quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Blogs especulam candidatura de Edmílson da Bahia a vaga de deputado estadual

Edimilson da Bahia e Marquidoves Vieira Marques

Segundo os blogs dos colegas Carlos Eugênio e Roberto Almeida, o prefeito de Correntes, Edimilson da Bahia (PSB) pode renunciar para se candidatar a Deputado Estadual nas eleições de outubro próximo, diz o blog do Carlos Eugênio, e continua, pelo menos é o que se especula depois que o próprio Edimilson postou em seu perfil na rede social, facebook, o apoio do Prefeito de Lagoa do Ouro, Marquidoves Vieira Marques, e de uma tradicional família daquele Município: os Martins, que não são os mesmos Martins da família de Claudiano Filho.


“Participamos de um grande almoço, na tarde de hoje (dia 17), na residência do senhor Arlindo e familiares, onde fechamos um grande acordo político com o prefeito Marquidoves e toda família Martins. Uma grande recepção, um grande acordo político. Considero a família Martins, como irmãos e agradeço pela grande consideração. Obrigado amigo e prefeito Marquidoves, estamos juntos em Lagoa do Ouro, Correntes e Palmeirina. Deus abençoe esta união”, publicou Edimilson, dando margens as especulações.

A matéria do blog do colega Carlos Eugênio termina afirmando que de acordo com informações apuradas pelo Blog, o Prefeito Correntino ensaia uma candidatura a Deputado Estadual, contando com votos em vários municípios do Agreste, em especial Correntes, Lagoa do Ouro, Palmeirina e até de Garanhuns. Também são fortes as especulações de que Edimilson da Bahia busca mesmo é se viabilizar candidato a Prefeito na vizinha Palmeirina, já que apenas 24km separam os dois Municípios e “da Bahia” já vem se articulando na terra governada por Marcelo Neves (PSB), inclusive patrocinando e participando de eventos beneficentes naquele Município. Para disputar a ALEPE ou a Prefeitura de Palmeirina, o Prefeito Correntino teria que renunciar o mandato, deixando o Governo das Correntes com seu vice, Hugo César.

Silvio Costa Filho bem longe dos aliados de Temer

Silvio Costa Filho afirma que as ruas vazias ajudaram a reduzir a percepção da violência (Foto: Felipe Ribeiro/Folha PE)

O deputado estadual Silvio Costa Filho (PRB) não participará do segundo ato do bloco de oposição ao governo Paulo Câmara (PSB), marcado para o próximo dia 27, em Petrolina. O parlamentar, que vem sendo criticado pelo fato de defender o ex-presidente Lula (PT) e estar ao lado de lideranças da oposição no estado que apoiam o governo Temer, estará viajando na data. Porém, segundo ele, sua ausência não representa um afastamento do bloco.

Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta quarta (17), Silvio Filho afirmou que estará em “todos os eventos que a oposição fizer”. “Não vou poder ir ao evento do dia 27, pois vou viajar, mas o PRB estará representado. Tenho dito que estarei em qualquer evento que a oposição fizer. Se for do PSol, do PT ou dessa frente de oposição, a gente vai participar. O momento agora é de fortalecimento da oposição. E nós do PRB tomaremos a decisão na hora certa sobre o melhor caminho”, colocou.

Presente no primeiro ato, realizado no Recife, no dia 11 de dezembro, Silvio Filho foi criticado pelo vereador Rinaldo Júnior (PRB). “Entendemos a legitimidade desse grupo de oposição. Eu já faço oposição ao governador Paulo Câmara e ao prefeito Geraldo Júlio. Mas sou do campo da oposição que está do lado do trabalhador. E esse bloco não representa isso", colocou Rinaldo, na ocasião.

O segundo encontro será realizado em Petrolina, maior reduto eleitoral do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB), que pretende viabilizar sua candidatura a governador, pela oposição. Mas, para Silvio Filho, o nome do senador Armando Monteiro (PTB) é o melhor para representar o bloco. “Ele tem todas as qualificações e conhece Pernambuco”, disse.

