quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Bruno da Luz surge como uma boa promessa na política Garanhuense


O Jovem Bruno da Luz vem ganhando cada vez mais admiradores do seu trabalho e da sua forma de tratar as pessoas, sempre com atenção e fazendo tudo ao seu alcance para resolver a demanda de quem o procura.

Gerente de iluminação pública na atual administração municipal de Garanhuns, Bruno da Luz, com certeza, tem sido um dos poucos quadros da administração a trazer alguma alegria ao gestor.

A frente do setor de iluminação da cidade, Bruno tem dado cada vez mais o exemplo de como se tratar a coisa pública.

Mesmo contando apenas com 4 auxiliares, dois motoristas e dois eletricistas, o que está muito aquém do necessário, Bruno da Luz tem feito milagres. O que é fácil de se explicar.

Com cada vez mais funcionários e gestores públicos dando maus exemplos, Bruno vai no caminho inverso. Quem acompanha o trabalho da equipe de iluminação, com certeza, já viu, e não só uma vez, mais várias vezes, está mesma equipe, mesmo fora do seu horário de atendimento, estendendo seus trabalhos noite adentro, até altas horas, como este mesmo Blogueiro que vos fala já testemunhou em muitas oportunidades.


É com a vontade de vermos Garanhuns cada vez melhor, e cada vez mias bem cuidada, que fazemos um apelo ao gestor do município que contrate cada vez mais pessoas com o perfil de Bruno da Luz para a sua administração. Pessoas que com certeza amam o que fazem.

Desde já o Blog do Cisneiros, vem a público parabenizar o funcionário do município de Garanhuns, Bruno da Luz. Pelo seu excelente trabalho e comprometimento com a coisa pública. Obrigado Bruno da Luz. Todos agradecem.

Itaquitinga matricula 2.700 alunos na sua rede municipal de ensino


No dia 20 de fevereiro foi realizada formação para os professores da rede municipal de ensino de Itaquitinga, visando a abertura do ano letivo.

O evento de abertura contou com palestra da psicóloga Josélia Maria Barbosa de Oliveira, abordando o tema: “aprendizagem: captação e memorização, como o cérebro humano aprende e proporciona a socialização”.

No dia 22 de fevereiro, último dia das apresentações, teve palestra da Sra. Ana Paula Bezerra da Silva, técnica da GRE Mata Norte, sobre o estudo da base nacional curricular comum (BNCC), com o tema: “refletindo desafios e possibilidades do currículo, da escola”.

Itaquitinga conta ainda com 228 alunos matriculados na EJA. Sendo 168 da 1ª a 4ª fases e 60 na 1ª e 2ª fases, distribuídos nas escolas Francisco da Cunha Rabelo, Manoel Gonçalves de Moraes e Luiz Carlos de Moraes Pinho.

Uber chega à marca de 1 bilhão de viagens no Brasil com usuário de Olinda


A Uber chegou ao Brasil em 2014 com a missão de oferecer aos brasileiros uma maneira confiável e acessível de se locomover pelas cidades, além de proporcionar uma nova opção de renda para motoristas parceiros. Os serviços da empresa se consolidaram por todo o território nacional e, no ano passado, chegou a todas as capitais, atendendo tanto moradores de áreas centrais quanto de periferias. Em agosto de 2017, após 3 anos de operação no País, a empresa celebrou o marco de 500 milhões de viagens. Apenas seis meses depois, a Uber comemora agora 1 bilhão de viagens realizadas no Brasil.

A marca foi alcançada no dia 20 de fevereiro de 2018, quando 45 viagens foram iniciadas simultaneamente às 16:00:40, em 32 cidades de 15 Estados brasileiros. Em Olinda, a viagem que fez parte do marco saiu de Peixinhos e percorreu 9.3 quilômetros em direção a Graça, em Recife.

Hoje, de Rio Branco ao Recife, de Macapá a Porto Alegre, a Uber ajuda a complementar a malha de transportes de mais de 100 cidades brasileiras e já faz parte da vida de 500 mil motoristas parceiros no Brasil. Em setembro de 2016, esse número era de 50 mil. A quantidade de usuários no país cresceu ainda mais - já são 20 milhões de usuários ativos da Uber, em comparação a 15 milhões em julho de 2017.

Esse crescimento reflete-se também na contribuição com impostos. Ao longo de 2017, a Uber pagou quase um bilhão de reais em tributos no Brasil. Foram recolhidos R$ 971,8 milhões em tributos tanto federais (como PIS, Cofins e Imposto de Renda) quanto municipais (como o ISS e contribuições municipais devido a regulações locais).

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Priscila Krause comemora avanço do projeto que cria Universidade Federal do Agreste


A deputada estadual Priscila Krause (DEM) comemorou por meio de suas redes sociais, nesta terça-feira (27), a aprovação, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, do projeto de lei que cria a Universidade Federal do Agreste (UFAPE), em Garanhuns, a partir da estrutura já existente no campus local da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Os termos da criação da nova instituição de educação superior, incluindo os respectivos cargos e funções, foram sugeridos pelo Ministério da Educação, comandado pelo ministro pernambucano Mendonça Filho, e incluídos no substitutivo apresentado na Comissão pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB).

A deputada estadual participa há meses de mobilizações em torno do tema, decisivo para o desenvolvimento do Agreste Meridional. Ela, que se reuniu com o diretor da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG), Airon Melo, para tratar do assunto, parabenizou o ministro Mendonça Filho e o senador Armando Monteiro pelo passo decisivo, também lembrando dos trabalhos já prestados em torno dessa pauta pelo ex-deputado federal Carlos Batata.

