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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Paulo Leal busca casa de apoio e posto da policia militar


Na primeira Reunião Ordinária da Câmara de Vereadores de Garanhuns, o Vereador Paulo Leal apresentou no Plenário 02 Requerimentos com o objetivo de atender os interesses da população garanhuense.

Um dos requerimentos solicita ao Prefeito Izaías Régis, providências no sentido de implantar uma “CASA DE APOIO” na cidade do Recife para atender aos pacientes de Garanhuns que fazem tratamento médico na capital pernambucana.

Em sua justificativa o Vereador Paulo Leal afirmou que a implantação de uma Casa de Apoio na capital para atender aos pacientes de Garanhuns que viajam em busca de tratamento médico,  irá garantir aos mesmos proteção, descanso e alimentação, enquanto aguardam atendimento. “Entendemos que a implantação de uma Casa de Apoio é uma necessidade urgente, onde será oferecido, além de conforto e alimentação, também respeito e dignidade aos pacientes de nosso município, que têm que se deslocarem para Recife, pois já saem debilitados em função do tratamento de saúde, e merecem, portanto, um atendimento digno durante essa estadia”, destacou Paulo.

Em sua segunda proposição apresentada o Edil garanhuense requereu ao Comandante do 9º BPM, Tenente Coronel PM Maranhão, para envidar estudo, junto a Secretaria Estadual de Defesa Social, no sentido de reativar o Posto Policial e permanência do efetivo da Policia Militar no Distrito de São Pedro. “Como Legisladores temos que priorizar a segurança pública como um dos fatores fundamentais de valorização e garantia da vida e da propriedade, fazendo-se necessário, dessa forma, a intervenção deste Poder Legislativo para solicitar providencias ao Comando do 9º BPM em Garanhuns para a reativação urgente do Posto Policial no Distrito de São Pedro, bem como a presença ostensiva de policiamento, a fim de garantir a segurança dos moradores daquela localidade”, justificou Paulo Leal.

O Vereador ainda destacou que o crescimento do uso de drogas ilegais, vitimando especialmente os jovens e a certeza da falta de estrutura policial é um incentivo inconteste as práticas criminosas diversas. E que o retorno das atividades policiais com a permanência do efetivo da Policia Militar irá coibir a prática de atos ilícitos, protegendo os moradores de vários tipos de delitos cometidos e atuando prontamente, também, no combate ao tráfico de drogas naquele Distrito. 

Confronto aberto com os Gomes


Após Ciro dizer que o governador e presidente nacional do PSB não tem "projeto para o País", Eduardo não esconde o incômodo com as críticas

A provocação pública disparada pelo ex-ministro Ciro Gomes foi tratada com frieza pelo governador Eduardo Campos, seu correligionário e, ao mesmo tempo, rival dentro do PSB. No fim de semana, o político cearense declarou a uma rádio de Fortaleza, onde passou a atuar como comentarista esportivo, que Eduardo não possui “estrada” nem “projeto para o País” para ser candidato a presidente, em 2014. Sem esconder o incômodo com o “fogo amigo”, o governador disse, nessa segunda, que não iria “polemizar” com Ciro, mas procurou minimizar a força que a opinião do desafeto possui nas decisões partidárias.

“Eu discordo da opinião dele. Não é a opinião do partido, mas não vou polemizar com Ciro. O partido é democrático. As pessoas têm direito de fazer esse debate dentro do partido, mas ele não vai ser feito aqui”, retrucou. De acordo com o governador, a discussão sobre o papel que terá o PSB na disputa presidencial será feito no “tempo certo” e pelas “instâncias certas”. “São elas (instâncias partidárias) quem decidem. Somente isso”, completou, em tom de recado.

Eduardo é presidente nacional do PSB e desfruta do apoio da maioria do partido. Os desentendimentos com Ciro Gomes se agravaram depois de 2010, quando Eduardo trabalhou para rifá-lo da corrida presidencial e manter a sigla no palanque do PT, que lançou Dilma Rousseff. Agora, foi Ciro quem passou a defender a permanência da legenda na base de apoio à reeleição da petista. O ex-ministro tem como principal aliado o irmão Cid Gomes (PSB), governador do Ceará. Cid iria participar do seminário de ontem no Recife, mas cancelou sua vinda alegando ter compromissos em Brasília. (Jornal do Commercio)

As manchetes desta terça


- Jornal do Commercio: Dengue cai 93% no Estado

- Globo: Calor de 42 graus sem refresco – Falhas em série cortam água de 9 milhões no Rio

- Folha: Dilma é ‘infrata’, diz FHC em ataque ao PT

- Estadão: Papa afasta cardeal suspeito de assédio e adianta conclave

- Correio: Cai o primeiro barão dos ônibus. GDF assume frota

- Estado de Minas: Sul de Minas – Traficantes de órgãos torturavam vítimas

- Zero Hora: Fim de polo de pedágio terá festa e foguetório

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Cine Sesi Cultural encerra com sucesso de público


Durante três dias o Cine Sesi Cultural levou quase 5 mil pessoas à Praça Guadalajara, apresentando filmes de qualidade, de graça para a população, com direito até a pipoca. 

Foram dois filmes por noite, um de curta e outro de longa metragem. Os filmes eram exibidos numa tela de 6m de altura, por 12m de largura, com projeção de 35mm. "Achei muito legal ver um filme em tela grande, diferente da televisão, principalmente um filme romântico e divertido", entusiasmou-se Gabriela Stéfane Sales dos Santos, de 12 anos, que nunca entrou em um cinema. Gabriela é filha de um associado da ASNOV - Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável Nova Vida, e foi com toda a família assistir ao filme "Enrolados".

Domingo (24), última noite do projeto Cine Sesi em Garanhuns, o Governo Municipal por meio de uma ação da Diretoria de Cultura cedeu ônibus para levar e trazer de volta várias famílias que nunca tiveram oportunidade de assistir a um filme numa tela de cinema. "Nós entramos com o apoio logístico na realização do evento e nada mais justo do que proporcionar o acesso das comunidades a essa forma de lazer. A inclusão e a cidadania são orientações do prefeito Izaías Régis para a melhoria da qualidade de vida da nossa população", argumentou a Diretora de Cultura do município, Cirlene Leite. No sábado (23), foi a vez dos idosos dos CRAS  Heliópolis e Magano assistirem aos filmes do Cine Sesi Cultural. 

Garanhuns terá serviço do SAMU

Na manhã desta segunda-feira (25), a população de Garanhuns acompanhou um desfile anunciando a chegada das duas unidades móveis do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O percurso começou às 9h e foi feito pelas principais avenidas e ruas da cidade.

Enfeitadas com laços e balões nas cores do Governo Municipal e de sirenes ligadas, foi possível ver a alegria nos olhares, sorrisos e gestos dos garanhuenses que estavam nas portas das casas e nos estabelecimentos comerciais.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, entregou as chaves das ambulâncias ao prefeito Izaías Régis na última sexta-feira (22), durante o Encontro Juntos Por Pernambuco, realizado em Gravatá.

Agora, o prazo estipulado pelo Ministério da Saúde para o começo do funcionamento do serviço no município é de 90 dias. “Os profissionais que vão trabalhar nessa estrutura passarão por treinamentos. Depois disso, faremos as contratações. Nossa expectativa é de que possamos começar o atendimento bem antes do mês de maio”, informou Izaías.

As ambulâncias estão expostas em frente ao Palácio Celso Galvão, na Avenida Santo Antônio, até o final da tarde de hoje.

Governo Municipal busca agilizar processo de construções em Garanhuns


A Secretaria de Serviços Públicos e Obras vêm dando celeridade ao processo de liberação da documentação para construções no município. A medida contribui para que os cidadãos que estão construindo algum tipo de imóvel consigam com mais rapidez a emissão do alvará de serviço.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos e Obras, Hélio Faustino, ainda no mês de janeiro, foram liberadas cerca de 210 documentações, aprovando o início imediato dos serviços. “Para conseguir o alvará, inicialmente o cidadão deve procurar um arquiteto ou engenheiro para fazer o projeto. Depois ele deve vir até nossa secretaria e solicitar a licença de construção. Após sua liberação a obra pode ser iniciada. Posteriormente ao seu término, será dada entrada no habite-se, que é um documento de autorização da prefeitura para se morar dentro de um imóvel nas conformidades da lei”, esclareceu o titular da pasta.

