quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

José Dirceu critica em blog ‘falso moralismo’ e defende eleição de Renan

Renan e Dirceu
O ex-ministro da Casa Civil, deputado federal cassado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, José Dirceu, saiu hoje em defesa pela eleição à presidência do Senado de Renan Calheiros (PMDB-AL). Em uma postagem no "Blog do Zé", mantido pelo ex-ministro, Dirceu atribuiu a uma "ofensiva midiática" e a um "falso moralismo" os protestos de ontem em frente ao Congresso Nacional e a cobertura da imprensa em relação à denúncia do procurador geral da República, Roberto Gurgel contra o senador.

Na denúncia ao STF, Gurgel apontou o uso, por Calheiros, de notas fiscais frias para comprovar renda. "O que estamos assistindo em relação ao senador Renan Calheiros é, de novo, uma ofensiva midiática dando cobertura a denúncias contra ele concertadas com ações do Ministério Público Federal (MPF) e com intervenções de grupos organizados, como aconteceu ontem (30) frente ao Congresso Nacional", escreveu o ex-ministro.

Dirceu voltou a provocar a oposição, formada pelo PSDB e pelo DEM, ao afirmar que Calheiros será eleito presidente do Senado e o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), da Câmara.  "Ambos são do PMDB e é uma grande bobagem a continuidade dessa campanha da mídia dizendo (...) que eles só se elegem por contar com o apoio do Planalto", informou. "Foi o povo que elegeu o Congresso e decidiu, pelo voto, por sua vontade soberana, que PSDB-DEM seriam oposição e minoria e PT-PMDB formariam e dirigiriam uma coalizão majoritária que, como tal, tem o dever de eleger os presidentes do Senado e da Câmara", completou.

Ainda segundo o deputado cassado, o objetivo dos protestos e do pedido de investigações é de dividir a base de apoio do governo e continuar com a campanha "moralista e udenista. A mesma campanha falso-moralista que levou o presidente Jânio Quadros ao Planalto (1960) porque ia 'varrer a corrupção'; os militares ao poder porque eles 'combatiam a corrupção e a subversão'; e depois elegeu o presidente Fernando Collor, o caçador de marajás...", completou Dirceu, sem poupar senador Collor (PTB-AL), agora aliado ao PT e ao governo.

Por fim, Dirceu ironizou o uso de vassouras no protesto de ontem no Congresso e defendeu a reforma política, o financiamento público de campanha e a regulação da mídia. "O símbolo ontem dos manifestantes em frente ao Congresso Nacional era a vassoura. Mudar mesmo, fazendo a reforma política e administrativa, nem pensar. Estes neoudenistas dos novos tempos se opõem a ferro e fogo ao financiamento público e ao voto em lista", escreveu. "Observem, também, que à frente dessas campanhas de agora há sempre deputados e senadores defensores da mídia e inimigos de qualquer regulação", concluiu. (Via Estadão)

Com Lula, os Marinho voltam à lista da Forbes


Difícil entender por que as Organizações Globo fazem tanto antagonismo ao PT e ao chamado lulismo; foi na era Lula que a família de José Roberto, Roberto Irineu e João Roberto conseguiu sair de uma situação financeira difícil e, finalmente, retornar à lista dos grandes bilionários do mundo.

Após nove anos fora da lista das pessoas mais ricas do mundo da revista “Forbes”, os Marinho retornam ao ranking de bilionários da revista norte-americana na edição deste ano, a ser lançada em março. Herdeiros de Roberto Marinho, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto estavam fora da lista desde 2003, coincidentemente o ano em que o pai morreu. 

Com fortunas individuais próximas dos US$ 5 bilhões, o trio conseguiu, segundo a “Forbes”, reverter a complicada situação financeira da Globo no início da década, quando parte da dívida do conglomerado precisou ser renegociada. O mais curioso é que isso foi feito a despeito da queda de audiência que a emissora vem enfrentando nos últimos tempos.

Apesar da audiência menor, a Globo fechou 2012 com um faturamento de R$ 12 bilhões, um crescimento de cerca de 10%, informou, nesta semana, a coluna Radar Online. E essa prosperidade dos últimos anos veio exatamente durante o governo Lula, marcado pelo antagismo entre as Organizações Globo e o PT ou o chamado lulismo. Aliás, se a situação é tão boa, por que é mesmo que as Organizações Globo antagonizam tanto com o partido? (Via 247)

O cenário otimista para 2013


Nos últimos anos, sob comando do economista Otávio de Barros, o Bradesco constituiu a maior equipe de economia entre as empresas privadas brasileiras. Meticuloso com indicadores, Otávio montou um painel minucioso dos principais indicadores nacionais e internacionais, e  - o diferencial – passou a trabalhar a enorme base de clientes do banco.

A partir dessa montanha de informações, o Departamento de Economia chegou ao seguinte consenso:

O pibinho de 2012 se deveu a um conjunto inédito de fatores negativos.

Os principais fatores (que não deverão se repetir) foram:

  1. Seca no Nordeste e do sul, detonando o PIB agrícola.

  2. Crise no DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), devido aos escândalos, paralisando os investimentos em infraestrutura.

  3. A implantação abrupta de novos padrões de motores, praticamente paralisando a venda de caminhões.

  4. Endividamento do setor sucroalcooleiro, paralisando a produção de álcool.

  5. Queda brutal na produtividade da Bacia de Campos que, de repente, passou a 70% da capacidade anterior.

  6. Queda brusca das exportações para a Argentina.

  7. Os apertos do Banco Central na Selic, em 2011, somados às medidas macro prudenciais, que acabaram afetando 2012.

Tais fatores teriam “roubado”  de 0,8% a 1% do PIB.

O segundo ponto é a metodologia adotada pelo IBGE (aparentemente, em revisão). Segundo Otávio, os mesmos dados, se colocados no sistema que roda o PIB da OCDE (o grupo de países mais avançados), haveria no mínimo um ponto a mais no PIB e outro nas taxas de investimento.

Novo “normal”

Em 2013 e, especialmente em 2014, se colherão os frutos do novo padrão de política econômica implantado a partir de agosto de 2011.

O “novo normal”, na economia mundial, seria constituído dos seguintes fatores:

  1. Crescimento moderado do crédito. Moderado porque mais cuidadoso, ao contrário do porre de 2010 e 2011.

  2. Maior intervenção do Estado.

  3. Menores taxas de retorno sobre o capital.

  4. Crescimento baseado na produtividade e no investimento, e não mais no consumo.

No caso brasileiro, a posição do governo Dilma, segundo Otávio, é a do território conquistado em batalha, portanto irreversível. O “território” em questão consiste na taxa Selic civilizada, nos aportes no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), câmbio mais competitivo, redução dos impostos, do custo de energia e dos encargos trabalhistas.

O Bradesco trabalha com uma previsão de crescimento de 3,5% do PIB. Nas últimas semanas, os rumores de racionamento de energia fizeram o mercado derrubar um pouco a projeção.

Cenário internacional

Contribui para essa previsão a situação internacional. Os Estados Unidos já completaram as quatro etapas de entrada e saída da crise; a Europa estaria no terceiro quartil. O presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, teria operado uma impressionante reversão na ortodoxia, principalmente, do Bundesbank alemão. E a economia alemã já estaria refletindo essa situação.

Além disso, com a redução do risco sistêmico, a enorme injeção de liquidez na economia internacional poderá, finalmente, refletir-se na economia real. (Via Luis Nassif)

Consumo de gasolina subiu 80% em quatro anos


Diante das perdas bilionárias sofridas pela Petrobras, não havia outra alternativa para o governo que não fosse permitir o aumento do preço da gasolina e do diesel. O que acontece é que o Brasil não é autossuficiente na produção desses combustíveis. A Petrobras, então, é obrigada a importar por um preço mais alto do que vende aqui dentro. Com a venda expressiva de carros e o aumento do consumo, o prejuízo para a empresa era crescente.

A alta de 6,6% da gasolina e de 5,4% do diesel deve pressionar a inflação de fevereiro, que é também o mês dos reajustes escolares. Isso fará com que a inflação acumulada em 12 meses continue subindo. Isso talvez explique por que o governo fez de tudo para antecipar a queda do preço da energia elétrica. Assim, a alta da gasolina e do diesel será compensada pela redução do preço da luz..