“A vitória de hoje é um passo a mais para concretizarmos o merecido sonho de Garanhuns ser a sede de uma universidade federal, passo decisivo para o desenvolvimento da região. Tenho certeza que assim que o Congresso deliberar sobre o assunto e o presidente sancionar, daremos os passos para viabilizar a infraestrutura da Universidade”, registrou a parlamentar. A previsão de custo para instalação da unidade é de R$ 121 milhões e a escolha de Garanhuns se deu pela infraestrutura já existente, o corpo docente à disposição da Rural e a relevância socioeconômica e cultural do município.

O projeto aprovado na Comissão de Educação (projeto de lei da Câmara nº 6, de 2018) tratava-se inicialmente da criação da Universidade Federal do Delta do Paranaíba, no Piauí. Com o substitutivo apresentado pela relatoria, foi incluída a implantação da UFAPE.

Funcionamento da Prefeitura de Garanhuns na Data Magna de Pernambuco


O Governo Municipal de Garanhuns informa que devido ao feriado em comemoração à Data Magna de Pernambuco, que marca a Revolução Pernambucana, na próxima terça-feira (06/03) não haverá expediente na Prefeitura, e nas secretarias e autarquias municipais. Os serviços de limpeza e atendimentos de urgência por meio do SAMU serão mantidos. Na segunda-feira (05) o expediente acontece normalmente, com as Secretarias e Autarquias Municipais, funcionando nos horários habituais.

Musas da Minha Cidade


Givaldo Calado de Freitas *


"Musas? Por que musas, Givaldo?" Ora, ora, meu amigo. Cada um tem a musa que pode. E eu já estou podendo demais. Porque tenho logo duas. E penso que vou ficar só nelas, posto que entenda a riqueza da minha cidade em conceber tantas que de repente volte a gerar outras tantas. Mas... a preço de hoje, para mim, só duas. Que considero de bom tamanho. Até porque não me será tão difícil cuidar dessa minha paixão musical por elas duas.


Sobre uma delas já falei muito. Nunca, todavia, demais. Não sei se por minhas limitações ao ofício de falar ou se por falta de maiores registros para calçar melhor minhas linhas. Mas que já falei muito.

Da outra, nem tanto. Mas já falei. Todavia, sem a repercussão do que falara da primeira. Das duas, portanto, já falei. E das minhas linhas e entrelinhas, o florescer da minha paixão musical por elas. Paixão de fã fiel. Portanto, incorrigivelmente, apegado às suas musas.


Nessa IV edição da "Magia do Natal de Garanhuns", ouvi atento e quieto as duas. Quem sabe? Até perfilado e petrificado. Como cheguei a dizer outro dia. E mais uma vez tive azo de dizer a mim mesmo: gosto das duas. Cada uma no seu estilo. Cada uma no seu gênero musical. Cada uma com sua exuberância singular e inconfundível.

Meu amigo que me perguntara "Por que musas?": porque minha paixão pelas artes de Andrea e de Kiara continuava a insistir com suas perguntas, forçando-me a inquiri-lo se ele já tivera ensejo de ouvir essas duas artistas na arte de interpretar. E já com tanto sucesso.


A resposta do meu amigo fora um sonoro “não”. O que me forçou a dele me afastar, conquanto falar do que não se conhece é afazer menor. De desocupado ou de gente incapaz dar uma opinião lógica. Seja lá sobre que assunto. Imagine da arte de cantar e interpretar.


* Figura pública. Empresário.

Chefe da Uber no mundo diz que investirá no Brasil se regulação permitir

Logo da Uber em escritório na Califórnia - Justin Sullivan/ AFP Photo
Folha de São Paulo

Motoristas ligados à Uber fizeram 500 milhões de viagens no Brasil nos últimos seis meses, a mesma quantidade acumulada nos três anos e meio anteriores.

A disseminação desse tipo de transporte também atingiu outros aplicativos —e levou a chinesa Didi Chuxing, que desbancou a Uber na China, a adquirir a brasileira 99 neste ano, num negócio de mais de US$ 1 bilhão.

A aposta da Uber no Brasil a partir de agora, no entanto, estará atrelada às normas fixadas para os serviços pela Câmara dos Deputados, diz Dara Khosrowshahi, 48, CEO (presidente-executivo) da Uber, em entrevista concedida por telefone à Folha.

Qualquer empresa assume riscos e há um “mercado promissor” no país, afirma ele, mas tudo está condicionado às restrições que podem voltar à pauta dos deputados nesta terça (27) —como as exigências de só atuar na cidade de registro do carro, de ter placa vermelha e de os motoristas serem os donos dos veículos.

“O nível do investimento, obviamente, depende dessa regulação”, diz, numa crítica à imposição de regras que possam burocratizar os serviços.

Engenheiro elétrico nascido no Irã e criado nos EUA, Khosrowshahi assumiu a Uber em agosto de 2017, após uma série de escândalos envolvendo a empresa —de acusações de tolerância com episódios de assédio sexual e moral a alegações de roubo de segredos comerciais da tecnologia de veículos autônomos.

Na semana passada, sob a justificativa de que não há regras claras e de que não colocaria seu negócio sob risco, a Uber decidiu encerrar as suas atividades no Marrocos.

Khosrowshahi diz que a situação no Brasil (2º maior mercado da empresa no mundo, atrás dos EUA) parece distante disso. “Seria um resultado trágico que eu não antevejo, mas às vezes essas coisas acontecem pelo mundo.”

