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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Avião com ministro do STF, Teori Zavascki, cai em mesmo local onde caiu helicóptero com Ulisses Guimarães

Coincidência ou não, avião com ministro do STF, Teori Zavascki, cai em mesmo local onde caiu helicóptero com Ulisses Guimarães. Relembre o caso.


Na noite do dia 12 de outubro, uma segunda-feira, o presidente Itamar Franco foi avisado pelo ex-ministro Renato Archer que o helicóptero em que viajavam o deputado federal Ulysses Guimarães (PMDB-SP) e o ex-senador Severo Gomes, com suas mulheres, havia desaparecido num voo entre Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, e São Paulo. A aeronave havia decolado às 15 h 20 m, de Angra, devendo chegar à capital paulista em 45 minutos. Minutos depois da decolagem, a aeronave desapareceu. Conforme reportagem publicada pelo GLOBO no dia 13, em sua terceira edição, circularam informações de que o piloto teria avisado aos passageiros que, se as condições do tempo não fossem boas, poderia aterrissar em algum lugar do litoral.

Mas o helicóptero não fez qualquer contato de rádio. E em São Paulo, o filho de Ulysses e dona Mora, Tito Henrique, confirmava que não havia qualquer comunicação com a aeronave e que só poderia saber o que aconteceu quando as buscas começassem. A partir da manhã do dia seguinte ao acidente aéreo, o país viveu o drama do resgate dos corpos, achados somente a partir da tarde. Todos os corpos, menos o de Ulysses, foram encontrados: os de dona Mora, Severo, sua mulher Maria Henriqueta e do piloto Jorge Comemorato, este em uma praia a 20 quilômetros de Paraty. E o Brasil começava a se despedir do "Senhor Diretas".
Tancredo Neves, Leonel Brizola, Ulisses Guimarães e Luiz Inácio Lula da Silva
Com uma trajetória única na história política brasileira, eleito 11 vezes deputado federal, o advogado Ulysses Guimarães foi um ícone no combate à ditadura nas trincheiras do MDB. Primeiro com a sua anticandidatura à Presidência da República, em 1973, e, depois, como o símbolo das Diretas Já, a campanha que tomou as ruas do Brasil em 1983 e 1984, no ocaso do regime militar, o político participou como um dos principais protagonistas da redemocratização do país. No 
Colégio Eleitoral em 1985, ele apoiou Tancredo Neves na vitória contra Paulo Maluf e, após a morte do presidente eleito, garantiu a posse de José Sarney, seu antigo desafeto, na Presidência da República.

Mais tarde, o Senhor Democracia, como também era chamado o deputado do PMDB, conduziu a Constituinte de 1988. Ulysses Guimarães também participou ativamente da campanha pela implantação do parlamentarismo no Brasil e atuou pelo impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992.
Ulisses Guimarães
Cinco anos antes do desaparecimento de Ulysses, outra tragédia aérea havia abalado a política do país. Em Carajás, no Pará, o ministro Marcos Freire morreu na explosão do avião em que viajava, após a decolagem. O desastre ocorreu a apenas cinco quilômetros da cabeceira da pista do aeroporto.

Titular da pasta da Reforma Agrária, o pernambucano Marcos Freire morreu junto com o presidente do Incra, José Eduardo Raduan, o secretário-geral do ministério, Dirceu Pessoa; o secretário pessoal do ministro, José Teixeira; um amigo pessoal, Amaury Teixeira; e Ivan Ribeiro, coordenador para Assuntos Econômicos do Ministério da Agricultura. Na época, o governo mandou a Aeronáutica fazer uma “investigação rigorosa” sobre a possibilidade de sabotagem no avião.

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