O reajuste anunciado é um pouco maior do que os 5% descritos na ata do Copom da semana passada. Mas é menor do que os analistas que acompanham a Petrobras dizem ser necessário para zerar o déficit que a companhia está tendo com a importação.

Desde janeiro de 2009, o consumo diário de gasolina no país subiu de 310 mil barris para 556 mil, em novembro de 2012, último dado disponível na série do Banco Central. Um forte aumento de 80%. Ao mesmo tempo, caiu o consumo de etanol, porque o combustível limpo não conseguiu competir com o preço subsidiado do fóssil. Vejam no gráfico abaixo. (Via Miriam Leitão)

PSB critica em nota oficial favoritismo de Renan


Dona de quatro votos, a bancada do PSB no Senado divulgou nota sobre a eleição do novo presidente da Casa. No texto, o partido critica a opção da maioria pelo multi-alvejado senador alagoano Renan Calheiros. Faz isso sem mencionar o nome do favorito do PMDB. O PSB reconhece três obviedades:

1) a sucessão de José Sarney (PMDB-AP) ocorre sob um “quadro de desgaste da imagem institucional” do Senado.

2) a sociedade espera dos senadores, além de “autocrítica”, um “compromisso firme com a ética”.

3) “além de uma plataforma que resgate a dignidade do Senado, é preciso que o nome do novo presidente esteja associado, perante a opinião pública, a esse ideal de renovação.”

Foi o mais próximo que o partido do neopresidenciável Eduardo Campos conseguiu chegar de uma manifestação anti-Renan. A legenda reage a 48 horas da eleição e se esquiva de citar o nome do seu alvo. De resto, não oferece nenhum nome alternativo nem informa se apoia um dos dois disponíveis: Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Assinam a nota do PSB a líder do partido, Lídice da Mata (BA), e os colegas Rodrigo Rollemberg (DF), Antonio Carlos Valadares e João Capiberibe (AP). Manifestaram-se depois de uma reunião com o vice-presidente do PSB federal, Roberto Amaral. Disponível aqui, o texto dos “socialistas” vai reproduzido abaixo:

Por um Brasil melhor, por um Senado melhor

O Brasil vem passando por mudanças que enchem de alegria e esperança o povo brasileiro. Durante as últimas décadas, consolidamos a democracia, universalizamos o acesso à educação básica e derrotamos a inflação. Mais recentemente, reduzimos as desigualdades de “raça”, renda, gênero e região. A taxa de desemprego nunca foi tão baixa e os índices de mortalidade infantil também caíram drasticamente.

Temos pela frente uma agenda de investimentos que, se cumprida, constituirá a base do crescimento econômico e do bem-estar da população brasileira por um longo período. Temos também que dar conta de tarefas  gigantescas no plano social. Porém, embora haja ainda um longo caminho a percorrer até a conquista de uma educação de alta qualidade, de serviços de saúde adequados e acessíveis a todos, de transporte público digno e eficaz, de cidades menos assombradas pela criminalidade violenta, o povo brasileiro está cada vez mais mobilizado para a realização desses objetivos.

No plano institucional, aprovamos importantes dispositivos como as leis da Transparência, da Ficha Limpa, do Acesso à Informação e do Combate à Lavagem de Dinheiro. Não há dúvidas de que avançou o combate à corrupção e à ineficiência nas instituições públicas. O povo brasileiro está mais vigilante e exigente e isso é essencial para o aperfeiçoamento do Estado de Direito.

Exatamente por isso, o nosso povo está insatisfeito com os políticos, como confirmam as pesquisas de opinião, de quem espera um comportamento mais condizente com os desafios que o país enfrenta. Isso se reflete, de modo contundente, nos baixos índices de aprovação da atuação e da imagem do Congresso Nacional e do Senado Federal, em particular. E é preciso reconhecer: nosso povo está com a razão! Embora tenha também contribuído para o bom momento que o Brasil vive, a atuação desta Casa tem deixado a desejar.

Os cidadãos e cidadãs, com toda a justeza, se queixam da ineficiência, do desrespeito à ética, da falta de maior sintonia com as grandes aspirações da nação. O resultado é um Senado amesquinhado, enfraquecido, submisso até, na sua relação com o Poder Executivo. Ao mesmo tempo, a omissão reiterada ou a dificuldade em decidir tem aberto espaço para que o Poder Judiciário encampe questões que cabem a esta Casa resolver. Isso acarreta grave prejuízo para a República, uma vez que esta se assenta no equilíbrio entre os poderes.

Da mesma forma, o Senado compromete seu papel como representação igualitária dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal no Congresso Nacional. Debilitada, esta Casa falha em sua missão de porta-voz e defensora dos reclamos e interesses das entidades federadas aqui representadas. Isso acarreta grave prejuízo para a Federação, que se assenta na cooperação equânime das entidades que a compõem.

É nesse quadro de desgaste de sua imagem institucional que se realiza a eleição para a Presidência e a Mesa desta Casa.

O que a sociedade espera de nós, muito além de uma necessária autocrítica, é um compromisso firme com a ética e com a continuidade do processo de transformação do Brasil em uma nação justa e próspera. Devemos, portanto, utilizar esta oportunidade para encontrar a melhor maneira de recuperar a credibilidade desta Casa.

Assim, além de uma plataforma que resgate a dignidade do Senado Federal, é preciso que o nome do novo presidente esteja associado, perante a opinião pública, a esse ideal de renovação.

São enormes os desafios que pesam sobre os membros desta Casa. Somente com o devido senso de responsabilidade histórica, seremos capazes de fazer com que o Senado Federal se ponha à altura do papel que efetivamente lhe cabe, como instituição fundamental para a promoção dos valores e a realização dos objetivos maiores da República.“ (Via Josias Souza)

Tragédia em Santa Maria: número de vítimas internadas sobe para 143


O número de vítimas do incêndio que atingiu a boate Kiss que precisaram de internação aumentou nas últimas horas, segundo a Força Nacional do SUS. Na manhã desta quarta-feira, o total de internados em hospitais de Santa Maria e Porto Alegre chegou a 143, de acordo com o G1.

Na terça-feira, o número era de 121 internados. A tragédia aconteceu na madrugada do último domingo durante uma festa de universitários. 

O total de pessoas internadas com estado de saúde considerado grave segue em 75. Dos 81 pacientes internados em Santa Maria, 33 estão respirando com a ajuda de ventilação mecânica. Dos 62 internados em Porto Alegre, 57 estão em ventilação mecânica.

De acordo com Neio Pereira, diretor técnico do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o aumento do número de internações se dá principalmente pelos sintomas da pneumonia química, que atingiu os jovens que entraram em contato com a fumaça tóxica do incêndio. (Via Noblat)

PMDB cobra de tucanos solidariedade de Renan a Perillo durante CPI

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Integrantes da bancada do PMDB saíram em campo para cobrar dos tucanos a solidariedade que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) teve ao governador Marconi Perillo (PSDB-GO). Os peemedebistas foram surpreendidos com a movimentação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de defender que a bancada aprove decisão conjunta contra a candidatura de Renan ao comando do Senado.

Um dirigente peemedebista revelou ao Blog que o apoio de Renan foi fundamental para blindar Perillo na CPI do Cachoeira. Na ocasião, Renan teria garantido ao próprio Perillo apoio para evitar o indiciamento do governador tucano. Ao final, a CPI não conseguiu aprovar o relatório. A expectativa do PMDB é que a bancada tucana ficará rachada, já que uma parte do PSDB tem dívida de gratidão ao senador Renan. (Via Blog do Camarotti)

O telejornalismo no Brasil em questão


Na edição desta terça-feira (29), o Observatório da Imprensa entrevistou um dos mais importantes nomes da mídia brasileira.

Repórter há 40 anos, dos quais 13 na Rede Globo, publicou 11 livros, entrevistou cerca de 50 personalidades no Brasil e no exterior e, mais recentemente na GloboNews, produziu eletrizantes depoimentos de militares que desempenharam importantes funções durante a ditadura militar.

Geneton Moraes é um craque na arte da entrevista e hoje vamos conhecer alguns de seus segredos. (Via Observatório da Imprensa)

Dirceu: eu queria estar no mandato ou no governo


Condenado a dez anos de cadeia, José Dirceu segue criticando o STF e tentando fazer alguém acreditar que é um inocente condenado num julgamento político – como há aqueles que acreditam em duendes, tudo é possível. Veja algumas das pérolas que soltou, agora há pouco, num debate promovido pela CUT contra o julgamento do mensalão:

* A denúncia do mensalão foi inepta e vazia.

