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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"Sou inocente e vou provar", diz suspeito de executar promotor de Justiça

O suspeito de executar o promotor Thiago Soares, Edmacy Cruz Ubirajara, ficará à disposição da Justiça no Cotel. Foto: Paulo Paiva/ DP/ D.A Press
O suspeito de atirar no promotor Thiago Faria Soares, 36 anos, assassinado no Agreste de Pernambuco, foi transferido na noite desta quarta-feira (16) da Delegacia de Águas Belas, que fica na região, para o Grande Recife. Edmacy Cruz Ubirajara, 48 anos, foi reconhecido pela noiva do promotor Mysheva Martins como um dos participantes da abordagem contra o carro do promotor, atingido por quatro disparos de espingarda calibre 12 na cabeça. O crime ocorreu na última segunda (13). Mysheva e o tio dela, que estavam no veículo, escaparam ilesos.

De acordo com a Polícia Civil, Edmacy Cruz Ubirajara será levado ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), na Imbiribeira, Zona Oeste da capital. Após passar por alguns exames, será recolhido ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, onde ficará à disposição da Justiça.

A transferência de Edmacy Ubirajara ficou a cargo da Companhia Independente de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga (Ciosac) da Polícia Militar. Antes de entrar na viatura, o suspeito afirmou que era inocente. “Só tenho a dizer que sou inocente e vou provar a minha inocência”, disse. Moradores de Águas Belas se aglomeraram em frente à delegacia da cidade para acompanhar a operação.

Nesta quarta, Edmacy foi ouvido por delegados, promotores e procuradores que estão à frente das investigações. O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, apontado como mandante do crime, continua foragido, assim como outros envolvidos na execução, que estavam no veículo junto com Edmacy. José Maria, mais conhecido como 'Zé Maria de Mané Pedo', já teve a prisão preventiva decretada. Ele já responde a outros processos criminais por homicídios

A megaoperação de busca continua na região. Policiais estão vistoriando principalmente áreas da zona rural de Águas Belas. Nesta quarta, houve perseguições em uma estrada de terra.

Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), a principal hipótese do crime seria uma disputa de terra entre o fazendeiro e a família da noiva de Thiago Faria. O promotor, junto aos parentes de Mysheva, teria arrematado parte de uma fazenda de 25 hectares por R$ 100 mil em um leilão. A polícia indica que a morte foi motivada pela compra. Insatisfeito com o negócio, o antigo dono do terreno teria encomendado a execução.

No dia do crime, Thiago seguia para Itaíba, também no Agreste, quando um veículo se aproximou e fez um disparo contra o automóvel dele, em um trecho da PE-300. O promotor parou no acostamento. Neste momento, os suspeitos retornaram e atiraram novamente. Ele morreu no local. (Via G1 PE)

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