Segundo o deputado, depois das festividades do Carnaval, o grupo deve decidir se lançará uma ou duas candidaturas para governador. “Neste momento, o que a oposição tem que fazer é se reunir em torno de uma pauta programática para Pernambuco. Então depois do Carnaval devemos ter o desfecho em torno dos nomes”, pontuou. (Blog da FolhaPE)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Conservadorismo popular e o comedor de gente

Carlos Andreazza

O brasileiro médio é difusamente conservador. Isso nada tem a ver com discussões filosóficas sobre conservadorismo. Não há formulação a respeito. Apenas sentimento; um impulso em defesa de valores — a ideia de família tradicional, por exemplo — percebidos como sob ameaça.

O brasileiro médio, vagamente conservador, somente quer preservar o — pouco — que tem. Ele não pode ser associado automaticamente à direita. Isso porque seu conservadorismo, antes de qualquer alinhamento político, consiste em posição — tão intuitiva quanto reativa — de sobrevivência, ora aditivada por constatação incontornável: a de que as pessoas estão insatisfeitas, convencidas de que a atividade política é eufemismo para ação criminosa, de que as pautas que prosperam nos gabinetes servem a minorias organizadas, e de que a elite dirigente alterna-se no poder alheia aos verdadeiros dramas da população.

Falo do que se pode chamar de conservadorismo popular, de matriz religiosa, nacionalista, disposto a embarcar na tentação autoritária de um líder populista que prometa resolver o problema, e fundamentalmente reacionário, seduzido pela memória que idealiza o passado. Num país com sólido histórico de intervenções armadas sobre a vida pública, esse saudosismo tem destino: regime militar.

Em artigo recente, o jornalista Paulo Roberto Silva foi preciso em definir o tripé que embasa tal lugar conservador: segurança, ordem e moralidade. Impossível, pois, não pensar em Jair Bolsonaro. Ele é a expressão eleitoral desse conservadorismo caseiro, de natureza pragmática, esvaziado de caráter ideológico, cuja base é a experiência do pobre. O deputado é o que melhor o explora; o que mais rapidamente mapeou esse conjunto de anseios sem representação; e o que mais habilmente discursa para encampá-los.

Impossível, portanto, não pensar também em Lula. Porque o ex-presidente já foi o porta-voz desse conservadorismo íntimo, estrato em que jamais o leram como prócer da esquerda, mas como “um de nós”, alguém de fácil identificação, que entendia os interesses dos excluídos, aos quais daria vez. Esse território, hoje, não lhe é mais exclusivo. Bolsonaro ocupa larga faixa, à qual somou seu exército de ressentidos.

Impõe-se, pois, uma reflexão. Estou entre os que consideram que o deputado será o principal prejudicado caso Lula não consiga disputar a Presidência. Baliza de orientação para todos os adversários, para nenhum outro, contudo, o ex-presidente seria referência maior — e isso porque Bolsonaro se tornou o maior nome eleitoral do antilulismo. Ocorre que essa polarização, elitista, talvez tenha alcance superestimado, e que a ausência de Lula resulte mesmo em impacto sobre a massa do conservadorismo doméstico de que trato aqui, aquela gente humilde e objetiva, que ignora o embate partidário e que não tem tempo para classificações ideológicas; esse povo que ora se enxerga no capitão.

Pergunto: na hipótese em que Lula é impedido de concorrer, será possível desprezar a migração da parcela não petista de seus eleitores para Bolsonaro? Sei que as pesquisas já captam o movimento; mas questiono: não estaria esse potencial subestimado?

É preciso estudar todos os cenários. O bolsonarismo é fenômeno que merece exame independentemente do destino de Bolsonaro em 2018. Com ou sem Lula na urna, porém, estou entre os que apostam na desidratação de sua candidatura uma vez iniciada a campanha e posta a moer a máquina eleitoral do establishment. Ele poderia, no entanto, dificultar a própria maceração. Mas, apregoando-se como o suprassumo da ética, montou armadilha fatal contra si, machucado por qualquer esbarrão no mais caro pilar do tripé que sustenta o conservadorismo familiar que exprime: o da moralidade.

Bolsonaro “comedor de gente”? Bolsonaro “comendo de gente” com dinheiro público? Aí, a casa começa a ruir. Bolsonaro com funcionário fantasma? Bolsonaro com assessor parlamentar — pago com recursos públicos — servindo em Angra dos Reis? Aí, a casa cai.

