segunda-feira, 26 de março de 2018

Sem dinheiro e cheio de dívidas, como o PT irá bancar suas campanhas em 2018?

Lula e a vereador do Recife, Marília Arraes

A situação para o Partido dos Trabalhadores – PT não está nada fácil.

Já não bastasse os problemas que o partido enfrenta com a operação Lava Jato, ainda vem passando por graves problemas financeiros.

Segundo reportagem de Rogério Gentile na edição impressa desta segunda-feira (26) do jornal Folha de São Paulo, só na justiça paulista circulam ações que cobram do partido a bagatela de 46 milhões de reais em dívidas com empresas de marketing político, gráficas, produtoras, fornecedores de material promocional, um escritório de advocacia e até uma prestadora de serviços contábeis.

A maior parte das dívidas são referentes as eleições que o partido disputou nos anos de 2014 e 2016.

Derrotado na campanha de reeleição em 2016 e cotado como alternativa do PT ao Planalto neste ano, Fernando Haddad publicou um vídeo na internet pedindo doações para quitar dívidas que totalizavam R$ 8,58 milhões.

“A eleição acabou, mas a campanha não”, afirmou. “Temos ainda alguns profissionais que precisam receber, conto com sua colaboração para virar essa página.”

O diretório municipal em São Paulo diz em nota que a projeção de pagamento dos credores é de 45 meses. “Claro que o partido depende de fatores externos para cumprir essa previsão.”

O diretório estadual justificou as dívidas à justiça paulista dizendo que tais problemas se acumularam devido a mudança do entendimento legal que em 2015 passou a proibir o financiamento empresarial das campanhas. “Esses recursos representavam, objetivamente, grande parte do financiamento das campanhas eleitorais”, disse o partido, em um dos processos.

O PT paulistano vem tentando pagar suas dívidas promovendo jantares de arrecadação de recursos e venda de camisetas e bótons.

Com isso, não podemos deixar de perguntar: Se o a situação do PT de São Paulo é essa, como está a situação do partido aqui em Pernambuco?

Será feita alguma mágica para concretização do sonho dos simpatizantes da vereadora do Recife, Marília Arraes, de vê-la candidata ao governo de Pernambuco nestas eleições de 2018.

Como se faz campanha em Pernambuco, no Brasil e no mundo sem dinheiro? Alguém sabe dizer?

Muitos dizem: mas é Lula que quer. Duvido muito.

Ao nosso ver, é clara a estratégia do ex-presidente de deixar Marília correr atrás da sua candidatura na intenção do partido ficar mais caro para Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco.

Afinal, Paulo precisa do tempo de TV do PT e o PT, diga-se, Lula, Humberto, João Paulo e os demais possíveis candidatos pelo partido, precisam da estrutura que Paulo oferece com governo estadual na mão. Simples assim.

Aqueles que ainda nutrem sonhos utópicos na política, perdem cada vez mais e mais espaço para o pragmatismo politico.

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