Os projetos da Uber incluem outros modelos de transporte, como um sistema com bicicletas pensado para cidades como São Paulo, e a tecnologia dos “carros voadores” —com pousos verticais e que Khosrowshahi projeta no mercado em até dez anos.

Dara Khosrowshahi, 48, CEO da Uber - Denis Balibouse/ Reuters

Nome

Dara Khosrowshahi, 48

Origem

Nascido em Teerã, Khosrowshahi foi para os EUA com a família durante a Revolução Iraniana e cresceu em Tarrytown, Nova York

Formação

Engenheiro elétrico

Carreira

Ex-presidente da empresa de viagens Expedia. Assumiu como CEO da Uber em agosto de 2017, em meio a uma série de escândalos na empresa


Folha - Em que medida a Uber depende da decisão da Câmara dos Deputados? O serviço no Brasil pode ser suspenso dependendo dessa regulação?

Dara Khosrowshahi - Qualquer operação nossa, incluindo o Brasil, exige parcerias não só com governos locais, mas com motoristas e usuários vinculados ao aplicativo. De modo geral, nosso diálogo com o Senado e o governo brasileiro melhorou ultimamente.

A Uber planeja investir no Brasil mesmo com o risco de mudança das regras?

Todo negócio traz riscos. No Brasil, na última semana, nós ultrapassamos a marca de 1 bilhão de viagens. A companhia demorou três anos e meio para alcançar meio bilhão de viagens e outros seis meses para alcançar mais meio bilhão. Portanto, o negócio tem crescido muito no Brasil. Na medida do possível, vamos continuar investindo no Brasil. O nível do investimento, obviamente, depende dessa regulação. Podemos continuar sendo uma força econômica positiva no país não só com os impostos pagos, quase R$ 1 bilhão em 2017, mas também com os mais de 500 mil motoristas que trabalham com nossa plataforma em época de turbulência econômica.

Como foram as conversas com os parlamentares?

Temos tido contato com diversos agentes no governo, deputados e senadores nos últimos anos. O texto que o Senado enviou à Câmara reflete o balanço apropriado. Uma regulação que traga a segurança de motoristas e usuários, mas também a abertura que garanta que a tecnologia continue avançando.

A chinesa Didi Chuxing adquiriu recentemente a 99 e decidiu investir bastante no país. A Uber está perdendo espaço para a empresa rival no Brasil?

Achamos que ainda é muito cedo. Qualquer mercado atrativo irá atrair competição, o que nos fará melhor. Nós investimos significativamente no Brasil por anos. Temos 77 pontos de apoio a motoristas, cinco escritórios no país e recentemente investimos mais de R$ 200 milhões em um call center de excelência na América Latina. Respeitamos a 99 e o investimento da Didi, a posição competitiva deles, mas não acho que eles estejam tão dedicados ao Brasil há tanto tempo como nós estamos. Nossa visão do Brasil é de um mercado muito promissor, queremos nos dedicar a ele, desde que o ambiente regulatório nos permita continuar investindo no país. Pretendemos continuar a investir não só em tecnologia, talvez possamos contratar engenheiros.

Uma agência de trânsito em Boston fez uma pesquisa sugerindo que Uber e Lift [concorrente americana] tiravam pessoas de transportes públicos e acrescentavam novas viagens nas ruas. Em Nova York há a discussão de que empresas como Uber possam deixar o trânsito mais lento. Como o sr. rebate o argumento de que a Uber pode piorar o trânsito?

Acredito que os dados nessa área ainda são novos e ainda estão em desenvolvimento. Eu diria que toda vez que se introduz uma tecnologia nova e acessível, toda vez que se introduz mobilidade, haverá o aumento da demanda. O fato de a Uber ser um serviço conveniente que provê ganhos a diversos motoristas, isso toma certo volume [de passageiros] de outros meios de transporte, é inevitável. Estamos investindo agressivamente em tecnologias como Uber Pool, que permite mais de um passageiro compartilhar um carro. Essa modalidade tira carros das ruas e diminui congestionamentos. Em São Francisco, introduzimos uma tecnologia que queremos disseminar pelo mundo na qual abrimos a nossa plataforma para outros meios de transporte, incluindo bicicletas. Esperamos ver essa tecnologia mundialmente implantada, o que inclui o Brasil e a cidade de São Paulo. Ajudar a combater o problema dos congestionamentos é parte da nossa missão.

A Uber tem trabalhado em projetos de carros autônomos (sem motorista) e voadores (Uber Elevate, aeronaves leves capazes de pousar e decolar na vertical). O quanto tudo isso ainda está distante?

Essas são tecnologias muito estimulantes e caras. Acreditamos que a tecnologia dos carros autônomos estará nas ruas dentro de um ano, em uma escala muito reduzida e com base comercial somente nos Estados Unidos. O Uber Elevate é uma outra história. As cidades se tornaram verticais, devido aos seus prédios comerciais e arranha-céus. Acreditamos que o transporte também será vertical. Precisaremos usar o céu para tirar os carros da rua. Achamos que o primeiro modelo com decolagem e pouso vertical sairá em cinco anos. E para que eles estejam completamente prontos para operarem comercialmente, entre cinco a dez anos.

A Uber se envolveu nos últimos anos em escândalos pelo mundo, de relatos de assédio sexual a estratégias agressivas de competição empresarial...

Acredito que parte das críticas sobre nossa atividade no passado é justificada e uma das minhas primeiras ações ao me tornar CEO foi introduzir novos valores culturais. E uma das novas regras mais importantes é: nós fazemos a coisa certa, ponto. Podemos nos tornar uma empresa de sucesso, mas também uma empresa a se orgulhar.

