terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Castelinho


Givaldo Calado de Freitas *


“HOLOCAUSTO! HOLOCAUSTO! Mais um holocausto na ‘Cidade de Simôa’. Até quando, meu Deus? Até quando minha cidade estará exposta à insanidade de quem a adotou. Que ainda, hoje, teima em desconhecê-la?”

Era o que ouvia do amigo, ele, antes de tudo, defensor intransigente da memória da cidade, através de sua voz rouca, mais rouca, ainda, por conta da notícia que acabara de receber.

Da sua expressão não consigo esquecer, embora já passadas longas vinte e três primaveras. Mais que duas décadas, portanto.


Mais duas, três virão. Quiçá dez, torço! E a gente garanhuense não esquecerá. Pelo contrário, estará aí para contar do HOLOCAUSTO ao seu passado. À sua memória que se quer imorredoura. Até porque rica de referências sacrossantas.

Aquele amigo, anos depois do holocausto em comento, perguntava-me se a “insanidade desses adotados um dia não irá se insurgir contra o ‘Cristo Crucificado’ ou o ‘Palácio Celso Galvão'. Ou até outros? Quem sabe um dos pulmões da cidade - ‘Parque Ruber van der Linden’, já que em outra época fora ameaçado de mutilações."

Respondi que não sei. Mas sei que devemos estar vigilantes, preparados, entrincheirados... para repelir outros desmandos.


* Acadêmico. Figura Pública.

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