Ainda segundo o secretário, as construções que estão sendo liberadas, passam pelo Conselho Municipal de Políticas Urbanas (Compur), o qual estabelece diretrizes para a ocupação adequada no município, determinando o que pode e o que não pode ser feito em cada trecho. “Mesmo após a liberação, estaremos fiscalizando as edificações, verificando se elas estão dentro dos padrões determinados, tais como recuo frontal e lateral, acessibilidade, vagas na garagem, dentre outras. Caso seja verificada alguma irregularidade, a obra será impedida de continuar, sendo liberada posteriormente após sua normalização”, detalhou.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O melhor cabo eleitoral do PT é a oposição, por Elio Gaspari


Anunciado como se pudesse vir a ser o discurso do então desconhecido companheiro Obama na convenção democrata de 2000, o grito de guerra do senador Aécio Neves foi um pronunciamento pedestre. Suas críticas à década petista têm alguma procedência, mas terminam caindo na armadilha de quem tem muitas opiniões sem que elas formem um ponto de vista. Viu o futuro no retrovisor.

Se a exibição das contradições morais, políticas e econômicas do comissariado levasse a algum lugar, Lula não teria sido reeleito, muito menos colocado os postes Dilma Rousseff no Planalto e Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo.

O tucanato continua encantado pela crença segundo a qual se uma pessoa ficar com duas vezes mais raiva do PT, terá direito a dois votos nas próximas eleições. Só a falta de assunto explica o fato de os tucanos terem caído numa finta petista, aceitando uma antecipação precoce e descosturada da sucessão presidencial do ano que vem.

Tome-se o espaço que o senador dedicou à Educação. Exatamente 21 palavras: “O governo herdou a universalização do ensino fundamental, mas foi incapaz de elevar o nível da qualidade na sala de aula”. Médio. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, o Inep, em 2007 havia 7,1 milhões de crianças matriculadas na zona de mau ensino, com avaliações abaixo de 3,7 no Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico. Em 2011, esse número baixou para 1,9 milhões.

Há tucanos que fazem melhor? Em Minas Gerais, com certeza. Em Alagoas, não.

Do outro lado da mesa estão as políticas sociais do governo. Se a oposição admitir que algumas delas funcionam, todo mundo lucra, sobretudo ela. Dois exemplos: o desempenho escolar das crianças beneficiadas pelo Bolsa Família, e a discussão do estímulo à criação do turno único nas escolas.

A velha demofobia ensina que dar dinheiro a pobre é assistencialismo barato. No século XIX dizia-se que a abolição da escravatura estimularia o ócio e a embriaguez dos negros. Hoje há gente que acredita que o Bolsa Família remunera a preguiça da miséria e, como o ensino público é ruim, as crianças fogem das aulas ou, quando comparecem, não aprendem. É a ignorância a serviço da demofobia.

Em 2011 a evasão escolar da meninada do programa no ensino básico da rede pública foi de 2,9%. Já a evasão no universo das escolas públicas, segundo o Censo Escolar, ficou em 3,2%. No desempenho, perderam de 86,3% a 83,9%. Indo-se para o ensino médio, a garotada do Bolsa Família fez melhor tanto no desempenho (79,9% x 75,2%) como na evasão (7,1x10,8%).

Enquanto a oposição mostra-se incapaz de erguer a bandeira do turno único, o governo correu atrás da expansão do tempo integral nas escolas onde a maioria dos alunos são beneficiados pelo Bolsa Família. Em 2010 havia 10 mil escolas públicas com esse regime. Nelas, só 2.869 (29%) tinham maioria de alunos cobertos pelo programa. Em 2012, as escolas com tempo integral triplicaram (32 mil) e 17.575 (54%) são frequentadas por crianças do Bolsa Família.

Isso foi conseguido com recursos do Orçamento e parcerias com prefeitos. Nem um tostão federal foi gasto com tijolos, quadras de esporte ou salas para diretores. Muito menos com clipes publicitários ridículos.

E o mensalão? Pois é, pobre não sabe votar. Ou será que sabe, apesar do mensalão? (Via Noblat)

Eduardo Campos não tem proposta para o país, diz Ciro Gomes


O ex-ministro Ciro Gomes (PSB) abriu uma crise em seu partido ao usar o espaço que tem como comentarista esportivo em uma rádio cearense para criticar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível candidato à Presidência da República em 2014.

Em entrevista transmitida no sábado (23), na rádio "Verdes Mares", Ciro disse que nem o presidente nacional do PSB nem os demais prováveis candidatos Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (Rede) têm proposta para o país.

"O Eduardo não tem estrada ainda. Não conhece o Brasil. O Aécio não conhece o Brasil. A Marina Silva representa uma negação ética, uma negação desses maus costumes, mas não representa a afirmação de rigorosamente nada", disse Gomes.

O ex-ministro voltou a fazer críticas ao comentar a situação econômica do país. "Eduardo Campos, Aécio Neves e Marina não têm nenhuma proposta, nenhuma visão. Isso é o que me preocupa", disse Ciro Gomes, completando que, por isso, a presidente Dilma Rousseff "pode ganhar por WO".

As declarações causaram revolta entre os socialistas. Um assessor político de Eduardo Campos, que pediu para não ser identificado, disse à Folha que os irmãos Ciro e Cid Gomes, governador do Ceará, representam uma corrente minoritária e "marginal" na condução do partido e que se não estiverem mais dispostos a "se dobrar" à opinião do PSB, "só vai ter o caminho de sair".

O vice-presidente da sigla, Roberto Amara, defendeu, em nota, o governador de Pernambuco e disse "lamentar profundamente" a opinião "desinformada" de Ciro Gomes.

Amaral disse ainda que a antecipação da disputa de 2014 só interessa a uma oposição "atrasada" e disse que o ex-presidente Lula errou ao lançar a pré-candidatura de Dilma, na semana passada.

A assessoria de Marina Silva disse que ela não iria comentar as declarações. A assessoria de Aécio não havia ligado de volta até o fechamento desta edição. (Via Folha Online)

As manchetes desta segunda


- Jornal do Commercio: Timbu dá goleada e Leão segue má fase

- Globo: Sem competitividade – Governo dará incentivos a portos públicos

- Folha: Busca pelo poder dividiu a igreja, diz arcebispo

- Estado: G-20 avalia barrar entrada de corruptos nos países-membros

- Correio: TJ livra condomínio em terra da União de pagar IPTU

- Valor: Custos do frete disparam no início da safra de soja

- Estado de Minas: A revanche do consumidor

- Zero Hora: Alta no preço de imóveis é quase o triplo da inflação

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Prefeitura de Garanhuns promove força tarefa para fiscalização de bares, boates e pontos comerciais

Visando proporcionar cada vez mais segurança a todos os seus habitantes, após o trágico incêndio do qual vitimou centenas de jovens na cidade de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul, a prefeitura de Garanhuns, através da secretaria de direitos humanos e cidadania, promoveu, na última terça-feira, reunião entre vários órgãos e autoridades competentes das áreas de fiscalização tributária, segurança (policias civil e militar), vigilância sanitária e prevenção a incêndios e acidentes (bombeiros), em bares, restaurantes, boates e estabelecimentos comerciais diversos, onde, ficou acordado a criação de uma grande força tarefa que, numa primeira etapa, irá focar na orientação e conscientização de todos os donos de tais estabelecimentos,  bem como de toda a população, a qual será convida a fazer parte de tal movimento. Já numa segunda etapa, será realizado um trabalho de repressão e punição contra todos os estabelecimentos que não se adequarem as nomas de funcionamento e segurança vigentes.

"De inicio a nossa intenção é de realizar um trabalho de prevenção e conscientização de todos os donos de bares, restaurantes, boates e estabelecimentos comerciais da cidade, bem como também de toda a população, convidando a todos que sejam nossos parceiros nesse trabalho que visa garantir a nossa própria segurança. Após esta primeira etapa, num segundo momento, já iremos executar um trabalho coordenado de punição aos que não se adequarem as tais normas de funcionamento e segurança" , diz Pedro Passos, secretario de direitos humanos e cidadania do município.

Governo de Pernambuco cria fundo de R$ 228 milhões para municípios


No discurso de abertura do lançamento do Juntos por Pernambuco, nesta quinta-feira (21/02), o governador Eduardo Campos anunciou a criação do Fundo Estadual de Apoio e Desenvolvimento Municipal. Ao todo, serão R$ 228 milhões a ser distribuído às prefeituras, com o objetivo de impulsionar obras, projetos e ações da esfera municipal. 

A principal novidade do programa é o fato de os recursos serem transferidos na modalidade fundo-a-fundo, ou seja, diretamente do tesouro estadual para uma conta criada especificamente para este fim pela prefeitura, desburocratizando o processo e reduzindo as exigências formais típicas das parcerias entre unidades da federação.

Cada município vai receber o equivalente a 1/12 do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) recebido em 2012, que será disponibilizado em quatro parcelas. O Recife, por exemplo, vai ficar com R$ 26 milhões. “Com ajuda de técnicos, estamos desenvolvendo, de maneira objetiva e inovadora, esse fundo para ajudar o Brasil a crescer, para vocês fazerem obras, ações, de acordo com as prioridades da população local”, disse Eduardo.