No Brasil, há críticas sobre a falta de transparência nos dados da empresa. A Uber abriria seus dados para ajudar São Paulo a planejar o trânsito?

Queremos ser muito atenciosos com a privacidade dos nossos usuários e motoristas, mas seremos muito mais abertos a abrir informações com as autoridades das cidades nas quais operamos. Por exemplo, para encontrar soluções conjuntas para ajudar no tráfego. Então, esse é o tipo de parceria para a qual certamente estamos abertos. Sendo o Brasil um mercado tão importante para nós, isso é algo para o qual estamos dispostos a desenvolver, dentro de determinadas circunstâncias.

Recentemente, a Uber suspendeu suas operações no Marrocos. De que maneira o quadro é comparável ao do Brasil?

Uma vez que estamos em um país, esperamos regras claras em que a tecnologia possa prosperar e os motoristas possam ter a oportunidade de ganhar a vida. Algumas cidades e países querem avançar e usar o poder da tecnologia, enquanto outras olham para trás. Enquanto nosso negócio é global, em último caso uma abordagem local depende de um ambiente regulatório específico. Marrocos é um exemplo de como nós não tínhamos clareza, e não estávamos dispostos a colocar nossos parceiros motoristas e nosso negócio em risco por lá. Decidimos que tínhamos que sair. Acho que [o Brasil] está longe desta circunstância. Seria um resultado trágico que eu não antevejo, mas às vezes essas coisas acontecem pelo mundo.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

PT estende prazo para definir aliança

Bruno Ribeiro, presidente estadual do PT – Foto: Reprodução/Internet
Blog da FolhaPE

Mais tempo para fechar alianças. O Grupo de Trabalho Eleitoral da Nacional do PT ampliou os prazos para definição das candidaturas. A alteração dá uma margem maior para o partido discutir a proposta de apoio à outra legenda e escolha da tática eleitoral. Regionalmente, a possibilidade de se unir a outro candidato a governador poderá ser feita até 11 de maio, quase três meses mais que o limite do calendário anterior. O novo regulamento interno foi aprovado na última sexta-feira, mas precisará passar pelo referendo da Executiva Nacional. Em Pernambuco o aumento do prazo estica as tratativas com o palanque do governador Paulo Câmara (PSB). Até o momento nenhuma proposta foi apresentada ao diretório, mas, nos bastidores, há um trabalho intenso.

De acordo com a minuta do Grupo de Trabalho, a mudança foi motivada após análise das postulações e da conjuntura política geral. Segundo o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, a medida é para sincronizar o calendário com a imprevisibilidade dos fatos políticos. "Agora, vamos ver qual o formato final disso. Precisamos clarear melhor a orientação, ver o sentido que isso foi feito e discutir como será feito no estado", explicou o petista. Neste domingo, a Executiva de Pernambuco se reuniu para debater o cenário local e também criou um Grupo de Trabalho Eleitoral.

Hoje, a legenda decidirá quem serão os integrantes do colegiado. Bruno Ribeiro disse que o PT de Pernambuco conversou ainda sobre o quadro nacional, debateu os resultados de uma pesquisa interna feita em dezembro e deliberou sobre a ampliação dos comitês de defesa ao ex-presidente Lula, condenado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Embora haja resoluções pela candidatura própria, o novo calendário beneficia a articulação em torno de aliança com o PSB. No último dia 15 de fevereiro, Paulo Câmara, acompanhado do chefe de gabinete, João Campos, e da viúva do ex-governador Eduardo Campos, Renata Campos, foi a São Paulo para um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes, o petista havia sinalizado, em entrevista a uma rádio local, para um entendimento entre as agremiações, a partir de uma avaliação do que seria melhor para o Estado.

"Agora, está chegando uma nova eleição e os partidos precisam pensar o que é melhor para o povo de Pernambuco. Se é a gente continuar brigando com um possível aliado capaz de se construir um programa para o Estado ou se a gente vai simplesmente fazer sozinho uma eleição sem fazer aliança com ninguém. Nós temos que discutir com muita maturidade", declarou Lula, na época.

Depois disso, os gestos para um entendimento só intensificaram. Durante o carnaval, em Bezerros, o ex-prefeito João Paulo e Paulo Câmara circularam juntos. A expectativa é que o PT ganhe uma vaga na majoritária do governador. Entre os aliados da Frente Popular, a união recebeu afagos até do deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), que foi adversário histórico dos petistas.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Gonzaga Patriota debate a transposição do rio Tocantins


O deputado federal Gonzaga Patriota participará no dia 26 de fevereiro da “1° Conferência Estadual da Transposição do Rio Tocantins”, realizada pelo Centro Universitário Luterano de Palmas.

A conferência é aberta a toda comunidade e tem por objetivo apresentar aos acadêmicos conhecimento técnico sobre a transposição do rio Tocantins, visando criar um ambiente de debates com autoridades competentes no assunto.



Juntamente com um grupo de especialistas que reúne técnicos e acadêmicos das áreas de geologia, engenharia ambiental, engenharia agronômica e direito ambiental, o deputado Gonzaga Patriota debaterá o relatório de seu projeto de lei, com exposição de ideias pelos palestrantes em mesa redonda.

A discussão promoverá espaço para que os participantes tirem suas dúvidas a respeito dos assuntos abordados.

