sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Andréa Nunes admite colocar em risco vida de alunos e diz que quer carro alugado com dinheiro público

A vereadora Andréa Nunes 

Ao vivo, durante o programa de Luciano André na Rádio Marano FM, a professora de educação física, diretora da escola Simôa Gomes e atualmente vereadora do município de Garanhuns, Andréa Nunes, admitiu diante de todos que costuma levar até 12 (doze) alunos dentro do seu carro. E ainda completou dizendo que se algum policial a visse com certeza a multaria.

Está confissão em público aconteceu para a agora vereadora justificar a necessidade ter um carro a mais que o seu, pago com dinheiro dos contribuintes garanhuenses, para usar, segundo ela, para servir a sua comunidade e toda Garanhuns.


A vereadora Andréa Nunes em evento na escola Simôa Gomes – Foto retirada da página oficial da escola Simôa Gomes no Facebook

“Quem tem três ou quatro carros, ele não precisa de mais um, eu acredito que não. Agora que tem um ou nenhum. Eu tenho um Luciano, eu tenho um carro particular, o carro é meu para o meu uso particular. Eu coloco meu carro no meu trabalho. Eu carrego aluno. Se você me vê eu chegando numa quadra e um policial estiver lá vai me multar. Porque eu chego com 12 alunos lá, eu levo o time de futsal todinho dentro do meu carro.” Disse a vereadora Andréa Nunes.

O que a vereadora talvez não saiba é que caso está decisão de locar 13 carros com custo de até 748 mil reais para a câmara de vereadores de Garanhuns pagar, no caso, dinheiro dos contribuintes, os carros não podem serem usados para nenhum vereador fazer assistencialismo. Levantando suspeita que este mesmo vereador ou vereadora possa vim a se beneficiar destes favores para cobrar o voto destas pessoas assistidas nas eleições vindouras.

Gonzaga de Garanhuns e a vereadora Andréa Nunes em evento na escola Simôa Gomes – Foto retirada da página oficial da escola Simôa Gomes no Facebook

“Meu carro de uso particular eu coloco ele no meu trabalho. Assim como tou fazendo o trabalho da câmara. É um trabalho em prol da comunidade. Mês de janeiro eu tava com um menino indo pra Bezerros. Ele não é uma ambulância. Mas eu coloco ele. Então se tiver mais um carro. Agora mesmo dia 18 eu tenho de deslocar o meu carro pra levar este mesmo aluno que quebrou o pé pra Bezerros, o pai dele não tem condições. E eu vou ceder o meu carro, e vou ficar a pé. Ou eu vou, porque não tenho motorista. Não é? Ou ou e fico a pé. Ou eu vou com ele, vou com ele, né? Vou com ele. Então tem de se saber para que, pra que, e pra quem? Disse Andrés Nunes ao falar do porquê da necessidade ter um carro pago com dinheiro público. Mesmo já tendo o seu carro particular, um Ford Ecosport. 

Socorrer alguém de uma forma ocasional é até um ato de caridade e obrigação cristão, para os cristãos. Mas fazer isso de forma corriqueira, ainda mais com carro da câmara, já é assistencialismo.

A câmara adquirindo estes carros, estes só poderão ser usados para trabalhos da câmara e pelo vereador estando em serviço. Não podendo ser levado para casa nos fins de semana nem em feriados e no período noturno, tendo de todos os carros estarem guardados na garagem da câmara todos os dias ao final do expediente e em todos os períodos mencionados.


Vale ainda observar que a vereadora que é da base aliada do governo municipal, acaba constatado o que muitos reclamam, da falta de carros, ambulâncias, vans e ônibus para levar os pacientes para algum tratamento fora da cidade. E o que o governo municipal sempre costuma negar que aconteça.

Ouçam em um dos áudios das entrevistas que a vereadora diz que já está programada para dia 18 deste mês de fevereiro levar o menino com o pé quebrado de volta a cidade de Bezerros, alegando que o pai não tem condições. Então pergunto, porque a vereadora não pediu para este pai marcar está viajem pelos transpostos do Tratamento Fora do Domicilio (TFD) do município? Não tem carros, ambulâncias ou ônibus? Ou será este o trabalho do vereador? Como disse. Fazer isso de forma esporádica é caridade. Corriqueira é assistencialismo.

A senhora aproveite para exercer de fato o seu papel constitucional e fiscalizar e cobrar para que a prefeitura cumpra a função de atender os que precisam de assistência nesta área. Pois é papel do vereador é legislar e ficar lizar e não promover o assistencialismo deixando suspeita de interesse na troca do favor pelo voto.

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