O governador explicou ainda que o fundo vai apenas disponibilizar as verbas, mas sem preocupação com o projeto em si. “Não vamos analisar projetos. A responsabilidade é do município. A única exigência nossa é que o processo licitatório obedeça à tabela de preços utilizada pelo Tribunal de Contas do Estado”, afirmou. O Projeto de Lei que cria o Fundo Estadual de Apoio e Desenvolvimento Municipal já foi enviado à Assembleia Legislativa e deve ser aprovado no começo de março.

Eduardo festejou a “participação maciça dos prefeitos”, e aproveitou para orientar os líderes locais na gestão da máquina pública. “A primeira lição é deixar em paz quem perdeu a eleição e ir cuidar do serviço, sempre ouvindo a população para governar junto com o povo”, assegurou. O governador sugestionou ainda aos prefeitos a focarem numa política que tenha foco e valorize o trabalho por mérito.

“É importante ter um Mapa da Estratégia, e saber o que se vai fazer nos próximos quatro anos. Ajuda a ser eficaz, a se organizar, a definir metas, valores e princípios. Não podemos abrir mão de chamar, para gerir ao nosso lado, pessoas competentes, sérias. Não é fácil, mas é possível. Tem de saber liderar, manter a gestão à vista: conferir os resultados, os indicadores, ser o primeiro a chegar e o último a sair”, ressaltou.

Jorge Côrte Real participa de encontro de prefeitos


O deputado federal Jorge Côrte Real (PTB-PE) prestigia nesta quinta-feira (21), o encontro de prefeitos do Estado de Pernambuco, que acontece no Hotel Canarius, em Gravatá (PE).

O parlamentar vai conferir de perto a reunião que congregará os 184 prefeitos eleitos no estado para discutir temas como saúde, educação, segurança, cidadania, a seca, entre outros. Para ele, participar do encontro é uma forma de também saber as necessidades e peculiaridades dos municípios, e assim, viabilizar ações junto à Câmara Federal com proposições em benefício do estado, como projetos, emendas e ações técnicas.

De acordo com o deputado, o evento, de inciativa do Governo do Estado, servirá para congregar os gestores e colocá-los a par da atual realidade econômica do estado, que hoje cresce mais que o Brasil. Além de conscientizá-los da importância da permanência deste crescimento.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Eduardo mobiliza prefeitos e prepara o "Juntos por Pernambuco"


Novo "mote" do governador será lançado nesta quinta-feira (21), em reunião com prefeitos de todo o Estado, em Gravatá

Com um discurso pronto para cativar os prefeitos dos 184 municípios do Estado, o governador Eduardo Campos (PSB) abrirá, nesta quinta-feira (21), o encontro geral com os gestores municipais, em Gravatá, Agreste, lançando o mote “Juntos por Pernambuco - Integração das Políticas Públicas”.

O slogan lembra os seminários “Todos por Pernambuco”, da primeira gestão de Eduardo, e constará no material que será entregue aos participantes, resumindo o tom administrativo e político do evento que seguirá os mesmos moldes do que foi realizado em janeiro pela presidente Dilma Rousseff (PT), em Brasília.

O objetivo central da reunião, organizada pelas secretarias estaduais de Planejamento e da Casa Civil, é estreitar o alinhamento entre os prefeitos e o governador, hoje apontando como um dos presidenciáveis para 2014. A sintonia é considerada estratégica tanto para o desempenho da gestão estadual em seus dois últimos anos, como para o sonho presidencial alimentado por Eduardo.

Na abertura, marcada para às 15h30, o socialista anunciará um pacote de medidas para aliviar os problemas financeiros das prefeituras. A atitude, além de funcionar como um gesto político, servirá para corroborar o discurso de Eduardo a favor de um novo pacto federativo e seus ataques às políticas de desonerações tributárias praticadas pela União, que terminam por reduzir as arrecadações de Estados e municípios.

O conteúdo do auxílio proposto pelo governo estadual ainda é mistério. “Tem algumas medidas que foram desenhadas e serão avalizadas até amanhã (hoje) pelo governador”, disse o chefe da Casa Civil, Tadeu Alencar. Internamente, a expectativa do governo é de que o pacote ganhe uma repercussão melhor entre os gestores do que as medidas anunciadas por Dilma.

Além do “afago” aos prefeitos, o evento tem por finalidade ampliar as parcerias entre as gestões estadual e municipais na execução de políticas públicas. O governador compreende que resultados de sua gestão só serão potencializados se os municípios cumprirem o “dever de casa”.

A intenção é frear ao máximo o surgimento de agendas negativas em áreas como saúde, educação e segurança.

Leia mais na edição desta quarta do Jornal do Commercio.

Se tudo der errado, Marina Silva já tem plano B


Os políticos cortejados por Marina Silva não escondem o receio de trocar o certo pelo duvidoso. O fato é: salvo um ou outro personagem sem espaço em suas próprias siglas, poucos toparão migrar para um partido que ainda não existe e que, ao fim e ao cabo, ninguém sabe se sairá do papel.

Mas Marina Silva tem a exata noção do desafio que é recolher 500 000 assinaturas e protocolá-las na Justiça Eleitoral, até setembro, para conseguir criar a nova sigla. A quem questiona o que fazer se a legenda não for fundada a tempo, Marina tem apontado o seguinte caminho:

- Caso não tenhamos as 500 000 assinaturas, a gente vai para um partido já existente: o PDT, o PPS ou algum outro menos expressivo.

Convenhamos, com esse discurso fica ainda mais difícil convencer quem quer que seja a mergulhar na empreitada. (Via Lauro Jardim)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Prefeito de Garanhuns tem primeira audiência com o Governador Eduardo Campos

Izaías Régis, Eduardo Campos, Armando Monteiro e o prefeito de Igarassu, Mário Ricardo / Foto: Eduardo Braga
O prefeito de Garanhuns, Izaías Régis (PTB), teve nesta segunda-feira à tarde a sua primeira audiência com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Os dois conversaram durante aproximadamente 40 minutos, no Palácio das Princesas, tratando de temas de interesse dos moradores de Garanhuns.

O prefeito Izaías levou seis projetos que foram apresentados ao Governador, que colocou como prioridade três deles, entre estes está o Novo Distrito Industrial para Garanhuns. O prefeito solicitou ainda que o socialista colaborasse com a reabertura da Fameg (Faculdade de Medicina de Garanhuns), falou da necessidade de ser feita uma ampla reforma na Ceaga (Central de Abastecimento de Garanhuns) e defendeu ainda maiores cuidados para a infra-estrutura urbana da cidade.

Eduardo reagiu positivamente aos pleitos do governante garanhuense. “Saí da audiência muito satisfeito, porque o governador foi muito receptivo às nossas ideias e aos pleitos apresentados”, revelou Izaías.

2014 e o fator Eduardo Campos


Algumas considerações sobre o fator Eduardo Campos:

1. À medida que defina claramente sua candidatura, atrairá todos os polos oposicionistas, de setores do PSDB e do DEM à própria mídia. Poucos, em sã consciência, apostariam na candidatura Aécio Neves.

2. O PSDB será o partido mais prejudicado. Há sinais nítidos de desembarque da velha mídia do barco tucano. Encerra-se melancolicamente a geração das diretas no PSDB, sem ter conseguido a renovação que Lula implementou no PT, com as candidaturas Dilma Rousseff e Fernando Haddad. O gerontocracia da era FHC-Serra matou a renovação e levou os melhores quadros a crescerem longe do partido. Sua única saída seriam os governadores de Minas e São Paulo se aliarem e assumirem a liderança política. Mas, por enquanto, é hipótese vaga.

3. Confirma-se o prognóstico do senador José Sarney que, no já longínquo ano de 2009, previa o fim da velha oposição e o nascimento de uma nova do seio das próprias forças governistas.

4. O PSB de Campos não tem abrangência nacional. É bem provável que, nos próximos meses, estreite relações com o PSDB, absorvendo parte dos seus quadros ou definindo alianças nos estados em que o partido é forte. Tem boas relações com Aécio Neves e um pacto bem sucedido em Minas. Mas tem também uma relação de lealdade com Lula.

5. Ainda é uma incógnita como se comportará, como candidatura alternativa, se endossando a oposição virulenta da mídia ou definindo um caminho de crítica civilizada. Não se trata apenas de estilo. A crítica civilizada pressupõe a estratégia de se cacifar em 2014 para se habilitar a 2018. A crítica radical significa ir para o tudo ou nada em 2014. (Via Luis Nassif)

Garanhuns receberá capacitação do Funcultura


Os produtores culturais que tiverem interesse de conhecer o edital 2013 do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) terão a oportunidade de participarem de uma capacitação, realizada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Secretaria de Cultura do Recife (Secult). Os encontros são gratuitos e acontecem nos próximos dias 20 e 21, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Garanhuns (CDL).