O deputado ergue sua mitologia sobre a pedra do político diferente. Para quem estica a corda da própria integridade assim, qualquer frouxidão no fio gera dissonância sobre a credibilidade; porque volta contra si a régua da pureza estabelecida para malhar os demais. Esse, todavia, foi o solo em que se plantou. Talvez — justiça seja feita — não houvesse alternativa; não para que chegasse aonde chegou. Para ele, mais que qualquer outro, não basta ser honesto. Tem de parecer; o mais honesto indivíduo já parido sobre a Terra. Bolsonaro pode perder tudo, até o auxílio-moradia, e ainda resistir. Mas não a supremacia moral, superfície sobre a qual o mais mínimo arranhão — ele e os seus sabem — será gangrena.

Esse medo da infecção ficou evidente a partir do levantamento patrimonial empreendido pela “Folha de S.Paulo”. Não há, na reportagem, prova de atividade ilícita. É legítimo, entretanto, estranhar que indivíduos cuja atividade sempre foi pública tenham podido comprar 13 imóveis. Esse pavor — a noção de que tinham a imagem em risco — acuou os Bolsonaro e os colocou em inédita posição defensiva.

Em vez de acusar conspirações onde só há necessária luz sobre a vida de quem quer presidir o país, Bolsonaro deveria dar satisfações claras ao brasileiro — pai de família, que não sonega impostos, dono apenas de princípios — que passou a duvidar do mito.

Em suma: é melhor Jair se explicando.


Carlos Andreazza é editor de livros


(O Globo)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Paulo Câmara diz que não há a menor possibilidade de apoiar Bolsonaro

Paulo CâmaraFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Apesar de o presidente estadual do PSL e deputado federal, Luciano Bivar, ter dito que vai pedir, ao governador Paulo Câmara, apoio para o deputado federal Jair Bolsonaro, o socialista descartou, nesta segunda-feira (15), a possibilidade de apoiar o presidenciável. Segundo ele, não há a menor possibilidade de a aliança com a sigla estar condicionada à candidatura do parlamentar.

A candidatura à Presidência da República de Bolsonaro, que veio ao Recife somente para selar a aliança com Bivar, foi anunciada no último dia 5, conforme o Blog da Folha divulgou em primeira mão. Bolsonaro é filiado ao PSC, havia prometido ir para o Patriota, tendo, inclusive colaborado para mudar o nome da legenda para o "PEN", mas terminou em namoro com o PSL.

A filiação à sigla, no entanto, só será fechada durante a janela partidária, em março, para evitar que seu mandato seja cassado. E a candidatura terá o martelo batido em agosto, durante a convenção do partido. O anúncio pegou a todos de surpresa, causou um imbróglio interno no PSL e poderá ter reflexos negativos na base do governador Paulo Câmara (PSB).
"Em nenhum momento ele (Luciano Bivar) nos procurou até porque ele sabe da posição do PSB, do partido que eu represento, e dos partidos da Frente Popular. Não há essa possibilidade. Evidentemente que Luciano é um parceiro nosso que nos apoiou lá trás, com Eduardo (Campos) e comigo também. Ele tem meu respeito e que vai ser sempre uma pessoa que vou conversar sempre que achar necessário. Mas não há essa opção de Bolsonaro na nossa frente política", afirmou o governador em evento de assinatura de convênio com o Tribunal de Justiça de Pernambuco para aplicação de penas alternativas, no Palácio das Princesas.
Integrante da base do governador, o PSL articula, por meio do vice-governador Raul Henry (MDB), uma conversa com Paulo Câmara. Luciano e Raul conversaram recentemente e o peemedebista teria sugerido um novo bate-papo, desta vez com a presença do governador. De acordo com Luciano, a ideia é expor o novo panorama após o lançamento da candidatura de Bolsonaro.
Embora Luciano tente atrair o apoio da Frente Popular, a Executiva Nacional do PSB já havia definido que irá marchar com os partidos de centro-esquerda. Entre os aliados, o tema é tratado com cautela. Segundo a deputada federal e presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, a aliança com o PSL não será verticalizada.

