terça-feira, 20 de junho de 2017

Garota do Ipanema

Givaldo Calado de Freitas*


“Ontem, debaixo de chuva, sai de Garanhuns para Maceió, dizendo a mim mesmo: Ah! Não perco! Não! E não! O aniversário de minha amiga Rosineide, que tanto queremos pela amizade de verdade que temos a ela e ao amigo imortal, Djalma, que tanto me estimula”...

“... cantando e dançando "Garota de Ipanema", do grande Vinicius, com melodia de Tom, em homenagem a Helô, corri para dizer a muitos: é a própria. É a própria”.


Amiga alagoana. Como sempre a saúdo: pedaço dos pernambucanos, punidos por Dom Pedro I pela insurreição precoce, para uns, e por quererem dividir o Brasil, para outros, e, nestes, eu me incluo. E aplaudo Dom Pedro I. Pelo Brasil e por Alagoas.

Foi festa para ninguém botar defeito. Tudo perfeito até em reverência a sua exitosa trajetória. Que foi contada, na ocasião, por tantos - parentes e amigos. Estes, inclusive do Lions Internacional. Sob grande emoção de todos. Muitos vertendo água nos olhos. E com aquela expressão que sempre digo: “sem nenhum fiapo de dúvida”, ante os depoimentos.

Mulher leal, forte, corajosa, dinâmica, inteligente... Detentora de magnífico currículo e digna da admiração de todos. “Eu sou aquela mulher que escalou montanhas, removendo pedras e plantando flores". Parece que Flora Carolina escreveu essas palavras para que Rosineide as pronunciasse  para todos nós.

Ontem, debaixo de chuva, sai de Garanhuns para Maceió, dizendo a mim mesmo: Ah! Não perco! Não! E não! O aniversário de minha amiga Rosineide, que tanto queremos pela amizade de verdade que temos a ela e ao amigo imortal Djalma, que tanto me estimula... Ah! Não! Não perco! E não perdi com as graças do Senhor.

Mas, confesso, ao adentrar nos “Salões do Resplendor”, tomei um susto. Não era uma simples festa de aniversário. Era uma grande efeméride em homenagem a Rosineide. Efeméride que durou todo ou quase todo o dia de ontem.

Também, pudera... A história que fizera em Maceió. A história que fizera muito antes de aportar em Maceió... Até sua ascensão à condição da gestora da educação em seu Estado, a credenciara na vida a ponto de, sem exagero, poder repetir Flora pelo resto de seus anos que hão de estar longe.

Quando a gente pensava que a efeméride chegava ao seu desfecho, eis que surge Rosineide, ao som de "Garota de Ipanema", levando ao delírio todos os seus parentes, amigos e amigas. Parecia à própria. E eu não teria exagerado. Nem alguns. Nem muitos.

Aos meus botões, sobre ela, eu dizia: “não faz muito tempo, dava-lhe semblante de 4.0 e corpo de 5.0”.

Ontem, no entanto, apaguei tudo o que dizia, faz pouco.

Quando a vi cantando e dançando "Garota de Ipanema", do grande Vinicius, com melodia de Tom, em homenagem a Helô, corri para dizer a muitos: é a própria. É a própria. Mas a própria tinha, na época, 17 aninhos. A nossa que adentrava tudo nos fazia apostar que beirava seus 3.0, mas tão formosa quanto a Helô Pinheiro da época. Esta, hoje, já com mais de 7.0.

Morri de emoção. Morreram todos e todas ou quase todos e todas de emoção. Vertendo lágrimas nos olhos pela emoção e alegria incontidas.

Tive piedade dos Companheiros e Amigos Marcelo, Romany, Arnóbio... Também das Companheiras e Amigas Tereza, Luciana, Cristina...  Cedi-lhes meu lenço.

De lá sai, já tarde, quase de quatro, porque o casal, de olho no meu copo, não me dava trégua.

Há instantes, liga a minha "Garota do Ipanema" para Emília e sentencia: Vou passar aí, no Ritz, para saímos para jantar.

Avise a Givaldo. E ponto final. Fomos! Fazer o quê?


*Figura pública. Advogado de Empresas. Empresário.

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