No encontro, os participantes terão um acompanhamento da equipe do Departamento de Formação da Fundarpe e da Secult. O objetivo é esclarecer as dúvidas de quem pretende enviar algum projeto cultural para concorrer ao financiamento do Governo do Estado.

De acordo com a diretora de Cultura, Cirlene Leite, não é necessária uma pré-inscrição. Quem quiser participar, basta ir até o local e se cadastrar na hora. “Nossa expectativa é a melhor possível. Esperamos ter participantes de toda a região do Agreste Meridional. O evento é a chance para esclarecimentos dos profissionais”, destacou.

PROGRAMAÇÃO

DIA 20 (QUARTA-FEIRA) | 8H ÀS 17H

DIA 21 (QUINTA-FEIRA) | 8H ÀS 12H

LOCAL: CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS (CDL)

ENDEREÇO: PRAÇA JOÃO PESSOA, 32, CENTRO

"Eduardo já é referência nacional"


Presidente eleito da Amupe nega interferência do governador na sua escolha para presidir a entidade

Confirmado como novo presidente da Amupe, o prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, nega a intervenção do governador Eduardo Campos (PSB) para sua eleição “consensual”, apesar dos sinais indicando o contrário. O principal motivo para sua escolha seria, segundo ele, o fato de “manter um modelo de gestão semelhante” ao do governador. Nesta entrevista, o prefeito afirma que sua indicação para a Amupe foi partidária e nega que comandar uma entidade que congrega prefeitos ajude na ampliação da influência do governador, pois considera que o modelo da gestão estadual já é referência nacional.

JORNAL DO COMMERCIO – Quais os seus planos para a gestão na Amupe?

JOSÉ PATRIOTA – Essa eleição parte do princípio da unidade de forças dos partidos de Pernambuco. Nós temos um apoio político bastante amplo, todo o conjuntos, todos os partidos, PSB, PSD, PTB... De forma que essa unidade de forças ajuda e fortalece o papel dos município na gestão municipal. Nós colocamos as teses do Pacto Federativo como questão número um. Esse debate interessa à população. Depois, nós temos a meta de fortalecer os consórcios (municipais), focalizando a questão da implementação de políticas públicas de forma mais eficiente. Os consórcios são a parceria dos municípios com o Estado e com a União. A Amupe vai fortalecer a atuação dos municípios através dos consórcios que permitem, além de ser uma escala intermediária, colocar gente qualificada na gestão pública. (...) Dentro desse contexto vem a questão do modelo de gestão, para qualificar e profissionalizar as administrações. A Amupe vai tentar aproximar os municípios menores, mais distantes da capital e com menos recursos, fazer com que tenham um modelo de gestão mais apropriado.

JC – Embora a Amupe seja um órgão dos municípios, o governador Eduardo Campos decidiu intervir e lançou o seu nome. Foi a primeira vez que o governo do Estado tomou frente nas eleições da Amupe de forma tão direta. O que o senhor pensa sobre isso?

PATRIOTA – O PSB é o partido que teve maior representatividade, maior número de prefeitos. Então, propôs (o nome de Patriota) aos partidos da Frente Popular e aos partidos importantes do Estado, foi autorizado pela executiva. Então, foi o partido que lançou o meu nome, eu sou um membro do partido. Agora o governador simpatiza.

JC – Mas para montar a chapa, o governador escolheu dois secretários estaduais, Milton Coelho e Aluísio Lessa...

PATRIOTA – Quem primeiro falou da questão estadual (na eleição da Amupe) foi o Aluísio Lessa. Aí saiu o nome dele, por ele ser secretário, como responsável pela articulação.

JC – Por que o senhor acha que foi o escolhido para encabeçar a chapa?

PATRIOTA – (risos) Quem teria melhores condições de dizer era ele (Lessa). Mas eu me atrevo a dizer que é a nossa história, nossa caminhada, nossa trajetória, coerência. Saí do PMDB, sou ficha limpa, tive uma gestão com êxito no ProRural...

Leia mais na edição desta terça-feira do Jornal do Commercio.

Prefeito Izaías Régis é eleito vice-presidente da AMUPE


O prefeito Izaías Régis (PTB) foi eleito vice-presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) nesta segunda (18) na chapa encabeçada pelo prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB). Durante todo o dia 110 prefeitos votaram na sede da AMUPE, a eleição foi em chapa única.

O prefeito Izaías Régis disse que uma chapa composta por um prefeito do sertão e um do agreste vai ajudar a descentralizar as ações da AMUPE. “A nossa ideia é reunir os prefeitos, abrir amplas discussões por região, aumentando a representatividade da AMUPE. Eu não tenho nenhuma dúvida que o presidente José Patriota fará uma excelente administração dando um novo gás à Associação”.

Com experiência política de dez anos de Assembleia Legislativa, o prefeito Izaías Régis, em seu primeiro mandato no Poder Executivo vem conquistando posição de representante do Agreste Meridional. O prefeito Izaías também é vice-presidente da CODEAM, Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional, outra entidade com grande potencial representativo.

Governo do Estado continua com inscrições abertas para o Programa Novos Talentos


O Governo do Estado por meio da Secretaria do Trabalho, Divulgação e Empreendedorismo, em parceria com o SENAI, SENAC e SEST/SENAT, continua com o processo de inscrições aberto para o Programa Novos Talentos. O Programa conta com o apoio do Governo Municipal de Garanhuns, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

As inscrições deverão ser feitas por meio da página do STQE, no link: http://inscricao.stge.pe.gov.br. Durante o ano de 2013, a iniciativa oferecerá 13.957 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional. Serão 4.457 vagas de qualificação de interesse do setor industrial, oferecidas pelo SENAI; 5.500 vagas em cursos de qualificação para ocupações dos setores de Comércio e Serviços, oferecidos pelo SENAC e 4 mil em cursos oferecidos pelo SEST/SENAT para ocupações do setor de transporte. Os cursos têm carga horária de 160 a 400 horas.

As vagas são direcionadas a jovens e adultos com idade mínima de 18 anos, com Ensino Fundamental concluído ou que estejam cursando a 8ª ou 9ª série. Neste primeiro trimestre, o SENAI disponibilizará 1.832 vagas, divididas em 116 turmas, beneficiando 14 Municípios. Já o SENAC abrirá 95 turmas, totalizando 2.270 vagas, contemplando 25 Cidades. Por fim, o SEST/SENAT desenvolverá seus cursos apenas a partir do 2º trimestre de 2013. Serão 4 mil vagas gratuitas de Cursos de Qualificação Profissional Básica, em 80 Municípios, para os cursos de Motorista de Transporte Coletivo de Passageiros e Turismo, Motorista de Transporte Rodoviário de Cargas.

Para efetivar a inscrição o candidato após se inscrever no curso de forma on-line, deverá apresentar no ato da matrícula o comprovante de escolaridade e residência, RG e CPF, sendo necessária, ainda, uma declaração de próprio punho, comprovando situação de baixa renda.

Aécio é forte e Campos será candidato, afirma Cunha


Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, foi entrevistado em 18 de fevereiro de 2013 no Poder e Política, projeto do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues. Ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff deve recompor “seu governo em função do processo eleitoral, de quem vai estar ou não a apoiando”. Disse também que Michel Temer deve continuar como indicado pelo PMDB para vice de Dilma, apesar de Sérgio Cabral ter mais visibilidade eleitoral. (Via Poder e Política)

Mais problemas para a criação da REDE, de Marina


A tentativa de criação da REDE de Marina Silva tem hoje um dia importante.

Henrique Eduardo Alves se reunirá com os líderes partidários para discutir a urgência na tramitação de um projeto que, na prática, inviabiliza a REDE.

De acordo com o projeto, todo partido criado a partir de sua aprovação não terá mais direito ao dinheiro (farto) do fundo partidário e nem ao tempo de TV dos parlamentares que deixarem os partidos com representação no Congresso.

No final de 2012, doze partidos já haviam se comprometido a votar favoravelmente ao texto.

Henrique Alves, a propósito, é outro que o apoia. (Via Lauro Jardim)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Eduardo Campos faz parceria de R$ 4,5 bi com iniciativa privada na área de saneamento básico


O governador ‘socialista’ de Pernambuco, Eduardo Campos, injetou capitalismo numa das atividades mais típicas do Estado: o saneamento básico. Começa a operar nesta segunda-feira (18) um consórcio privado que firmou com a Compesa, a Companhia Pernambucana de Saneamento, uma parceira de R$ 4,5 bilhões.

Integram o consórcio duas empresas: a Foz do Brasil, do Grupo Odebrecht; e a Lidermac Construções. O contrato prevê a construção e recuperação de 9 mil quilômetros de redes de esgoto em 15 municípios –14 dos quais na região metropolitana da capital, Recife.

