terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"Eduardo já é referência nacional"


Presidente eleito da Amupe nega interferência do governador na sua escolha para presidir a entidade

Confirmado como novo presidente da Amupe, o prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, nega a intervenção do governador Eduardo Campos (PSB) para sua eleição “consensual”, apesar dos sinais indicando o contrário. O principal motivo para sua escolha seria, segundo ele, o fato de “manter um modelo de gestão semelhante” ao do governador. Nesta entrevista, o prefeito afirma que sua indicação para a Amupe foi partidária e nega que comandar uma entidade que congrega prefeitos ajude na ampliação da influência do governador, pois considera que o modelo da gestão estadual já é referência nacional.

JORNAL DO COMMERCIO – Quais os seus planos para a gestão na Amupe?

JOSÉ PATRIOTA – Essa eleição parte do princípio da unidade de forças dos partidos de Pernambuco. Nós temos um apoio político bastante amplo, todo o conjuntos, todos os partidos, PSB, PSD, PTB... De forma que essa unidade de forças ajuda e fortalece o papel dos município na gestão municipal. Nós colocamos as teses do Pacto Federativo como questão número um. Esse debate interessa à população. Depois, nós temos a meta de fortalecer os consórcios (municipais), focalizando a questão da implementação de políticas públicas de forma mais eficiente. Os consórcios são a parceria dos municípios com o Estado e com a União. A Amupe vai fortalecer a atuação dos municípios através dos consórcios que permitem, além de ser uma escala intermediária, colocar gente qualificada na gestão pública. (...) Dentro desse contexto vem a questão do modelo de gestão, para qualificar e profissionalizar as administrações. A Amupe vai tentar aproximar os municípios menores, mais distantes da capital e com menos recursos, fazer com que tenham um modelo de gestão mais apropriado.

JC – Embora a Amupe seja um órgão dos municípios, o governador Eduardo Campos decidiu intervir e lançou o seu nome. Foi a primeira vez que o governo do Estado tomou frente nas eleições da Amupe de forma tão direta. O que o senhor pensa sobre isso?

PATRIOTA – O PSB é o partido que teve maior representatividade, maior número de prefeitos. Então, propôs (o nome de Patriota) aos partidos da Frente Popular e aos partidos importantes do Estado, foi autorizado pela executiva. Então, foi o partido que lançou o meu nome, eu sou um membro do partido. Agora o governador simpatiza.

JC – Mas para montar a chapa, o governador escolheu dois secretários estaduais, Milton Coelho e Aluísio Lessa...

PATRIOTA – Quem primeiro falou da questão estadual (na eleição da Amupe) foi o Aluísio Lessa. Aí saiu o nome dele, por ele ser secretário, como responsável pela articulação.

JC – Por que o senhor acha que foi o escolhido para encabeçar a chapa?

PATRIOTA – (risos) Quem teria melhores condições de dizer era ele (Lessa). Mas eu me atrevo a dizer que é a nossa história, nossa caminhada, nossa trajetória, coerência. Saí do PMDB, sou ficha limpa, tive uma gestão com êxito no ProRural...

Leia mais na edição desta terça-feira do Jornal do Commercio.

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