por tempo suficiente”, pontuam.

Em coletiva à imprensa, Lipsitch comentou que tanto o aumento da capacidade de terapia intensiva que vendo ocorrendo em vários lugares do mundo quanto o desenvolvimento de um remédio poderão aliviar um pouco esse quadro. 

“Estamos redirecionando camas e equipamentos hospitalares existentes. Isso, obviamente, leva a uma maior resiliência do sistema em geral”, disse. Isso, segundo ele, pode permitir que haja períodos de transmissão da doença com uma prevalência mais alta e, assim, se conseguir a imunidade do rebanho durante os intervalos entre os momentos de distanciamento social.

Outra intervenção importante poderia ser a existência de um tratamento que reduzisse a demanda por terapia intensiva e não apenas voltados para quem fosse para a UTI. “Para as pessoas que apresentam casos mais leves, se pudéssemos impedir que alguns deles progridam, isso seria uma grande contribuição não apenas para o bem-estar deles, mas ao progresso da imunidade do rebanho.”

terça-feira, 14 de abril de 2020

Pré-campanha deverá ser virtual


Do Blog do Magno Martins

Por Diana Câmara*

É fato que as Eleições Municipais podem ser adiadas e isto deve ser discutido e enfrentado pelo Congresso Nacional apenas em junho, quando vamos ter um cenário mais definido dos impactos do coronavírus no Brasil. Contudo, há grandes chances das eleições serem realizadas ainda em 2020, para que não haja prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos. Uma possibilidade levantada é adiar o 1º turno das eleições em 42 dias, sendo realizado em 15 de novembro, e o segundo turno acontecer em 6 de dezembro ou, no máximo, no domingo seguinte, dia 13. Parece-me o mais factível de ocorrer.

Todas essas discussões vêm ocorrendo através de reuniões virtuais. Aliás, em tempos de coronavírus, tudo está sendo adaptado para ocorrer no campo virtual. As sessões do TRE-PE, como as do TSE, são 100% virtuais com os membros das cortes atuando home office através de plataformas da internet e os advogados fazendo sustentação oral da mesma forma. Igualmente, o Congresso Nacional discute, delibera e decide virtualmente, realizando todos os trâmites pelos computadores, tablets, celulares e fazendo uso de WhatsApp e outras ferramentas virtuais específicas para reuniões  e votação.

Novos tempos pedem novas rotinas e soluções. E, nas campanhas, não serão diferentes: os pré-candidatos vão ter que se adaptar a este novo cenário e, com criatividade, conseguir alcançar seu eleitorado virtualmente.

Independente se vai adiar ou não as eleições, uma coisa é certa: estamos em período de pré-campanha. E, sendo adiado o pleito, esta fase pode ser prolongada. Estando atualmente o futuro candidato impedido de fazer o convencional (reuniões presenciais e visitas, o que é desaconselhável pela OMS, além de perigoso para a saúde de todos), deve ele buscar meios de se conectar, de chegar próximo, mesmo que não fisicamente, do seu eleitorado. Assim, neste anseio, muitos irão partir com tudo para realizar uma forte pré-campanha na internet e, cabe um alerta, internet não é mais terra sem lei.

Temos vários dispositivos na legislação eleitoral disciplinando e trazendo punições aos excessos nos campos virtuais. A Resolução do TSE nº 23.610/2019 trata da propaganda eleitoral e das condutas ilícitas em campanha. A propaganda eleitoral é permitida a partir de 16 de agosto do ano da eleição, tudo antes é pré-campanha.

De acordo com a norma, a menção à pretensa candidatura e a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto.

A resolução trouxe algumas inovações, como o poder de polícia do juiz eleitoral quanto à remoção de propaganda irregular na internet. Segundo a norma, pode a autoridade judicial determinar providências necessárias para inibir práticas ilegais, sendo vedada a censura prévia.

O enfrentamento da desinformação (fake news), a vedação da contratação e a realização de disparo em massa de propaganda eleitoral em plataformas pagas na internet também passaram a ter previsão na norma. Por exemplo, o artigo 9º da resolução exige que, ao publicar conteúdos em sua propaganda eleitoral, inclusive veiculados por terceiros, o candidato, o partido ou a coligação deve verificar a fidedignidade da informação. Se a informação for comprovadamente inverídica, caberá direito de resposta ao prejudicado/ofendido no mesmo espaço virtual.

É importante o pré-candidato abrir a mente para novos horizontes, ter conhecimento dos limites legais e tentar converter as dificuldades em oportunidades.

* Advogada especialista em Direito Eleitoral, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE, membro fundadora e ex-presidente do Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEPPE), membro fundadora da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e autora de livros.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Paranatama amplia de 13 para 32 o número de leitos do seu hospital público municipal


Diferente de Garanhuns, onde o prefeito da cidade, Izaías Régis (PTB), está sempre repetindo que o município não pode ter um hospital público municipal devido aos custos. O prefeito da cidade vizinha de Paranatama, Valmir do Leite (PP), está ampliando de 13 para 32 o número de leitos da unidade hospitalar daquele município.

Já sendo referência no estado de Pernambuco, o hospital público municipal de Paranatama, além da ampliação no número de leitos, também está concluindo a ampliação do bloco cirúrgico, da cozinha e do refeitório. Segundo o prefeito Valmir do Leite, o objetivo é que toda e qualquer cirurgia de pequeno e médio porte passem a ser realizadas no município. Diminuindo o transtorno para os pacientes que não mais precisarão se deslocar para outras localidades.

O prefeito também pontua que todos os novos leitos, junto com todas as dependências do hospital, serão refrigeradas e terão TVs de LED, como já é hoje. E diz que está acelerando as obras para estar preparado para enfrentar está pandemia de Coronavírus. 

sábado, 11 de abril de 2020

CORONAVÍRUS: Morre presidente da Câmara de Vereadores de São Lourenço da Mata, com suspeitas de Covid-19


Da FolhaPE

Morreu na madrugada deste sábado (11), aos 42 anos, o presidente da Câmara de Vereadores de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, o vereador Cícero Pinheiro (PTB).

Cícero estava internado desde a última terça-feira (7), no Hospital da Polícia Militar, localizado na área central do Recife. Segundo a assessoria do político, ele deu entrada na unidade de saúde apresentando um quadro gripal com febre, e teve complicações no estado de saúde por volta das 18h dessa sexta-feira (10).

Ainda de acordo com a assessoria de Cícero, o vereador que era paciente crônico, possuía diabetes, hipertensão e estava sendo tratado pelos médicos como um caso suspeito de Covid-19, chegou a ser reanimado por uma equipe médica, mas acabou falecendo às 0h30 deste sábado, vítima de um infarto fulminante.

A família do presidente da Câmara de Vereadores de São Lourenço da Mata aguarda liberação do corpo para realizar o sepultamento, que deve acontecer ainda neste sábado no Cemitério Morada Eterna, em São Lourenço da Mata. Não haverá velório, já que o paciente estava sendo tratado como possível vítima do novo coronavírus. O resultado do exame de Cícero para Covid-19 deve sair nesta segunda-feira (13), segundo informou a assessoria da vítima.

Cícero era natural do estado de São Paulo e morador de São Lourenço da Mata há 35 anos. Casado, o policial militar reformado deixa esposa e três filhos.

Por meio de uma publicação nas redes sociais, o prefeito de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira, disse que recebeu “com profundo pesar” a notícia da morte do presidente da Câmara Municipal, na qual era amigo, desejou condolências à família da vítima e decretou luto oficial de sete dias no município.

Confira na íntegra a publicação feita pelo prefeito de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira:

Foi com profundo pesar que recebi a notícia, na manhã deste sábado (11), da morte do presidente da Câmara Municipal de nossa cidade, vereador Cícero Pinheiro. Natural de São Lourenço da Mata, Cícero, que muito me orgulho de ter sido seu amigo e ter feito parte de sua vida, faleceu com 42 anos. Desde a última terça-feira (7), Cícero estava no Hospital da Polícia Militar, no Recife, quando foi internado, após passar mal. Cícero Pinheiro deixa esposa e três filhos. Neste momento de luto e dor, não há palavras para expressar o sentimento. E em nome de todos os sãolourencenses, expresso minhas mais sinceras condolências à família, bem como a todos os amigos, e decreto luto oficial de sete dias em nossa cidade.