"Infelizmente os partidos, em sua grande maioria, não têm projeto programático nacional. As alianças locais não se misturam com a nacional", disse. PCdoB é um dos partidos que Bolsonaro faz duras críticas e afasta qualquer possibilidade de aliança. Questionada sobre o fato de as duas legendas fazerem parte da Frente Popular, Luciana voltou a argumentar que a candidatura de Bolsonaro pelo PSL não se relaciona com o projeto local. (Blog da Folha)

A semana em que as primeiras pedras atingiram a vidraça de Jair Bolsonaro

O deputado e presidenciável Jair Bolsonaro. FABIO RODRIGUES POZZEBOM (AG. BRASIL)

O presidenciável e deputado federal Jair Bolsonaro ainda nem assinou sua ficha de filiação ao Partido Social Liberal (PSL) e já traz três problemas para a sua futura legenda. O primeiro é o de conter a debandada de filiados. Um grupo que representava 12 dos 27 diretórios estaduais e 200 comissões municipais, além da Secretaria de Comunicação da legenda, anunciou a sua desfiliação. O segundo, o de explicar sua evolução patrimonial (e de seus três filhos parlamentares) no período em que passaram a ocupar cargos públicos. O caso foi denunciado em 23 reportagens, compartilhadas nas redes sociais por ao menos 470.000 pessoas, conforme o Monitor do Debate Político no Meio Digital. O terceiro é o de fazer a Executiva Nacional do PSL explicar um notório contrassenso: como é possível driblar o artigo 3º de seu estatuto, que expressa que o partido se considera um “forte defensor dos direitos humanos e das liberdades civis” enquanto aceita em seus quadros uma pessoa que elogia torturadores da ditadura militar e ataca a imprensa?

Conhecido como um partido de aluguel, com menos de dez segundos de tempo de TV, que recebe 5,3 milhões de reais do fundo partidário e só consegue eleger um deputado a cada eleição, o PSL passava por um processo de renovação. Nos últimos dois anos juntou em seus quadros milhares de novos filiados, que se definem como liberais nos costumes e na economia, para poder renovar o partido. Boa parte deles dissidentes do Movimento Brasil Livre (MBL). Outros, despertaram para a política após os protestos de junho de 2013. Se autodenominaram Livres. A maioria, agora, se desliga do PSL por entender que a chegada de Bolsonaro “é inteiramente incompatível com o projeto do Livres de construir no Brasil uma força partidária moderna, transparente e limpa”. A afirmação foi feita por meio de um comunicado conjunto dos participantes do grupo.

“O Bolsonaro representa a submissão do PSL a um projeto político personalista e o fim de um projeto de renovação”, declarou o cientista político Fábio Ostermann, membro do Conselho Nacional do Livres e candidato derrotado à prefeitura de Porto Alegre em 2016.

Criado em 2016, os Livres sentiram-se traídos pelo presidente do PSL, Luciano Bivar. “Estávamos reabilitando uma legenda amorfa, que era conhecida como legenda de aluguel. Criamos uma coesão, uma unidade de propósito dentro do partido, trazendo mensagem ideológica clara. A partir daí, trabalhávamos uma construção ideológica do partido, que antes não havia. Agora, vamos tomar nosso rumo”, afirmou Ostermann. Entre os que deixaram a legenda está Sergio Bivar, filho do presidente,  Luciano Bivar, suplente de deputado pelo Pernambuco e candidato derrotado na eleição presidencial de 2006.

Se para o nanico PSL a saída dos Livres pode ser uma perda, para o próprio grupo, aparentemente, foi uma vitória. “Por enquanto, nosso movimento representou um upgrade. Ele saiu fortalecido. Mostrou coerência e reconhecimento de diferentes grupos políticos”, afirmou Paulo Gontijo, empresário e presidente interino do Livres. Em tempos em que as redes sociais deverão ser fundamentais para a campanha, os Livres cresceram em uma semana o equivalente a seis. Desde o rompimento com o PSL, ganharam 6.000 novos seguidores, quando, em tempos normais, atingiam no máximo 1.000 por semana.

Até o fim do mês, conforme Gontijo, os Livres devem decidir qual será o seu rumo. A tendência é que seus candidatos agora se filiem a um grupo pequeno de partidos diferentes e possam, caso eleitos, seguirem defendendo suas bandeiras no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas. Siglas como PPS, PSDB, Rede, Podemos e Novo entraram em contato com representantes dos Livres para se solidarizar e para abrir as portas aos novos filiados.