“A transposição do Rio Tocantins é um projeto de Lei que requer debate e discussão entre agentes públicos, especialistas e a população em geral, para que os estudos técnicos realizados possam dirimir as dúvidas à respeito das mudanças nas regiões envolvidas”, destaca Patriota, afirmando que a interligação dessas bacias é importante não somente para o nordeste, mas também para o estado do Tocantins, que receberá 5 bilhões de reais em investimentos de infraestrutura, geração de emprego, fornecimento de energia, dentre outros. Segundo o deputado, regiões até a Serra da Garganta e o estado do Piauí também serão beneficiados.

Uchoa vai à mesa com Paulo, que nega benção à chapinha


Renata Bezerra de Melo, FolhaPE

Já era noite de ontem quando o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa, foi recebido pelo governador Paulo Câmara no Palácio das Princesas. A pauta foi a chapinha formada por membros da Frente Popular, visando à corrida para a Câmara Federal, que acabou inviabilizando o ingresso de Guilherme Uchoa Júnior no PDT. Ao dirigente da Alepe, o chefe do Executivo estadual assegurou que a composição que reúne PP, PDT, PSL, Solidariedade e PCdoB não tem o seu aval e nem foi resultado de acordo com o governo. Os dois ficaram de voltar a se encontrar na próxima segunda-feira. No Palácio das Princesas, a ordem é reverter a chapinha. O presidente informou ao governador que tinha ido a Brasília (na quarta-feira), de onde tinha saído "muito decepcionado" por conta dessa chapinha. Uchoa narra o seguinte: "Ele (Paulo) disse: 'Não autorizei isso (chapinha), não concordo com isso e, se você quiser continuar no PDT, fique à vontade. Nós vamos ter chapão'". Uchoa devolveu: "No PDT, não fico".

Está decidido a deixar a sigla na qual milita há 20 anos independente de chapinha ou chapão. "O governador me garantiu que não haveria chapinha para federal. Então, eles vão ter que tomar um rumo", prossegue Uchoa. E crava: "No momento, não há nenhuma condição mais de continuar no PDT". Ainda ontem, ele comunicou sua saída ao presidente nacional da sigla, Carlos Lupi. Até a segunda-feira, o governador deve conversar com aliados que idealizaram a chapinha. O assunto, que vem sendo debatido entre as siglas aliadas desde setembro, como a coluna registrara, sem que se puxasse as rédeas, entrou no radar do Palácio. De antemão, Uchoa assegura: "Romper com Paulo Câmara? De jeito nenhum!".


"Estou no aviso prévio"


Guilherme Uchoa não deixa o PDT sozinho. Leva mais três deputados estaduais: Jadeval de Lima, Pedro Serafim Neto e João Eudes. "Vou ter que arrumar um partido. Estou sem emprego, no aviso prévio. Tenho 30 dias para resolver minha vida", calcula.

Surpresa > Como a coluna cantara a pedra, Lupi havia feito o convite para que Guilherme Uchoa Júnior ingressasse no PDT durante a passagem de Ciro Gomes por Pernambuco. "Fui lá com Júnior porque Lupi, na frente do governador, convidou. Quando cheguei em Brasília, a conversa era diferente", pondera Uchoa.

Chiadeira > Sobre, eventualmente, migrar para o PSB, Uchoa diz não estar " fora de cogitação". Mas admite: "Se eu entrar lá, o pessoal vai chiar, porque tenho muito voto".

Só dois ausentes > Da bancada do PSB, apenas Marinaldo Rosendo (PE) e César Messias (AC) não compareceram ao almoço com Márcio França, em São Paulo, ontem. Ambos justificaram as ausências. Rosendo já assinou ficha do PP.
           
Barreira > Existe uma promessa de filiação de Alessandro Molon (RJ) e de Aliel Machado (PR) ao PSB. No entanto, o caso de Aliel anda complicado, porque existe uma condicionante de ele obter o controle do diretório de um município, cujo dirigente, hoje, é um aliado de Beto Richa.

Malas > Vice-governador do Rio Grande do Norte, Fábio Dantas, do PCdoB, esteve, ontem, à mesa com Márcio França. Deve ingressar no PSB e pode assumir o comando daquele Estado.

Dia da Mulher > Presidente da Comissão de Defesa da Mulher na Câmara do Recife, Aline Mariano fará palestra com o tema “O Papel da Mulher nas Diversas Áreas de Atuação”, no dia 8 de março, no Terra Café Bar. O evento contará com a presença da secretária da Mulher do Recife, Cida Pedrosa.

Guilherme Uchoa: 'Meu problema é com o PDT. Vou sair do partido'

O presidente da Alepe, Guilherme Uchoa e o governador – Foto: Gus

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchoa, deixará o PDT, sigla que está a mais de duas décadas. A decisão de deixar o partido foi confirmada nesta quinta-feira, 22, pelo pedetista em conversa com a Folha de Pernambuco. O motivo da debandada seria o veto dado pela executiva estadual da sigla ao ingresso do empresário, Guilherme Uchoa Junior, no PDT.

Atualmente, Uchoa Junior está no PSB, mas procurava uma legenda para disputar o mandato de deputado federal. A expectativa era que o empresário fosse para o PDT numa articulação feita pelo pai. No entanto, em resolução feita pela cúpula do partido local, leia-se o presidente Wolney Queiroz, ficou definido que ninguém com mais de 50 mil votos entraria na legenda, o que sustou completamente os anseios de Uchoa Junior que espera ultrapassar a marca dos votos delimitados.

O óbice criado, no entanto, gerou a revolta do chefe do Legislativo. Nos bastidores, comenta-se que o pedetista estaria revoltado com o Palácio por deixar livre os aliados a realizarem chapinhas para atenderem os interesses das lideranças partidárias. No caso do PDT, o partido lançou uma chapa com Solidariedade, PP, PCdoB e PSL. A aliança terminou por minar a candidatura de Uchoa Junior.

