domingo, 21 de abril de 2019

Hino de Amor a Cidade de Simôa

Givaldo Calado de Freitas

Este Blog teve acesso ao original do discurso do pré-candidato a prefeito de Garanhuns, Givaldo Calado de Freitas, na Câmara dos Deputados, em Brasília, em 11.03, quando convidado por sua Mesa Diretora, ouvido o Plenário da Casa, em atenção ao requerido pelo Deputado Federal de Garanhuns Fernando Rodolfo.

De posse do discurso, resolvemos divulgá-lo, na íntegra, sob o título “Hino de Amor à ‘Cidade de Simôa’.”

Veja o discurso em sua integra:


“CIDADE DE SIMÔA”


“Acabo de chegar da “Cidade de Simôa”, e trago notícias de lá.

Mais do que notícias de seu clima - o melhor do Brasil. Mais do que notícias de sua água - a mais mineral do planeta. Mais do que notícias de sua beleza. Mais do que notícias de sua natureza...

Trago notícias que correm por lá. Notícias de estado de graças de uma gente, hoje, alegre e feliz.

Trago notícias do estado de graças por ter aquela gente um filho seu, subido ao altar desta Casa, e estancado seu longo pesar por sua ausência, que lhe impôs humilhação, desprezo e prejuízo, durante longos vinte e oito anos.

Com efeito, a nossa última presença, nesta casa, fora em sua 48ª Legislatura, que, dela, já tanto distamos, vez que vivemos, o limiar desta 56ª Legislatura.

Daí, Senhor Presidente, as notícias, todas no sentido de que Garanhuns ainda hoje venera o gesto de Dom João VI, então Príncipe Regente, chegado de Portugal em 1808, à então Colônia Portuguesa, e já em 1811, concedendo o título de “Vila” ao que seria mais tarde “Cidade”.

Daí, Senhor Presidente, permita-me dizer: em meus braços jaz um longo abraço daquela gente da “Cidade das Flores” à vossa excelência, por sua posse nesta Casa. Que, como referido, cobriu de graças os homens e as mulheres de Garanhuns, que hoje têm a esperança de que dispõem de outros horizontes, por se considerarem, aqui, assentados e prontos para recuperar o tempo perdido, por conta dessa sua longa ausência.

Nesta Casa e desta Tribuna, Garanhuns haverá de abrir seus olhares à nação, e esta haverá de conhecer melhor suas magias, riquezas e encantos, a começar pelo Planalto da Borborema, onde está situada, entre sete colinas, que lembram as sete colinas da lendária cidade de Roma.

Hoje, com seus gestos de coragem, Senhor Presidente, mais do que de coragem, de audácia. Mais do que de audácia, de valentia. Mais do que de valentia, de destemor. Que lembram a coragem, a audácia, a valentia e o destemor, além de seu desapego aos seus bens materiais, para ela deixados por seu esposo, ei-la, para sempre, como nossa benfeitora maior, que se assina Simôa Gomes de Azevedo, enquanto, hoje, daquela cidade, nesta casa, e dela a falar à nação brasileira, somos tomados pelos versos de Cecília Meireles.

“basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...”

Só que o gesto de Simôa não fora pequeno. Muito menos de longe e de leve. Ao inverso, fora grande, presente e forte... Daí, ao saudar Garanhuns, a sua gente reitera sua disposição de luta, e registra nesta Casa e desta Tribuna que à “Cidade de Simôa” falta pouco para se tornar a cidade dos sonhos de seus filhos: falta-lhe a duplicação da BR-423, que lhe dá acesso, e este seria o apelo maior que Garanhuns faz às Vossas Excelências, no sentido de se juntarem ao seu colega, que preside esta sessão, e, todos, cobrarem do Executivo Federal a consecução urgente dessa demanda, a fim de facilitar a conquista da sua vocação maior, o turismo, fonte, em todo planeta, de grande geração de emprego e renda.

Garanhuns é grata a Vossas Excelências pela homenagem que recebe desta Casa por sua forte, altiva e secular vida.

Homenagear Garanhuns é se voltar para Simôa, imaginando-a em seu lindo altar. E, nós, felizes, em sua cidade, hoje. E, nós, felizes, em sua cidade, amanhã.

Homenagear Garanhuns é se lembrar de Dom João VI. E, nós, ainda contentes, por conta de sua grande e justa decisão.

Homenagear Garanhuns é ser agradecido ao Barão de Nazaré, que levou e aprovou a elevação da “Vila de Garanhuns”, junto a então Assembleia provincial, à “Cidade de Garanhuns”, de hoje.

Enfim, homenagear Garanhuns é ser grato a todos seus gestores que por lá passaram, nas diversas épocas. com efeito, no Brasil Colônia. No Brasil Império. Em nossos tempos, no Brasil República.

É dizer... Vô-los dizer: é se sentir muito orgulhoso por vivermos numa cidade que dizemos da “promissão”; numa cidade que queremos da “poesia”, no dizer de seus poetas.

Em Roma, com Emília, outro dia, um amigo nosso, que migrou pra lá, faz pouco, disse-nos para nossa surpresa e tristeza: ‘Vocês estão na cidade das Sete Colinas. E cantou seus nomes: Vaticano, Janículo, Aventino, Capitólio, Esquilino, Píncio e Célio’.

“Que besta!”, disse a Emília. Em Roma ele parece esquecido que também estamos sobre o Planalto da Borborema, entre sete colinas. E, lá, segundo o poeta, “o céu existe entre Sete Colinas Garanhuns é de lá”.

Os recados da gente de Garanhuns foram dados.

Agora, só nos resta agradecer a Mesa Diretora desta Casa e ao seu Plenário. e lembrar a nossa gente que valeu a pena, e valerá muito mais a pena, termos ocupado um lugar neste Colégio, depois de tanto tempo.

Agora, vamos discernir. E, lúcidos, e, por igual, plausíveis, corrermos, todos, atrás do longo tempo perdido.

Agora, à labuta. temos muito que fazer. Muito! E, por isso, temos pressa. muita pressa!

Sabemos árdua e difícil a nossa jornada. Mas, mais árduo e difícil teria sido, de certo, chegarmos até aqui.

O assento, nesta Casa, à gente da “Cidade de Simôa” pressagia-nos futurar sobre o porvir.

No dizer de Castro Alves: “Era o porvir - em frente do passado.”

Salve Garanhuns!

Salve seu secular aniversário!

Seus quase 150 mil habitantes te abraçam com profusão.

Muito obrigado!

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