segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

PT estende prazo para definir aliança

Bruno Ribeiro, presidente estadual do PT – Foto: Reprodução/Internet
Blog da FolhaPE

Mais tempo para fechar alianças. O Grupo de Trabalho Eleitoral da Nacional do PT ampliou os prazos para definição das candidaturas. A alteração dá uma margem maior para o partido discutir a proposta de apoio à outra legenda e escolha da tática eleitoral. Regionalmente, a possibilidade de se unir a outro candidato a governador poderá ser feita até 11 de maio, quase três meses mais que o limite do calendário anterior. O novo regulamento interno foi aprovado na última sexta-feira, mas precisará passar pelo referendo da Executiva Nacional. Em Pernambuco o aumento do prazo estica as tratativas com o palanque do governador Paulo Câmara (PSB). Até o momento nenhuma proposta foi apresentada ao diretório, mas, nos bastidores, há um trabalho intenso.

De acordo com a minuta do Grupo de Trabalho, a mudança foi motivada após análise das postulações e da conjuntura política geral. Segundo o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, a medida é para sincronizar o calendário com a imprevisibilidade dos fatos políticos. "Agora, vamos ver qual o formato final disso. Precisamos clarear melhor a orientação, ver o sentido que isso foi feito e discutir como será feito no estado", explicou o petista. Neste domingo, a Executiva de Pernambuco se reuniu para debater o cenário local e também criou um Grupo de Trabalho Eleitoral.

Hoje, a legenda decidirá quem serão os integrantes do colegiado. Bruno Ribeiro disse que o PT de Pernambuco conversou ainda sobre o quadro nacional, debateu os resultados de uma pesquisa interna feita em dezembro e deliberou sobre a ampliação dos comitês de defesa ao ex-presidente Lula, condenado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Embora haja resoluções pela candidatura própria, o novo calendário beneficia a articulação em torno de aliança com o PSB. No último dia 15 de fevereiro, Paulo Câmara, acompanhado do chefe de gabinete, João Campos, e da viúva do ex-governador Eduardo Campos, Renata Campos, foi a São Paulo para um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes, o petista havia sinalizado, em entrevista a uma rádio local, para um entendimento entre as agremiações, a partir de uma avaliação do que seria melhor para o Estado.

"Agora, está chegando uma nova eleição e os partidos precisam pensar o que é melhor para o povo de Pernambuco. Se é a gente continuar brigando com um possível aliado capaz de se construir um programa para o Estado ou se a gente vai simplesmente fazer sozinho uma eleição sem fazer aliança com ninguém. Nós temos que discutir com muita maturidade", declarou Lula, na época.

Depois disso, os gestos para um entendimento só intensificaram. Durante o carnaval, em Bezerros, o ex-prefeito João Paulo e Paulo Câmara circularam juntos. A expectativa é que o PT ganhe uma vaga na majoritária do governador. Entre os aliados da Frente Popular, a união recebeu afagos até do deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), que foi adversário histórico dos petistas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário