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domingo, 27 de janeiro de 2013

Armando Neto, um senador "pé na estrada"


Não é segredo para ninguém que o nome do senador Armando Monteiro (PTB) já está há um bom tempo no centro das especulações como o candidato à sucessão do governador Eduardo Campos (PSB) no governo do Estado. E se Deus ajuda quem cedo madruga, já faz um bom tempo que o senador vem preparando o terreno para colher frutos em 2014.

Desde que assumiu o seu mandato de senador em janeiro de 2011, ele já visitou 98 cidades pernambucanas em todas as regiões. Praticamente a metade do Estado. Boa parte destes municípios ele visitou repetidas vezes. O ano de 2013 mal começou e a agenda continua a todo vapor. Na última segunda-feira (21), ele esteve com o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Na terçafeira (22), com os prefeitos petebistas de Igarassu, Mario Ricardo, Itamaracá, Paulo Batista, e Nazaré da Mata, Egrin aldo Coutinho (Nado). Na quarta-feira (23), foi aos prefeitos de Gravatá, Bruno Martiniano (PTB), São Caetano, Dr. Neves (PTB) e Garanhuns, Izaías Régis (PTB). E nesta semana as viagens continuam, com o senador visitando prefeitos de diversos partidos com o pretexto de colocar-se à disposição para contribuir com as prefeituras no Senado, além de prestigiar os gestores aliados que ele não pôde prestigiar nas suas posses, em 1º de janeiro.

Ao saber que o JC trataria de suas viagens, ele logo brincou. “Estão dando muito importância às minhas viagens. Mas eu viajo há tanto tempo desde o meu primeiro mandato...”, disse, entre risos. “Eu sempre viajo e fazem sempre ilações sobre isso. ‘Fulano está viajando, fulano quer ser candidato’. Eu até brinquei: ‘Será que eu preciso tirar passaporte para andar no meu Estado? Será que é algo tão forte que eu não posso me movimentar?’ Vejo essas viagens com naturalidade, agora começam a fazer ilações que essas viagens tem relação com 2014...”, justificou.

O senador afirmou que as viagens nada tem a ver com a sua postulação, embora admita que o ajude a construir um terreno para 2014. “Eu sempre reconheci, quando me perguntam. Eu nunca escondi, eu não faço política escondendo: eu me sentiria honrado em governar o Estado. Eu até diria que aspiro a isso”, avalia.

“É evidente que qualquer político que tenha maior aproximação com as pessoas representa uma vantagem. Hoje (última sexta-feira, dia 25) fui fazer um programa de rádio em Caruaru e as pessoas entravam no ar, mostravam que acompanham (o trabalho no Senado), muitos se manifestaram. Eu fui votado no Estado inteiro, então na medida em que as pessoas reconhecem o meu trabalho, vêem que a gente tem o compromisso de defender todas as regiões de Pernambuco, defende a interiorização, faz com que você tenha uma maior identificação com Pernambuco. Mas isto não vai definir candidatura. Isto ajuda, mas não define”, justificou ele.

Armando garante que faz suas incursões “independente de ser melhor ou pior para o processo futuro”. “Eu faço isso pensando no mandato que hoje eu desempenho: independente de qualquer candidatura, eu sou senador hoje”, enfatizou. 

O petebista reiterou ainda que consideraria até “estranho” se seu nome não estivesse posto à mesa como uma das possíveis postulantes . Isto porque alguns membros do PSB defendem que um socialista deveria ser o candidato da Frente Popular para suceder o governador Eduardo Campos. “Se me excluíssem seria como se fôssemos candidatos de duas classes. Seria muito estranho, como se estivéssemos em um trem em que alguém estivesse condenado a ficar na segunda, na terceira fila. E seguramente em 2014 e quando isso (a discussão sobre a candidatura) acontecer nós vamos ser discutido critérios como quem tem mais densidade, que une. E aí pode ser alguém do PSB, do PDT... Até mesmo do PT, por que não?”, pontuou. (Via Jornal do Commercio, edição deste domingo 27/01/2013)

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