Apesar disso, Guilherme minimiza: "O meu problema é com o PDT. Vou sair do partido no dia 7 de março com os quadros do partido", anunciou o deputado e em tom de ironia disparou: "Eu já vi deputado sem voto ser rejeitado, agora com voto, é a primeira vez", disse.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Garanhuns recebe seminário com o tema: prevenção ao suicídio


A Secretaria Municipal de Saúde de Garanhuns realizou, nesta quarta-feira (21), o I Seminário de Prevenção ao Suicídio, que aconteceu no auditório do Serviço Social do Comércio (Sesc), com o slogan: “Juntos contra o suicídio e a favor da vida”.

A discussão vem em um momento em que o município registra índices preocupantes de casos de suicídio, tendo como público-alvo os profissionais das mais diversas áreas que compõem a Rede Municipal de Saúde, além de servidores das demais pastas, Conselhos Municipais, 71° Batalhão de Infantaria Motorizado (71° BIMtz), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, instituições religiosas e de ensino.

Os debates tiveram início com a palestra “Suicídio: Informar para prevenir”, com o psiquiatra e professor da Universidade de Pernambuco (UPE Campus Garanhuns), Franco Junqueira, que em sua fala, abordou os principais sinais de uma pessoa acometida por pensamentos suicidas. “O principal fator de risco são as doenças psiquiátricas, como a depressão ou a esquizofrenia. E também o abuso de álcool e drogas. Essas são as principais causas não só no Brasil, mas no mundo todo”, afirmou.


Seguindo os debates com a palestra: “o suicídio como um problema de saúde pública”, com o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP), João Luís da Silva, o público pode interagir ainda mais. O profissional pontuou os dados relacionados ao suicídio no Brasil.

O médico intensivista Ulisses Pereira e a enfermeira Maria Edilza da Silva, que integram a equipe da Secretaria Municipal de Saúde, trataram do tema “Orientações sobre a importância da notificação de violência interpessoal/autoprovocada”, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que permite um diagnóstico dinâmico da ocorrência de doenças e agravos na população.

O evento foi encerrado com a palestra “A valorização da vida”, com o padre José Emerson Alves, que também atua como professor da Faculdade de Direito de Garanhuns (FDG) e diretor do Colégio Diocesano de Garanhuns.

Garanhuns dispõe de vários profissionais capacitados à orientação nos dois Centros de Atenção Psicossocial (Caps), além das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), que contam com psicólogos do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), e funcionam de segunda a sexta-feira, de 8h às 16h. ”É preciso abrir essa discussão para toda Rede de Saúde, pois muitos casos podem ser detectados ainda nas unidades; antes de chegar a nossa equipe do Caps”, afirmou o coordenador de Saúde Mental, Raimundo Pedrosa.

Gonzaga Patriota em defesa da micro e pequena empresa


Nesta terça feira (20), o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB/PE) participou de reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Micro e Pequena Empresa para discutir sobre o veto 05/2018, ao projeto de lei complementar 171/2015, aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados e que impediria que 600 mil micro e pequenas empresas que estão em débito com a Receita Federal fechassem suas portas.

No dia 5 de janeiro deste ano, o governo Federal vetou o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PERT) optantes pelo Simples Nacional, que foi aprovado no Congresso no fim de 2017. A proposta aprovada viabiliza a existência de todas as empresas optantes do Simples Nacional. "O presidente contrariou um acordo com a Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, a maior do Congresso Nacional, e vetou o projeto que criava o Refis para o setor. Vamos lutar para derrubar este veto", afirmou o deputado.

A Frente Parlamentar tem o objetivo de discutir ações que beneficiam as micro e pequenas empresas no país, como a redução da burocracia, da carga tributária e o aperfeiçoamento constante da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. A derrubada do veto 05/2018 garantirá que pequenos negócios, responsáveis por 60% dos empregos formais e 30% do PIB diminuam o desemprego no Brasil e contribuam para o fortalecimento da economia. "Muitas empresas precisam desse refinanciamento de débitos para continuarem ativas", concluiu Gonzaga Patriota.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Portaria do MEC autoriza curso de Medicina em Araripina


Blog da FolhaPE

Uma boa notícia para o Sertão pernambucano. O município de Araripina vai contar com uma faculdade de Medicina. A autorização foi dada pelo Ministério da Educação (MEC) e divulgada na última terça-feira (20) pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC.

No início deste mês, o município recebeu a equipe técnica do MEC que visitou as unidades de saúde públicas e particulares para vistoria. Araripina cumpriu com os critérios exigidos pelo Ministério e aguarda o lançamento do edital de chamamento público para a escolha da instituição mantenedora.

“Nós estamos muito felizes com essa notícia! Araripina já é destaque na educação, no desenvolvimento econômico e, agora, dará um salto ainda maior com a chegada da faculdade de Medicina”, disse o prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSL).

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Partidos levam denúncia de funcionários fantasmas na Prefeitura de Garanhuns ao MPPE

Genaldo Barros (REDE), Johny Albino (PPS) e Paulo Tenório (PSOL)

Com base em matéria publicada aqui no Blog do Cisneiros, sobre a suposta existência de funcionários fantasmas na Prefeitura de Garanhuns, no final de janeiro, cinco partidos políticos com representação no município, liderados pela Rede de Sustentabilidade, encaminharam ao promotor de Justiça e Cidadania na cidade do Ministério Publico de Pernambuco - MPPE, Domingos Sávio, documento com uma representação contra a Administração Pública Municipal.

