segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

No 2º ano, aperto maior e corte de até R$ 60 bi

Ministros da Fazenda Guido Mantega e do Planejamento Mirian Belchior

O governo vai promover severo corte de gastos, em 2012, para cumprir a meta cheia de superávit primário, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), e facilitar a queda mais acentuada das taxas de juros. O bloqueio das despesas orçamentárias poderá ser maior do que os R$ 50 bilhões anunciados em fevereiro. Técnicos do Ministério da Fazenda calculam, em conversas reservadas, que a tesourada ficará na faixa de R$ 60 bilhões.

O plano original da presidente Dilma Rousseff era dar um freio de arrumação na economia em 2011, para ter mais tranquilidade nesse segundo ano de governo, mas o agravamento da crise internacional mudou o quadro. Apesar da pressão por aumento de gastos, por causa das eleições municipais de outubro, o discurso da equipe econômica vai na contramão da gastança.

O desafio de Dilma, em 2012, é pôr em movimento os programas sociais, acelerar os investimentos e, ao mesmo tempo, cumprir a meta cheia de superávit. É uma conta difícil de fechar.

Na Esplanada dos Ministérios, auxiliares da presidente já preveem tensões com o funcionalismo, uma vez que o Orçamento de 2012 não contempla aumento salarial para servidores.

Mesmo assim, o projeto que recebeu sinal verde do Congresso inflou as despesas do governo em R$ 32 bilhões. "Todo o excedente será limado", disse ao Estado um integrante da equipe econômica. "A crise nos Estados Unidos tende a piorar depois do primeiro trimestre, a da Europa será muito longa e a China deve reduzir a projeção de crescimento. Então, temos um cenário pessimista para 2012 e de completa incerteza para 2013."

Diante da turbulência internacional e da freada brusca na economia brasileira, nem mesmo a Fazenda e o Banco Central se entendem sobre as perspectivas de crescimento para 2012. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avalia que a expansão do PIB ficará entre 4% e 5%, mas o Relatório de Inflação do Banco Central estima alta menor, de 3,5%. (O Estado de S.Paulo)

2 comentários:

  1. Na visão de alguém de bom senso e, com um mínimo de conhecimentos de economia, vê-se que muitos dos programas eleitoreiros do governo anterior irão estacionar.
    Obras inteiras do PAC 1 e 2 terão que sofrer retardamento, mais do que estão retardadas, tudo por falta de visão macro, haja vista a situação internacional há muito ter sinalizado que não seria boa no futuro.
    Países desenvolvidos com dívidas superiores ao seu PIB( considerando os níveis de segurança), a consequente retração de consumo(exceto China), levariam a um momento futuro de instabilidade, e , correr o risco de criar uma grande bolha de por mais que queiramos, não poderíamos escapar.
    Hoje o governo está a mercê do consumo interno; terá que baixar taxa de juros, estimular consumo, economizar em investimentos e,criar em alguns anos, uma gigantesca bolha lastreada no endividamento pessoal dos brasileiros. Basta ler alguns tratados de economia e fundamentos econômicos que estão lá em Samuelson.
    criar em alguns anos

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  2. O QUE ESSE MINISTRO PETISTA SABE FAZER MUITO BEM É PASSAR MANTEIGA NA VENTA DE GATO, FEITO O SEU AMIGO PICARETA DO PEDRO MALAN NO GOVERNO FHC. POR QUE ESSE COCÔ DE CIGANO NÃO FALA SOBRE OS 128 BILHÕES(B DE BOLA) QUE PAGOU DE JUROS, SOMENTE NO ANO DE 2011, AOS BANQUEIROS INTERNACIONAIS, HÉIN?!?!?!

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