Hoje, apenas 30% das moradias assentadas nessas cidades dispõem de serviço de saneamento. Pretende-se elevar o índice para 90% num prazo de 12 anos. Algo que levará a coleta e o tratamento de esgoto a 3,7 milhões de pessoas que, em pleno século 21, não usufruem de tais modernidades.

O grosso do investimento –R$ 3,5 bilhões— virá dos parceiros privados. A Compesa e o Tesouro estadual proverão o restante: R$ 1 bilhão. Como não há almoço grátis, desenvolveu-se um modelo para remunerar as empresas. O prazo de vigência do contrato é de 35 anos. A partir do terceiro ano (2016), 86,5% da receita amealhada com a tarifa de esgoto irá para a caixa registradora do consórcio privado.

Esse percentual corresponde a algo como 14% de todo o faturamento da Compesa, que foi de R$ 1,016 bilhão no ano passado. As obras e a operação do sistema de esgoto ficarão sob a responsabilidade das empresas. O relacionamento com os clientes continua sendo atribuição da estatal de saneamento.

Criticada pelo PT local, que acusa Eduardo Campos de “privatizar” o saneamento, a novidade pernambucana começou a ser planejada há sete anos. Sai do papel num instante em que Dilma Rousseff se esforça para atrair investidores privados para projetos federais de concessão de estradas, portos e aeroportos.

Formalizado na última sexta-feira, o contrato foi trombeteado na página da Compesa na internet como a primeira PPP (Parceria Público-Privada) já celebrada no Brasil na área de saneamento. O presidente da companhia estatal, Roberto Tavares, cuidou de enaltecer o governador. Chamou de “corajoso” o neopresidenciável do Partido ‘Socialista’ Brasileiro.

Ele explicou de maneira singela a opção pela parceria com a iniciativa privada: “Não há linhas de financiamentos para recuperação das unidades e nem Compesa nem o Estado têm condições de bancar esse volume de recursos.” Em português claro: as arcas estaduais não têm verba para prover saneamento. Ou faz negócio com quem dispõem de dinheiro ou deixa 70% da população sem manilhas. (Via Josias Souza)

As manchetes desta segunda


- Jornal do Commercio: Na torcida pela vida

- Globo: Sem competitividade – Indústria do país perde US$ 14 bi em exportações

- Folha: Rafael Correa vence eleição com folga no Equador

- Estadão: TRE paga R$ 5,3 milhões em bônus a 41 servidores

- Correio: A escalada do tráfico de drogas no Plano Piloto

- Valor: Saldo comercial deixa de cobrir déficit de serviços

- Estado de Minas: Custo de vida no interior já é maior que em BH

- Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

As distorções na cobertura política


O pronunciamento em que a presidenta Dilma Rousseff anunciou oficialmente a redução das tarifas de energia elétrica, em rede nacional de rádio e televisão, no dia 23 de janeiro, provocou reação irada da oposição política, isto é, de partidos e da grande mídia.

Depois de meses vendo, ouvindo e lendo a monótona repetição diária do discurso adversário único da grande mídia, a população brasileira teve a oportunidade de ouvir da própria presidenta a posição oficial do governo. Algum contraditório foi finalmente apresentado, mesmo que para isso o governo tenha sido obrigado a recorrer às prerrogativas legais que lhe facultam a convocação de uma rede nacional de radiodifusão.

Além do fato em si – a redução das tarifas –, os trechos do pronunciamento que mais irritaram a oposição foram aqueles em que a presidenta identifica como precipitadas, desinformadas, sempre do contra e alarmistas as pessoas que desacreditaram não só da redução das tarifas de energia elétrica, mas também de outras políticas públicas implantadas no país, em contraposição ao time vencedor, que tem sido aquele dos que têm fé e apostam no Brasil. Disse ela:

Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. (...) Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado. (...) Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia e tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. (...) O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido o dos que têm fé e apostam no Brasil. [Pronunciamento da presidenta da República sobre a redução da tarifa de energia elétrica].

Falar versus fazer

O episódio confirma uma das principais características da grande mídia brasileira: a distância abismal entre o que alardeia como bandeira sua e seu comportamento real.

É flagrante a ausência do “outro lado” na cobertura política que a grande mídia oferece, como já mencionado. Por exemplo: após o pronunciamento da presidenta, é extremamente significativo o quase silêncio em relação às “quedas de energia” que provocaram enormes paralisações em eventos da grandeza do Superbowl, nos Estados Unidos (New Orleans, em 3 de fevereiro), e na partida de abertura do torneio internacional de basquete da Liga das Américas, na Venezuela (Barquisimeto, em 8 de fevereiro). A omissão interessada substitui regras básicas de qualquer manual de redação.

Não se trata, evidentemente, apenas da questão da energia elétrica. Prevalecem pesos e medidas diferentes, dependendo do lado “político” envolvido.

A esse comportamento assimétrico soma-se a acusação de que o governo politizou a questão da energia elétrica. Trata-se de um descarado cinismo não reconhecer que o tema estava desde sempre politizado, e para apresentar (finalmente) sua posição o governo teria, necessariamente, de identificar a posição contrária – como bem o fez.

Aparentemente, a “carapuça” de precipitados, desinformados, sempre do contra e alarmistas encontrou seus destinatários e foi por eles assumida.

Basta cumprir a Constituição

No final das contas, a reação irada da oposição – partidos e grande mídia – ao pronunciamento da presidenta põe uma vez mais em evidência as enormes distorções que existem na cobertura política oferecida ao país.

A melhor forma de tratar esse problema é, simplesmente, cumprir o que há mais de 24 anos está escrito na Constituição.

A regulamentação do “princípio da complementaridade” (artigo 223) possibilitaria o fortalecimento dos sistemas estatal e público, alternativas ao sistema privado, hoje hegemônico. Além disso, impediria o oligopólio midiático, direto e/ou indireto, de alguns poucos grupos empresariais (vetado pelo § 5º do artigo 220) e o controle que ainda exercem sobre a agenda pública e a liberdade de expressão no Brasil.

Marina Silva lança sua Rede


Na eleição de 2010, a ex-senadora Marina Silva prestou um serviço ao conservadorismo neoliberal que disputava a Presidência da República tentando emplacar um de seus cardeais, o tucano José Serra. Ela terminou a disputa em terceiro lugar, com a quantidade respeitável de 19,6 milhões de votos (19% do total), resultado que possibilitou o desígnio tucano de levar a disputa ao segundo turno; Dilma Rousseff teve 47,7 milhões de votos (47%) e Serra ficou com 33,1 milhões (33%).

A pregação de Marina Silva comoveu boa parte da juventude e da classe média com um programa que unia a proclamada intenção de renovar – dizer não à velha política e emplacar o desenvolvimento com respeito ao meio ambiente.

É com base nele que Marina arregaça as mangas para 2014 e convoca a construção de um novo partido político cujo nome mais cotado será Rede (puro ou com algum qualificativo, como Rede Brasil Sustentável, Rede Verde, e Rede Ecobrasil).

O grupo que articula a formação da Rede divulgou o rascunho de Manifesto Político que poderá ser aprovado neste sábado (16), em reunião marcada para Brasília, para lançar a nova agremiação. Quando se falava da nova sigla, Marina disse à imprensa que o novo partido não irá aceitar doações de pessoas jurídicas e que terá uma cota de 50% de seus filiados com motes ou bandeiras “livres”. 

O documento lembra ainda – com um tempero de esquerda – as graves distorções políticas e sociais (pobreza, desigualdade, violência, com carências educacionais e de saúde) enfrentadas pelo povo brasileiro. Ao lado disso, junta alegações de indisfarçável tonalidade tucana ao falar numa pequena capacidade do Brasil “interferir nos fóruns e mercados globais” – deixando de lado o importante protagonismo que o Brasil assume no mundo desde 2003.

O tom mais forte do Manifesto é claramente ambientalista, e critica o desenvolvimentismo reconquistado nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e aprofundado sob Dilma Rousseff. “Continuamos insistindo num modelo econômico que não consegue transformar em estratégia de desenvolvimento nossa privilegiada condição de detentor de um patrimônio ambiental único”, diz, criticando o que considera falta de relevo do “papel crucial da sustentabilidade ambiental dentro do processo de desenvolvimento”.

No vídeo divulgado pela internet para convocar a reunião deste sábado, Marina Silva se refere à crise econômica, social, ambiental, política e de valores, que caracteriza “uma crise civilizatória". Mas é notável a escassez de propostas alternativas para a crise. Não há nenhuma indicação do que seria um novo modelo de desenvolvimento a não ser a referência vaga à “sustentabilidade ambiental”.

É difícil também, a partir daquelas declarações, compreender o que seria contraposto às “velhas práticas”, formadas por ações anacrônicas visíveis no lançamento de um partido que surge para amparar eleitoralmente um caudilho, vício ancestral da política conservadora repetido no nascimento da Rede de Marina Silva. 