Além da Rede, que tem como dirigente em Garanhuns o bancário aposentado Genaldo de Souza Barros, assinaram a petição representantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Popular Socialista (PPS) e Partido Progressista (PP).

Os partidos oposicionistas fizeram um histórico da denúncia do Blog do Cisneiros que tornou público o suposto esquema de contratação de funcionários “fantasmas”, feito pela Prefeitura de Garanhuns.

“Matéria essa que repercutiu nas redes sociais da cidade e em outros veículos de comunicação, que reproduziram na integra e em parte o conteúdo da matéria citada”, frisa o documento entregue ontem ao Ministério Público.

Os partidos citam ainda uma segunda postagem do Blog do Cisneiros, revelando áudio de um diálogo com o Secretário de Governo, Mewitton Araújo, “o qual se mostra surpreso quando questionado sobre uma suposta funcionaria que estaria lotada em sua secretaria”.

O secretário afirma não conhecer tal funcionaria, que em tese deveria estar dando expediente em seu gabinete. "Ainda no conteúdo de sua matéria, o blogueiro traz elementos fortíssimos e comprobatórios que evidenciam a prática de crimes contra a administração pública", frisa o documento.

Segundo os partidos, após a repercussão da denúncia nos veículos de comunicação e nas redes sociais a prefeitura de Garanhuns, através da Procuradoria Jurídica, emitiu uma nota rebatendo a denúncia feita pelo Blog do Cisneiros, com a seguinte argumentação: “Em relação ao fato de que foram nomeados fantasmas na Prefeitura Municipal de Garanhuns, a própria postagem, tenta ao menos e, na verdade comprova que estas pessoas não são fantasmas e possuem residência no município de Garanhuns”.

“Nesse trecho a nota parece ignorar que o termo usado para Funcionários Fantasmas se refere à pessoa nomeada para exercer uma função pública, porém não exerce, apesar de seu nome estar publicado em portaria oficial e recebe regulamente os dividendos naturais da função. Funcionário fantasma é aquela pessoa nomeada para um cargo público que jamais desempenha as atribuições que lhe cabem. Ou seja, recebe sem trabalhar, se enriquece ilicitamente à custa do erário público e do suor do contribuinte, na maioria das vezes com remunerações muito superiores à da maioria da população brasileira.”, define o texto com a representação, agora em mãos do promotor Domingos Sávio.

O entendimento dos representantes dos cinco partidos é que “por nunca ter, efetivamente, desempenhado as atribuições inerentes ao cargo para o qual foi nomeado, mas sim, aceitado participar de uma fraude contra a Administração Pública para atingir finalidades particulares, o dito funcionário fantasma não chega a entrar em exercício no cargo, segundo o que preceitua o art.15, da Lei 8.112/90, o qual reza que Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.”

Os dirigentes partidários consideram os fatos denunciados gravíssimos, por isso acreditam ser necessária a urgente abertura de inquérito pelo Ministério Público, a fim de apurar e investigar as denúncias ora apresentadas.

No documento os oposicionistas estranham o posicionamento da Câmara Municipal de Garanhuns, que tem 13 vereadores eleitos para fiscalizar as ações do Poder Executivo, mas manteve até o momento um solene silêncio a respeito das denúncias sobre a existência de funcionários fantasmas na Prefeitura do Município.

No final, citando as leis que tratam da questão de improbidade administrativa, os responsáveis pela representação apelam para o promotor de Justiça e Cidadania que apure criteriosamente o fato denunciado na imprensa local.

Até o momento a Prefeitura de Garanhuns não se pronunciou sobre a representação dos partidos no Ministério Público.

Empresários paulistas contam por que estimulam Bolsonaro

“Quando tocamos no assunto estrutura de campanha, o deputado nos mostra o telefone. Parece acreditar que postar nas redes sociais é o suficiente”, disse o empresário Fabio Wajngarten – ILUSTRAÇÃO: JOÃO BRIZZI

Por Ricardo Lessa, Revista Piauí.

Faz precisamente dois anos que os empresários Fabio Wajngarten e Meyer Nigri conheceram o deputado Jair Bolsonaro, candidato a presidente. Foi num jantar no apartamento de Nigri na região dos Jardins em São Paulo. Os filhos dele e do deputado se encontraram numa balada e propuseram o encontro dos pais.

Desde então Wajngarten e Nigri têm se comunicado frequentemente com o presidenciável pelo meio de comunicação favorito de Bolsonaro, o WhatsApp, e pessoalmente. Os dois propiciaram encontros entre o pré-candidato e empresários da comunidade judaica e de outros credos. Nigri é fundador da construtora Tecnisa, uma das dez maiores construtoras do país, com 665,7 milhões de reais em valor de mercado, segundo a Bovespa nesta segunda-feira. Wajngarten foi um dos intermediários da vinda da alemã GFK, para medir a audiência da televisão.

Os dois tiveram uma reunião com o capitão reformado na segunda-feira, 5 de fevereiro, e insistiram para o candidato formar uma estrutura mínima de apoio, e se colocaram à disposição para ajudá-lo na montagem da equipe de pré-campanha. Mas o candidato ainda não respondeu. “Não somos nada oficialmente”, resumiu Wajngarten.

Em reuniões como essa, Bolsonaro mostra qual é sua aposta para o marketing político de campanha. “Quando tocamos no assunto estrutura de campanha, o deputado nos mostra o telefone. Parece acreditar que postar nas redes sociais é o suficiente”, explicou Wajngarten.

