quinta-feira, 2 de julho de 2015

Governador exalta tradição do artesanato pernambucano na abertura da XVI Fenearte

O governador Paulo Câmara e a primeira-dama Ana Luiza Câmara fizeram a abertura da XVI Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que teve início nesta quinta-feira (2) e segue até o próximo dia 12, no pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco. Considerada a maior do segmento na América Latina, a feira ocupa uma área de 29 mil m², com cerca de 800 espaços e mais de cinco mil expositores, entre artesãos de Pernambuco, do Brasil e do mundo, representado uma participação recorde de 51 países. Com investimento de R$ 5,5 milhões e expectativa de movimentação financeira superior a R$ 40 milhões, a Fenearte 2015 espera atrair um público de 320 mil pessoas.

Ao lado de Ana Luiza Câmara, da filha Clara e da ex-primeira-dama Renata Campos, o governador fez um "tour" por alguns espaços da feira, entre eles a Alameda dos Mestres, onde cumprimentou os mestres artesãos. O chefe do Executivo estadual também visitou um ambiente, instalado por iniciativa desses mestres, que reúne uma exposição com algumas peças de arte popular que fazem parte do acervo da família Campos. O momento, marcado pela emoção, relembrou a atuação do ex-governador Eduardo Campos. No telão, foram exibidas imagens de todas as passagens pela Fenearte do ex-gestor. O ambiente representa um tributo e também um reconhecimento à politica de valorização e difusão da arte popular do Estado, implementada nas gestões do ex-governador.

Ao lembrar sua atuação como secretário de Eduardo Campos, Paulo Câmara exaltou, nas palavras do ex-governador, as transformações asseguradas com “muito trabalho” e “dedicação”, que sempre tiveram como objetivo principal “chegar próximo do povo, dos artistas e das pessoas, que, com seu trabalho, arte e genialidade, queriam ter oportunidade”. 

Se dirigindo à Renata Campos, que coordenou projetos e ações em favor do artesanato e da cultura pernambucana, Paulo Câmara garantiu a continuidade dos investimentos. “A política do artesanato, que foi tão bem construída, vai ser aperfeiçoada cada vez mais. Estaremos junto a esses profissionais, promovendo capacitações e ambientes de negócios para que eles possam, cada vez mais, comercializar tendo equipamentos que possam ser utilizados em favor da arte, da cultura e da manutenção dessa tradição do nosso Estado”, cravou.

Durante o pronunciamento que marcou a abertura oficial da Fenearte, o governador ressaltou que a feira “mantém a tradição do artesanato pernambucano, brasileiro e do mundo”. “Nós sabemos que a cada ano ela tem surpreendido. Os artesãos têm tido a oportunidade, a partir da feira, de desenvolver todos os negócios necessários para que possam ter, a partir da sua arte, a condição de trabalhar em favor do seu oficio, do seu Estado. Vamos continuar com a tradição em Pernambuco de fazer essa feira, e fazer muito bem feita”, garantiu Paulo Câmara. 

A passagem do gestor estadual pela Fenearte foi acompanhada por comitiva com secretários estaduais e representantes do Congresso Nacional, entre eles, o senador Fernando Bezerra Coelho e a senadora Marta Suplicy, além do vice-presidente do PSB, Beto Albuquerque, e do presidente da sigla, Carlos Siqueira.

Artesã há 30 anos, Vera Brito transformou o sonho não realizado na infância - ter uma boneca - em arte. Usa a fibra de bananeira como matéria-prima para produzir bonecas, anjos e santos. Com boa parte dos produtos vendidos já no primeiro dia de feira, a pernambucana de Vicência, Mata Norte do Estado, afirma que a Fenearte é uma "porta" para divulgar o trabalho de quem vive do artesanato. "Todo ano eu tenho muito sucesso. E neste ano, apesar da crise, eu também acredito muito que vamos sair muito bem. Eu já vendi a maior parte das minhas peças. Aqui é uma porta para todos os estados, a nível de amizade, compras e relacionamento com lojistas. Hoje mesmo o que eu já vendi foi a lojista”, relatou.

HOMENAGEM - Nesta edição, a Fenearte homenageia, com uma exposição no mezanino, duas grandes referências da cultura pernambucana. O poeta popular Lourival Batista, conhecido como Louro do Pajeú, e o artesão Manoel Borges da Silva, lembrado como Mestre Nuca de Tracunhaém. Para o governador, os artistas “contribuíram com sua arte para Pernambuco ser o que é hoje no artesanato e na cultura”. Ao se dirigir ao poeta Antônio Marinho, neto do Louro do Pajeú, Paulo Câmara enfatizou que o homenageado plantou "sementes” que emocionam. “Temos o sentimento de que estamos fazendo uma homenagem mais do que justa a um grande pernambucano, um grande artista".

Reverenciando o Mestre Nunca, Câmara destacou que a dedicação dos filhos do artesão, que mantêm viva sua arte e obra, “é a mesma determinação que a gente quer perpetuar junto com eles, para que isso possa acontecer de maneira cada vez maior”.

FUNCIONAMENTO - A Fenearte segue até o próximo dia 12, abrindo os portões para o público de segunda a sexta-feira, das 14h às 22h. Já aos sábados e domingos, a visitação será aberta das 10h às 22h. Os ingressos, de segunda a sexta, custam R$ 10 (inteira) R$ 5 (meia), e nos finais de semana o valor é de R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). 

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