Casa para sexo
Desde que assumiu sua pré-candidatura presidencial, Bolsonaro tem se apresentado como um político honesto, que não está envolvido em escândalos (cita frequentemente o mensalão e a Lava Jato) e ferrenho defensor da segurança pública. Mobiliza milhares de seguidores Brasil afora. Reportagens publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo e reproduzidas por parte da imprensa brasileira colocaram em dúvida a legalidade de suas declarações patrimoniais. Ele e seus três filhos que são parlamentares (um deputado federal, um deputado estadual e um vereador) possuem 13 imóveis que somam um valor de 15 milhões de reais. Vários deles com a declaração de compra em um valor inferior ao definido por impostos municipais. Além disso, Jair Bolsonaro recebia auxílio moradia da Câmara mesmo possuindo um imóvel próprio em Brasília, o que seria, no mínimo, imoral.

A enxurrada de críticas à família Bolsonaro tirou o pré-candidato presidencial do rumo. Em entrevista à Folha publicada nesta sexta-feira, ele alegou que o imóvel de Brasília era usado para fazer sexo. “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava para comer gente...”, disse o parlamentar ao jornal. À reportagem, ele também ataca os jornais brasileiros (diz que a maioria produz notícias falsas) e nega que tenha sonegado impostos, conforme afirmou em 1999 durante outra entrevista.

O reflexo dos últimos movimentos da imprensa foi a enxurrada de críticas a Bolsonaro e, certamente, uma das piores semanas para sua pré-candidatura. O Monitor do Debate Político no Meio Digital filtrou 470.000 compartilhamentos de reportagens negativas a Bolsonaro e de apenas 33.000 positivas. Uma proporção de 14 para 1. (El País)

Escorria no Tempo


Givaldo Calado de Freitas *


Não, amigo. Não! O Wagner é daqui. Das terras de Simôa. Que um dia resolvemos homenagear, atendendo a tantos pedidos da sociedade civil organizada da nossa cidade. Não, amigo. Não! No que pese Clarice ser internacional. No que pese ser a nossa maior contista e romancista. Enfim, a nossa maior... É que Wagner é daqui. E digo isso não porque ele trabalhou comigo. E talvez, até, também. Porque, aí, conheci melhor o seu talento.

Vejo Wagner, portanto, como a nossa Lispector de calça, no porvir. E estamos conversados.

Ah! Sei lá. Sei lá. Preciso ordenar melhor minha cabeça. Focá-la num objetivo. Objetivo ainda não definido. De vida? Sei lá. Sei lá. Até quando? Até quando? Cobro-me. É terrível... Amigo.

Enquanto decorre... E escorre... Recebo cobranças e cobranças de amigos e amigas como você. O que dizer? O que dizer? Valho-me do Senhor. E, resignado, deixo tudo em Suas mãos.

Prosa é conferir em "Isso Que Escorre". Que li num fôlego só. E por ter feito isso, sobrou-me tempo para conferi-lo. Devagar. Devagarinho. A tempo de avaliar a dor de Cássia e a tristeza de Murilo na peleja em que se meteram. Sobretudo, quando o amor deles "escorria" no que se chamava tempo. O "inconfessável tempo". E seus atos.

Penso que Wagner conseguiu contar em seus maravilhosos contos muito do que a grande Clarice Lispector não contou em seus "Todos os Contos". E a todos digo isso. Como o disse nessa XXVI Edição do FIG. À Karina. A Aristóteles. E a tantos presentes.

Aposto nesse “menino”. Sei de sua dedicação às Letras. Estas da “Última Flor do Lácio, inculta e bela”.

Conheço-o!


* Figura pública. Advogado de empresas. Empresário.

domingo, 14 de janeiro de 2018

O que o brasileiro pensa sobre o viés partidário da imprensa

NODAR CHERNISHEV / GETTY

O brasileiro quer uma mídia imparcial, mas quando comparado aos cidadãos de outras nacionalidades, é um dos povos com maior tolerância ao viés partidário da imprensa, segundo pesquisa realizada pelo Pew Research Center. Apesar das diferenças nos meios de comunicação e estruturas políticas, três quartos dos entrevistados em 38 países concordam que nunca é aceitável para uma organização de notícias favorecer um partido político em detrimento de outro. O Brasil ficou abaixo da média mundial: 60% dos participantes rejeitam o partidarismo da imprensa, um resultado que só é maior do que o registrado no Vietnã (57%), Filipinas (52%), Israel (47%) e Índia (25%).