* Não tivemos direito a ampla defesa.

* Quando digo para os meus amigos europeus que o julgamento durou quatro meses e foi transmitido ao vivo pela TV eles dizem que o julgamento é nulo.

* Temos que fazer o julgamento do julgamento.

* Quem fala em nome do Brasil é o Congresso. Ministro do Supremo não fala em nome do Brasil.

* Temos os recursos, temos a revisão criminal e temos as cortes internacionais.

* Tudo o que eu queria era estar no mandato ou no governo, ajudando o país.

*Amanhã posso não estar aqui, posso estar no regime fechado, em segurança máxima, na solitária, mas não vão me calar, eu vou lutar. (Via Lauro Jardim)

Bancos e teles fecham parcerias para pagamentos móveis


Operadoras de telefonia fecharam acordos com bancos para o início de pagamentos por meio do sistema de aproximação dos dispositivos móveis às máquinas de cartão de crédito e débito de estabelecimentos comerciais.

Duas teles anunciam nesta quarta-feira o início da parceria para o uso da tecnologia NFC (Near Field Communication): Telefônica/Vivo com o Bradesco e a TIM com o Itaú.

O NFC permite realizar a transação financeira por meio da troca de dados por radiofrequência. Assim, o cliente precisa apenas aproximar o celular, que precisa contar com um hardware instalado com a tecnologia NFC, a um terminal de pagamento (POS).

A Telefônica/Vivo já começou o piloto com seus clientes, enquanto a TIM fará testes nos próximos meses em restaurantes no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No ano passado, a Claro já havia firmado parceria com o Bradesco para o desenvolvimento dos pagamentos móveis com o uso da tecnologia NFC. Os envolvidos afirmam que a grande vantagem da nova tecnologia para o cliente é a agilidade para efetuar pagamentos em cafés, fast-foods ou transporte público. (Via Info)

Depois de Leveson, a União Europeia

Neelie Kroes
Sob o ensurdecedor silêncio da grande mídia brasileira, foi divulgado em Bruxelas, na terça-feira (22/1), o relatório “Uma mídia livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”, comissionado pela vice-presidente da União Europeia, Neelie Kroes, encarregada da Agenda Digital [ver aqui a íntegra do relatório, acesso em 23/1/2013].

Preparado por um grupo de alto nível (HLG) presidido pela ex-presidente da Letônia, Vaira Vike-Freiberga, e do qual faziam parte Herta Däubler-Gmelin, ex-ministra da Justiça alemã; Luís Miguel Poiares Pessoa Maduro, ex-advogado geral na Corte de Justiça Europeia; e Ben Hammersley, jornalista especializado em tecnologia, o relatório faz trinta recomendações sobre a regulamentação da mídia como resultado de um trabalho de 16 meses que começou em outubro de 2011. As recomendações serão agora debatidas no âmbito da Comissão Europeia.

O relatório

O relatório, por óbvio, deve ser lido na íntegra. Ele começa com um sumário das principais conclusões e recomendações e, na parte substantiva, está dividido em cinco capítulos que apresentam e discutem as bases conceituais e jurídicas que justificam as diferentes recomendações: (1) por que a liberdade da mídia e o pluralismo importam; (2) o papel da União Europeia; (3) o mutante ambiente da mídia; (4) a proteção da liberdade do jornalista; e, (5) o pluralismo na mídia.

Há ainda um anexo de 12 páginas que lista as autoridades ouvidas, as contribuições escritas recebidas e os documentos consultados. A boa notícia é que quase todo esse material está disponível online.

Para aqueles a favor da regulamentação democrática da mídia – da mesma forma que já havia acontecido com o relatório Leveson – é alentador verificar como antigas propostas sistematicamente taxadas pela grande mídia e seus aliados da direita conservadora de autoritárias, promotoras da censura e inimigas da liberdade de expressão, são apresentadas e defendidas por experts internacionais, comissionados pela União Europeia.

Fundamento de todo o relatório são os conceitos de liberdade de mídia e pluralismo. Está lá:

“O conceito de liberdade de mídia está intimamente relacionado à noção de liberdade de expressão, mas não é idêntico a ela [grifo meu]. A última está entronizada nos valores e direitos fundamentais da Europa: ‘Todos têm o direito à liberdade de expressão. Este direito inclui a liberdade de ter opiniões, de transmitir (impart) e receber informações e ideias sem interferência da autoridade pública e independente de fronteiras’ (...).

“Pluralismo na mídia é um conceito que vai muito além da propriedade. Ele inclui muitos aspectos, desde, por exemplo, regras relativas a controle de conteúdo no licenciamento de sistemas de radiodifusão, o estabelecimento de liberdade editorial, a independência e o status de serviço público de radiodifusores, a situação profissional de jornalistas, a relação entre a mídia e os atores políticos etc. Pluralismo inclui todas as medidas que garantam o acesso dos cidadãos a uma variedade de fontes e vozes de informação, permitindo a eles que formem opiniões sem a influência indevida de um poder [formador de opiniões] dominante.”

Encontram-se no relatório propostas como: (1) a introdução da educação para a leitura crítica da mídia nas escolas secundárias; (2) o monitoramento permanente do conteúdo da mídia por parte de organismo oficial ou, alternativamente, por um centro independente ligado à academia, e a publicação regular de relatórios que seriam encaminhados ao Parlamento para eventuais medidas que assegurem a liberdade e o pluralismo; (3) a total neutralidade de rede na internet; (4) a provisão de fundos estatais para o financiamento da mídia alternativa que seja inviável comercialmente, mas essencial ao pluralismo; (5) a existência de mecanismos que garantam a identificação dos responsáveis por calúnias e a garantia da resposta e da retratação de acusações indevidas.

Pelo histórico de feroz resistência que encontra entre nós, vale o registro uma proposta específica. Após considerações sobre o reiterado fracasso de agências autorreguladoras, o relatório propõe:

“Todos os países da União Europeia deveriam ter conselhos de mídia independentes, cujos membros tenham origem política e cultural equilibrada, assim como sejam socialmente diversificados. Esses organismos teriam competência para investigar reclamações (...), mas também certificariam de que as organizações de mídia publicaram seus códigos de conduta e revelaram detalhes sobre propriedade, declarações de conflito de interesse etc. Os conselhos de mídia devem ter poderes legais, tais como a imposição de multas, determinar a publicação de justificativas [apologies] em veículos impressos ou eletrônicos, e cassação do status jornalístico.”

E no Brasil?

A publicação de mais um estudo oficial sobre regulamentação da mídia, desta vez pela União Europeia, menos de dois meses depois do relatório Leveson na Inglaterra, revela que o tema é pauta obrigatória nas sociedades democráticas e não apenas em vizinhos latino-americanos como a Argentina, o Uruguai e o Equador, mas, sobretudo, na Europa.

No Brasil, como se sabe, “faz-se de conta” que não é bem assim e o tema permanece “esquecido” pelo governo, além de demonizado publicamente pela grande mídia como ameaça à liberdade de expressão.

Quem se beneficia com essa situação? Até quando seguiremos na contramão da história? (Via Observatório da Imprensa)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lula se encontra com Fidel Castro em Cuba

Fidel Castro e Lula / Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou nesta quarta-feira em Havana com o líder cubano Fidel Castro. A imagem do encontro foi divulgada agora à noite por meio da página de Lula no Facebook.

O ex-presidente está em Cuba desde segunda-feira. Mais cedo nesta quarta-feira, Lula foi com o presidente cubano, Raúl Castro, às obras de ampliação do Porto Mariel, a 40 quilômetros de Havana, tocadas pela empreiteira Odebrecht com recursos do BNDES. Depois, se reuniu com Fidel. À noite, foi ao Centro de Convenções de Havana, onde discursou no encerramento da terceira Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, evento integrante das comemorações pelos 160 anos de nascimento do político e escritor cubano José Martí.

Antes de iniciar o discurso, Lula falou de improviso. Voltou a manifestar solidariedade aos afetados pelo trágico incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), e desejou uma pronta recuperação ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, internado em Havana desde o dia 11 de dezembro, quando fez a quarta cirurgia desde o diagnóstico de um câncer em junho de 2011. Até o momento, não foi divulgado se Lula visitou Chávez, ou se ainda o fará.

- Que a energia positiva deste encontro possa ajudar nosso querido companheiro Chávez - declarou o ex-presidente, que disse ter vestido uma camisa vermelha em homenagem ao venezuelano.

Cobrança a Obama pelo fim do embargo

Lula aproveitou seu discurso em Havana para defender o fim do embargo dos Estados Unidos sobre Cuba e cobrou do presidente americano, Barack Obama, uma política mais atenta à América Latina:

- Os EUA se fazem de surdos quando se trata de problemas da nossa América Latina. Parece que não estão interessados. Espero que Obama tenha um olhar mais igualitário e elimine o bloqueio contra Cuba. Obama deve ter a mesma ousadia que seu povo teve ao votar por ele.

Durante toda a sua fala, o antecessor de Dilma Rousseff advogou por uma maior integração entre os povos da América Latina e fez uma revisão de algumas das principais conquistas de seu governo, como a expansão do crédito, o crescimento econômico e a geração de empregos.

Lula também defendeu o que chamou de “revolução na comunicação” por meio do uso de redes sociais, para que não haja a necessidade “de que outros publiquem o que nós mesmos deveríamos publicar”. Segundo o ex-presidente, a imprensa não simpatiza com Hugo Chávez porque o venezuelano defende a inclusão social, “fala de socialismo e usa camisa vermelha”. Ainda de acordo com Lula, a “elite política e econômica” latino-americana “nos detesta (os presidentes de esquerda) não por nossos erros, mas por nossos acertos”.

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Lula, depois de Cuba, o ex-presidente segue para a República Dominicana, onde se encontrará com o presidente Danilo Medina Sánchez e o ex-presidente Leonel Fernández. A data desta viagem não foi informada.

No sábado, dia 2, Lula chega a Washington, onde no dia seguinte fará o discurso de abertura da conferência do sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística e aeroespacial dos EUA. Lula retorna ao Brasil ainda no domingo. (Via O Globo)

Lideranças do Castainho reivindicam melhorias para comunidade


O prefeito Izaías Régis recebeu na tarde de ontem (29), líderes comunitários da Comunidade Quilombola do Castainho, localizada na Zona Rural do município. Durante a reunião, os moradores entregaram uma pauta de reivindicações. Os pedidos foram na área da educação, saúde e infraestrutura.

Na conversa, os representantes disseram que a escola que atende à demanda local precisa de reformas na estrutura. “Gostaríamos que quatro salas de aula fossem construídas, caixas d’água instaladas e a quadra de esportes concluída. Além disso, a sede precisa de mais segurança”, detalhou Júnior Mendes. Ainda segundo ele, o número de alunos aumentou, por isso há a necessidade de uma melhor adaptação no prédio.

Quanto ao Posto de Saúde, que também dá suporte a outras seis comunidades da área, eles pedem mais horas no atendimento por parte dos médicos. Já na infraestrutura, os problemas são no saneamento básico, iluminação e lombadas.

Em seu gabinete, o prefeito ouviu e encaminhou as solicitações para os secretários das pastas responsáveis. “Nós vamos ajudar todos os quilombolas e melhorar o bem-estar social da população. Agora, os ofícios com as reivindicações serão encaminhados e os secretários deverão se programar para fazerem uma visita à comunidade”, finalizou Izaías Régis.

Alunos da Rede Municipal de Ensino voltam às aulas na próxima semana


A abertura do ano letivo em Garanhuns acontece na próxima terça-feira (5), no Salão de Eventos do Clube AGA, na Avenida Rui Barbosa, bairro de Heliópolis, às 8h. Na ocasião, várias autoridades e profissionais da área da educação do município estarão participando da oficialização do início das aulas, que começam na quarta-feira (6).

Atualmente, o Governo Municipal possui em sua estrutura  51 escolas, a Universidade Aberta do Brasil (UAB), um Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento da Pessoa com Deficiência Visual (CAP), três bibliotecas e seis creches. “São 800 profissionais trabalhando intensamente nos mais diversos prédios de nossa gestão. Hoje, comportamos quase 15 mil alunos matriculados”, detalhou a secretária de Educação, Janecélia Marins.

Para o começo deste ano, a novidade é a transformação da Escola Municipal Miguel Arraes, em escola de tempo integral. Ela vai ser a primeira escola a funcionar nessa modalidade no município. “Nosso objetivo é melhorar a qualidade na educação de jovens e adultos. É compromisso nosso, também, facilitar o acesso às escolas”, finalizou o prefeito, Izaías Régis.

PSDB deve apoiar Pedro Taques na disputa pela presidência do Senado


O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), disse nesta quarta-feira que a tendência do partido é “marchar unido” e apoiar a candidatura do senador Pedro Taques (PDT-MT) à presidência do Senado. A decisão deve ser formalizada em reunião da bancada amanhã, às 17h.

”O PSDB gostaria de preservar a tese da proporcionalidade, já que cabe ao maior partido a presidência do Senado. Mas as circunstâncias nos levam a optar por outra alternativa. Por isso o nome do senador Pedro Taques deve ser apoiado pelo PSDB. Nossa bancada também deverá divulgar uma carta de princípios com o Senado que nós desejamos”, disse Álvaro Dias.

Para o senador tucano, a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra Renan Calheiros (PMDB-AL) “é um fato preponderante que deveria ser considerado pelo próprio candidato”. “Temos que evitar um desgaste maior e preservar a instituição. A oposição tem o dever de oferecer uma alternativa”, declarou.

No inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), Gurgel levanta suspeita de que o senador alagoano teria utilizado notas fiscais frias para tentar comprovar renda suficiente para manter a pensão de uma filha. À época do escândalo, denúncias da imprensa afirmavam que o dinheiro seria dado por um lobista.

A eleição da Mesa Diretora do Senado ocorre nesta sexta-feira. Favorito até pouco tempo – apesar de não ter lançado sua candidatura oficialmente - Calheiros tem sido criticado por tentar voltar ao cargo do qual renunciou em 2007 para não ter o mandato cassado. (Via Valor)

Protesto pede presidente ficha limpa


O gramado em frente ao Congresso Nacional amanheceu nesta quarta-feira (30) com 81 vassouras, baldes e panos de chão. O protesto, organizado por dezenas de entidades de movimentos anticorrupção com material nas cores da Bandeira Nacional, pede aos senadores que escolham um presidente ficha limpa, capaz de dirigir o Senado “com independência e dignidade”.

“Estamos usando essa metáfora porque são 81 senadores. A ideia é que cada senador assuma o compromisso de ter na presidência um ficha limpa”, disse Antônio Carlos Costa, fundador da organização não governamental Rio de Paz.

Mais de 54 mil assinaturas já foram reunidas em um abaixo-assinado pela eleição de um presidente ficha limpa no Senado. Até sexta-feira (1º), dia da eleição, a expectativa é que sejam mais de 100 mil. No começo da tarde, com luvas e máscaras de proteção, os manifestantes pretendem fazer a lavagem da rampa do Congresso. Na avaliação dos apoiadores do protesto, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não poderia ser candidato. “Essa indicação [de Renan Calheiros] é um completo desrespeito ao sentimento e expectativa do povo”, disse Antônio Carlos.

O senador Renan Calheiros – que na última sexta-feira (25) foi denunciado pelo procurador-geral da República ao Supremo Tribunal Federal por uso de notas fiscais frias – disse, por meio de assessoria, que não vai comentar a manifestação.

Na manhã de hoje, três integrantes do protesto foram impedidos pela Polícia do Senado de ir ao gabinete do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Nem a autorização do próprio senador conseguiu liberar a entrada do grupo. Segundo o diretor da Subsecretaria de Polícia Ostensiva do Senado Federal, Rauf de Andrade, os manifestantes foram identificados pela Inteligência do Senado. “Eles são de um grupo que pretende fazer uma manifestação no Congresso, então hoje eles estão com o acesso restrito”, justificou.

