segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Fachin homologa delação do ex-deputado Pedro Corrêa

Informa o advogado Clóvis Corrêa que o ministro Edson Fachin homologou na última sexta-feira o acordo de delação premiada celebrado entre o ex-deputado Pedro Corrêa e o Ministério Público Federal. Corrêa estava preso em Curitiba por sentença do juiz Sérgio Moro quando decidiu contar o que sabia sobre os bastidores da Petrobrás. Ele contou, por exemplo, que o desvio de recursos de estatais para bancar despesas de partidos políticos não era novidade no Brasil e que o ex-presidente Lula tinha total conhecimento de como procediam os diretores da petroleira, entre eles Paulo Roberto Costa que fazia a ligação entre ela e o PP, do qual era o presidente nacional. Esse acordo em princípio foi rejeitado pelo então ministro Teori Zavascki, relator no STF dos processos da Lava Jato, que o devolveu a Rodrigo Janot para aprofundar as investigações. Zavascki considerou o depoimento do ex-deputado “genérico demais” e sem “foco definido” e por isso não o homologou. Seu substituto, Edson Fachin, interpretou-o de outra maneira e optou pela homologação, o que pode complicar ainda mais a vida de Lula.


Bom comportamento


Autorizado pelo juiz Sérgio Moro, o ex-deputado Pedro Corrêa está em prisão domiciliar, no Recife, convalescendo de uma cirurgia urológica. Ele é um caso raro na Lava Jato: tornou-se amigo do juiz e de todos os outros réus, entre eles Marcelo Odebrecht. Seu bom comportamento na prisão fez com que o ex-doleiro Alberto Yousseff desse este depoimento à revista Veja: “Pra que prender o Pedro? Ele tem diabetes, insuficiência renal e toma 45 comprimidos por dia”. (Coluna Fogo Cruzado)

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