Talvez a pretensa novidade seja indicada pelo próprio nome sugerido – Rede – que evoca a internet e a mobilização através dela. Marinha falou em "criar uma ferramenta nova para participação do processo político". Pedro Ivo Batista, membro da Comissão Nacional da Rede Pró-Partido, explicou que a nova agremiação procura uma militância formada por "jovens, gente das redes sociais, de novos movimentos". 

Muita gente, hoje, pensa assim e a recusa ao uso da palavra partido parece alinhar a Rede de Marina Silva com aqueles que, em nossos dias, encaram os movimentos como uma alternativa à organização política em torno de um programa definido e aprovado coletivamente e voltado para uma ação política organizada e unificada.

Esta seria a novidade – a Rede “autônoma” e descentralizada, no lugar dos partidos organizados. Mas o grupo que se reúne em torno de Marina Silva tem muito pouco de renovador. A futura legenda que vem do “Movimento Nova Política” poderá ter dissidentes do Psol, PT e até tucanos. Já estão confirmados alguns “velhos nomes” como a ex-senadora Heloisa Helena (Psol), os tucanos paulistas Walter Feldman, Fábio Feldmann e Ricardo Tripoli, os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Cristovam Buarque (PDT/DF), Alfredo Sirkis (PV-RJ), entre outros. 

Na verdade, está em preparação a repetição, na eleição de 2014, do mesmo serviço já prestado aos tucanos, e à “velha política”, na eleição de 2010. Claro, montada no prestigio demonstrado na disputa com Dilma Rousseff, Marina Silva tem o direito e as condições para disputar a Presidência da República. O problema é o lado do espectro do quadro político para o qual esse grupo acena, e ele é para o conservadorismo neoliberal, cujo campeão já é o ex-governador mineiro do PSDB, Aécio Neves, que será o candidato da direita em 2014. 

Os cálculos se multiplicam no campo neoliberal. O tucanato – e Aécio Neves tem repetido isso – torce por um “leque de opções” em 2014 que facilite o envio da eleição para o segundo turno. "Quanto mais candidatos maiores as chances de ter segundo turno", pensa o deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas.

Especula-se fortemente, nesse sentido, em torno de uma desejada (no ninho tucano) candidatura presidencial do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos. Ele, entretanto, não confirma as “certezas” que a mídia hegemônica difunde sobre sua candidatura, e chega a fazer blague delas, reafirmando o apoio dos socialistas ao governo de Dilma Rousseff. 

A única certeza, neste quadro de especulações, é que Marina Silva lança sua Rede. Quem cairá nela? (Via Portal Vermelho)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Como manter um povo dócil


A Nação Brasileira, por exemplo, é uma entre tantas outras nações do dito Terceiro Mundo que, talvez com menor êxito que na nossa, há séculos são mantidas sob estrito controle por uma discretíssima elite intelectual, econômica, financeira, étnica e regional.

Controle em que sentido? No sentido mais óbvio em um país com tanta injustiça social: o controle da revolta de um povo que, em parcela expressiva, ainda se vê privado de um mínimo de igualdade de oportunidades e, portanto, de esperança.

Já foi pior, mas ainda nos falta muito para dizer que o Brasil já é um país justo. A apropriação de renda por setores minúsculos da sociedade, como mostra nosso coeficiente de 0,5 no índice de Gini, é absurdamente perversa.

Não vou ficar me estendendo sobre como a vida ainda é dura no Brasil tanto nas cidades quanto no campo. Quem não souber disso não pode ser daqui. Concentremo-nos em como fazer dezenas e dezenas de milhões de brasileiros não se revoltarem com tal situação.

Para manter toda essa gente no limite da lei – em certa parte, muito perto desse limite e, em parte bem menor, além dele – requer-se alguma forma de controle não tão dura quanto no tempo da ditadura, mas ao menos inclemente em termos de intensidade e recursos.

Legiões de brasileiros não têm vida própria, sobretudo nas grandes cidades. Tornamo-nos máquinas a serviço do capital e da nossa própria subsistência em um mundo em que tudo custa muito dinheiro.

Tomemos como exemplo uma cidade como São Paulo, habitat deste que escreve. Uma parcela descomunal desta população não tem mais do que alguns minutos para si nos dias úteis, espremida entre o horário de trabalho e deslocamento de ida e volta a ele e a hora de dormir.

Como manter tanta gente entretida para que, em dado momento, não “surte” ou caia em profunda depressão, tornando-se “economicamente inativa”?

O segredo está nos meandros da mente humana. A vida precisa, se não de um objetivo, ao menos de um alívio diante da adversidade. Mas não só. Precisa de grandes causas. E não precisam ser grandes na importância intrínseca, mas, ao menos, no número de adeptos.

O futebol, por exemplo. Que importância tem para além de nos ter projetado no mundo como um país de garotos habilidosos com uma bola? Nenhuma, claro. Não chega a engradecer uma nação que legiões de jovens pobres apostem no esporte como um dos principais meios de ingresso em uma vida melhor, ao lado da música popular.

Oxalá fôssemos um país que se notabilizasse pelos jovens que se destacam em áreas importantes do conhecimento ou como campeões nos estudos em nível mundial. Na falta disso, sobra-nos o futebol.

Fama, fortuna, mulheres… De repente, um garoto que até alguns anos antes vivia em uma comunidade paupérrima, torna-se milionário. Muitos sucumbem.

Muitos, aliás, não. São poucos os que chegam a obter tanto. Pouquíssimos. Mas isso não afasta legiões imensas de candidatos a “craque”. A fartura de candidatos, aliás, é o que nos permite localizar tantos “gênios” da bola.

Muito provavelmente, se este país oferecesse outras oportunidades tão atraentes em áreas em que mais de nós pudessem ter chance, talvez aparecessem menos craques de futebol.

E como se leva esse esporte a sério, no Brasil. Aliás, há que dizer que, viajando pela América Latina e por países europeus ao longo da vida, sempre ouvi nos dizerem “fanáticos”.

E não somos? Não me refiro a brigas em Estádios, porque essas há em qualquer país. Refiro-me a casos como o de um rapaz que pediu demissão para acompanhar seu time em uma final de campeonato no exterior ou do pai de família que tira do sustento dela para gastar indo a jogos de bola em Estádios.

Exaltar a sexualidade do povo também lhe dá um bom motivo para viver.

Dos programas de televisão em que o ideal feminino para milhões de meninas aparece como o de se tornar um pedaço de carne desfrutável sob estereótipos de beleza ao alcance de uma ínfima minoria de mulheres ao cume da erotização de uma sociedade, inclusive em seus estratos mais jovens, com o Carnaval.

Há pouco, pelas ruas do Brasil, vimos milhões de brasileiros alegres, parecendo ser as pessoas mais felizes da Terra e, o que é mais irônico, sendo, em realidade de grande parte, pessoas muito pobres e às quais falta o básico ou um pouco menos do que o básico.

Pessoas paupérrimas chegam a despender recursos que lhes fazem muita falta comprando fantasias para sair em escolas de samba de modo a mergulharem na viagem imaginária de riqueza, glamour e fama que o Carnaval propicia.

Finalmente, há “calmantes sociais” para os mais pacatos, tais como novelas ou cultos religiosos, com a diferença, entre estes, de que um distancia o paciente de sua própria vida e o outro o aproxima dela e lhe dá esperança de dar a volta por cima “pela Graça de Deus” ou, então, o faz se conformar com a “Vontade Divina” de que seja tão pobre.

Diante de tantas opções não sobra tempo para exigir justiça social ou procurar saber o que aqueles que elege para melhorar sua vida estão fazendo por essa causa. É bem menos chato mergulhar em tudo que o Brasil oferece para amortecer consciências. (Via Blog da Cidadania)

Desgraça midiática nossa de cada dia, agora, é a inflação


O ano nem bem começou e os brasileiros mais crédulos já acham que estão vivendo em um país à beira da ruína, com ao menos duas desgraças descomunais que o noticiário anuncia que estão prestes a se abater sobre suas vidas.

O país, segundo a mídia oposicionista, está para mergulhar em uma recessão sem precedentes por conta de um iminente racionamento de energia elétrica e, como se fosse pouco, está para ver seus rendimentos derreterem ao fim de cada mês por conta da volta da inflação.

Nem o ritmo magnífico de geração de empregos escapa de virar desgraça midiática, pois grandes veículos resolveram destacar, em vez do fato de que o mercado de trabalho brasileiro caminha na contramão do resto do mundo e abriga cada vez mais gente, que, em 2012, geramos menos empregos que nos anos anteriores.