Além de Renan Calheiros, os senadores Pedro Taques (PDT -MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) são candidatos à presidência do Senado. Eles vão se reunir ainda hoje para decidir se mantêm as duas candidaturas ou se vão se unir em uma candidatura alternativa a de Renan. (Folha de Pernambuco)

Rui Falcão chama imprensa de ‘oposição sem cara’ e diz que é preciso combatê-la


Ao participar nesta quarta-feira da primeira reunião da bancada do PT na Câmara este ano, o presidente da legenda, Rui Falcão, criticou setores da mídia e do Ministério Público e avisou que o partido irá se dedicar à luta pela democratização dos meios de comunicação este ano. Segundo ele, é preciso regulamentar os artigos de 220 a 222 da Constituição Federal, garantindo a desconcentração do mercado, a produção cultural regional, a valorização da produção independente, a universalização da banda larga, e o direito de resposta, entre outros pontos. Falcão criticou ainda o que chamou de antecipação da campanha eleitoral por parte da oposição e disse que o PT não cairá neste jogo que encurtaria o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o presidente do PT, a democratização dos meios de comunicação é fundamental para a liberdade de expressão. Rui Falcão afirmou que no Brasil, além da oposição parlamentar, existe uma outra oposição formada por setores da mídia e setores do Ministério Público que tem agido para tentar desqualificar a política. Falcão afirmou ainda que representantes da associações de empresários da mídia já assumiram o papel de oposição no país.

- Sejamos francos: quem é oposição no Brasil hoje? Temos a oposição parlamentar, mas há uma oposição mais forte, extrapartidária que não mostra a cara, mas se materializa em declarações como a de Judith Brito (vice-presidente da Associação Nacional de Jornais - ANJ) que disse :"como a oposição não cumpre o seu papel, nós temos que fazê-lo" - disse Rui, acrescentando:

- Vamos às redes sociais e aos partidos lutar pela liberdade de expressão. Esses a quem eu nominei, que tentam interditar a política no Brasil, essa oposição extrapartidária que quer fazer com que se desqualifique a política e quando a gente desqualifica a política, abre campo para aventuras golpistas que levaram ao nazismo, fascismo e devemos afastar do nosso país. Combater essa oposição sem cara, mas com voz é um dos objetivos do PT nessa conjuntura.

Depois, em entrevista à imprensa, os jornalistas indagaram se Falcão incluía entre os que integram a "oposição sem cara" o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Depois da fala de Falcão, o nome de Gurgel foi citado pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), que defendeu ainda levar adiante na Câmara uma proposta de fiscalização e controle de atos de Gurgel.

- Há setores do Ministério Público que têm tido atuação partidária. Agora inclusive, toda essa manipulação em torno do presidente Lula, deixa evidente que há uma ação deliberada no sentido partidário, de oposição - disse Falcão, acrescentando que é uma prerrogativa da Câmara a proposta de fiscalização de atos do Gurgel.

Mensaleiros participam do encontro

O ex-presidente do PT, José Genoino (SP), condenado no processo do mensalão, participou deste encontro, o primeiro realizado depois que ele tomou posse como suplente. Ele fez questão de cumprimentar os colegas e assessores e, quando seu nome foi citado pelo líder da bancada e seu irmão, José Guimarães (CE), recebeu muitos aplausos. O ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), também participou da reunião, mas apenas durante o início.

Rui Falcão afirmou que a oposição mudou o foco dos ataques ao governo do PT, deixando de lado os ataques relativos ao mensalão e passando para criticar pontos como o PIB menor, a possibilidade de racionamento de energia e desentendimentos entre Dilma, o PT e o o presidente Lula, que, segundo ele, nunca existiram. Ele afirmou ainda que Lula não está em campanha e apoiará Dilma em 2014.

- A oposição, desesperada com o sucesso do governo e medidas populares adotadas lança mão de seus ataques. Mas nestes 10 anos o Brasil mudou para melhor. Como os ataques contra a Ação Penal 470 não produziram resultados que esperavam, a oposição abriu a metralhadora giratória: Pibinho, racionamento de energia, má gestora, desentendimentos entre ela (Dilma) e o PT que nunca existiram, entre ela e Lula, a restrição de investimentos (...) Não nos precipitaremos, significaria encontrar o mandato da presidente Dilma, de um governo bem sucedido. Não vamos entrar nesse jogo, mas vamos rebater _ disse Falcão.

O presidente do PT disse ainda que o partido fará um movimento de coleta de assinaturas populares para fazer a reforma política.

Líder minimiza críticas do presidente do PT

Depois do encontro da bancada do PT, o líder do partido na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), procurou minimizar o impacto das críticas à imprensa feitas pelo presidente do PT, Rui Falcão. O líder disse que não há uma posição de bancada sobre a questão da regulamentação da mídia e que era uma posição do presidente PT. Mas não considerou as críticas pesadas.

- Essa é uma discussão mais ampla. Mas ele (Rui Falcão) não fez crítica pesada (contra a imprensa). Mas ele é o presidente do PT, por que não perguntou para ele? Essa foi a primeira reunião da bancada. Estamos num momento de unidade interna, de manter a sintonia com a direção nacional. Só temos uma disputa: a defesa do partido nacional - disse Guimarães.

Guimarães disse também que o comando da Câmara será do PMDB, mas que os petistas farão valer o poder de maior bancada da Casa. Guimarães disse que o PT está fechado com a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a Presidência da Câmara, mas disse qua qualquer discussão importante na Casa, como royalties ou Fundo de Participação dos Estados (FPE), terá que passar pelo PT, por ser a maior bancada.

- Qualquer discussão tem que passar pela bancada do PT: royalties, vetos, FPE. Nâo tem pacote para lá ou pacote para cá. Somos a maior bancada. Ou é assim, ou a gente vira a mesa - disse Guimarães. (Via O Globo)

Major dos Bombeiros é orientado a não falar com imprensa sobre acidente na boate Kiss


Na última terça-feira (29/1), o chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional do Corpo de Bombeiros, major Gerson Pereira, interrompeu entrevista coletiva sobre o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), ao receber um telefonema e ser orientado pelo governo do Estado a não falar com a imprensa, informou o portal G1.

"Recebi uma ligação do governo do Estado e fui orientado a não falar com a imprensa. As informações vão ser centralizadas. Esta será a última vez que conversamos", afirmou. Segundo a assessoria de imprensa do governo do RS, o telefonema não partiu do Palácio Piratini.

Informações da coletiva
O major comentou sobre a responsabilidade dos Bombeiros na morte de 234 pessoas na madrugada de domingo (27/1), após o incêndio da boate. Segundo ele, a casa noturna tinha todas as exigências estabelecidas pela lei vigente no Brasil. “Quem falhou, que assuma a sua responsabilidade. Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e não vou entrar em jogo de empurra-empurra”, disse.

Pela lei que regulamenta as exigências de prevenção de incêndios, um espaço como o da boate Kiss, com 645 m² e capacidade para 691 pessoas, pode ter até duas portas com barras antipânico, iluminação de emergência e extintores.

“Eles tinham tudo. O extintor pode ter falhado, por isso sempre pedimos atenção à data de validade. Gostaria de ter efetivo para que a fiscalização fosse realizada semanalmente, mas é inviável. Se os proprietários efetuaram mudanças no local após a última vistoria, não temos como controlar”, disse.

Sobre o revestimento do palco, ele afirmou que não é da responsabilidade do Corpo de Bombeiros e que "também gostaria de saber de quem é". "Tenho minha consciência tranquila que nós fizemos tudo que era da nossa alçada”, acrescentou. (Via Portal Imprensa)

Confira as manchetes dos principais jornais do país

Jornal do Commercio
Petrobras reajusta gasolina e diesel

Folha de S.Paulo
Gasolina tem alta de 6,6% a partir de hoje nas refinarias

O Estado de S. Paulo
MP vai investigar bombeiros e fiscais após tragédia no RS

O Globo
A tragédia de Santa Maria - Omissão de prefeitura e bombeiros é investigada

Valor Econômico
Ação coordenada põe o dólar em novo patamar

Brasil Econômico
Dilma manda Gleisi e Mantega correrem o mundo atrás de capital

Correio Braziliense
Tragédia em Santa Maria

Estado de Minas
Reprovadas

Zero Hora
Jogo de empurra

Agora S.Paulo
Pedido de revisão do auxílio no INSS aumenta atrasados

Eduardo no voo solo para 2014


A mudança de tom do governador Eduardo Campos (PSB) em relação ao PMDB nacional surpreendeu, até mesmo, aliados próximos do socialista. Em entrevista ao jornal sergipano Cinform, publicada na segunda-feira (28), Eduardo declarou que a “expressão” conquistada pelo PMDB na aliança com o PT não condiz com sua representação na sociedade. Diante do questionamento direto do governador, que tem procurado ser cauteloso publicamente sobre temas relacionados à política nacional, a reação no Estado foi de surpresa e incredulidade.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), não conseguiu esconder seu “desconcerto” ao ser indagado sobre o tema pelos repórteres, na manhã desta terça-feira (29). Só se pronunciou após ler as declarações do padrinho político no JC. O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, mostrou a mesma perplexidade. Também pediu para ler os trechos da entrevista e, em seguida, respondeu, de forma genérica, tratar-se apenas de uma avaliação do governador sobre o cenário nacional.

