domingo, 20 de agosto de 2017

Polo Dominguinhos - Segunda Noite

Givaldo Calado de Freitas


“Agora, pergunto: podemos continuar assim? Vendo o FIG sendo mal aproveitado por milhares que vêm de longe para vê-lo em sua plenitude, mas que só veem parte dele? Ou muito menos que parte dele?”

“Penso que temos razões de sobra para defender um Festival em que nos seja possível, sem maiores esforços, nele, estarmos presentes. Aproveitando-o melhor. Plenamente.”

“Bela noite de FIG, tivemos, ontem. Com o frio se reencontrando, mais intensamente, com Garanhuns. E Garanhuns sendo mais Garanhuns. Pelo Frio. Pelo Festival.”

“De novo na Esplanada?” - perguntaram-me. “De novo? Já?” - arremataram. Mas se são dez noites. Tenho que estar nas dez noites. É assim que venho fazendo desde o primeiro. Sim, desde 1991- respondo. E digo: o FIG não se limita a essas dez noites, não. Na verdade, são dez dias e dez noites. Estas noites que tanto valorizamos certamente que não são os únicos espetáculos do FIG, não. Como se fossem só elas. Mas não são só elas, não. Temos palcos por todos os lados. Inclusive à noite. Além do Palco Dominguinhos, temos o Palco Euclides Dourado, o Palco Cultura Popular, o Palco Pop, o Palco Instrumental, o Palco Mamulengos, o Palco Forró, o Palco Música na Catedral, o Palco Som na Rural. Além das Oficinas. Que são maravilhosas. Por que marcam. Educam. Capacitam. E elas são dez. E, nesta XXVII Edição, a Prefeitura ainda banca o Palco Orquestrando.


Outro ano numa dessas XXVII Edições, disse a mim mesmo: vou estar presente em todos os palcos. Todos! Quase que viajo para o além, e não consegui visitar nem a metade. Eu disse “visitar”.

Por essa, e outras, o nosso FIG é multicultural. Todas as linguagens. Todas! E não tem essa de você comprar ingressos para se fazer presente, não. Tudo às nossas mãos. Tudo!     

Agora, pergunto: podemos continuar assim? Vendo o FIG sendo mal aproveitado por milhares que vêm de longe para vê-lo em sua plenitude, mas que só veem parte dele? Ou muito menos que parte dele? Não seria isso um desperdício, sobretudo quando a ideia é mostrar a todos a grandeza do espetáculo? A razão de ele ser reconhecido como “O Maior Festival Multicultural da América Latina?”

Penso que temos razões de sobra para defender um Festival em que nos seja possível, sem maiores esforços, nele estarmos presentes. Aproveitando-o melhor. Plenamente. Para isso, temos que distendê-lo. E, já. Para ser o Festival que Pernambuco deseja. Que Garanhuns quer. Afinal, não é ele um produto? “O Maior Produto Cultural de Pernambuco?”

Durante esses dias irei dizer de nossas ideias para que nos seja possível, quem sabe no próximo, ou em algum próximo, alcançarmos essa ideal.

Mas, ontem, no Palco Dominguinhos desfilaram Rogério e os Cabras, Maciel Salu, Cantos Rurais: Adiel Luna e Mestre Bule-Bule, Alice Caymmi e Baby do Brasil.

Foram espetáculos que se não agradaram a todo um público presente agradou a muitos. Quem sabe a grande maioria? Agora, é preciso que não se perca de vista a condição de multicultural do Festival.    

Bela noite de FIG, tivemos, ontem. Com o frio se reencontrando, mais intensamente, com Garanhuns. E Garanhuns sendo mais Garanhuns. Pelo Frio. Pelo Festival.


*Figura pública. Advogado de Empresas e Empresário

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