Na seção de cartas de leitores do Estadão da quarta-feira de cinzas, leitores imbecilizados já afirmam que a década passada foi uma “década perdida” (?!), apesar de ter sido a década em que o Brasil mais progrediu em décadas.

Se 1% das desgraças midiáticas nossas de cada dia se materializassem, melhor seria que todos emigrássemos para qualquer parte do mundo que nos aceitasse e que o último que saísse que apagasse a luz.

No caso da inflação, em primeiro lugar há que pontuar que janeiro é mês de alta generalizada de preços. Isso é histórico. Mas, de fato, houve uma inflação um pouco maior neste janeiro do que nos dos últimos anos. Isso se deu por conta de um fator que, em qualquer economia, sempre gera pressões inflacionárias: a queda do desemprego e o aumento da renda, que põem a lei da oferta e da procura em vigor.

Contudo, o tom alarmista do noticiário, além de exagerado, poderá atuar da mesma forma que o alarmismo sobre “racionamento” e apagão, pois agentes econômicos começam a aumentar preços por conta de expectativas que nem se materializaram.

Mais uma vez, há uma tentativa de sabotar a economia igual à do mês passado com a balela sobre crise energética. O que a mídia oposicionista busca, de novo, é uma profecia que se torne autorrealizável.

Nesse aspecto, a fraquíssima comunicação social do governo colabora com um alarmismo que prejudica o país. Deveria haver uma estratégia para explicar à sociedade as particularidades conjunturais que levaram à alta de preços do mês passado, mas o que se vê é imobilismo.

O governador do Paraná, um dos Estados que boicotaram a adesão das energéticas ao plano do governo federal que reduziu o valor das contas de luz, por conta da falta de estratégia de comunicação do governo federal está arrogando a si um benefício aos paranaenses que tentou sabotar.

O fato é que o Brasil está sendo muito bem governado, está vivendo uma era de ouro. Relatório recente da OCDE já dá a retomada do crescimento brasileiro como favas contadas. Só que isso não chega à sociedade.

Como dizia minha santa avozinha, “Galinha, quando põe ovo, tem que cantar”. Se não canta, alguma raposa chega antes que o dono do galinheiro e faz a festa. E o que não faltam hoje, no Brasil, são raposas.

*

PS: Fiquei dois dias sem postar porque uma taça de licor derramou a si mesma sobre o teclado do meu notebook – eu não tive nada que ver com isso, garanto – e o inutilizou. Esperei para ver se o conserto seria rápido. Como não será, tive que comprar outro computador. Agora volta tudo ao normal. (Via Blog da Cidadania)

O carnaval de Eduardo Campos


Enquanto o Brasil ainda vibrava, quase inconsciente de si mesmo, nas festas alucinadas de seu carnaval, um novo fato político dominou um noticiário carente de novidades. A candidatura de Eduardo Campos, antes apenas uma hipótese nos cálculos eleitorais para 2014, tornara-se uma certeza, uma determinação partidária.

Poder-se-ia afirmar também, sem desmerecer a decisão do PSB, ou mesmo o valor de Campos, que houve uma decisão midiática. O Globo, por exemplo, iniciou uma minicampanha bastante astuciosa, há alguns dias. Primeiro, atiçou os brios socialistas com notinhas, na maioria das vezes apócrifa, baseada em fontes anônimas, de que Lula articulava a candidatura de Campos para vice-presidente; em seguida, deu espaço para o PSB se “defender”.

Por fim, a principal cartada (Veja aqui) do PSB veio no dia 10, em pleno domingo de carnaval:


A declaração de Campos caiu como uma bomba sobre as hostes governistas, embora fosse previsível. Ela consolida a estratégia socialista de usar o antipetismo midiático para se lançar nacionalmente. Sim, porque o ataque ao PMDB é apenas uma forma de lesar indiretamente o PT.

Não é uma estratégia exatamente nova. Ciro Gomes a usou muito enquanto foi candidato. Os petardos antipetistas lhe granjeavam enorme destaque na imprensa nacional. Mas Ciro também batia, de forma ainda mais pesada e contundente, na mídia, no PSDB e em José Serra.

Campos é mais esperto, uma qualidade que, em excesso, pode virar o pior dos defeitos. Sobretudo porque as forças de oposição à direita, desesperadas com a falta de perspectiva de poder, tendem a se pendurar em qualquer um que lhes ofereça um pouco de oxigênio. A esperteza se converte então em oportunismo e hipocrisia, como se constata na coluna de hoje de Merval Pereira:

A lealdade do partido de Campos sempre foi mais a Lula que ao PT, e atualmente a discordância vai desde a gestão pública até a política de alianças, que o PSB considera muito pragmática e pouco representativa de um governo que se quer de centro-esquerda.

Ora, as alianças do PT são merecedoras de todas as críticas, embora todos admitam que são necessárias à famigerada governabilidade. Mas o PSB é um aliancista ainda mais radical que o PT, estabelecendo alianças com PSDB, DEM e PMDB em todo país. De maneira que, partindo do PSB, a crítica ao pragmatismo na política de alianças do PT soa como um lamentável farisaísmo. Não esqueçamos, todavia, que a frase não é do PSB e sim de Merval, um mitônomo contumaz, especializado em transferir suas próprias opiniões para a boca de outros.

Seja como for, um outro fato se impôs ao cenário político pós-carnavalesco. As máscaras de Joaquim Barbosa, anunciadas pela grande mídia, como o produto que seria mais vendido no feriado, registrou um mico absoluto. Mais uma vez, os comerciantes que tomaram decisões com base em matérias de jornal, se lascaram. Da mesma forma, Campos poderá cometer um erro terrível se basear sua estratégia eleitoral numa aliança com uma mídia que, embora ainda muito influente nos estratos sociais superiores, não tem força junto à maioria da população.

Mas talvez tudo isso esteja nos cálculos de Campos. Ganhar o voto de uma classe média hostil ao PT, em virtude dos escândalos e de seu próprio perfil conservador, mas que também guarda péssimas lembranças da era tucana.

Com relação a conjuntura, alguns aecistas acreditam que o maior número de candidatos beneficiará a oposição, porque dificultará uma vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. De fato. Apesar de Marina Silva e Eduardo Campos tirarem votos do PSDB, eles também tiram do PT, aumentando as chances da eleição ser decidida apenas ao final de outubro.

A própria oposição, contudo, que tem como um de seus porta-vozes o colunista Merval Pereira, admite que, nessas circunstâncias, o PSDB pode nem ir para o segundo turno. Merval admite que será mais fácil derrotar o PT a partir de uma chapa, montada no segundo turno, encabeçada por Marina ou Campos, do que liderada pelo PSDB.

Caso Marina ou Eduardo Campos cheguem a um segundo turno contra o PT, será mais fácil viabilizar uma aliança vitoriosa saída da base governista, com o apoio dos partidos hoje na oposição. Mas se se repetir a hegemonia do PSDB entre o eleitorado de oposição, mais uma vez será difícil vencer a eleição se não houver um grande acordo entre os derrotados do primeiro turno.

Todos esses cálculos, de qualquer forma, esquecem o fator principal: combinar com os russos. O poder da caneta presidencial faz milagres. Pode até mesmo fazer Campos desistir de sua candidatura, em prol de mais espaço no governo para o PSB. Ou – o que eu acho mais provável – pode transformar Campos numa candidatura não de oposição mas de apoio a Dilma. Essa seria a opção mais inteligente, além de ser bem menos arriscada. Se vier como um candidato de oposição, Campos periga perder eleição como um grande derrotado não somente em 2014, mas também em 2018. Se vier como um candidato “amigo” poderá contribuir para enriquecer o debate eleitoral e pode perder “ganhando”, ou seja, ampliando o espaço de seu partido no governo federal, além de aumentar seu cacife para 2018. (Via blog O Cafezinho por Miguel do Rosário)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Garanhuns recebe Audiência Pública sobre duplicação da BR-423


Está tudo certo para a realização da audiência pública que irá discutir a proposta de duplicação e recuperação da BR-423. O encontro será nesta sexta-feira, às 9h, no auditório da Codeam, com as presenças do prefeito Izaías Régis, outros prefeitos da região e do Secretário de Transportes do Estado, Isaltino Nascimento. A realização é da Secretaria de Transportes de Pernambuco em parceria com o Governo Municipal de Garanhuns e a Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam).

A obra de duplicação da rodovia, no trecho entre Garanhuns de São Caetano, tem projeto executivo elaborado pelo Governo do Estado. A obra será realizada com recursos do Ministério dos Transportes, numa determinação do governo da presidenta Dilma Roussef. Animado com a confirmação da audiência na cidade, o prefeito Izaías Régis acredita que a duplicação da 423 “passa a ser uma realidade”.