Outras figuras do partido também admitiram, em reserva, a “surpresa”. Houve, inclusive, quem questionasse a veracidade das declarações por não acreditar que o governador tivesse criticado, publicamente, a aliança PT-PMDB.

Nesta terça (29), Eduardo não cumpriu agenda externa. Desde segunda, o governador tem evitado a imprensa. Após palestra proferida na Controladoria-Geral do Estado, ele saiu sem falar com os repórteres e, nesta quarta (30), também não terá compromissos públicos.

No PSB, o entendimento é de que o governador optou por se colocar de forma mais incisiva no cenário nacional. As insatisfações que rondam a base de apoio a presidente Dilma Rousseff (PT) com o espaço ocupado pelo PMDB, agravadas ainda pela articulação para que o partido assuma o comando da Câmara Federal e do Senado, abriram brecha para que Eduardo se torne o porta-voz desses questionamentos.

O socialista deverá reforçar o discurso de que a aliança com caciques do PMDB “envelheceu”. A estratégia, porém, não teria como objetivo conquistar o protagonismo dos peemedebistas na aliança com o PT. Mais do que uma vaga de vice na chapa da presidente Dilma, em 2014, Eduardo está construindo seu voo próprio, dizem aliados.

Apesar das críticas ao PMDB, os socialistas sustentam que, em nível estadual, não há abalos, já que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) destoa das diretrizes nacionais da legenda. O posicionamento de Eduardo cria, no entanto, uma saia-justa para o deputado federal Raul Henry (PMDB), próximo da cúpula do PMDB. Procurado para comentar as declarações do governador, o parlamentar não retornou as ligações. (Via JC on Line)

Bruno Araújo já vê Eduardo candidato à Presidência


As incertezas que se apresentam no cenário nacional em 2013 para os presidenciáveis Áecio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) são, na avaliação do líder do PSDB no Congresso Nacional, deputado Bruno Araújo, entraves de proporções muito parecidas. O tucano acredita que o maior desafio do governador de Pernambuco será sair “ileso” da base da presidente Dilma (PT) até abril de 2014, quando terá que se desincompatibilizar do governo, sem que seu partido perca espaço na Esplanada ou saia prejudicado nas parcerias com a União.

Bruno Araújo acredita que Campos será candidato em 2014. “Certamente, ele e Aécio serão os principais protagonistas do cenário político nacional nos próximos 20 anos, fazendo a promoção de um debate importante. Mas não vejo Eduardo mais com dimensão para ser vice. Isso há dois anos poderia ser cogitado, mas hoje não cabe mais”, analisou.

Já Aécio Neves, segundo Bruno Araújo, precisará trabalhar até outubro para conquistar a unidade no PSDB e quebrar a resistência de setores do DEM. “Os dois têm perfis muito parecidos. São netos de lideranças importantes da política, começaram como auxiliares de seus avôs e se elegeram governadores de Estados muito politizados. Além de serem da mesma geração. A disputa será grande”, ponderou em entrevista nesta terça-feira (29) Rádio JC/CBN.

O deputado lembrou ainda que foi a vitória sobre o PT no Recife que deu ao governador outra dimensão no cenário nacional. “Eduardo teve uma vitória política significativa porque ficou com uma prefeitura que estava há 12 anos nas mãos do PT. Isso trouxe ele definitivamente para o debate nacional. Agora é aguardar o desempenho da gestão”, alertou. (Via JC on Line)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Petrobras anuncia reajuste de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel

Graça Foster
A Petrobras informou na noite desta terça-feira (29) que os preços da gasolina e do diesel serão reajustados a partir de amanhã nas refinarias.

Na média do país, o reajuste será de 6,6% para a gasolina A --sem adição de etanol-- e de 5,4% para o diesel, segundo comunicado da empresa.

Esses percentuais vão incidir sobre os preços de venda dos produtos às distribuidoras e não representam o exato aumento ao consumidor.

Para o presidente do Sincopetro (sindicato dos donos de postos de combustível da cidade de São Paulo), José Alberto Gouveia, o aumento dos preços ao consumidor será "muito próximo" dos percentuais de reajuste nas refinarias.

A consultoria CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), por sua vez, estima alta de 4% na gasolina dos postos.

O Sindicom (sindicato nacional das distribuidoras de combustíveis) diz que haverá repasse do reajuste para os consumidores. "Será um aumento inferior ao reajuste na bomba", diz o presidente do sindicato, Alísio Vaz.

Ele diz que os preços ao consumidor não subirão na mesma proporção do aumento dos preços nas refinarias porque a gasolina e o diesel vendidos na bomba possuem outros componentes que não têm reajuste automático.

A gasolina, por exemplo, tem 20% de etanol (percentual que será aumentado para 25% ainda neste ano, segundo o governo). O óleo diesel leva 5% de biodiesel em sua composição. Também compõem o preço final dos combustíveis as margens de lucro das distribuidores e dos postos.

PETROBRAS

Segundo a estatal, o reajuste anunciado não inclui os tributos federais Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

"Esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo", informou a Petrobras, em nota.

DEFASAGEM

Desde o ano passado a Petrobras amarga fracos resultados em seus balanços trimestrais por não reajustar o preço dos combustíveis porque os preços no Brasil estão defasados em relação aos praticados no mercado externo.

A presidente da estatal, Graça Foster, já defendeu publicamente o reajuste e negociava com o governo o aumento, embora evitasse falar em uma data.

Segundo o Cbie, o controle dos preços dos combustíveis já fez a Petrobras perder R$ 30,7 bilhões de 2003 a outubro deste ano. O valor é próximo do lucro obtido pela estatal em todo o ano de 2011 (R$ 33,3 bilhões).

INFLAÇÃO

O governo autorizou o reajuste diante da queda do preço da energia elétrica ao consumidor, que trará alívio à inflação e compensará o aumento da gasolina --o peso do diesel no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial do governo, é muito pequeno. (Via Folha on Line)

Sócio de boate Kiss tenta se matar com mangueira em hospital de Cruz Alta


A Polícia Civil de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, informou na noite desta terça-feira (29) que Elissandro Spohr, um dos sócios da boate Kiss que está internado em um hospital da cidade sob custódia policial, teria ideia de se matar com a mangueira do chuveiro, mas que foi impedido por policiais que fazem plantão no quarto dele.

"A mangueira do chuveiro foi estrategicamente colocada em uma posição que sugeria a possibilidade de um enforcamento", disse a delegada Lylian Carús. Mas, segundo ela, Spohr sequer chegou a cometer o ato. "Não cometeu por falta de espaço. Até porque todos os policiais de plantão estão em alerta."

A delegada disse que o sócio da boate está bastante abatido e tem se cobrado muito pela tragédia que matou 235 pessoas. "Ele perdeu muitos amigos no acidente, além de muitos funcionários, que também eram amigos", conta ela, que informou que o abalo emocional tem afetado sua recuperação. "Conversei com o médico hoje que afirmou que esse abalo tem interferido em sua oxigenação."

Apesar da suposta tentativa de suicídio, a delegada relatou que desde que Spohr foi comunicado da prisão temporária de cinco dias, jamais tentou qualquer tipo de fuga. "Está sob custódia 24 horas por dia e bem ciente de que se encontra na condição de preso."

Ainda não há previsão de quando o sócio da Kiss, que também estava na boate no dia do incêndio, receberá alta. (Via UOL Notíciais)

Boates são problema sério de segurança, diz professor


O coordenador de mestrado em defesa e segurança civil da Universidade Federal Fluminense (UFF), Airton Bodstein de Barros, disse nesta terça-feira (29) à Agência Brasil que as boates são um problema sério, “porque ali a coisa comercial é muito forte”. Segundo ele, os proprietários desses estabelecimentos têm mais preocupação em evitar a evasão de receita, isto é, que as pessoas saiam sem pagar, do que com a segurança das pessoas. “Isso é muito grave porque normas básicas de segurança não são respeitadas”, como foi o caso específico da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde morreram cerca de 234 jovens.

