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segunda-feira, 4 de março de 2013

Em evento, Eduardo Campos defende nova pactuação de financiamento do SUS


Mais médicos especialistas na rede estadual de Saúde. O governador Eduardo Campos recepcionou, na manhã desta sexta-feira (1º/03), no Centro de Convenções, a chegada de 669 novos residentes que vão ampliar os atendimentos nos hospitais e unidades médicas credenciados ao SUS em Pernambuco. Com os novos residentes, o Governo do Estado aumenta em 77% o investimento na formação de especialistas na área de Saúde. Serão mais de R$ 44 milhões investidos anualmente, enquanto, em 2007, eram R$ 22,6 milhões.

Em seu discurso de boas-vindas, o governador sublinhou a necessidade de reforçar o debate de financiamento da tabela do SUS, em um novo pacto federativo pela saúde pública. “Há um subfinanciamento do SUS. A situação de muitos municípios chegou a um limite. Fico à vontade para falar em estipular um teto mínimo para investimentos em saúde, porque Pernambuco ultrapassa e muito os 12% que determina a Emenda 29. Estamos colocando entre 17% e 19%”, afirmou Eduardo, lançando mão de dados comparativos no setor ao logo dos anos, quando, em 1985, a União repassava 75% dos recursos e 25% cabiam aos Estados. Em 2010, esse montante foi invertido, chegando a 55% da parte dos Estados e municípios e 45% da União.

Aprovado para residência de UTI, no Barão de Lucena, João Rodolfo Cavalcanti, 31, era só elogios para a política estadual de saúde. “Estou na minha segunda especialização médica. E pude assistir, de dentro da rede, a total transformação pela qual vem passando a saúde nas duas gestões de Eduardo Campos. Vejo mudanças do teto ao chão, que vão desde a gestão a chegada dos mais modernos equipamentos”, relatou o residente, para, em seguida, completar: “Acompanho com muita empolgação esse efervescente momento do nosso Estado”.

Os especialistas vão atuar em 22 instituições. As unidades com maior quantidade de vagas são os hospitais Getúlio Vargas (115), Barão de Lucena (108) e Restauração (100). Do total de vagas ofertadas, 447 são para médicos. Além da ampliação, serão implantados sete novos programas em nove instituições, sendo quatro deles inéditos em Pernambuco (neurologia pediátrica, medicina nuclear, patologia e medicina paliativa). Ao todo, a rede de saúde pública passa a oferecer 40 especialidades e 23 áreas de atuação (sub-especialidades).

Os programas da área médica com maior reforço foram o de cancerologia clínica (de 02 para 08 – 300%); traumato-ortopedia (de 14 para 30 – 114%); anestesiologia (de 12 para 23 - 91%). “Ampliamos exatamente o número de residência onde tínhamos maior carência e crise de mão de obra. Depois dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, temos a maior quantidade de residência do País. Há também uma expansão na direção do Interior este ano. Estamos indo para Garanhuns, no Agreste, e Petrolina, no Sertão, além da instalação de duas novas unidades de medicina: uma em Garanhuns e outra em Serra Talhada”, citou Eduardo. 

O programa de residência ainda abre 222 vagas para enfermeiros, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, fonoaudiólogos, biomédicos, além de biólogos, assistentes sociais, educadores físicos, nutricionistas e veterinários. A bolsa de auxílio aos estudos para os residentes é de R$ 2.384,82, de acordo com o estabelecido pelo Ministério da Educação para todo o Brasil. As residências podem durar até cinco anos.

Para o secretário de Saúde, Antônio Figueira, o serviço de saúde de qualidade junto com a educação é a marca da gestão Eduardo Campos em Pernambuco, que é reconhecido no cenário nacional como um dos maiores polos formação de médicos. “Vocês fazem parte de 5% da população brasileira com o privilégio de ter formação superior. Então, tenham um gesto de gratidão com o povo brasileiro e façam desse conhecimento um ato de sensibilidade”, cravou Figueira.

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