Atenciosamente,
Bruno Pereira
Prefeito de São Lourenço da Mata

Ministério Público vai participar do comitê de crise contra o coronavírus no agreste


Já está quase tudo pronto para a instalação do comitê de crise que vai discutir ações contra o avanço do coronavírus no agreste. A reunião física com presença limitada de autoridades será feita no auditório da Acig e os demais participantes entrarão na reunião por uma plataforma virtual.

Já confirmaram presença 16 prefeitos da região, membros da OAB, do Ministério Público, deputados federais e estaduais. A reunião será transmitida ao vivo a partir das 13h pelo perfil “Foco agreste” no Facebook.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Priscila Krause apresenta questionamentos e propostas ao Governador Paulo Câmara


Reunião online dos deputados estaduais com o governador Paulo Câmara sobre as medidas do Poder Executivo estadual para enfrentamento ao coronavírus. A conferência foi iniciada às 17h desta quarta-feira (8). Estavam presentes secretários de Saúde, Planejamento e Casa Civil. A deputada estadual Priscila Krause apresentou dez questionamentos/solicitações, resumidos objetivamente aqui:

1 – Pedido para que dados da central de leitos (ritmo de ocupação e disponibilidade dos novos previstos) sejam disponibilizados diariamente na internet para que sociedade tenha conhecimento.

2 – Solicitação para divulgação diária, nos boletins da Secretaria de Saúde, do número de testes realizados pelo Lacen e, se for o caso, por laboratórios privados contratados pelo Estado com esse fim.

3 – Existe algum planejamento de repasse financeiro do tesouro estadual para os municípios fora os R$ 1,4 milhão anunciados para assistência social - mesmo positivo, valor é diminuto -, lembrando representarem o elo mais frágil da federação brasileira? É necessário estreitar a comunicação com os prefeitos e prefeitas. Temos recebido queixas de falta de orientação e informação para ajudar no planejamento das ações municipais.

4 – Assim como fizeram Bahia e Ceará, existe a previsão do senhor enviar projeto para a Alepe determinando que o governo assuma o pagamento, nos próximos três meses, da conta de energia dos consumidores de baixa renda (até 100 kWh/mês)?

5 – Apelo para que se atenda ao pleito dos técnicos de enfermagem relativo à gratificação de insalubridade. A categoria tem péssimos salários e chegam a ganhar, no salário-base, valor abaixo do salário mínimo em vigência (algo em torno de R$ 750,00). O pagamento da insalubridade não resolve, mas ameniza a situação financeira desses importantes profissionais.

6 – A Agência de Empreendedorismo de PE (Age) prorrogou o pagamento de uma das suas quatro linhas de crédito (Crédito Popular). Existe a pretensão de prorrogar os vencimentos das outras três linhas (voltadas para as micros, pequenas e médias empresas)? Solicito que sejam prorrogados também.

7 – Reforço no policiamento na Região Metropolitana e interior, a exemplo de Garanhuns e Caruaru, tanto na cidade quanto na zona rural.

8 – Quantos leitos de UTI da rede que existem hoje estão disponíveis exclusivamente para os pacientes com COVID-19? Desses leitos, quantos na Região Metropolitana e quantos no interior?

9 – Dos novos leitos previstos e anunciados desde meados de março, quantos já estão efetivamente funcionando (também por RMR e interior)?

10 – Sobre os leitos do Oswaldo Cruz e do Dom Helder citados, não ficou claro se são novos leitos ou realocações dos que já existiam?

Parte dos questionamentos foi respondida ao final da reunião. As respostas serão disponibilizadas no “minhas histórias” do Instagram ou, caso solicitado, nas respostas do Face.

Coronavírus: Primeiro caso de Covid-19 confirmado em Garanhuns


A Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica, informa que o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no município de Garanhuns na manhã de hoje (09/04) pelo LACEN-PE (Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco). Trata-se de um homem de 49 anos, notificado em hospital da rede pública estadual, que foi a óbito na última terça-feira (07/04).

Um novo caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também foi notificado e amostra já foi enviada para o LACEN-PE.