O professor lembrou que o estabelecimento tinha apenas uma porta para entrada e saída, o que embora seja “um absurdo”, é permitido pela legislação. “Tem que rever isso”, disse. Ele comentou que normas como essa são feitas, muitas vezes, em um contexto e época determinados e acabam desatualizadas. “Deveria ser obrigatório, em local que abrigue mais de 100 pessoas, haver mais de uma porta de saída. Não interessa o tamanho da porta. No mínimo, duas saídas tem que ter”.

Outro ponto que Barros destacou foi o escapamento de gases. Para ele, a casa noturna não pode fechar todas as saídas porque todos sabem que, em um incêndio, o que mais mata é a fumaça, não é o fogo, advertiu. “A fumaça é muito rápida. É um gás em expansão, aquecido. Ele vai para cima. Se [houvesse] uma saída no teto – outra norma que pouca gente respeita -, a fumaça sairia e daria mais chance às pessoas de escaparem”.

Segundo o especialista, existe uma série de procedimentos que podem reduzir o risco de morte, “pelo menos em grande número”. Essas providências devem ser tomadas também em escolas, academias, igrejas, universidades, como a própria UFF, que “apresentam risco de desastre”.

Outro problema grave, lembrou, é que muitos desses lugares públicos quando vão tirar o alvará de funcionamento, procuram respeitar o mínimo possível as exigências de segurança. “Uma vez com o alvará na mão, eles modificam isso. É comum cinemas, teatros e, principalmente, clubes noturnos fecharem as saídas de emergência com cadeados”.

No caso das saídas de emergência, as portas são feitas para serem abertas de dentro para fora e o argumento apresentado pelos donos de estabelecimentos para mantê-las trancadas é que muitos jovens provocam brigas dentro dos ambientes para sair sem pagar. “É um argumento mas não justifica você trancar as portas de segurança. Eles que procurem outras formas de evitar essa perda. Mas nunca comprometendo a vida das pessoas”.

Segundo Barros, muita coisa pode ser feita, mas isso vai depender de uma mudança de comportamento do setor empresarial. “As pessoas não podem mais continuar buscando lucro a qualquer preço. Caso eles não [mudem de comportamento], o governo tem que fiscalizar e punir”. A única solução que o professor vê a curto prazo é a mobilização da própria população, denunciando os estabelecimentos que não estiverem cumprindo as regras de segurança. “Se as pessoas não forem a esses locais, vai pesar no bolso [dos proprietários] e aí vai haver mudança”. (Via NE10)

Central Única das Favelas atua em Garanhuns

A instalação da Central Única das Favelas (CUFA) em Garanhuns é uma realidade. Após reuniões dos representantes da entidade com secretários e diretores do Governo Municipal, ficaram acertadas parcerias entre a ONG e o Poder Público.

Foram meses de organização e capilarização nas comunidades locais, até ser formado um grupo de ação que fará intervenções nas áreas de risco social de toda região. A professora Márcia Félix, da Universidade Rural, foi a principal responsável pela criação do grupo, constituído por pessoas de diferentes estratos sociais. A coordenadora dos trabalhos vai ser a também professora Márcia Maracajá.

A CUFA atuará em Garanhuns fazendo parcerias principalmente com as Secretarias de Assistência Social, Direitos Humanos, Saúde, Educação e a Diretoria de Esportes.

César Cronenbeld é o coordenador da Central Única das Favelas em Pernambuco e esteve em Garanhuns pessoalmente acompanhando os trabalhos da unidade local. Aqui na cidade a CUFA deve ter oito coordenadores em torno de 100 parceiros.

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A CUFA – A Central Única das favelas é uma organização sólida, reconhecida nacionalmente pelas esferas políticas, sociais, esportivas e culturais. Foi criada a partir da união entre jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – principalmente negros – que buscavam espaços para expressarem suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver.

A organização tem o rapper MV Bill como um de seus fundadores, este que já recebeu diversos prêmios devido à sua ativa participação no movimento Hip Hop. Em 2004, a UNESCO o premiou como uma das dez pessoas mais militantes no mundo na última década. Além dele, a CUFA conta com Nega Gizza, uma forte referência feminina no mundo do Rap, conhecida e respeitada por seu empenho e dedicação às causas sociais. Nega Gizza é também diretora do HUTÚZ, o maior festival de Rap da América Latina, que é produzido pela CUFA.

O Hip Hop é a principal forma de expressão da CUFA e serve como ferramenta de integração e inclusão social.

Quem desejar mais informações e/ou participar dos trabalhos da entidade em Garanhuns pode falar com Márcia Maracajá pelo telefone (87) 9915.9000.

Confira as manchetes dos principais jornais do país

Jornal do Commercio
Boates e camarotes na mira da PCR

Folha de S.Paulo
Boate estava superlotada na noite da tragédia no RS

O Estado de S. Paulo
Donos de boate são presos; Dilma pede a prefeitos mais fiscalização

O Globo
Depois da tragédia...: Prefeitos agora fazem varredura em boates

Valor Econômico
Plano prevê nacionalização da CSA

Brasil Econômico
Governo prepara a licitação de 150 áreas em terminais portuários

Correio Braziliense
Uma boate perigosa em cada esquina do Brasil

Estado de Minas
Polícia prende 4 por incêndio em boate

Zero Hora
Falhas e erros banais causaram tragédia

Agora S.Paulo
Banda, boate e prefeitura são os responsáveis

Um dia após tragédia, polícia prende 4 e juiz bloqueia bens de donos de boate

Emerson Souza, Sócio boate kiss
Um dia após a tragédia que matou 231 pessoas e feriu 129 em Santa Maria (RS), quatro pessoas foram presas: dois sócios da boate Kiss e dois integrantes da banda que se apresentava no momento do incêndio. Três deles - o empresário Elissandro Spohr, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o carregador de instrumentos Luciano Bonilha - haviam saído da cidade, por medo de serem linchados, e foram detidos de manhã. O outro sócio da boate, Mauro Londero Hoffmann, se apresentou à polícia à tarde e também foi preso. Spohr estava em Cruz Alta, a 132 km de Santa Maria. Santos e Bonilha foram encontrados em Malta, a 80 km.

Bonilha é acusado de acender o "sputnik", fogo de artifício que solta faíscas brilhantes e deu início ao fogo. À polícia, no entanto, ele não admitiu tê-lo acionado. "O que temos de concreto é que o sinalizador foi usado e as portas não deram vazão à saída das pessoas", disse o delegado Marcelo Arigony.

Segundo ele, a prisão temporária das quatro pessoas contribuirá para a investigação. Os sócios da boate são acusados de não apresentar imagens das câmeras de segurança nem registros do caixa, que poderiam configurar a superlotação na casa - com capacidade para mil pessoas, a polícia estima que a Kiss abrigava 1,5 mil na hora do incêndio. Já os músicos foram detidos por terem saído da cidade. "Se eles forem os responsáveis, serão punidos. Foram presos para investigação", afirmou.

À noite, o juiz de Santa Maria Afif Jorge Simões Neto acatou pedido da Defensoria Pública gaúcha para tornar indisponíveis o patrimônio dos sócios. O objetivo é garantir eventuais indenizações às famílias dos mortos e de pessoas que sofreram danos físicos e morais.

Ontem, só no Cemitério Ecumênico Municipal de Santa Maria 82 jovens foram enterrados. As covas foram cavadas por 150 soldados do Exército, antes de o sol nascer. Nas ruas da cidade, quase todas as lojas tinham uma fita preta na porta, em luto pelos mortos. À noite, 15 mil pessoas vestidas de branco caminharam silenciosamente da boate ao ginásio onde os corpos foram velados. O protesto foi organizado por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria. Participaram também centenas de voluntários de várias partes do País que se revezam em diferentes áreas para ajudar as famílias das vítimas.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 75 feridos ainda estão em estado crítico nos hospitais. E a pneumonia química ameaça mesmo quem conseguiu escapar, mas teve contato com a fumaça tóxica. Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff cobrou mais fiscalização em locais fechados com concentração de pessoas. E o presidente da Câmara, Marco Maia, disse que vai criar uma comissão para redigir proposta de lei nacional de segurança em edificações. (Via Estadão)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Justiça decidirá se Cid Gomes devolve dinheiro pago a Ivete Sangalo


Caberá à Justiça Federal decidir sobre a devolução do cachê de R$ 650 mil pago à cantora baiana Ivete Sangalo pelo governo do Ceará para inaugurar na sexta-feira o Hospital Regional Norte, em Sobral. Ontem, o Ministério Público Federal do Ceará pediu à Justiça que o governador Cid Gomes (PSB) devolva o valor aos cofres do Fundo Municipal de Saúde.