Mesmo entre os brasileiros com maior nível de escolaridade (ensino médio ou mais), a porcentagem dos que não aceitam o partidarismo (72%) é mais baixa do que a média global (75%). E essa tolerância fica maior entre os entrevistados com menos estudo: 50% rejeitam o viés partidário.




A maior rejeição ao viés partidário da mídia foi identificada nos países europeus pesquisados. Espanha (89%), Grécia (88%), Polônia (84%) e Suécia (81%) são os países que apresentam uma oposição mais forte. Apesar de uma rejeição ainda alta, os europeus que censuram menos o partidarismo são os italianos (74%) e os franceses (76%).

Há uma tendência mundial em achar que a imprensa não cobre de maneira equilibrada os temas políticos. Na América Latina, esse aspecto é acentuado: na média, 54% acham que os órgãos de imprensa não reportam diferentes posições sobre as questões políticas do debate público. Na Argentina, 55% acham que a imprensa falha neste ponto. No Brasil, o índice atinge 48%.

Os dados são resultado de uma pesquisa com quase 42.000 pessoas realizada entre fevereiro e maio de 2017 e publicada nesta quinta-feira. No consenso global contra o viés da mídia, há exceções em países como Índia, Israel e Filipinas, onde quatro em cada 10 entrevistados consideram aceitável que um meio de comunicação, às vezes, favoreça um partido político. 27% dos brasileiros também aceitam o partidarismo "as vezes", um percentual superior ao da média mundial de 20%.


O trabalho diário da mídia, para leitores e espectadores, também foi abordado pela pesquisa. O estudo  identificou uma satisfação geral em relação ao desempenho da mídia impressa, rádio e televisão –, 73% dos entrevistados consideram que a mídia faz um trabalho bom na cobertura de grandes acontecimentos. Mas o grau de satisfação muda em diferentes regiões pesquisadas, sendo os latinos são os mais críticos em relação a qualidade da cobertura de grandes eventos da imprensa. Para uma parte dos chilenos (43%), argentinos (41%) e colombianos (41%), a mídia não faz uma cobertura adequada.

Há apenas dois países em que a maioria dos entrevistados disseram que a mídia não faz um bom trabalho no quesito acontecimentos: Grécia (57%) e Coreia do Sul (55%). No Brasil, 28% dos entrevistados afirmam que a imprensa não faz uma boa cobertura; 66% afirmam que a imprensa tem uma cobertura boa ou muito boa.

Embora sejam moderadas na maioria dos casos, as maiores críticas estão em relação a membros dos governos. Os gregos e os sul-coreanos são os mais críticos: 72% consideram que seus meios de comunicação não informam bem sobre o desempenho do Executivo e seus membros. A avaliação dos holandeses (82%), indonésios (85%) e tanzanianos (89%) nesse aspecto é mais positiva: a grande maioria considera que a imprensa faz seu trabalho “bem” ou "muito bem". Entre os brasileiros, 37% criticam o trabalho de supervisão do Governo, enquanto 57% elogiam.

O estudo também avaliou o tipo de informação que é mais seguida. Mais de duas em cada três pessoas entrevistadas seguem notícias locais ou nacionais, uma proporção menor quando se trata de informações internacionais (com uma média de 57% em todo o mundo). O interesse informativo dos habitantes de outros países em relação aos Estados Unidos, a grande potência mundial, é ainda mais baixo, apenas 48% na média global. A América Latina é a região com menor interesse nos EUA 32%, contra 53% da Ásia, 52% da África e 51% da Europa.


ELEITORES DE TRUMP APOIAM MENSAGEM DO PRESIDENTE CONTRA MÍDIA


A atitude em relação à mídia depende mais da orientação política do leitor do que de outros fatores, como idade, nível educacional ou gênero, de acordo com o estudo do Pew Research Center. Os que se identificam com o partido no Governo estão mais satisfeitos com a mídia do que aqueles que não o apoiam. No Canadá, a diferença entre os dois grupos é de 22 pontos.