Reforçamos, mais uma vez, a importância de ficar em casa. Redobre seus cuidados com higiene, cumpra seu isolamento social e siga as orientações das autoridades sanitárias. Só saia de casa se for extremamente necessário.

Assessoria de Comunicação Social e Imprensa da Prefeitura Municipal de Garanhuns (ACSI)

Fernando Rodolfo trabalha pra diminuir a conta de luz de consumidores em Garanhuns


O deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE) enviou nesta quarta-feira (8) ofício ao prefeito de Garanhuns, Izaías Régis (PTB), solicitando que encaminhe à Celpe a listagem de todos os inscritos no CadÚnico para que sejam incluídos como beneficiários da “tarifa social”.

O objetivo é ampliar, com a iniciativa, as medidas para atenuar a grave crise econômica e social que já é visível, segundo ele, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Rodolfo justificou que o programa Tarifa Social da Conta de Energia, que beneficia 9,4 milhões de famílias de baixa renda no país com descontos que vão até 65% da conta de luz, conforme a faixa de consumo, deixa milhares delas de fora do benefício ao obrigá-las a formalizar na Celpe o pedido de desconto.   

“Esta obrigação acaba deixando muita gente necessitada sem o benefício, por total desconhecimento da Tarifa Social, plenamente compreensível devido à baixa escolaridade e pouco acesso à informação do cidadão de baixa renda”,  justifica Rodolfo no ofício. “Trata-se de medida de fácil aplicação e amplíssimo alcance social”,  completa.

De acordo com Fernando Rodolfo, “não podemos permitir que, numa conjuntura como a atual, a burocracia aprofunde ainda mais a tragédia social que se desenha“. Essa medida já é adotada de forma pioneira no Brasil pelo prefeito Anderson Ferreira (PL) em Jaboatão dos Guararapes.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Deputados estaduais discutem medidas de combate ao coronavírus em videoconferência com Paulo Câmara e secretários


Os deputados estaduais se reuniram, na noite desta quarta-feira (8), com o governador Paulo Câmara (PSB) e representantes do Governo do Estado, por videoconferência, para discutir as medidas de enfrentamento ao coronavírus em Pernambuco. Na ocasião, os parlamentares puderam avaliar as ações tomadas diante de um possível aumento na contaminação, previsto para o fim do mês de abril.

O governador Paulo Câmara destacou a importância do apoio da Assembleia Legislativa na construção desse cronograma de ações onde o poder público luta contra o tempo para salvar vidas. “Estamos nos preparando para o pico da infecção com medidas estratégicas para conter o vírus, para garantir o atendimento. Gostaria de agradecer o trabalho da Alepe pela celeridade em aprovar os projetos necessários ao nosso trabalho”, afirmou Câmara.


Os secretários de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo, e de Saúde, André Longo, detalharam o cenário de enfrentamento à Covid-19, que hoje está concentrada na Região Metropolitana do Recife (RMR), mas inicia um movimento de interiorização, o que demanda maiores cuidados. Hoje o nível de distância social em Pernambuco, cumprindo medidas do Governo, está em 56,7%, acima da média nacional que é de 54%.

Segundo André Longo, está havendo uma demanda maior de hospitalização, pelo agravamento dos casos, contudo o Estado vem trabalhando para ampliar a quantidade de leitos, equipamentos e profissionais para dar conta desse crescimento. Hoje Pernambuco é o terceiro estado do Nordeste em números absolutos de casos confirmados da Covid-19. “Estamos cumprindo as orientações do Ministério da Saúde no tocante à testagem. Nossos diagnósticos estão acontecendo ente 24h a 48h, agilizando os tratamentos”, afirmou o titular da pasta de Saúde.


Rebêlo explicou que o Governo tem priorizado a oferta de tele-atendimentos, a ampliação dos leitos, a aquisição de equipamentos, especialmente os ventiladores pulmonares e de proteção individual. Graças ao apoio da Alepe, está sendo possível a contratação de mais de 4 mil profissionais entre concurso e seleção de pessoas, sendo possível, inclusive, encurtar o tempo para dar posse aos servidores para reforçar o atendimento.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eriberto Medeiros (PP), fez um reconhecimento dos esforços dos servidores públicos estaduais no combate ao coronavírus. “Somos testemunhas dos esforços empreendidos pelo Governo do Estado em preservar a saúde dos pernambucanos. Seguimos trabalhando com presteza para darmos respostas rápidas às demandas da sociedade”, enfatizou o presidente.