A ação civil pública assinada pelo procurador Oscar Costa Filho exige que a restituição seja feita com recursos financeiros do governador. Ele alega violação do princípio da moralidade administrativa e desvio de finalidade. Seu pedido, explicou, se deve também à declaração de Cid de que continuará promovendo festas "doa a quem doer"; e à sua afirmação de que o procurador-geral Gleydson Alexandre, do Ministério Público de Contas do Ceará, só estava "querendo aparecer". (Via Estadão)

Financial Times: “Idiotia e Progresso”


“Idiotia e Progresso”. É esse o título de um artigo publicado hoje em um blog do Financial Times em relação ao drama de Santa Maria. As mortes no Sul do Brasil repercutiram em todo o mundo e artigos em diversos jornais passaram a questionar os progressos de fato realizados pelo País nos últimos anos.

Mas, para o jornal que serve de pilar nas finanças internacionais, está claro que o incidente irá aumentar a pressão sobre o Brasil no que se refere a sua capacidade de realizar grandes eventos esportivos, como a Copa em 2014.

Assinado pelo jornalista Jonathan Wheatley, o artigo não poupa críticas ao Brasil. “Para um país que sobe em termos econômicos e está se preparando para mostrar seus progressos com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, a lista de erros e fracassos que levaram ao incêndio de sábado promove a pior das publicidades”.

O artigo chega a questionar se é justo culpar a administração de um país por conta de um ato de um “idiota isolado”. O FT também admite que outros países vivem a mesma sitação.

O artigo cita os diversos fatores da tragédia, inclusive o fato de que muitos morreram no banheiro, achando que era uma das portas de saída. “Regulamentos dos mais básicos, propriamente aplicados, teriam evitado a tragedia e salvo a vida de 231 jovens. As autoridades enfrentarão questionamentos”, escreveu.

Descrevendo o membro da banda de “idiota” por ter usado pirotecnia dentro do local, o FT deixa claro que idiotas não existem apenas no Brasil e aponta para um desastre similar nos EUA em 2003.  “Idiotas existem em todo o mundo e é muito difícil de legislar contra eles. Até sábado, o Brasil não teve uma tragédia dessa escala por mais de meio século. Se o evento horrosoro do fim de semana resultar em aplicações mais duras da lei, o Brasil terá feito mais progresso”, conclui. (Via Estadão)

Nos EUA, incêndio fatal em boate levou a prisões e indenizações


Há exatos dez anos, um incêndio em uma casa noturna da cidade de West Warwick, no Estado americano de Rhode Island, deixava cem mortos e um país inteiro estarrecido.

Prisões, indenizações milionárias e uma década não conseguiram, entretanto, trazer o tão esperado desfecho para muitos dos sobreviventes e parentes de vítimas fatais do incêndio na boate The Station, cujas circunstâncias já estão levando a associações com a tragédia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

"Nossos pensamentos estão com as vítimas dessa tragédia no Brasil. Esse é um pesadelo que ainda vai ficar pior antes de a poeira começar a baixar", disse à BBC Brasil uma das sobreviventes do incêndio de Rhode Island, Gina Russo, que atendeu à ligação da reportagem como quem já esperasse um contato.

"Daqui a muitos anos as pessoas ainda vão estar lutando para entender o que aconteceu. Fico de coração partido por cada uma delas, porque sei o que elas estão passando."

No dia 20 de fevereiro de 2003, Gina era uma das centenas de pessoas que assistiam ao show da banda The Great White, quando fogos de artifício que faziam parte do espetáculo acidentalmente iniciaram o fogo na boate da cidade localizada a uma hora de Boston.

As chamas se espalharam com o revestimento acústico da casa, uma espuma de material químico altamente inflamável, que não apenas gerava fumaça tóxica ao queimar, como pingava do teto, queimando a pele do público.

As investigações posteriores mostraram que a casa estava superlotada e que não possuía saídas de emergência adequadas. Várias pessoas foram pisoteadas ao tentar deixar o local, o que apenas piorou a obstrução das portas.

Gina conseguiu escapar, mas teve 40% do corpo queimado. Já passou por 54 cirurgias. Conhece pessoas que já passaram por mais de cem operações, que ficaram cegas, que tiveram queimaduras pelo corpo inteiro.
Ou simplesmente que não escaparam. Como seu noivo à época, Fred Crisostomi.

Prisões e indenizações

Em número de mortes, o incidente foi o quarto incêndio em uma casa noturna mais destruidor da história americana, de acordo com a Associação Nacional de Proteção contra Incêndios (NFPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

O clamor público gerado em toda a região da Nova Inglaterra, no leste do país, levou a uma mudança nas leis que exigem que os locais de agremiação pública instalem borrifadores de água (sprinklers) para casos de emergência (erroneamente, a The Station havia sido isenta de instalá-los, com base na idade do prédio).

Os co-proprietários da casa, os irmãos Michael and Jeffrey Derderian, e o gerente da banda, Daniel Biechele, foram a julgamento.

Michael e Daniel receberam penas de prisão de 15 anos, mas através de uma combinação de acordos para reconhecer a responsabilidade e bom comportamento, só cumpriram entre dois e três. Jeffrey foi condenado à prestação de serviço comunitário.

Além disso, os familiares e as vítimas conseguiram processar com sucesso várias empresas envolvidas no evento – desde as companhias responsáveis por produtos químicos e materiais de construção, até a fabricante de cerveja que estava promovendo o show.

Segundo o Providence Journal, jornal da capital de Rhode Island, as compensações somavam US$ 175 milhões (cerca de R$ 355 milhões) até 2010.

No fim do ano passado, a associação de vítimas do desastre, The Station Fire Memorial Foundation, presidida por Gina, conseguiu que fosse erguido um memorial no local para marcar o incidente.

Depois de muita pressão pública, o terreno foi doado pelos ex-proprietários para a Fundação, que pretende começar as obras em março ou abril próximos.

Gina diz que pretende construir algo "bonito" para tentar "trazer paz" aos sobreviventes e suas famílias.

Justiça

Mas apesar dos avanços, Gina ainda considera que o preço pago pelos responsáveis da tragédia foi pequeno.

"Muito mais gente deveria ter sido investigada: responsáveis pela fiscalização, os responsáveis pela fiscalização de incêndios, as autoridades que deram o aval para o uso de pirotecnias dentro da casa", disse ela à BBC Brasil. "Tudo isto ainda é motivo de muita dor entre os familiares."

Em um livro minucioso (The Killer Show, um trocadilho que se pode traduzir como "O Show Matador"), o advogado das vítimas, John Barylick, compara a tragédia da The Station com desastres como o do Titanic, em que os acontecimentos são uma sucessão de erros que ninguém conteve a tempo.

"Se a fiscalização tivesse feito o seu trabalho, se a casa tivesse empregados treinados para emergências, se não houvesse superlotação, se não tivessem feito uso de pirotecnicas ilegais dentro de um lugar fechado, se não tivessem usado nas paredes uma espuma inflamável que um analista chamou de ‘gasolina líquida’, se a casa tivesse saídas de emergências adequadas, poderia ter-se evitado o incêndio ou pelo menos tantas mortes", disse ele, em uma entrevista à rádio pública americana, NPR.

Gina diz que a tragédia mudou radicalmente a sua vida, e que pensa no ocorrido "todos os dias da minha vida".

Ela lamenta que incidentes como a que lhe afetaram pessoalmente não sejam ouvidos e que acidentes como as que marcaram também a Argentina, a Rússia, a China e agora o Brasil ainda ocorram apesar das lições da história.

"Dou várias palestras – será que alguém está escutando? Será que valeram a pena os últimos dez anos?", questiona. "Ninguém quer escutar, porque a coisa toda gira em torno do lucro."

"Tenho muita pena das pessoas que morreram (na tragédia de Santa Maria) e dos seus familiares. E para as pessoas que ficaram queimadas, rezo que tenham acesso aos melhores tratamentos de saúde, os melhores cuidados disponíveis." (Via BBC Brasil)