A BR-423 é a mais importante via de acesso ao Agreste Meridional pernambucano, cortando, a partir de São Caetano, cidades como Cachoeirinha, Lajedo, Jupi e Garanhuns. A duplicação da rodovia no trecho citado também irá beneficiar municípios como Jurema, Ibirajuba, Jucati e Calçados.

Garanhuns como cidade polo do Agreste Meridional e todas as cidades citadas poderão entrar num novo ritmo de crescimento a partir da realização dessa obra, anunciada pela presidenta Dilma desde a campanha de 2010.

Com a BR duplicada os municípios do Agreste Meridional, que compõe a principal bacia leiteira do Estado - além de serem responsáveis pela produção de grãos - terão todas as condições de expandir seus negócios. Mais indústrias poderão ser atraídas para a região e muitos empregos poderão ser gerados.

Além da audiência que acontece em Garanhuns, outra será realizada em Lajedo, também nesta sexta-feira, às 15h, no Clube Millenium.

Espetáculo da Paixão inicia preparativos

O início da quaresma, a partir da quarta-feira de Cinzas, marca também a decolagem dos preparativos para a temporada da Paixão de Cristo de Garanhuns. A produção do evento anuncia novidades este ano, como a instalação de área exclusiva para pessoas com deficiência. Um contato já foi mantido com a ADVAMPE – Associação dos Deficientes do Agreste Meridional de Pernambuco, para oferecer serviço em áudio descrição, contratação de intérprete em Libras, confecção de material de divulgação em braile, assim como a instalação de rampas para o acesso de cadeirantes. O espetáculo em si promete também algumas mudanças na encenação que vão desde a fusão de cenas até a inclusão de quadros novos e o retorno de outras passagens bíblicas, atendendo a pedidos de pessoas que acompanham a peça nesses seus 23 anos de existência.Uma grande novidade no elenco diz respeito ao ator Henrique Cesar que este ano assume o papel de Jesus Cristo. Henrique vinha fazendo o papel de Pilatos já há cerca de oito anos.O ator e músico vem se submetendo a toda uma preparação que vai desde estudos,técnicas de interpretação e os ensaios propriamente ditos comandados por Gerson Lima, diretor artístico da peça. O espetáculo da Paixão de Cristo de Garanhuns tem data de 27 a 30 de março/2013, em sua área cenográfica no Alto do Magano.

As famílias prejudicadas pela lei de cotas raciais

ESFORÇO - O casal Alexandre e Márcia (em pé), com as filhas Drielly e Isabele (no colo). Sem direito a cotas
(Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
Famílias de baixa renda suaram para pagar escolas privadas para seus filhos. Agora, eles terão mais dificuldades para entrar em universidades públicas

O taxista Alexandre de Oliveira, de 41 anos, e a dona de casa Márcia da Luz Oliveira, de 46, tentaram colocar as filhas Drielly, de 17, e Isabele, de 10, numa escola da rede pública perto do bairro onde moram, em Guarulhos, São Paulo. Mudaram de ideia quando, num dia de chuva, foram chamados à escola para buscar a filha mais velha, na época com 6 anos. “A sala de aula estava inundando, e ela estava em cima da mesa, fugindo da água”, diz Márcia. “Depois disso, resolvemos que nos sacrificaríamos para dar condições melhores para nossas filhas estudarem e garantirem uma vaga numa universidade pública.” Para pagar o colégio particular e o curso de inglês das duas filhas, Alexandre trabalha 15 horas por dia. A longa jornada é mantida há dez anos e, segundo ele, afeta sua saúde. Alexandre tem dores crônicas nas pernas e está acima do peso. A casa onde a família mora é alugada, e os momentos de lazer são poucos. “A prioridade sempre foi a educação das meninas, e, para isso, abrimos mão de muita coisa”, diz Márcia.

O esforço de Alexandre e Márcia para garantir a suas filhas o acesso a uma boa universidade pode ter sido em vão. Com a entrada em vigor da lei de cotas sociais, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em agosto do ano passado, os alunos que fizeram o ensino médio na rede pública têm agora mais chances de conseguir uma vaga em universidades públicas federais. A lei também deve afetar as universidades estaduais mais concorridas do país – a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) – com uma notável diferença: com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os candidatos cotistas ingressarão num curso preparatório de dois anos. Se, ao final do período, tirarem mais que 7 numa prova, irão direto para a universidade. Em termos de vagas, a lei federal de cotas obriga as universidades federais a reservar pelo menos 12,5% das vagas para alunos de escolas públicas. Até o vestibular de 2016, o total de vagas reservadas crescerá gradualmente até atingir 50% do total. Dessas, a metade se destinará a estudantes cuja renda mensal familiar é menor ou igual a um salário mínimo e meio por pessoa. Nos dois casos, será dada prioridade aos candidatos negros egressos da escola pública. Desde que obedeçam ao mínimo estabelecido pela lei, as universidades federais podem criar sua própria política de cotas. A Universidade de Brasília (UnB) reserva 20% de suas vagas para estudantes negros desde 2004. Com a nova lei, a UnB dará mais 14,5% das vagas para estudantes de escola pública. Em 2016, 70% de suas vagas serão destinadas ao sistema de cotas.

Ao mesmo tempo que ajudam estudantes de escolas públicas a conseguir uma vaga em boas universidades, as cotas para estudantes de escolas públicas criam um problema para milhares de famílias que se empenharam em pagar um colégio particular para os filhos, muitas vezes fazendo sacrifícios para isso. As mensalidades que cabem no orçamento de famílias como a de Alexandre não são de colégios particulares renomados. São escolas menores e mais baratas, que servem como alternativa à baixa qualidade da educação da rede pública. A notícia das cotas desanimou a família. “As vagas para estudantes da rede privada serão ocupadas por quem estudou nos melhores colégios, os mais caros. Não é o caso delas”, diz Alexandre. “Minhas filhas não entram em nenhuma cota.” O taxista faz planos, caso Drielly não consiga uma vaga pública para o curso de engenharia civil: ela terá de estudar numa faculdade particular de nível médio e provavelmente terá de arranjar um emprego para ajudar a pagar as mensalidades. “Criar um sistema que ajude pessoas menos favorecidas a estudar é uma coisa boa. Mas cotas talvez não sejam a melhor saída. 

Enquanto beneficiam uma parcela da população, também prejudicam outra”, diz Maria Márcia Malavazi, diretora do curso de pedagogia da Unicamp. Outros acadêmicos acreditam que a função de pensar na inclusão não é exclusiva das universidades públicas. “Acho justo que as pessoas com menos oportunidades tenham ajuda na hora de conseguir uma vaga nas universidades públicas por meio das cotas”, diz Célia Forghieri, membro da pró-reitoria comunitária da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Mas também não podemos deixar de lado as pessoas humildes que se esforçaram para dar uma educação básica melhor aos filhos. Uma boa saída seria ampliar o número de bolsas em boas faculdades particulares.”

Qualquer que seja o formato do sistema de cotas, está claro que os 7 milhões de alunos matriculados na rede privada de ensino do Brasil terão de batalhar mais que os colegas da rede pública se quiserem uma vaga numa universidade estadual ou federal. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2011 o total de matrículas nas universidades brasileiras foi de 6,7 milhões. Destas, 77% foram em instituições privadas, e o restante em universidades públicas. Neste ano, os alunos de escolas privadas que tentam uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já sentiram a pressão. O Sisu é um sistema do governo, acessado pela internet, que seleciona os melhores candidatos do Enem para as vagas das universidades federais. O candidato se inscreve no programa, informa sua nota do Enem e em que curso e universidade quer estudar. O computador distribui os candidatos, de acordo com as notas, pelas vagas disponíveis. De mais de 1,8 milhão de candidatos que se inscreveram em 2013, 44% pleitearam uma vaga pelo sistema de cotas.

A possibilidade de conseguir uma vaga diminuiu para a filha do técnico em mecânica Lenaldo dos Santos Filho, de 47 anos. Ele e sua mulher, Marisa Franco Santos, de 55, balconista, trabalham até 12 horas por dia. O dinheiro não é usado para passeios, viagens, nem para finalizar a obra da casa onde moram, em Guarulhos, São Paulo. Todo o esforço é voltado para a educação da única filha do casal, Ariane, de 17 anos. Ela está no 3o ano do ensino médio e sonha em estudar Direito numa universidade pública. “Com as cotas, sei que minhas chances diminuíram”, diz. Mesmo podendo concorrer por meio das cotas para negros, Ariane seria excluída do benefício das cotas sociais, por ter estudado em escola particular. Com isso, concorre a menos vagas que estudantes negros de escola pública. “Meu marido e eu não tivemos a oportunidade de estudar. Apenas terminei o ensino médio, e ele o supletivo. Queríamos dar a Ariane a chance que não tivemos”, diz Marisa. Lenaldo não se arrepende do esforço. “A única herança dela será a educação. Isso eu faço questão de deixar para minha filha”, diz. (Via Época)