Somente em dois dos 38 países analisados ocorre o contrário. Em Israel e nos Estados Unidos, os que estão mais insatisfeitos são aqueles que apoiam o partido no poder. Apenas 24% dos republicanos estão satisfeitos com a mídia. Entre os não republicanos, a parcela é mais do que o dobro. (El País)

Itaquitinga Recebe Nova Iluminação Pública


O Prefeito de Itaquitinga, Geovani Oliveira (PMN) deu o start no dia de ontem do Programa Iluminar, trata-se da substituição de todas as lâmpadas dos pontos de iluminação da cidade.  Inicialmente o programa começa pelo maior bairro da cidade: Bairro da Chã do Fogo e seguirá por todos os bairros da sede, povoados, zona rural e Distrito de Chã de Sapé.

"Nosso objetivo é antes de tudo proporcionar segurança a toda a comunidade. A iluminação faz parte de um projeto que vai dar suporte a outro programa que vamos colocar em ação que é o Monitoramento da Segurança, com câmeras espalhadas pela cidade, nos pontos estratégicos e aparelhamento da Nova Guarda Municipal. Queremos uma cidade mais segura e eficaz para todos." Afirmou Geovani.

A Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano é a responsável pelo programa. "Estamos nas ruas todos os dias para melhorar a vida da comunidade. A cidade é de todos e trabalhamos para todos sem distinção, essa e a orientação do Prefeito e também a nossa missão. Vamos avançar cada vez mais.” Frisou George Gonçalves, secretário da pasta.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Justiça e Constituição serão testadas em 2018


O repórter especial Frederico Vasconcelos, que trabalha na Folha desde 1985, reúne em seu Blog textos investigativos, aborda gastos públicos, política nacional e judiciário, publicou excelente antigo com o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, que diz acreditar que, em 2018, “o sistema de Justiça e a própria Constituição serão colocados à prova o tempo todo”.

Segundo o presidente da OAB, haverá, no entanto, “a oportunidade para avançarmos muito no esforço da superação da crise, em todas as suas facetas: política, ética, econômica e social.”

Contribuirá para isso a nova legislação eleitoral, com a proibição de doações de empresas e doações ocultas para partidos e políticos, uma conquista da OAB obtida no Supremo Tribunal Federal.

A entidade prega a aplicação rigorosa da lei para coibir os “crimes corriqueiros, como caixa 2 e compra de votos”. A OAB vai aproveitar a experiência das eleições municipais de 2016 para receber denúncias de crimes eleitorais.

“Advocacia, magistrados e Ministério Público– deverão zelar pela manutenção de um ambiente favorável à tomada de decisões pautadas pela lei, não pelas paixões e cores ideológicas”, diz.

A OAB se manterá ativa na cobrança pelo respeito ao Estado Democrático de Direito, promete Lamachia. “Não se combate o crime cometendo outros crimes e arbitrariedades”, afirma Lamachia.

O gaúcho Claudio Pacheco Prates Lamachia é o primeiro advogado atuante no Rio Grande do Sul a presidir o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Foi duas vezes presidente da OAB-RS.


Veja em sua integra o artigo do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia:


Dificilmente veremos em 2018 a superação completa do cenário tenso e conflituoso que começou a se agravar em meados de 2013, quando enormes manifestações de rua passaram, de forma muito clara, a mensagem de que a sociedade não tolera mais a corrupção e o mau uso das engrenagens públicas.

Haverá, no entanto, a oportunidade para avançarmos muito no esforço da superação da crise, em todas as suas facetas: política, ética, econômica e social.

As eleições gerais de outubro acontecerão sob a égide da nova legislação. Não são mais permitidas as doações de empresas nem as doações ocultas para políticos e partidos –uma conquista que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) obteve no Supremo Tribunal Federal e que beneficia toda a sociedade, na medida em que aprimora e moraliza o sistema político.

Os desafios, no entanto, serão muitos.

O sistema de Justiça e a própria Constituição serão colocados à prova o tempo todo. A advocacia não medirá esforços para protegê-los. Para isso, será fundamental atuar por um ambiente favorável e decente para as eleições, com a aplicação rígida da lei e a coibição dos crimes corriqueiros praticados ao longo dos anos, como caixa 2 e compra de votos.