Para Nigri, o motivo para apoiar Bolsonaro é simples: “Apoio quem seja contra a esquerda, Bolsonaro, Alckmin ou qualquer outro.” O Brasil, segundo ele, virou “um país socialista, impossível para os empresários”, em que “as leis trabalhistas, as cabeças dos procuradores, dos juízes, são pró-socialistas”.

O capitão reformado, segundo o empresário de 62 anos, tem cinco qualidades fundamentais para receber seu apoio: “É honesto, raro para um político, nunca me pediu nada.” Segundo: “Não é de esquerda.” Terceiro: “Capacidade, entende de segurança e de fronteiras, e sabe se assessorar com gente competente, como o Paulo Guedes, na Economia.” Quarto: “Postura, coragem para fazer as mudanças necessárias.” Quinto: “É pessoalmente comprometido com o Estado de Israel.”

Como exemplo da simplicidade da campanha do deputado, Nigri lembra que ofereceu seu avião para que o candidato fosse até Barretos, no interior de São Paulo, onde participaria de um evento com apoiadores. Bolsonaro rejeitou. “Preferiu pegar a ponte aérea Rio-São Paulo, mais um avião até Ribeirão Preto e mais 150 quilômetros de carro”, contou ele. “Ele não aceita doações”, sublinha.

Mais novo, Wajngarten, 42 anos, está envolvido em diversas instituições filantrópicas, como o Hadassah Brasil – hospital e instituto de pesquisas israelense que assiste judeus e palestinos – o Liberta, organização contra a exploração sexual juvenil e infantil. Lembra que estreitou os laços com Bolsonaro há um ano, num jantar beneficente para o Hadassah, onde o candidato apareceu como convidado, junto com outros políticos, artistas e empresários.

Em dois meses prevê lançar o Instituto do Bem, com Elie Horn, fundador e ex-presidente da construtora Cyrela, a quem admira, por ser um dos raros brasileiros a aderirem ao programa The Giving Pledge, em que se compromete a doar parte de sua fortuna em vida a organizações filantrópicas.

“Sou um cara de ação e estratégia, não consigo ver a bola quicando na área sem chutar para o gol”, define-se. Fundador da empresa Controle da concorrência, de monitoramento e análise de mídia, há quatorze anos, conta que aprendeu com Horn, a quem considera seu mentor, que é necessário “fazer o bem, agregar pessoas e adotar causas”.

Sobre Bolsonaro, Wajngarten acredita que o candidato tem boas intenções: “É latente como ele encanta as pessoas que cruzam seu caminho.” O empresário acrescenta que o deputado tem-se mostrado um bom ouvinte e que aprende rápido o que não sabe. “Por que não apoiar um cara que se mostra receptivo às boas causas?”, indagou. Para ele, Geraldo Alckmin também é “impecável”. Mesmo judeu, Wajngarten guarda na carteira uma oração que o governador lhe deu quando seu filho Thomaz morreu, em 2015, com uma imagem de Cristo.

“Apoio causas do bem, sou totalmente hands on, comigo é tudo imediato”, disse o empreendedor que abandonou uma carreira de advogado, aos 22 anos, para desespero do pai, Mauricio Wajngarten, cardiologista conhecido em São Paulo, e foi ser estagiário numa empresa de tevê, sua paixão. Depois de algum tempo, a convite de Guilherme Stoliar, ex-diretor do SBT, passou a monitorar os anúncios dos concorrentes, com uma tevê e um videocassete. Começou a estudar os anúncios, analisá-los e “agregar inteligência” nos seus relatórios, o que alavancou sua empresa e a colocou entre as maiores de pesquisa de mídia do país.

Sobre as atitudes de Bolsonaro, processado pela deputada Maria do Rosário, por dizer em plenário que ela não merecia nem ser estuprada, alvo de grupos de homossexuais e LGBT, que o acusam de homofóbico, além de ter se pronunciado no plenário da Câmara a favor de torturadores e da ditadura militar, Wajngarten atribui muitas críticas a ele a distorções da imprensa. Promete que retirará seu apoio de imediato se notar “qualquer atitude de perseguição a qualquer grupo”. “Os judeus sempre foram vítimas de perseguições não posso apoiar quem persiga quem quer que seja.”

Meyer Nigri é mais pragmático: “Ele pode falar o que não deve, mas se fizer o que deve, não tem problema.” O empresário acredita que “90% da comunidade judaica seja a favor de Bolsonaro”, mas “os 10% que não apoiam são mais barulhentos”. “A esquerda sempre foi mais combativa”, disse ele.

Nigri atribui a essa “minoria barulhenta” o episódio da Hebraica do Rio de Janeiro, onde o deputado fez uma palestra em abril do ano passado. A Confederação Israelita do Brasil, a Conib, entidades de luta contra discriminação racial e de gênero, além de parlamentares, criticaram o teor da palestra, considerado ofensivo, racista e neonazista.

Em sua fala, gravada em vídeo e disponível no YouTube, Bolsonaro enumera o que pretende fazer se chegar à Presidência: “Todo brasileiro poderá ter uma arma de fogo em casa”; não dará dinheiro para nenhuma ONG, pois “esses inúteis vão ter que trabalhar”; e “não dará um centímetro de terra demarcada para indígenas e quilombolas”. 

A Hebraica de São Paulo tem vetado o convite ao capitão reformado para falar a seus sócios. Para Nigri, o que ele chama de “minoria barulhenta” tem imposto sua vontade à maioria da comunidade judaica. Ele acha que todos os candidatos a presidente deveriam ser convidados.