sexta-feira, 7 de julho de 2017

Tasso diz que Rodrigo Maia tem condição de dar estabilidade ao país

O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE)

O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), defendeu nesta quinta-feira que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reúna as condições necessárias para promover estabilidade no país. Tasso afirmou que o governo de Michel Temer está “chegando na ingovernabilidade” e disse ainda ver espaço para uma renúncia negociada do presidente da República.

— Rodrigo Maia tem condições de juntar os partidos ao redor de um nível mínimo de estabilidade que o país precisa. Estamos chegando na ingovernabilidade e tem que haver agora um acordo para dar estabilidade mínima para se chegar a 2018 — afirmou Tasso.

Em uma forte sinalização de que já vislumbra um novo governo, sem Michel Temer, o senador Tasso fez um esboço do que seria a composição ideal: manter a equipe econômica e os partidos que hoje sustentam a base, mas com perfis “intocáveis” em relação à postura ética.

— A equipe econômica tem que ficar e o governo tem que ser o mais próximo possível do intocável na postura ética — defendeu.

O tucano reforçou o discurso pelo desembarque do governo e afirmou que “os fatos” devem levar à saída do PSDB da base de sustentação de Temer. Ele disse que, mesmo que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) volte a assumir a presidência do partido, a permanência na base não deve ocorrer.

— Ninguém faz pressão contra os fatos. Os fatos estão aí e está na hora de encontrarmos estabilidade. Não dá mais para vivermos dessa maneira — pontuou o tucano.

O presidente interino do PSDB argumentou que não vê, hoje, nenhum partido que esteja com tendência mais governista do que pelo desembarque, inclusive o PMDB. Tasso disse que as conversas com o DEM e com os demais partidos da base têm sido contínuas e que todos terão de se render aos fatos.

— Não conheço nenhum partido, a começar pelo PMDB, que esteja mais governista do que pelo desembarque. Todos nós vamos ter que nos render aos fatos. Qual partido não está refluindo? O relator da denúncia na CCJ, que é do PMDB, deve dar um voto pelo afastamento de Temer. Quer coisa mais significativa que isto? — questionou o senador.

O senador disse que, se continuar na presidência do PSDB, passará a defender de forma intensa a implantação do Parlamentarismo.

— Na semana que vem, antes do recesso, precisa ter uma solução definitiva. O presidente é ele, ele é que tem de resolver. Se ele resolver ficar, ele tem as condições para isso. Aécio passa por uma crise e quem tem que definir o tamanho da crise é ele. Hoje, existem cerca de 30 senadores e não sei quantos deputados e ministros numa situação parecida. Quando ele estava afastado era diferente, mas, hoje, todos os senadores são iguais. O importante é não ficar nesta indefinição — afirmou Tasso.

O tucano falou ainda sobre a possível delação que o ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha deve fazer. Disse que, se isto de fato ocorrer, será um semestre “terrível” para todos. (O Globo)

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