A OAB aprimorou a experiência bem-sucedida que teve na eleição municipal de 2016 e, no ano que vem, disponibilizará, mais uma vez, um sistema de recebimento de denúncias de crimes eleitorais.

Qualquer cidadão, de forma anônima, poderá registrar informações capazes de permitir uma apuração. Faremos uma triagem. Os casos com dados suficientes para embasar uma denúncia serão formalizados às autoridades investigativas e a OAB acompanhará passo a passo, cobrando celeridade e eficiência no combate à corrupção.

O cenário que se desenha também é de investida sobre a Justiça. Todos os integrantes do sistema judicial –advocacia, magistrados e Ministério Público– deverão zelar pela manutenção de um ambiente favorável à tomada de decisões pautadas pela lei, não pelas paixões e cores ideológicas.

A OAB se manterá ativa na cobrança pelo respeito ao Estado Democrático de Direito. O combate ao crime avançou muito nos últimos anos e não podemos correr o risco de registrar retrocessos motivados por erros que atentem contra a democracia e o sistema de direitos e garantias. Não se combate o crime cometendo outros crimes e arbitrariedades.

No ano que vem, esperamos a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei 8.347/2017, que já foi aprovado pelo Senado e estabelece punições para quem viola os direitos da cidadania. Defender as prerrogativas da advocacia não é uma tarefa fácil –sobretudo num momento tão marcado por extremismos e intolerância como é o atual. Mas nós preferimos os caminhos corretos aos fáceis.

O projeto em questão é benéfico para toda a sociedade. Ele não tem o condão de dar salvo conduto para advogadas e advogados cometerem crimes. Todos os profissionais da advocacia respondem por seus atos, como qualquer cidadão. Mas não podem responder pelos atos de terceiros.

O projeto estabelece penas para um crime que já existe, mas que não tem penalidades definidas. Da forma como está hoje, impera a impunidade para quem desrespeita a legislação.

Seguiremos cobrando respostas às demandas sociais vocalizadas pela OAB, maior entidade da sociedade civil do país, com mais de 1 milhão de inscritos.

Exemplo dessas demandas são ações como a Adin 5.096, em que a OAB cobra a correção da tabela do Imposto de Renda, e a ADO 44, em que a OAB requer regulamentação para os cargos em comissão no serviço público com o objetivo de acabar com a farra da nomeação de aliados políticos e amigos em detrimento da competência e da eficiência.

Que venham 2018 e seus desafios. A OAB responderá positivamente à defesa dos direitos e garantias das cidadãs e cidadãos e da Constituição Federal.

Ano novo, vida nova! Será?

Cristina Moraes *


O importante é acreditar sempre que haverá mudança positiva para cada romper de um novo ano.

Mas precisamos entender que tudo vai depender de cada um de nós.

Somos a ferramenta principal nesta nova história que será escrita em mais um ano novo.

De certo que não há um botão onde acionaremos e tudo será transformado, assim como nos contos de fada.

Que no pedido à linda fadinha teremos todos os problemas resolvidos.

Aquele peso a mais diminuído.

O Brasil sem corrupção.

O salário tenha o seu valor para atender às necessidades de todos os brasileirinhos, que são um verdadeiros heróis e fazem mágica para sustentar a sua família com um valor que ainda nem chegou a cifra de R$ 1.000,00 reais.

Os hospitais tenham leitos, material humano e hospitalar para atender a todos que vivem a procura de serem atendidos e que este atendimento seja humano.

Que a educação tenha um ensino de qualidade com os profissionais sendo reconhecidos e com seus direitos respeitados.

Que todos que se proponham a assunção de uma atividade pública sejam cidadãos e cidadãs éticos e éticas na condução das suas atribuições.

Que àqueles que têm cargos privilegiados não se deixem levar pela vaidade, cargos passam, pessoas ficam.

Tudo só vai depender de cada um de nós.

Precisamos todos estar preparados e focados para fazer um ano realmente novo, com pensamento e força de vontade para termos um novo calendário, começando por cada um de nós.

Que todos possam acreditar em dias melhores para um Brasil isonômico e com uma distribuição de renda igualitária.

E assim, aproveito para desejar um FELIZ 2018.


* Funcionaria pública do setor de tributos da prefeitura municipal de Garanhuns.