quinta-feira, 26 de abril de 2012

Garanhuns em Alerta Máximo contra a Dengue


Foi concluído o 2º ciclo do Índice de Infestação Predial em Garanhuns, que apresenta os focos do Aedes Aeghipt, mosquito transmissor da Dengue, nas residências do Município. O resultado é alarmante e preocupa toda a população. Segundo dados da Secretaria de Saúde, através da Vigilância Ambiental, o Município apresenta um alto índice de infestação do mosquito da Dengue que atinge 9,6 na escala. No primeiro ciclo, em janeiro deste ano, o índice geral era de 8.5. Os maiores focos do Aedes se encontram nas comunidades da Brasília, Manoel Cheú, São José, Francisco Figueira (COHAB 2) e Nilo Coelho. A situação se agrava ainda mais nos bairros de Heliópolis, Aloísio Pinto, Boa Vista e Magano.

A falta de colaboração da população, aliada à resistência em atender os Agentes Endêmicos em suas residências, têm contribuído para o avanço do mosquito na Cidade. Até agora foram notificados 33 casos suspeitos e 3 casos confirmados da Dengue Clássica. Pessoas com sintomas semelhantes aos da Dengue, deverão procurar as Unidades de Saúde mais próximas para serem notificados pelas equipes de saúde. Uma equipe com mais de 50 profissionais, visitam os mais de 44 mil domicílios de Garanhuns diariamente e retornam em períodos de 60 dias.

“Por mais que façamos o nosso trabalho, precisamos da colaboração da população para obter um resultado satisfatório”, afirmou o Educador em Saúde, Eliel Duarte. A meta é visitar 100% das casas e controlar a proliferação do mosquito transmissor da dengue. “Estamos em alerta máximo e pedimos a conscientização de todos contra esse vilão que é o Aedes. Com a Dengue não se brinca. Ela pode matar”, alertou Eliel. O vírus tipo 4 pode evoluir para a dengue hemorrágica, se configurando assim, na forma mais grave da doença. E uma vez acometido por ele, o paciente poderá chegar a óbito.

COMBATE A DENGUE - Limpeza de quintais e armazenamento d’água adequado em recipientes bem fechados, continua sendo necessário ao combate do mosquito da Dengue. Qualquer possibilidade de acúmulo de água limpa e parada, em poças ou objetos, precisa ser eliminada para dificultar o surgimento do mosquito. Reservatórios, que já tenham sido criadores do Aedes, ainda que secos, também podem gerar o mosquito. Pois o ovo pode passar até um ano colado na parede de um reservatório, esperando por água. E assim que houver o contato, ele eclode e novamente passa a ser um foco do mosquito da Dengue.

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