Após a explanação dos secretários, os deputados fizeram uso da palavra, dando sugestões, opiniões, fazendo críticas construtivas no tocante às ações no âmbito da saúde, assistência social e apoio financeiro. A reunião teve adesão maciça dos deputados, durante cinco horas de videoconferência.

O deputado estadual e líder do PSB na Alepe Sivaldo Albino também elogiou a forma com que o governador vem lidando com a crise, reforçando o apoio às ações do Governo do Estado em Garanhuns para a implantação de 30 novos leitos de UTI 60 de retaguarda para atender possíveis casos de Covid-19 que possam vim a surgir na região da V GERES (V Gerência Regional de Saúde) que abrange todo o Agreste Meridional.

“Estamos acompanhando as ações do Governo do Estado aqui em Garanhuns para a implantação de novos leitos de UTI e retaguarda para estarmos prontos a atender possíveis casos de Covid-19 em Garanhuns e região. A espera agora é pela chegada dos respiradores que já foram comprados.” Disse o deputado Sivaldo Albino. 

terça-feira, 7 de abril de 2020

Alepe vota novos pedidos de calamidade pública em municípios devido à pandemia do coronavírus


O estado de calamidade pública deve ser decretado em mais 77 municípios pernambucanos devido à pandemia do novo coronavírus. Os decretos legislativos que tratam sobre o tema foram aprovados nesta terça-feira (07) pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa e entram em votação plenária nesta quarta (8).

Em reunião realizada por meio de videoconferência, os integrantes da CCJ aprovaram as proposições por unanimidade, o que pode ajudar as prefeituras a remanejar recursos do orçamento para o combate ao vírus. Na semana passada, na primeira reunião plenária por videoconferência, foi reconhecido o estado de calamidade em 64 cidades do estado.

Outras medidas para minimizar os impactos da pandemia foram apreciadas pela comissão. Três propostas foram rejeitadas por conter vícios de inconstitucionalidade. Entre elas, a que reduziria as mensalidades das instituições privadas de ensino no período de suspensão das aulas; e a que pedia a suspensão do desconto em folha dos empréstimos consignados de servidores públicos.

Os deputados aprovaram um substitutivo que proíbe as agências de turismo de cobrar multas para a remarcação ou cancelamento de passagens e pacotes de viagens, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Confira a lista de municípios que poderão decretar estado de calamidade pública, por região:


RMR


Araçoiaba
Igarassu
Jaboatão dos Guararapes


Zona da Mata Norte


Carpina
Chã de Alegria
Ferreiros
Goiana
Glória do Goitá
Nazaré da Mata


Zona da Mata Sul


Jaqueira
Palmares
Primavera
Pombos
Quipapá
São José da Coroa Grande
Sirinhaém
Tamandaré
Vitória de Santo Antão
Xexéu


Agreste Setentrional


Bom Jardim
Casinhas
Feira Nova
Frei Miguelinho
João Alfredo
Orobó
Passira
Salgadinho
Santa Maria do Cambucá
Toritama


Agreste Central


Agrestina
Alagoinha
Altinho
Belo Jardim
Bonito
Brejo da Madre de Deus
Caruaru
Gravatá
Ibirajuba
Riacho das Almas
Sanharó
São Caetano
São Joaquim do Monte


Agreste Meridional


Águas Belas
Bom Conselho
Brejão
Buíque
Caetés
Calçado
Canhotinho
Capoeiras
Garanhuns
Itaíba
Jucati
Jupi
Lagoa do Ouro
Paranatama
Pedra
São João
Venturosa


Sertão do Moxotó


Arcoverde


Sertão do Pajeú


Calumbi
Santa Terezinha
Solidão
Tabira


Sertão Central


Cedro
Parnamirim
Terra Nova


Sertão de Itaparica


Jatobá
Itacuruba


Sertão do Araripe


Araripina
Exu
Granito
Ipubi
Moreilândia


Sertão do São Francisco


Afrânio
Dormentes
Santa Maria da Boa Vista